Alismataceae‎ > ‎

Echinodorus grandiflorus - Chapéu-de-couro

Nomes populares

Chapéu-de-couro, aguapé, congonha-do-brejo, erva-do-brejo, erva-do-pântano.

Nome científico

Echinodorus grandiflorus (Cham. & Schltr.) Mitcheli.

Voucher

1246 Schwirkowski (MBM)

Sinônimos

Alisma grandiflorum Cham. & Schltdl.

Alisma floribundum Seub.

Echinodorus argentinensis Rataj

Echinodorus sellowianus Buchenau

Echinodorus floribundus (Seub.) Seub.

Echinodorus grandiflorus (Cham. & Schltr.) Mitcheli subsp. grandiflorus

Echinodorus grandiflorus var. aureus Fassett

Echinodorus muricatus Griseb.

Família

Alismataceae

Tipo

Nativa, não endêmica do Brasil.

Descrição

Planta herbácea perene. Apresenta caule triangular e glabro. O rizoma é rasteiro, grosso e carnoso. As folhas são simples, basais, longo-pecioladas, com pecíolo sulcado longitudinalmente, ovadas ou cordiformes, inteiras, coriáceas, grandes, eretas ou flutuantes, 5-11 nervadas. As flores são brancas, trímeras, grandes, hermafroditas, dispostas em panículas verticiladas, com 8 a 9 flores, apoiadas em hastes florais de 70 a 120cm de altura. Infrutescência morulada, esférica, verde, inicialmente, castanha, quando matura. Fruto tipo aquênio, fusiforme, um pouco achatado e com listras salientes (PLANTAS MEDICINAIS, 2001).

Característica

Floração / frutificação

Primavera e verão

Dispersão

Hábitat

Áreas úmidas da Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica.

Distribuição geográfica

Nordeste, Centro-Oeste (Mato Grosso do Sul), Sudeste (Minas Gerais, São Paulo), Sul (Paraná, Santa Catarina)

Etimologia

Propriedades

Fitoquímica

Taninos, triterpenos e flavonóides. Possui alto teor de manganês (Mn), ferro (Fe) e sódio (Na).

Fitoterapia

Possui propriedades medicinais, como depurativa, diurética, antiofídica, anti-reumática, antisifilítica, anti-hipertensora, antiarttrítica, anti-hidrópica, antilítica, antinefrítica, antinevrálgica, emoliente, tônica, laxante e adstringente. Outros usos são no combate às erupções de pele, doenças renais e das vias urinárias, ácido úrico, distúrbios hepáticos, gota, edemas, arteriosclerose, nevralgias, dermatoses, debilidade orgânica, convalescença, amigdalite, faringite, estomatite, gengivite e feridas crônicas. O rizoma, na forma de massa, serve como cataplasma para o tratamento de hérnias e torcicolo.

Fitoeconomia

As folhas e ramos, desidratados, servem para o preparo de uma bebida muito deliciosa, consumida em forma de chás ou sucos. A planta é ornamental em lagos e aquários, sendo também depuradora de águas poluídas. As folhas constituem uma boa forragem para o gado.

Injúria

É também uma planta daninha, infestando canais de irrigação e drenagem, margens de rios e lagoas.

Comentários

Bibliografia

BOTREL, R. T. et al. Uso da Vegetação Nativa Pela População Local no Município de Ingaí, MG, Brasil. Acta bot. Bras. 20(1): 143-156. 2006. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/abb/v20n1/14.pdf>.

Catálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 1 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. -

Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 875 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol1.pdf>.

COUTO, M. E. O. Coleção de Plantas Medicinais Aromáticas e Condimentares; Embrapa Clima Temperado; Pelotas, 2006. 91p. Disponível em: <http://www.cpact.embrapa.br/publicacoes/download/folder/plantas_medicinais.pdf>.

CREPALDI, M. O. S. Etnobotânica na Comunidade Quilombola Cachoeira do Retiro, Santa Leopoldina, Espírito Santo, Brasil. Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro – Escola Nacional de Botânica Tropical. Rio de Janeiro, 2007. 81p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/enbt/posgraduacao/resumos/2006/Maria_Otavia.pdf>.

DI STASI, L. C.; HIRUMA-LIMA, C. A. Plantas Medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica. Editora UNESP. 2. ed. São Paulo, 2002. 592P. il. Disponível em: <http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/up000036.pdf>.

KINUPP, V. F. Plantas Alimentícias Não-Convencionais da Região Metropolitana de Porto Alegre. Tese de Mestrado, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 2007. 590p. il. Disponível em: <http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/12870>.

LORENZI, H. Plantas Daninhas do Brasil: Terrestres, Aquáticas, Parasitas e Tóxicas. Instituto Plantarum. Nova Odessa, SP, 4ª ed.  2008. 672p. il.

MATIAS, L.Q. 2010. Alismataceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB004261).

PATZLAFF, R. G. Estudo Etnobotânico de Plantas de Uso Medicinal e Místico na Comunidade da Capoeira Grande, Pedra de Guaratiba, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Dissertação de Mestrado. Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Escola Nacional de Botânica Tropical. Rio de Janeiro, 2007. 160p. Il. Disponível em: <http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/acta/article/download/591/483>.

PICCININI, G. C. Plantas Medicinais Utilizadas por Comunidades Assistidas Pelo Programa de Saúde da Família, em Porto Alegre: Subsídios à Introdução da Fitoterapia em Atenção Primária em Saúde. Tese de Mestrado. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 2008. 160p. il. Disponível em: <http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/14305>.

PLANTAS DA FLORESTA ATLÂNTICA. Editores Renato Stehmann et al. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2009. 515p. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_floresta_atlantica.zip>.

PLANTAS MEDICINAIS. CD-ROM, versão 1.0. PROMED – Projeto de Plantas Medicinais. EPAGRI – Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina S.A. Coordenação: Antônio Amaury Silva Junior. Itajaí, Santa Catarina. 2001.

SCHULTZ, A. R. Botânica Sistemática. 3ª ed. Editora Globo. Porto Alegre, 1963. 428p. il. v. 2.

 


Mais imagens na Fototeca FPS: 
http://splink.cria.org.br/manager/detail?resource=FPS

 








Comments