Hedyosmum brasiliense - Chá-de-bugre

Nomes populares

Chá-de-bugre, chá-de-índio, cidreira-do-mato, erva-de-soldado, limãozinho-do-mato

Nome científico

Hedyosmum brasiliense Miq.

Voucher

43B Schwirkowski & Bianconcini (MBM391827)

Sinônimos

Hedyosmum acutifolium Cordemoy

Hedyosmum grandifolium Occhioni

Hedyosmum weddelianum Cordemoy

Família

Chloranthaceae

Tipo

Nativa, não endêmica do Brasil.

Descrição

Árvore com altura de 3-6 m, dioica, dotada de copa irregular, com folhagem decídua, ramos nodosos e carnosos, de tronco tortuoso, de 15-25 cm de diâmetro, revestido por casca áspera e partida, de cor acinzentada. Folhas mais ou menos carnosas, aromáticas, com bainha peciolar frouxa e parte livre do pecíolo de 0,7-1,6 cm; lâmina glabra em ambas as faces, de 8-19 cm de comprimento por 2,5-5,0 cm de largura. Inflorescências axilares e terminais, as masculinas compostas por 3-8 espigas e as femininas paniculadas e envoltas por brácteas florais carnosas unidas na base. Fruto do tipo drupa globosa, levemente trígona, leitosa, com cálice persistente envolvido por brácteas carnosas (LORENZI, 2009, p. 76).

Característica

Floração / frutificação

Agosto a novembro, frutificando de novembro a março.

Dispersão

Zoocórica

Habitat

Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica, na Floresta Ombrófila Densa, Floresta Ombrófila Mista e Floresta Estacional Semidecidual.

Distribuição geográfica

Norte (Pará), Nordeste, Centro-Oeste (Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal), Sudeste (Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina) (LEITMAN, 2010).

Etimologia

Propriedades

Fitoquímica

Fitoterapia

Os amentilhos e folhas são utilizados na medicina popular, sendo usadas como anti-reumática, analética, febrífuga, antidiarréica, e antidisentérica. Na forma e vinho, é tônica e afrodisíaca. Há indicações desta planta também para cefalagias, dores de cabeça, doenças do ovário, frieiras, afecções estomacais, doenças pulmonares e urinárias e feridas em geral.

Fitoeconomia

A madeira que fornece é leve, de textura grossa e grã direita, mas possui baixa resistência ao ataque de organismos xilófagos. Produz muitos frutos, os quais são apreciados pela avifauna, devido a isso é recomendada para reflorestamentos heterogêneos destinados a áreas de preservação, principalmente em terrenos brejosos.

Injúria

Comentários

Na língua Guarani é chamada de ambay mirï.

Bibliografia

Catálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 1 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. -

Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 875 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol1.pdf>.

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LEITMAN, P. 2010. Chloranthaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB006808).

LORENZI, H. Árvores Brasileiras. Instituto Plantarum. Nova Odessa, SP, 2009. 384p. il. v. 3.

OLIVEIRA, D. Nhanderukueri Ka’aguy Rupa – As Florestas que Pertencem aos Deuses. Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis, 2009. 182p. il. Disponível em: <http://www.pluridoc.com/Site/FrontOffice/default.aspx?Module=Files/FileDescription&ID=4402&lang=>.

PLANTAS DA FLORESTA ATLÂNTICA. Editores Renato Stehmann et al. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2009. 515p. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_floresta_atlantica.zip>.

PLANTAS MEDICINAIS. CD-ROM, versão 1.0. PROMED – Projeto de Plantas Medicinais. EPAGRI – Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina S.A. Coordenação: Antônio Amaury Silva Junior. Itajaí, Santa Catarina. 2001.

SOUZA, V. C.; LORENZI, H. Chave de Identificação Para as Principais Famílias de Angiospermas Nativas e Cultivadas do Brasil. Instituto Plantarum. São Paulo, 2007. 31p. il.