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Kant



Legado de Kant sobre Filosofia Política  >


A primeira formulação do imperativo categórico de Kant - John Rawls


A filosofia moral de Kant - Antony Kenny


Esclarecimento segundo Kant - Alexander Martins Vianna


Curiosidades sobre Kant



 

Immanuel Kant (Königsberg, Prússia, 22 de Abril de 1724 - Königsberg, 12 de Fevereiro de 1804), filósofo alemão. Fundador da filosofia crítica.


Kant nasceu, viveu e morreu em Konisberg, uma cidade da Prússia Oriental (Alemanha). Filho de um comerciante de descendência escocesa. Recebeu uma educação pietista. Frequentou a Universidade como estudante de filosofia e matemática. Dedicou-se ao ensino, vindo a desempenhar as funções de professor na Universidade de Konisberg.

 

A obra de Kant pode ser dividida em dois períodos fundamentais: o pré-crítico e o crítico.

 

O primeiro (até 1770) corresponde à filosofia dogmática, influênciada por Leibniz e Wolf. Realiza importantes estudos na área das ciências naturais e da física de Newton. Entre as obras deste período, destaca-se a História Universal da Natureza e Teoria do Céu (1755), onde apresenta a célebre hipótese cosmológica da "nebulosa" para explicar a origem e evolução do nosso sistema solar. Mostra-se partidário da existência de vida em outros planetas, procura mostrar que Deus existe partindo da ordem e da beleza do universo. A partir de 1762, Kant começa a manifestar um vivo interesse pelas questões filosóficas, em especial para a crítica das faculdades do homem.


O segundo período corresponde ao despertar do "sono dogmático" provocado pelo impacto que nele teve a filosofia de Hume. Escreve então obras como a Crítica da Razão Pura, Crítica da Razão Prática e Critica da Faculdade de Julgar, nas quais demonstra a impossibilidade de se construir um sistema filosófico metafísico antes de ter previamente investigado as formas e os limites das nossas faculdades cognitivas. Respondendo às questões colocadas por Hume, afirmou que todo o conhecimento começa com a experiência, mas não deriva todo da experiência. A faculdade de conhecer tem uma função activa no processo do conhecimento. Este não representa as coisas como são em si mesmas, mas sim como são para nós. A realidade em si é incognoscível, tal como Deus. Esta teoria irá permitir a Kant fundamentar o dualismo "coisa em si" e o "fenómeno" (o que nos é dado conhecer). Concepção que irá ter profundas repercussões na filosofia até aos nossos dias.
 

Kant manifestou grande simpatia pelos ideais da Independência Americana e depois da Revolução Francesa. Foi um pacifista convicto. É lendária a forma extremamente regrada como vivia. Conta-se que a população de Konisberg acertava os relógios por ele quando passava pelas suas janelas nos seus passeios diários, sempre às 16h30. Morreu aos 80 anos.


Obras

Pensamentos sobre o verdadeiro valor das forças vivas (1747), História Universal da Natureza e Teoria do Céu (1755), Monodologia Física (1756), Meditações sobre o Optimismo (1759), A Falsa Subtileza das Quatro Figuras Silogisticas (1762), Dissertação de 1770. Sobre a Forma e os Princípios do Mundo Sensível e do Inteligível (1770), Prolegómenos a toda a Metafísica Futura (1783), A Religião nos Limites da Simples Razão, Crítica da razão pura (1781, 1º.ed., 1787,2ª.ed.), Fundamentação Metafísica dos Costumes (1785), Crítica da Razão Prática (1788), Crítica da Faculdade de Julgar (1790).

Immanuel Kant foi um filósofo prussiano, geralmente considerado como o último

grande filósofo dos princípios da era moderna, um representante do

Iluminismo, indiscutivelmente um dos seus pensadores mais influentes. Kant teve

um grande impacto no Romantismo alemão e nas filosofias idealistas do

século XIX, tendo esta sua faceta idealista sido um ponto de partida para Hegel.

 

Aparte essa vertente idealista que iria desembocar na filosofia de Hegel (e Marx),

alguns autores consideram que Kant fez ao nível da epistemologia uma síntese

entre o Racionalismo continental (de René Descartes e Gottfried Leibniz, onde

impera a forma de raciocínio dedutivo), e a tradição empírica inglesa

(de David Hume, John Locke, ou George Berkeley, que valoriza a indução).