Lonicera japonica - Madressilva

Nomes populares

Madressilva, madressilva-do-japão, madressilva-dos-jardins, madressilva-da-china

Nome científico

Lonicera japonica Thunb. ex Murray

Voucher

731 Schwirkowski (MBM)

Sinônimos

Caprifolium hallianum Hort.

Lonicera brachypoda DC.

Lonicera chinensis Wats.

Lonicera flexuosa Thunb.

Família

Caprifoliaceae

Tipo

Subespontânea

Descrição

Planta trepadeira de ramos curtos, perene, rizomatosa, de colmos lenhosos, com até 8 m de compr. Caule longo, flexível, cilíndrico, piloso, castanho, liso. Folhas opostas; lâminas 4-7,5 x 1,2-3 cm, lanceoladas, oblongo-lanceoladas, ou elíptico-lanceoladas, cartáceas, glabras, exceto por alguma pilosidade na venação média, ápice agudo ou obtuso, abruptamente acuminado ou mucronado, base arredondada, subtruncada ou obtusa, margem inteira, revoluta, ciliada; face adaxial verde escuro, opaca. Face abaxial verde-pálido, opaco, com venação média proeminente; pecíolos 5-12 mm compr. castanhos, pubescentes. Flores com fragrância, sésseis, em pares no final dos curtos ramos axilares; brácteas 2, na base de cada flor, ovadas, arredondadas, ca. 0,7 mm compr. ciliadas. Cálice verde, tubular, ca. 3 mm compr. sépalas 5, subuladas, ca. 1 mm compr.; corola branca, mudando para amarelada quando madura, 2,5-2,5 cm compr. infundibuliforme, com tubo puberulento exteriormente; limbo com 5 lobos, um dos quais mais longo (ca. 2,2 cm) e livre; estames 4, exsertos; estilete exserto. Fruto tipo baga, negro, 6-7 mm compr., elipsóide.

Característica

Floração / frutificação

Janeiro e fevereiro.

Dispersão

Habitat

Mata Atlântica

Distribuição geográfica

Planta originária da Ásia. Ocorrendo como subespontânea em muitos estados do Brasil.

Etimologia

Propriedades

Fitoquímica

Fitoterapia

Possui aplicações na medicina caseira.

Fitoeconomia

Planta ornamental, podendo ser utilizada para revestimento de muros e cercas. É uma ótima planta para apicultura.

Injúria

Planta originalmente ornamental, que escapou do cultivo e tornou-se infestante de difícil erradicação, ocorrendo em terrenos baldios, beira de estradas e linhas de cerca. É muito freqüente na região Sul do Brasil.

Comentários

Bibliografia

ACEVEDO-RODRÍGUEZ, P. Vines and Climbing Plants of Puerto Rico and the Virgin Islands. Smithsonian Institution. Contributions from the United States National Herbarium. Volume 51: 1-483. 2005. Disponível em: <http://botany.si.edu/antilles/PRFlora/vines.html>.

LORENZI, H. Plantas Daninhas do Brasil: Terrestres, Aquáticas, Parasitas e Tóxicas. Instituto Plantarum. Nova Odessa, SP, 4ª ed. 2008. 672p. il.

SOUZA, V. C.; LORENZI, H. Botânica Sistemática: Guia Ilustrado Para Identificação das Famílias de Fanerógamas Nativas e Exóticas no Brasil, Baseado em APG II. 2 ed. Instituto Plantarum. Nova Odessa, SP, 2008. 704p. il.