Introdução à filosofia antiga

Mito e filosofia

 

O que é mito?

Mito é um sistema de explicação fantasioso do mundo, expresso em narrativas fabulosas referentes a deuses, forças da natureza e seres humanos.

O mito é uma narrativa sobre a origem das coisas.

Mytheyo (contar, narrar, falar alguma coisas para outros).

Mytheo (conversas, contar, anunciar, nomear, designar).

Livros da mitologia Grega: Homero (Ilíada, Odisséia) Hesíodo (Teogonia).

Ler quadro "Mitologia Grega" no livro do Cotrim pg. 17.

Como o mito narra a origem do mundo e de tudo o que há nele?

       Encontrando o pai e a mão das coisas e seres. Titãs (seres semi-humanos e semi divinos) Heróis (filhos de um(a) deus(a) com um(a) humano(a)), os humanos, as plantas, os metais, os animais, as qualidades, os sentimentos. (o nascimento de Eros).

       Encontrando uma rivalidade ou uma aliança entre os deuses que faz surgir alguma coisa no mundo. (guerra de Tróia).

       Encontrando as recompensas ou os castigos que os deuses dão a quem lhes obedece ou a que lhes desobedece, respectivamente. (Prometeu e Pandora).

Os mitos são genealogias (teogonias ou cosmogonias).

Gonia = gennao (engendrar, gerar, fazer nascer ou crescer), genos (nascimento, gênese, descendência, gênero, espécie).

A filosofia nasce dos mitos ou rompe com os mitos?

       Início do sec. XIX. (ruptura)

       Metade do sec. XX (transformação gradual) (racionalização dos mitos)

Atualmente (mescla das duas anteriores)         

Quais as diferenças entre mito e filosofia.

       Mito (tempo passado imemorial) Filosofia (passado, presente e futuro, ou seja totalidade do tempo)

       Mito (genealogias, rivalidades e alianças entre forças divinas) Filosofia (elementos e causas naturais e impessoais).

       Mito (contraditório, fabuloso, incompreensível, beleza) Filosofia (coerência, lógica, racional)

 

 

Personagens míticos:

Urano: O primeiro senhor do mundo, o Céu Estrelado. Fecundou a mãe, Gaia (a Terra), dando origem aos titãs, que detestava.

Cronos: Deus do tempo, o titã castrou o pai com uma foice e tomou o poder. Devorava os filhos recém nascidos. Zeus escapou.

Deméter: A deusa da colheita deixou o mundo passar fome ao perder a filha Perséfone para o infernal Hades. Zeus ordenou que a filha passasse parte do ano com a mãe. É quando chega a primavera.

Palas Atenas: Nascida da cabeça de Zeus, é a Deusa da sabedoria. Ama a paz e a civilização, Mas, quando guerreia supera até mesmo Ares.

Hestia: Pacata Irmã de Zeus, nunca se envolve em disputas. Protege lares e famíliase é a mais boazinha das divindades.

Atlas: Após a queda de Cronos, o poderoso titã foi condenado a sustentar os céu nas costas.

Afrodite: Quando os genitais de Cronos caíram no oceano, as espumas do mar deram origem a mais deslumbrante das criaturas, a deusa da beleza e do amor.

Hefestos: Filho de Hera, que o gerou sem ajuda masculina, é o ferreiro do Olimpo. Feio, Manco e tímido, casou-se com a bela Afrodite - que o trai em todas oportunidades.

Ares: Filho de Zeus e Hera, o Deus da guerra ama sangue e destruição. Todos o detestam menos Afrodite (sua amante secreta) e Hades (que se beneficia de suas matanças).

Prometeu: O titã criou os homens a partir de estátuas de barro. Então deu-lhes o fogo, exclusivo dos deuses. Irado, Zeus o acorrentou a um rochedo por 30 anos. De dia uma águia lhe devora o fígado; de noite, o órgão se regenera.

Zeus: Declarou Guerra a Cronos e o derrotou. Tornou-se senhor do mundo, governando do alto do monte Olímpo. Fulmina os insolentes mortais com seu relâmpago.

Hera: Irmã e esposa de Zeus, é famosa pelas intrigas contra o marido e por seus acessos de ciúmes. Com razão: Ele tem inúmeras amantes.

Dédalo e Ícaro: Aprisionado no labirinto de Creta, Dédalo fabricou asas com cera e penas para ele e seu filho, Ícaro. Mas na fuga Ícaro se aproximou demais do Sol. Suas penosas derreteram e ele voou para a morte.

Pandora: Enviada aos Homens, abre por curiosidade uma caixa de onde saem todos os males. Pandora consegue fechar a caixa a tempo de reter a esperança., a única forma do ser humano não sucumbir às dores e aos sofrimentos da vida. (Filosofando p. 20)

Outros mitos:

Entre inúmeros relatos Dos nossos índios, encontramos o da origem do dia e da noite: ao transportarem um coco, certos índios ouviram de dentro dele ruídos estranhos e não resistiram a tentação de abri-lo, apesar de recomendações contrárias. De dentro do coco escapuliu então a escuridão da noite. Por piedade divina, a claridade lhes foi devolvida pela Aurora, mas com a determinação de que nunca mais haveria só claridade, como foi antes, mas alternância do dia e da noite. (filosofando p. 20)

Atividade Para casa: Invente ou pesquise um mito (diferente dos tratados em sala). 10 linhas.

 

 

A preparação para a filosofia.

 

  1. Questões:

 

    • Em que lugar a filosofia se originou?

 

    • O que terá levado o ser humano, a partir de determinado momento de sua história, a fazer ciência teórica e filosofia?

 

    • Por que a filosofia surgiu?

 

  1. Problema da origem da filosofia (uma visão histórica).

           

·        Relação oriente-ocidente.

 

·        Orientalistas: Reivindicavam para as antigas civilizações orientais (egípcios, persas, babilônios, etc.) a criação de uma sabedoria que os gregos teriam depois herdado e desenvolvido.

 

·        Ocidentalistas: Viam na Grécia o berço da filosofia e da ciência teórica.

 

·        Não há questões semelhantes com relação à originalidade da arte e da religião grega, pois concordam que estes elementos foram assimilados dos povos orientais.

 

·        Período alexandrino ou helenístico: Desaparece a preocupação com a originalidade do pensamento filosófico.

 

      Visão dos gregos sobre si mesmos:

 

·        Inclusão da Grécia nos amplos impérios macedônio e romano alteram a visão que os próprios gregos têm de sua cultura.

 

·        Os gregos não se consideram mais diferentes dos bárbaros. (Aristóteles)

 

·        Neoplatônicos, neopitagóricos e os primeiros escritores cristãos: Acentuam a idéia de que o pensamento grego está afiliado ao pensamento oriental.

 

            Século XIX:

 

·        Röth e Gladischi: Defensores do orientalismo (empréstimo ou herança entre Oriente e Grécia).

           

·        Zeller e Theodor Hopfener: Ocidentalismo.

            (pesquisar nomes acima).

           

·        Desenvolvimento das pesquisas arqueológicas.

 

            Por fim...

 

·        O problema continua em aberto.

           

·        Dependência de novas descobertas arqueológicas.

           

·        A maioria dos historiadores acreditam que a filosofia tenha começado com os gregos.

           

·        Oriente: conquistas esparsas e assistemática da ciência empírica e pragmática.

 

·        Gregos: Busca de uma unidade da compreensão racional, que organiza integra e dinamiza os conhecimentos.

 

           

 

                        Antigas Civilizações:

 

·       Micênicos

·       Egípcios

·       Babilônios

·       Persas

 

                        Vocabulário:

 

·       Cioso

·       Empírico

·       Esparso

·       Helenos

·       Pragmático

                       

                        Tribos:

 

 

                        Períodos:

 

·       Helenístico ou Alexandrino: Perda da liberdade política na Grécia. 

 

                       

Referências bibliográficas:

 

           

Coleção “os pensadores”. Pré-socráticos.

 

 

O surgimento da filosofia.

 

Condições históricas para o surgimento da filosofia.

 

       As viagens marítimas.

       A invenção do calendário

       A invenção da moeda

       A invenção da escrita alfabética

       A invenção da política

                   Três aspectos da política

 

Lei como expressão da vontade de uma coletividade reguladora da polis e exemplar para a filosofia como lugar de discussão de leis reguladoras do mundo.

 

O surgimento de um espaço público.

 

A política estimula um pensamento e um discurso que não procuram ser formulados por seitas secretas dos iniciados em mistérios.

   

Principais características da filosofia nascente.

       Tendência à racionalidade.

       Tendência a buscar respostas as mais conclusivas para os problemas (as que respondiam a mais questões.

       Exigência de que o pensamento apresente suas regras de funcionamento.

Recusa de explicações preestabelecidas

Tendência à generalização (exemplo da água)

 

Referências:

Marias. Filosofando

Chauí. Filosofia

ELIADE, Mircea. O sagrado e o profano.  

GURSDOF, Mito e metafísica.

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