2012 2013 2014 2015 2016 2017  2018



O "breTEMA" que guía as actividades do ano 2018 é:


'SOMOS DO MONTE'

A través del, pretendemos reflexionar ao redor do estado dos nosos montes, sobretodo logo dos terribles incendios que asoalaron a nosa comarca o ano pasado, a situación do rural galego e doutras partes do mundo, tentando buscar un enfoque de loita combativa que permita un horizonte de esperanza. Ponteareas ten o seu aquel urbanita e tamén o punto rural e queremos crear un debate para sensibilizar, implicarnos e falar das políticas que se están a levar acabo agora mesmo como a Lei de Depredación.
  PROGRAMA DO VI FVB   

Sexta Feira 28 de Setembro
20h (na Feira Velha)

PRESENTACIÓN DO LIBRO:

21h OBRADOIRO DE DANZA TRADICIONAL
(impartido por Yanira Amoedo)

22h SERÁN OU NON SERÁN


Sábado 29 de Setembro
12.30h Sessom Vermú (na Feira Velha)

AS CARABUÑEIRAS
XÉNDERAL

18h a 21h Palestras e performance (no Auditorio)

Palestra : "TITULARIDADE COMPARTIDA NO RURAL" (SLG)
Performance : "LOLA, LOLITA, LOLA" (de Gravidade0.0)
Palestra : "SITUACIÓN DAS TEMPOREIRAS DE HUELVA" (SAT)

LIGA GALLAECIA DE FUTBOL GAÉLICO (lugar e hora por confirmar)

22h: Concertos (na Feira Velha)
TAMBORILILÁS
PANDERETEIRAS DE GARGAMALA

FLOW DO TOXO
COCO DANÇA ESTÍMULO


   MANIFESTO 2018   

    Barcia de Mera, Casteláns, A Granha, Campo, Covelo, Fofe, A Lamosa, Maceira, Paranhos, Pinheiro, Prado.

Estamos a ser depredadas e já nom é o lobo quem nos come o gando. Estamos a ser devoradas pólo capitalismo selvagem e forâneo.

17,086 pessoas menos nos concelhos da nossa comarca em tam só trinta anos. Mondariz, Balneário, As Neves, Salvaterra, Crecente, Covelo, Caniça e Arvo. No caso destes três últimos, perderom a metade da povoaçom em tam só trinta anos.

    Arvo, Barcela, Cabeira, Cequelinhos, Mourentam, Sela, Achas, Couto, Franqueira, Luneda. ORoso, Parada, Petam, Valeije

Centos de miles de pessoas despraçamonos nestes últimos 30 anos das aldeias galegas cara aos núcleos urbanos, principalmente aos próximos à AP-9. A modernidade ligou-nos em casamento de dependência aos mecanismos do mercado capitalista, determinando também novos estilos de vida rachando assim com os conhecementos transmitidos de maneira oral durante centos de anos. Mudarem as relaçons sociais, deixando atrás os trabalhos comunitários na sega, no regadio ou no moinho. Mudam, nom para se transformar, mudam para desaparecer.

    As Neves, Batalhans, Cerdeira, Linhares, Rubiós, Ribarteme, Setados, Tabueja, Tortoreos, Vide.

Agora as cidades já nom precisam do campo galego. A globalizaçom alimenta-nos de produtos envenenados nos laboratórios das grandes empresas agrárias e as costureiras confeccionam a nossa roupa, trabalhando escravizadas noutros países. Produtos trazidos da outra ponta do mundo à porta das nossas casas, a melhor preço que no mercado próximo, manipulando os nossos consumos, fazendo-nos sentir que é inevitável consumir no mercado capitalista.


    Alxem, Arantei, Cabreira, Corçans, Fiolhedo, Fornelos, Leirado, Lira, Lourido, Meder, Oleiros, Pesqueiras, Porto, Soutolobre, Uma, Vilacova.


Todo muito bem planificado. Em médio século prepararem o terreno para deixa-lo todo ermo. A pobreza, mediante a emigraçom, seguiu a expulsar miles de galegas e galegos cada ano cara América e Europa. Os montes ficam vazios, as facilidades para explorar selvagemmente os recursos está servida.


Após a extinçom, a colonizaçom.


Passados dois dias do começo dos incêndios que sofremos muitas de nós há quase um ano, ainda com o monte a fumegar, o governo de Feijó aprovou a lei de depredaçom a chamada “Lei de Fomento da Implantación das Iniciativas Empresariais en Galicia “. Umha lei que deu já via livre às elites políticas e económicas interessadas em espoliar os nossos recursos extractivos como som os minerais, as águas e energias eólicas. Esta lei recortou os mínimos processos de participaçom cidadã, reduzindo a participaçom dos concelhos e fazendo prevalecer o aproveitamento industrial do monte fronte aos tradicionais e comunitários.

Frades, Gargamala, Lougares, Meirol, Mouriscados, Queimadelos, Riofrío, Sabaxáns, Toutom, Vilar, Vilasobroso

Ponher-nos optimistas com este panorama é difícil mas  na defesa da aldeia que somos e que queremos que siga a ser aldeia viva,  é obrigatório converter-nos nas lobas que ainda resistem na Serra do Suído, estando espertas e bem atentas a todos os movimentos que o capital junto com a cumpricidade das políticas do Partido Popular estam a levar a cabo na nossa terra e nom deixa-los passar. Empregando todas as nossas armas.


Por um monte vivo, somos aldeia

Governe quem governe, o monte nom se vende

                            Em Ponte Areias  

   28 de setembro 2018