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Chaptalia nutans - Língua-de-vaca

Nomes populares

Língua-de-vaca, cerraja, costa-branca, kaxinawá, labaça, língua-de-vaca, língua-de-vaca-miúda, paraqueda, pelusa, tapira, tapira-pecú

Nome científico

Chaptalia nutans (L.) Polak

Basionônio

Sinônimos

Chaptalia integrifolia Baker

Gerbera nutans (L.)

Leria lyrata Cass.

Leria nutans DC.

Thyrsanthema nutans (L.) Kuntze

Tussilago lyrata Pers.

Tussilago nutans L.

Família

Asteraceae

Tipo

Nativa, não endêmica do Brasil.

Descrição

Ervas até 20 cm. Folhas rosuladas, sésseis; lâmina 9-19 × 2,5-5,5 cm, lirada, base atenuada, ápice obtuso, apiculado, margem lobada,  minutamente denticulada, face superior glabra, face inferior albo-tomentosa. Escapo na antese 12-55 cm, ebracteado; capítulo heterógamo, disciforme, nutante quando jovem, ereto na antese; invólucro 13-22 mm alt.; brácteas involucrais em 4-5 séries, ápice avermelhado, longo acuminado. Flores do raio femininas, ca. 27, corola branca ou rósea, bilabiada com limbo expandido, tubo 5-6,5 mm, limbo 5,3-6 mm, lobo interno ausente; flores internas femininas, filiformes, ca. 120, corola 3,7-8,3 mm; flores centrais hermafroditas, bilabiadas, corola ca. 10,5 mm. Cipsela incluindo rostro 7-13,5 mm; papus 11-13 mm, de cerdas finamente escábridas (MORAES, 2006, p. 13).

Característica

Difere das demais espécies de Chaptalia pelas folhas lirado-pinatífidas.

Floração / frutificação

Floresce e frutifica o ano todo.

Dispersão

Anemocórica

Hábitat

Espécie heliófita e mesófila, ruderal, ocorre tanto em locais ensolarados quanto em locais semi-sombreados, característica de subsera e de solos recém alterados. Ocorre como ruderal na Amazônia, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica.

Distribuição geográfica

Ocorre do México até a Argentina, no Brasil, ocorre nos Estados de Tocantins, Acre, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Etimologia

Propriedades

Fitoquímica

Fitoterapia

Na medicina popular, as folhas e inflorescências são usadas como balsâmica, febrífuga, diurética, emenagoga, béquica, tônica, desobstruente, anti-herpética, antiblenorrágica, antigripal e sedativa. O suco das raízes e folhas ou o decocto das folhas são preconizados nas icterícias, nas moléstias do estômago, em dermatoses, oftalmias, erupções cutâneas, bronquite, dores musculares, golpes e torceduras. Externamente é usado contra úlceras diversas. Na Costa Rica, os indígenas usam-na no combate às lombrigas intestinais. Tanto as raízes quanto as folhas são úteis contra a úlcera.

Fitoeconomia

Injúria

É considerada planta daninha, muito freqüente em pastagens, jardins, gramados e terrenos baldios.

Comentários

Bibliografia

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CERVI, A. C. et al. Espécies Vegetais de Um Remanescente de Floresta de Araucária (Curitiba, Brasil): Estudo preliminar I. Acta Biol. Par., Curitiba, 18(1, 2, 3, 4): 73-114. 1989. Disponível em: <http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/acta/article/view/789/631>.

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SCHULTZ, A. R. Botânica Sistemática. 3ª ed. Editora Globo. Porto Alegre, 1963. 428p. il. v. 2.


Chaptalia nutans http://sites.google.com/site/florasbs/home São Bento do Sul - Santa Catarina

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