Gênero: Tillandsia

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Nomes popularesCravo-do-matoNome científicoTillandsia geminiflora Brongn.Voucher1240 Schwirkowski (MBM)SinônimosFamíliaBromeliaceaeTipoNativa, não endêmica.DescriçãoPlanta florida 12–20 cm alt., epífita. Folhas maleáveis, 9–12 cm compr., roseta não formando tanque; bainha reduzida, 1–1,5 cm larg., alva; lâmina subulada, atenuada, 0,6–1,2 cm larg., verde, indumento argênteo denso. Escapo ereto a curvo, 5,5–9 cm compr.; brácteas do escapo foliáceas, 8–3,5 cm compr., mais longas que os entrenós, verdes. Inflorescência em racemo heterotético duplo, 4–7 × 3–6 cm, globosa, densa; brácteas primárias elípticas, caudadas, 1,5–4,5 compr., verdes com nuances vinosas; ramos 6–12, eretos, 2–4 flores sendo a apical estéril; brácteas florais triangulares, acuminadas, encurvadas, 0,7–1,2 cm compr., mais curtas que as sépalas, carenadas, róseas. Flores dísticas com pedicelo curto; sépalas oblongo-lanceoladas, acuminadas, ca. 1 cm compr., carenadas, róseas; pétalas lineares, retusas, ca. 1,5 cm compr., rósea escura, sem apêndices; estames inclusos (COSTA, 2009, p. 9).CaracterísticaFloração / frutificaçãoFloresce de setembro a outubro e os frutos aparecem em dezembro.DispersãoAnemocóricaHábitatOcorre no Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica. É exclusivamente epífita, especialmente da Mata Atlântica, vivendo em florestas úmidas, matas de galeria e áreas degradadas.Distribuição geográficaOcorre no Paraguai, Uruguai, Argentina e no Brasil nos Estados da Paraíba, Pernambuco, Bahia, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.EtimologiaPropriedadesFitoquímicaÉ uma planta bioindicadora da qualidade do ar, pois absorve substâncias tóxicas que se acumulam em seus tecidos, demonstrando externamente graus de intoxicação à que estão submetidas pela poluição atmosférica.FitoterapiaFitoeconomiaInjúriaComentáriosNa família Bromeliaceae o gênero Tillandsia é o que tem maior número de espécies, distribuídas em toda a região neotropical.BibliografiaCatálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 1 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. -Rio de Janeiro: Andrea Jakobsson Estúdio: Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 875 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol1.pdf>.COSTA, A. F. da; WENDT, T. Bromeliaceae na Região de Macaé de Cima, Nova Fraiburgo, Rio de Janeiro, Brasil. Rodriguésia 58(4): 905-939. 2007. Disponível em: <http://rodriguesia.jbrj.gov.br/rodrig58_4/001-07.pdf>.FIORATO, L. O Gênero Tillandsia L. (Bromeliaceae) no Estado da Bahia, Brasil. Instituto de Botânica da Secretaria de Estado do Meio Ambiente. São Paulo, 2009. 123p. il. Disponível em: <http://www.biodiversidade.pgibt.ibot.sp.gov.br/teses_dissert/Diserta%E7%F5es%202009/Luciana%20Fiorato/Luciana.2009.pdf>.FORZZA, R.C., Costa, A., Siqueira Filho, J.A., Martinelli, G. 2010. Bromeliaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB006376).MENDONÇA, P. G. et al. Similaridade Entre Espécies Brasileiras do Gênero Tillandsia L. (Bromeliaceae) Com Base em Dimensões Foliares; Revista SEB, ano 10-2.ind. 72. 2007. Disponível em: <http://www.seb-ecologia.org.br/revista_ano11_1-2/revista_ano11_1-2.pdf>.PLANTAS DA FLORESTA ATLÂNTICA. Editores Renato Stehmann et al. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2009. 515p. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_floresta_atlantica.zip>.
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Nomes popularesCravo-do-matoNome científicoTillandsia tenuifolia L.Voucher744 Schwirkowski (MBM)SinônimosTillandsia tenuifolia L. var. tenuifoliaTillandsia tenuifolia var. disticha (L.B.Sm.) L.B.Sm.Tillandsia tenuifolia var. dungsiana E.PereiraTillandsia tenuifolia var. saxicola (L.B.Sm.) L.B.Sm.Tillandsia tenuifolia var. strobiliformis EhlersTillandsia tenuifolia var. vaginata (Wawra) L.B.Sm.FamíliaBromeliaceaeTipoNativaDescriçãoPlanta florida ca. 19 cm alt., epífita. Folhas rígidas, 3–14 cm compr., as mais externas menores, não formando tanque; bainha reduzida, 0,8–1,1 × 0,5–1 cm, alva; lâmina subulada, atenuada, ca. 0,3 cm larg., verdes, indumento argênteo denso. Escapo ereto, ca. 9 cm compr., verde; brácteas do escapo elípticas, caudadas, ca. 2,7 cm compr., mais longas que os entrenós, envolvendo o escapo, vinosas. Inflorescência em espiga, ca. 3,5 cm, densa; brácteas florais elípticas, agudas, encurvadas, ca. 1,7 × 1 cm, não carenadas, vinosas. Flores polísticas, sésseis; sépalas elípticas, agudas, ca. 1,1 cm compr., as posteriores carenadas e concrescidas por 2/3; pétalas lineares, obtusas, ca. 2,2 cm compr., alvas; estames inclusos. (COSTA, 2007).CaracterísticaFloração / frutificaçãoFloresce de agosto a dezembro com pico de floração nos meses de setembro e outubro.DispersãoHabitatOcorre na Amazônia, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica, em todas as formações florestais.Distribuição geográficaEspécie amplamente distribuída da América Central à Argentina e Brasil.Ocorre no Nordeste (Ceará, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Alagoas, Sergipe), Centro-Oeste (Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul), Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul)(FORZZA, 2010).EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaOrnamental.InjúriaComentáriosBibliografiaCatálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 1 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. -Rio de Janeiro: Andrea Jakobsson Estúdio: Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 875 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol1.pdf>.COSTA, A. F. da; WENDT, T. Bromeliaceae na Região de Macaé de Cima, Nova Fraiburgo, Rio de Janeiro, Brasil. Rodriguésia 58(4): 905-939. 2007. Disponível em: <http://rodriguesia.jbrj.gov.br/rodrig58_4/001-07.pdf>.FIORATO, L. O Gênero Tillandsia L. (Bromeliaceae) no Estado da Bahia, Brasil. Instituto de Botânica da Secretaria de Estado do Meio Ambiente. São Paulo, 2009. 123p. il. Disponível em: <http://www.biodiversidade.pgibt.ibot.sp.gov.br/teses_dissert/Diserta%E7%F5es%202009/Luciana%20Fiorato/Luciana.2009.pdf>.FORZZA, R.C., Costa, A., Siqueira Filho, J.A., Martinelli, G. 2010. Bromeliaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB006409).MENTZ, L. A.; LUTZEMBERGER, L. C.; SCHENKEL, E. P. Da Flora Medicinal do Rio Grande do Sul: Notas Sobre a Obra de D’ÁVILA (1910). Caderno de Farmácia, v. 13, n. 1, p.25-48, 1997. Disponível em: <http://www.ufrgs.br/farmacia/cadfar/v13n1/pdf/CdF_v13_n1_p25_48_1997.pdf>.PLANTAS DA FLORESTA ATLÂNTICA. Editores Renato Stehmann et al. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2009. 515p. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_floresta_atlantica.zip>.SCHULTZ, A. R. Botânica Sistemática. 3ª ed. Editora Globo. Porto Alegre, 1963. 428p. il. v. 2.
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Nomes popularesBarba-de-velho, barba-de-pau, camambaiaNome científicoTillandsia usneoides L.BasionônioSinônimosTillandsia crinita Willd. ex BeerTillandsia filiformis Lodd.Tillandsia pendula LouvainTillandsia trichoides Kunth.FamíliaBromeliaceaeTipoNativa, não endêmica do Brasil.DescriçãoEpífita, 2-5cm, pendente dos ramos das árvores; caule filiforme, foliáceo, com entrenós alongados, ca. 2-4cm; raízes ausentes na fase adulta. Folhas pouco numerosas, 3-5, dispostas ao longo do caule, dísticas, patentes, 2-7cm, densamente lepidotas; bainha amplectiva; lâminafiliforme. Escapo 0-1cm, não ultrapassando o comprimento das folhas, filiforme, lepidoto; brácteas 2, 10-40×3-4mm, a externa duas vezes mais longa do que a interna, imbricadas, lepidotas. Inflorescência uniflora; escapo diminuto ou ausente. Brácteas florais acinzentadas, 5-6×3-4mm, menores que as sépalas, elípticas, ápice caudado, lepidotas. Flores com sépalas 5-6mm, livres, lanceoladas, ápice agudo, lepidotas; pétalas esverdeadas ou amareladas, 9-10mm, liguladas, ápice agudo; estames livres, inclusos, atingindo ca. 1/2 do comprimento das pétalas, mais longos que o gineceu, filetes retos, anteras dorsifixas; ovário elipsóide, estilete muito mais curto que o ovário (FIORATO, 2009, p. 79).CaracterísticaFloração / frutificaçãoFloresce raramente, reproduz-se principalmente por crescimento vegetativo.DispersãoO vento e os pássaros transmitem-na duma árvore para outra.HábitatCaatinga, Cerrado e Mata Atlântica, em todas as formações florestais.Distribuição geográficaNordeste (Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Alagoas, Sergipe), Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) (FORZZA, 2010).EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaPossui propriedades medicinais, sendo utilizada, no sul dos Estados Unidos, para aliviar sintomas de Diabetes mellitus; outras propriedades medicinais desta planta são: antibiótica, anti-reumática, adstringente e anti-hemorroidal. Antigamente era usada, junto com alguma gordura, tipo manteiga de cacau, como supositório nas hemorróidas. Os índios Guarani utilizavam-se desta planta como medicinal, e sua propriedade principal era a de evitar gravidez; mas a medicina popular utiliza-a também contra o ingurgitamento do fígado, no combate às hérnias, úlceras, varizes, dores e inflamações no reto, e como adstringente, colagoga e anti-reumática.FitoeconomiaEspécie muito comum e utilizada em artesanato. No início do século passado era utilizada como enchimento de colchões, travesseiros, selins, almofadas e para acondicionamento. Quando submetida à um banho em água fervente, desprende-se todo o tecido cortical, sobrando a parte lenhosa em forma de filamentos escuros e cilíndricos, intrincadamente enovelados.Outros usos da barba-de-velho são como ornamental ou como substrato antichoque para embalagens de produtos frágeis.Ocorre em áreas com elevada umidade atmosférica, e não suporta poluição intensa, sendo considerada bioindicadora de qualidade do ar. Muitas espécies de aves utilizam os filamentos desta espécie para a confecção de ninhos.InjúriaÉ considerada planta daninha em pomares.ComentáriosPropaga-se tanto vegetativamente como por sementes. Esta espécie encontra-se na lista das espécies ameaçadas de extinção do Rio Grande do Sul, e está classificada como em estado vulnerável.BibliografiaCatálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 1 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. -Rio de Janeiro: Andrea Jakobsson Estúdio: Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 875 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol1.pdf>.FIORATO, L. O Gênero Tillandsia L. (Bromeliaceae) no Estado da Bahia, Brasil. Instituto de Botânica da Secretaria de Estado do Meio Ambiente. São Paulo, 2009. 123p. il. Disponível em: <http://www.biodiversidade.pgibt.ibot.sp.gov.br/teses_dissert/Diserta%E7%F5es%202009/Luciana%20Fiorato/Luciana.2009.pdf>.FONSECA, E. T. Indicador de Madeiras e Plantas Úteis do Brasil. Officinas Graphicas VILLAS-BOAS e C. Rio de Janeiro, 1922. 368 p. Disponível em: <http://www.archive.org/download/indicadordemadei00teix/indicadordemadei00teix.pdf>.FORZZA, R.C., Costa, A., Siqueira Filho, J.A., Martinelli, G. 2010. Bromeliaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB006412).LINDENMAIER, D. S. Etnobotânica em Comunidades Indígenas Guaranis no Rio Grande do Sul. Universidade de Santa Cruz do Sul. Rio Grande do Sul, 2008. 44p. Disponível em: <http://www.scribd.com/doc/19857491/MONOGRAFIADiogo-Lindenmaier>.LORENZI, H. Plantas Daninhas do Brasil: Terrestres, Aquáticas, Parasitas e Tóxicas. Instituto Plantarum. Nova Odessa, SP, 4ª ed. 2008. 672p. il.LUCIETTO, C. et al. Triterpenos Isolados de Tillandsia stricta (Bromeliaceae); Instituto de Ciências Biológicas, Médicas e da Saúde, Universidade Paranaense, Umuarama, Paraná, Brasil. 2005. Disponível em: <http://sec.sbq.org.br/cd29ra/resumos/T0212-1.pdf>.MENTZ, L. A.; LUTZEMBERGER, L. C.; SCHENKEL, E. P. Da Flora Medicinal do Rio Grande do Sul: Notas Sobre a Obra de D’ÁVILA (1910). Caderno de Farmácia, v. 13, n. 1, p.25-48, 1997. Disponível em: <http://www.ufrgs.br/farmacia/cadfar/v13n1/pdf/CdF_v13_n1_p25_48_1997.pdf>.PLANTAS DA FLORESTA ATLÂNTICA. Editores Renato Stehmann et al. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2009. 515p. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_floresta_atlantica.zip>.PLANTAS MEDICINAIS. CD-ROM, versão 1.0. PROMED – Projeto de Plantas Medicinais. EPAGRI – Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina S.A. Coordenação: Antônio Amaury Silva Junior. Itajaí, Santa Catarina. 2001.SCHULTZ, A. R. Botânica Sistemática. 3ª ed. Editora Globo. Porto Alegre, 1963. 428p. il. v. 2.