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O "breTEMA" que guiará todas as actividades que se desenvolveron durante o ano 2017 foi:


'POVOS NAS MARGENS'

A través del, poidemos reflexionar ao redor dos fenómenos migratorios, o conflito das refuxiadas, ou a situación de pobos e/ou culturas marxinadas, na nosa ou noutras sociedades.

  PROGRAMA DO VI FVB   

Sexta Feira 29 de Setembro
22h (na Feira Velha)

SOFÍA ESPIÑEIRA
IVANDRO SOARES
MENINA ARROUTADA E GLITCHGIRL


Sábado 30 de Setembro
12.30h: Sessom Vermú (na Feira Velha)
CORO FULSCALHEIRO
OBRADOIRO DE BATUKADA FEMINISTA DE TAMBORILILÁS


17.30h Palestra e Cine (no Auditorio)
Documental "TRALAS LUCES" (de Sándra Sánchez)
Palestra "FEMINISMO ROMANÍ"
(Impartida por Aurora Serrano, de XITANAS FEMINISTAS POLA DIVERSIDADE)


22h: Concertos (na Feira Velha)
TAMBORILILÁS
NETAS DA MAURIZIA ETA LAGUNAK
CHICAS DE LA HABANA
DUDECAN
MERCEDES PEÓN
SONIDERO MANDRIL



   MANIFESTO 2017   

As margens som esses lugares nom manuscritos das folhas. Esses espaços em branco que nom constam nos grandes livros de história. Assistimos desesperançadas a migraçons forçosas fruto da codicia empresarial, da ineptitude politica, do ódio racial, da intolerância sexual. Miramos com raiva a negaçom cultural dos povos oprimidos, que vem perseguidos os seus rasgos identitários, a sua língua, a destruiçom do seu território, a esquilmaçom dos seus recursos, à imposiçom dum futuro que nom podem decidir. Sociedades inteiras tenhem que bulir com o posto para livrar-se da guerra, rachando fronteiras, desafiando tratados, pedindo clemência, criando consciência, avergoando às mentes despertas que miramos com horror como cada vez, se construam muros mais altos, vaias mais grosas, arames mais fortes.


Na actualidade olhamos como se alçam por Europa, partidos de extrema-direita. E vemos como estes vam entrando nos parlamentos, nalguns casos situando-se coma a segunda ou terceira força política. Nos Estados Unidos de América ganhou a presidencia Donald Trump, um magnate declaradamente xenófobo, prometendo a construçom dum muro contra México.


Mas as margens também som oportunidade, alternativa, o tempo com que se conta para algo. Estamos afeitas a viver na margem. Migrantes, galego-falantes, do rural, lésbicas, pretas, ciganas, reintegratas, pobres, trans, independentistas, gordas, poliamorosas, assexuais. Vivemos nas margens tensando as múltiples cordas que nos atam. Lá onde haja umha injustiça pode o povo plantar cara. Dia a dia florescem em todo o mundo relatos de dignidade colectiva. Povos que se ajudam, sociedades que se apoiam umhas a outras, misturando crenças, emoçons e percepçons, fazendo-se ouvir e reivindicando os seus dereitos. Pessoas que em comunidade procuram melhorarem as suas vidas e que resistem ao poder hegemónico e os seus ditames.

Sabemos que este Poder nom tem muito interesse em estreitar laços, a nom ser que se mida em dinheiro. Sabemos que prefere rachar convivências por muito sofrimento que gere, se do conflito emana um negócio. Recorre ao patriarcado, ao racismo e o fascismo como fieis aliados, e nom escatima em recursos para reprimir a protesta. Na súa versatilidade, tanto pode adicar-se a perseguir referenduns, imputar alcaldesas e incautar papeletas na Catalunha, como a despejar espaços okupados de cultura e bem comum como o Eskarnio e Maldizer.

Surprende-se logo, que o povo se erga participando e expresando as súas ideias na rúa. Surpreende-se logo do direito à rebeliom e a autodefesa.

E nesta noite de bretemas, na véspera do 1 de outubro catalá, ergemos os nossos copos por un presente e um futuro onde se reconheza a soberania dos povos, onde se brinde pola diversidade cultural e social e a solidariedade e o respeito sejam a rosa-dos-ventos das relaçons entre iguais.

E nesta noite de bretemas, na véspera do 1 de outubro catalá, ergemos os nossos copos por um presente e um futuro donde se reconheça a soberania dos povos, donde se brinde pola diversidade cultural e social e a solidariedade e o respeito sejam a rosa-dos-ventos das relaçons entre iguais.