Gênero: Blechnum

Nomes popularesNome científicoBlechnum polypodioides RaddiVoucher506 Schwirkowski (MBM)SinônimosAsplenium blechnoides Lag. ex Sw.Blechnum angustifrons FéeBlechnum blechnoides (Lag. ex Sw.) C. Chr.Blechnum pohlianum C. Presl.Blechnum unilaterale Sw. f. malus Sehnem.FamíliaBlechnaceaeTipoNativa, não endêmica do BrasilDescriçãoPlantas terrícolas; caule ereto a decumbente, com estolhos, com escamas nigrescentes ou castanhas, concolores ou atrocostadas na base e nigrescentes em direção ao ápice, estreitamente triangulares, ca. 2mm x ca. 0,8mm, a margem predominantemente inteira, às vezes com tricomas ; folhas monomorfas, 9,3-63,2cm compr.; pecíolo 0,4-25,9cm compr., 0,9-1,1mm diâm., paleáceo, esparsamente recoberto por escamas geralmente castanhas, às vezes com listras nigrescentes, lanceoladas, de base alargada, as mais próximas ao caule semelhantes às escamas deste, com tricomas hialinos; lâmina 8,7-37,3 x 0,6-6,4cm, papirácea, glabra ou com tricomas hialinos esparsos em ambas as faces e nas margens, pinatissecta, linear-lanceolada, estreitamente elíptica ou oblanceolada, gradual a abruptamente atenuada para a base e para o ápice, geralmente com 1-2(4) pares de pinas basais mais largas que longas; raque pilosa, com tricomas hialinos em ambas as faces; bulbilhos ausentes; aeróforos ausentes; pinas 15-34 pares, 0,8-3,2 x 0,5-1,2cm na base, patentes a ascendentes, totalmente adnatas à raque, decorrentes e surcurrentes, as basais fortemente surcurrentes, estreitamente triangulares, de margem aparentemente inteira (finamente 134 denticulada), plana, de ápice agudo, acuminado ou mucronulado (as basais de ápice agudo, obtuso ou raramente arredondado); nervuras livres, indivisas ou 1-3x furcadas, levemente espessadas no ápice, terminando antes da margem (DITTRICH, 2005, p. 148).CaracterísticaBlechnum polypodioides difere de B. asplenioides pelos segmentos medianos, 5-15 pares por lâmina, oblongos e subfalciformes e os soros ocorrem em ambos os lados da costa; enquanto que em B. asplenioides os segmentos medianos são em menor número, 22-35 pares por lâmina, deltóide-lanceolados e os soros, em uma série de segmentos, ocorrem somente no lado inferior da costa (ROCHA, 2008, p. 53).Blechnum polypodioides pode ser confundido com Blechnum laevigatum, principalmente pelas características semelhantes do indumento. Porém B. laevigatum apresenta tricomas pluricelulares linear-septados na raque, nervuras, tecido laminar e margem da lâmina, enquanto que em B. polypodioides os tricomas são unicelulares ou glandulares, e estando ausentes da margem da lâmina (SCHWARTSBURD, 2006, p. 49).Floração / frutificaçãoDispersãoHabitatEspécie que geralmente forma grandes populações em locais bem iluminados, como em barrancos, paredes rochosas ou orlas florestais, na Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal. É encontrada nas Florestas Ombrófila Densa e Mista e na Floresta Estacional Semidecidual.Distribuição geográficaMéxico, América Central, Antilhas, Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname, Equador, Peru, Bolívia, Brasil, Paraguai e Argentina (DITTRICH, 2005, p. 154).No Brasil, ocorre no Nordeste (Piauí), Centro-Oeste (Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul), Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) (DITTRICH, 2010).EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaComentáriosMeus sinceros agradecimentos ao Professor Doutor Vinícius Antonio de Oliveira Dittrich, Curador do Herbário CESJ - Instituto de Ciências Biológicas, Universidade Federal de Juiz de Fora, pela identificação desta espécie.BibliografiaBENTO, M. B.; KERSTEN, R. A. Pteridófitas de um Ecótono Entre as Florestas Ombrófila Densa e Mista, Mananciais da Serra, Piraquara, Paraná. Pontifícia Universidade Católica do Paraná. 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