Portfólio do Ciclo de Exposições Temporárias

Guilhermina Moura
Planos
Novembro de 2008
guilhermina.moura@gmail.com

Ver é projectar a realidade exterior no interior do nosso espírito, por isso
se entende que a Arte não representa aquilo que vê, nem representa o que vê, nem vê as coisas tal como elas são.

O mundo à nossa volta envolve-nos como uma proposta aliciante que permite a descoberta de um universo pessoal.


O meu trabalho de pintura é um acto de subtracção; retiro todos os excessos que anulam a vida secreta e silenciosa das coisas.

Esta série de Pinturas torna presente uma ausência, manifesta o invisível. Esta forma de ascetismo leva-me ao encontro do essencial.


O meu olhar tece relações entre cores, linhas, planos que dialogam entre si, revelando

o modo como vejo e sinto o mundo: uma musicalidade na forma e na cor, tornando visível o invisível.

 

 Guilhermina Moura

Planos de Gulhermina Moura - Novembro de 2008

 


 
Joana Queimadela
Intersticial
Dezembro de 2008
queimadela@netvisao.pt

 

 

Intersticial

por Joana Queimadela

 

 “Art can, art must change the world, for that is its only justification.”[1]


 

O corpo deixou de ser entendido como identidade do sujeito, e até mesmo como fronteira entre este e o mundo. A pele é rasgada perdendo a sua principal característica, a de limite do corpo. O corpo é agora simbiótico, o humano,  pós-humano. A carne surge enquanto matéria-prima, pronta a ser trabalhada para alcançar esse organismo imortal, dotado de antivírus, ou seja, totalmente imune a todos os males.

O homem contemporâneo é invadido por um desejo incontrolável de transformar o corpo, deixando de ser o corpo uma incarnação irredutível, um destino inalterável, passando a representar uma construção do próprio individuo. O corpo passa à condição de objecto, sendo maleável, manipulável, susceptível ao metamorfoseamento múltiplo de acordo com a vontade e desejo de cada sujeito.

“O mal é biológico.”[2], o corpo humano aprisiona a alma e segundo um pensamento pós-modernista, será necessário (re)trabalhar esse corpo anacrónico, limitado e obsoleto. Não creio que o futuro esteja numa total abolição do orgânico, concepção utópica e paradoxal porque a extinção da corporeidade torna emergente a redefinição das condições para a existência humana.

 

[1] Orlan, op. cit. Gray, Chris Hables, “Prefigurative Art: the aesthetics and ethics of Orlan and Stelarc” http://www.routledge-ny.com/ref/cyborcitizen/Cycitpgs/prefigart.html, 2000, p.1.

 

[2] Le Breton, David, 1999, Adeus ao Corpo: Antropologia e Sociedade, São Paulo, Papirus, 2003, p.14.

 

 
 

Intersticial por Joana Queimadela




Cristiano Neves
Graffiti
Janeiro de 2009
cris_art@live.com.pt

Cristiano Neves (Cris), de 19 anos de idade e nascido em Rio Maior, dedica-se, desde 2003, ao Graffiti.

Procura, com a sua recém-entrada na Escola Superior de Arte e Design de Caldas da Rainha, solidificar os seus conhecimentos na área das Artes Plásticas.

De entre as iniciativas em que participou, destacam-se as demonstrações de Graffiti em Coruche, Óbidos, Rio Maior, Arelho e Caldas da Rainha.

Fora também convidado a intervir nas instalações de variadíssimos espaços públicos: Bowling Caldas, Associação H2O (Arrouquelas), GTIC (Câmara Municipal de Caldas da Rainha), Associação de Estudantes da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro (Caldas da Rainha), entre outras.

Destaca-se a sua participação no Concurso de Graffiti realizado no Complexo Aquático Municipal de Santarém, no qual fora contemplado com o 1º lugar.



Graffitis por Cristiano Neves





Marco de Albuquerque Battistel

Fevereiro de 2009

http://pt.myspace.com/178289760


A arena é o Mundo. O Mundo onde combate o insóbrio, o insinsero, a insensata devastação do justo respeito pela Vida, com a sorridente vertigem do hirto poético. Através da Poesia, dos seus infinitamente adocicados seres de Som, vai surgindo um poderoso e constante esculpir de marés que visam um progresso não do transitório Engenho doentiamente empenhado nos seus rugidos ofuscantes, mas sim da pura energia do espírito. Por isso a Poesia é espada e grito de sede de Luz. Por isso criar é expandir golpe a golpe, e a expansão da Essência, ou rumo a Ela, é vital. 
           O Amor é as asas do Universo. A firme tonalidade de pássaro apenas aparentemente frágil onde tudo acabará inevitavelmente por mergulhar, mesmo que o percurso pareça estar cravejado de brumoso, confuso ruído.

A Arte, aberta, é o supremo bilhete para a porta do espectáculo triunfal, e a minha arma predilecta enquanto inquieto actor do palco da locomotiva do meu cérebro.

 Convém também, a meu ver, entender… que quando vista de perto, toda a Identidade é, pelo menos, magnificamente caleidoscópica. E que a expressão das coisas… muito pouco… dança na forma.


Na Arena com Amor - Marco Battistel

 






fitacola.com
Colagens
Março e Abril de 2009
fitacola.com

O Projecto fitacola.com teve início em 2007 com Carlos Quitério e Graça Santos.

Os trabalhos do projecto fitacola.com são exclusivamente colagens manuais e apenas realizadas com recortes de revistas (novas e antigas), panfletos, cartões, livros, papeis vários etc., adquiridos maioritariamente em feiras de velharias e antiguidades.

Não são utilizadas imagens digitais ou retiradas imagens da internet e impressas posteriormente.

Todos os elementos utilizados nas colagens Fitacola.com são retirados dos livros, revistas e outros suportes, originais e as composições coladas com fita-cola.


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