Gênero: Impatiens

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Nomes popularesBeijo-de-frade, balsamina, beijo-branco, beijo-de-freira, beijo-turco, ciúmes, maravilha, maria-sem-vergonha, melindre, não-me-toque, suspiroNome científicoImpatiens walleriana Hook. f.Voucher359 Schwirkowski (MBM)SinônimosImpatiens holstii Engl. & Warb.Impatiens sultani Hook. f.FamíliaBalsaminaceaeTipoSubespontânea, não endêmica do Brasil.DescriçãoPlanta herbácea alóctone, originária da África, perene. O caule é ramificado, robusto, suculento, verde, cilíndrico e cresce de 30 a 60cm em altura. As folhas inferiores são alternas e as superiores quase verticiladas, longamente pecioladas. O pecíolo atinge até 6cm de comprimento, provido de esparsos pêlos glandulares. A lâmina é ovóide-lanceolada, membranácea quando seca e subcarnosa quando verde, de margem plana, crenado-serreada, com uma cerda em cada reentrância, ápice acuminado e base estreita em direção ao pecíolo, glabras nas duas faces, com 4 - 9cm de comprimento e 2,0 5cm de largura. As flores, são glabras, vermelhas, róseas ou brancas, solitárias ou 2 a 3 em pedúnculos comuns, pedicelos glabros providos de pequenas brácteas lanceoladas na base. O cálice reúne três sépalas, a posterior ou labelo com mais de 1cm de comprimento, lanceolada e provida de esporão muito delgado em toda a sua extensão, com o dobro do comprimento da pétala; as laterais são lanceoladas. Corola com a pétala posterior ou estandarte obovado-orbicular, freqüentemente emarginada no ápice e alada na parte central do dorso; as demais obovadas. O estigma é denteado. O fruto é uma cápsula glabra, com cerca de 1,8cm de comprimento, deiscente apenas de um lado. Quando maturo, ao ser tocado, o fruto explode abruptamente liberando longe as sementes e enroscando-se sobre si mesmo, elasticamente. As sementes são providas de pelos suculentos.Planta anual ou perene, ereta, suculenta, ramificada, glabra, de 30-50 cm de altura, de hastes arroxeadas (PLANTAS MEDICINAIS, 2001).CaracterísticaFloração / frutificaçãoFloresce e frutifica o ano todo, com predominância no verão.DispersãoAutocóricaHabitatMata AtlânticaDistribuição geográficaÉ originária da África, estando hoje distribuída em vários estados da costa leste do Brasil.EtimologiaPropriedadesFitoquímicaFitoterapiaÉ utilizado na medicina popular como emética, catártica e diurética.FitoeconomiaEspécie cultivada como ornamental devido á imensa variedade de cores de suas flores.InjúriaÉ considerada planta daninha de alta invasividade, pois escapou do cultivo e passou a infestar lavouras, beira de estradas e terrenos baldios, geralmente em locais semi-sombreados e com solos ricos em umidade. Ocorre com mais freqüência nos bananais e beiras de estradas das serras de Santa Catarina. O suco do caule é considerado tóxico.ComentáriosBibliografiaCREPALDI, M. O. S. Etnobotânica na Comunidade Quilombola Cachoeira do Retiro, Santa Leopoldina, Espírito Santo, Brasil. Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro – Escola Nacional de Botânica Tropical. Rio de Janeiro, 2007. 81p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/enbt/posgraduacao/resumos/2006/Maria_Otavia.pdf>.LORENZI, H. Plantas Daninhas do Brasil: Terrestres, Aquáticas, Parasitas e Tóxicas. Instituto Plantarum. Nova Odessa, SP, 4ª ed. 2008. 672p. il.PAIVA, C. L.; SANTOS, A. C. F. Taperas e Suas Plantas: Etnobotânica dos Antigos Assentamentos Humanos. Diálogos, DHI/PPH/UEM, v. 10, n. 3, p. 33-53, 2006. Disponível em: <http://www.uem.br/dialogos/index.php?journal=ojs&page=article&op=view&path[]=81>PLANTAS MEDICINAIS. CD-ROM, versão 1.0. PROMED – Projeto de Plantas Medicinais. EPAGRI – Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina S.A. Coordenação: Antônio Amaury Silva Junior. Itajaí, Santa Catarina. 2001.