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Sphagneticola trilobata - Margaridão

Nomes populares

Margaridão, agrião, arnica, bem-me-quer-mal-me-quer-verdadeiro, insulina, mal-me-quer, mal-me-quer-do-brejo, margarida, margaridão, picão-da-praia, vadélia, vedélia

Nome científico

Sphagneticola trilobata (L.) Pruski

Voucher

674 Schwirkowski (MBM)

Sinônimos

Acmella brasiliensis Spreng.

Buphthalmum repens Lam.

Complaya trilobata (L.) Strother

Seruneum trilobatum (L.) Kuntze

Silphium trilobatum L.

Sphagneticola ulei O. Hoffm.

Stemmodontia trilobata (L.) Small

Thelechitonia trilobata (L.) H. Rob. & Cuatrec.

Wedelia brasiliensis (Spreng.) S. F. Blake

Wedelia carnosa Rich.

Wedelia crenata Rich.

Wedelia paludosa DC.

Wedelia paludosa var. vialis DC.

Wedelia trilobata (L.) Hitchc.

Família

Asteraceae

Tipo

Nativa, não endêmica do Brasil.

Descrição

Ervas perenes 30-70 cm; ramos glabros ou glabrescentes, às vezes avermelhados. Folhas opostas; pecíolo 3-5 mm, base levemente invaginante; lâmina 3,5-10 × 1,5-4,5 mm, ovada, rômbica ou elíptica, todas ou a maioria 3-lobada, base cuneada, ápice dos lobos agudo ou obtuso, margem obscura e irregularmente serreada, ambas as faces estrigosas. Inflorescência capítulos solitários, terminais, tornando-se posteriormente laterais, longamente pedunculados. Invólucro 9-10,7 mm alt.; brácteas involucrais em 2 séries, oblanceoladas; páleas estreitamente oblanceoladas, carenadas, ápice agudo a acuminado. Flores do raio femininas, corola amarelo-escura, alaranjada na porção proximal, liguliforme, 13-19, limbo 9,5-12 × 4-5,8 mm, oblongo; flores do disco hermafroditas, corola 4,3-5,3 mm, amarelo-escura, tubulosa, lobos esparsamente pontuado de glândulas, pilosos internamente. Cipsela 3,4-4 mm, 2-3 angulada, tuberculada na maturidade; papus coroniforme ca. 1 mm, obscurecido por colar corticento, esparsamente pontuado de glândulas (MORAES, 2006, p. 31).

Característica

Caracteriza-se por suas folhas frequentemente trilobadas, flores amarelas, cipselas pontuado-glandulosas e papus de páleas custíssimas, formando uma corona.

Floração / frutificação

Floresce o ano todo, com mais intensidade no mês de novembro.

Dispersão

Habitat

Planta ruderal, ocorrendo na Amazônia, Caatinga e Mata Atlântica.

Distribuição geográfica

Espécie de ampla distribuição neotropical, ocorrendo do México à Argentina, sendo também cultivada e naturalizada na Austrália, Malásia, Ilhas do Pacífico e regiões tropicais do Novo Mundo.

No Brasil, é encontrada no Norte (Amapá, Amazonas, Acre), Nordeste (Ceará, Bahia), Centro-Oeste (Mato Grosso do Sul), Sudeste (São Paulo), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul) (MONDIN, 2010).

Etimologia

Propriedades

Fitoquímica

Fitoterapia

É útil na medicina caseira, sendo que as folhas e flores são usadas em casos de diabetes, ferimentos, machucados e machucaduras internas, coqueluche e hematomas, e também como anti-reumática, antiinflamatória, febrífuga, antidisúria, antinevrálgica e antianêmica.

Fitoeconomia

É utilizada principalmente como ornamental. Por apresentar um alto índice de enfolhamento, é utilizada também como cobertura de solo, principalmente para revestir barrancos, escoadouros e taludes.

Injúria

Planta que escapou do cultivo, tornando-se daninha em canais de drenagem, terrenos baldios e lavouras. Na ornamentação é utilizada para forração de canteiros e taludes, tanto em locais secos quanto úmidos e a meia sombra ou sol pleno.

Comentários

Bibliografia

Catálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 1 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. -

Rio de Janeiro: Andrea Jakobsson Estúdio: Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 875 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol1.pdf>.

FERNANDES, A. C.; RITTER, M. J. A Família Asteraceae no Morro Santana, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. R. Bras. Bioci. Porto Alegre, v. 7, n. 4, p. 395-439, out./dez. 2009. Disponível em: <http://www6.ufrgs.br/seerbio/ojs/index.php/rbb/article/viewFile/1220/897>.

LORENZI, H. Plantas Daninhas do Brasil: Terrestres, Aquáticas, Parasitas e Tóxicas. Instituto Plantarum. Nova Odessa, SP, 4ª ed.  2008. 672p. il.

MONDIN, C.A., Bringel Jr., J.B. A. 2010. Sphagneticola in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB016304).

MORAES, M. D.; MONTEIRO, R. A Família Asteraceae na Planície Litorânea de Picinguaba, Ubatuba, São Paulo; Hoehnea 33(1): 41-78, 59 fig., 2006. Disponível em: <http://www.ibot.sp.gov.br/HOEHNEA/volume33/Hoehnea33n1a03.pdf>.

PLANTAS MEDICINAIS. CD-ROM, versão 1.0. PROMED – Projeto de Plantas Medicinais. EPAGRI – Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina S.A. Coordenação: Antônio Amaury Silva Junior. Itajaí, Santa Catarina. 2001.

SOUZA, F. O. Asteraceae no Parque Estadual da Ilha do Cardoso, Cananéia, SP. Dissertação de Mestrado. Instituto de Botânica da Secretaria de Estado do Meio Ambiente. 2007. 159p. il. Disponível em: <http://www.biodiversidade.pgibt.ibot.sp.gov.br/teses_dissert/FatimaOSouza2007.pdf>.

TELES, A. M.; BAUTISTA, H. P. Asteraceae no Parque Metropolitano de Pituaçu, Salvador, Bahia, Brasil. Lundiana 7(2): 87-96. 2006. Disponível em: <http://www.icb.ufmg.br/~lundiana/Contents/contents722006.htm>.

VENDRUSCOLO, G. S.; SIMÕES, C. M. O.; MENTZ, L. A. Etnobotânica no Rio Grande do Sul: Análise Comparativa Entre o Conhecimento Original e Atual Sobre as Plantas Medicinais Nativas. Pesquisas, Botânica nº 56: 285-322, São Leopoldo: In: Instituto Anchietano de Pesquisas, 2005. Disponível em: <http://www.anchietano.unisinos.br/publicacoes/botanica/botanica56/botanica56.htm>.

 





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