Cariré

NOTA: Diante das escassez de informações referentes aos fatos históricos de Cariré, bem como a respeito de seus símbolos oficiais, decidi destinar esta página à postagem de material a respeito do assunto, embora esta não seja a minha área de atuação. Meu principal objetivo é auxiliar os estudantes que, quando do aniversário do município, costumam se deparar com trabalhos a respeito de nossa história municipal sem, no entanto, ter fontes para pesquisar. Saliento que aqui nada mais do que digitei tudo o que consta nos materiais que adquiri durante a minha vida colegial. Deste modo, peço desculpas por eventuais informações erradas e pela repetição enfadonha de informações que porventura possa haver.
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NOSSOS SÍMBOLOS OFICIAIS
- BANDEIRA
BANDEIRA DE CARIRÉ - CRIADA POR ERIBERTO DE SÁ PONTE
- BRASÃO
BRASÃO MUNICIPAL
- HINO
Letra: Pe. José Helênio O. Pereira
Música: Antonio Silveira Barros
Em planície de brancas areias,
neste ardente sertão nordestino,
Por um belo porvir tu anseias,
Cariré, tens um nobre destino.
ESTRIBILHO:
Cariré, nossa terra querida,
De teus filhos recebe o louvor.
São acordes, impulso de vida
Sinfonia, civismo e amor.

De firmeza são marco: teus passos,
do progresso fecunda semente;
Alargando da vida os espaços,
está sempre o teu filho presente.

Tantos vultos ilustres geraste.
Em teu seio fermento de vida;
P'ra vitória teu povo guiaste.
Cariré, nossa terra querida.

Para longe de nós o torpor,
que impede o raiar da vitória.
De tua gente terás o amor,
fulgurante será tua história.

Para baixar o hino, clique no link no rodapé desta página.

- MAPA DE CARIRÉ
MAPA DE CARIRÉ
MAPA DE CARIRÉ
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ORIGEM DE CARIRÉ
Quase sempre a ocupação histórica de um lugar determina, espontaneamente, o local, com sua ocupação posterior, fruto da intervenção do humano.
Assim surgiu Cariré, nome de origem indígena, formado pelas expressões Cari + ré que significa Cari um peixe cascudo da família Loricaridae que na língua indígena quer dizer peixe diferente, segundo Pompeu Sobrinho.
PROCESSO DE ORGANIZAÇÃO DO MUNICÍPIO DE CARIRÉ: DE ARRAIAL À VILA E DE VILA A MUNICÍPIO
A história de Cariré, assim como os demais núcleos de povoamento foram sendo instalados de acordo com as circunstâncias com que se deparava, obedeceu a um processo lento com seus avanços e recuos.
E, como toda a história do Brasil, os índios, primeiros povos habitantes, com os quais se originaram vários nomes de lugares, Cariré, por sua vez, também teve influência muito forte. No início chamou-se Lagoa do Mato, depois por erro topográfico chamou-se Convé e por último Cariré.
Na verdade, Cariré já existia desde 1708, quando o Capitão-Mor Gabriel da Silva do Lago em 23 de outubro de 1708, concedeu a Bento Coelho de Moraes e aos seus companheiros, nove léguas de terras na lagoa próxima às margens do Rio Acaraú, legitimada pela carta de Sesmaria Vol. 5, nº 328, folhas 157.
Cariré era esquecido em meio àqueles remotos rincões do Alto Sertão da Zona Norte do Estado do Ceará. Lá, um ou outro fazendeiro em suas andanças de negócios de gado ou produção agrícola, visitava o lugar pouco habitado.
No entanto, sabiam os fazendeiros que existiam terras de grande fecundidade, dessas que “em plantando tudo se dá”. Era assim o povoado de Cariré nos últimos avanços do século passado. Um pobre arraial perdido, sem maiores perspectivas, por que isolado quase que totalmente do resto do Estado do Ceará.
Arraial é o primeiro núcleo de povoamento onde se origina as vilas e as cidades, como foi o caso de Cariré. A gente de Cariré comprava e vendia em Sobral. Os comboios iam e vinham por seus caminhos para um único destino – Sobral, de onde abasteciam o povo do pequeno arraial.
Ao final do século XIX, o arraial se beneficia com a estrada de ferro de Sobral, fator de grande influência na formação da futura sede municipal e efetivamente trazendo melhoria de vida para a população ali habitante.
Como sabemos, a construção de uma estrada favorece a crescimento populacional, econômico ou político de uma localidade ou região.
Com a inauguração da estação no dia 1º de novembro de 1893 e com o conseqüente crescimento do povoado, Elísio Aguiar, juntamente com outras importantes “personalidades” da localidade, iniciou o movimento para a criação do município, o qual ocorreu no governo do Dr. José Carlos Matos Peixoto. De conformidade com a Lei nº 2.704, datada de 16 de setembro de 1929, Cariré conquista sua autonomia e vê-se elevado à categoria de Vila o antigo povoado e criado o município de mesmo nome.
A partir daí, Cariré, então município, limita-se com os Distritos: Guimarães, hoje Groaíras, Taquara, hoje Arariús e Barra Entre os Rios, hoje Macaraú que, poucos meses depois fora desmembrado e integrado ao município de Santa Quitéria, durante apenas dois anos, pois em 1931, teve sua independência política municipal cassada, voltando a pertencer ao município de Sobral, pelo Decreto Estadual nº 193, de 20 de maio de 1931.
No governo do Dr. Menezes Pimentel, que assumiu o Estado a 26 de maio de 1935, o município de Cariré, sob o Decreto nº 157, de 23 de setembro do mesmo ano, foi restaurado com território reduzido a desmembrado de Sobral.
Até a chegada dos trilhos, em demanda de Crateús, Cariré não passava de um povo esquecido que, até deixou de ser citado na geografia do Ceará, escrita por Barão de Studart, em comemoração ao primeiro centenário da Independência do Brasil.
Cariré passou a ser reconhecido, após 30 anos com a produção de oiticica, carnaúba e a expansão de sua lavoura e a pecuária, dando um novo rumo à sua história, possibilitando, portanto, a sua elevação à vila, pela Lei nº 2.704 de 16 de setembro de 1929. Em 1931, a vila foi extinta e, mais tarde, em 1935 pelo decreto nº 157 de 23 de setembro, foi restabelecido a sua autonomia política, elevando-se à Cidade pelo Decreto Lei nº 448 de 20 de dezembro de 1938.

Fonte: Documentos Históricos Diversos

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CARIRÉ
COMEÇO DE CARIRÉ
Em 12 de janeiro de 1707, o Capitão-Mor Francisco da Costa concedeu a Manoel Correia de Araújo duas léguas de terras no lugar cujo nome “Lagoa do Mato”, onde Cariré está situado.
EVOLUÇÃO HISTÓRICA
Segundo registrado na nossa história, naquela época o tipo de iluminação era precário, à base de lamparina à querosene e que iluminava o casaril do pessoal pobre, esquecido em meio ao remoto rição do alto sertão da zona norte. Lá, um ou outro fazendeiro, em suas andanças de negócio de gado ou de produção agrícola, visitava aquele lugar pouquíssimo habitado. Mas, no entanto, todos sabiam que ali existiam terras de grande fecundidade, dessas que “em se plantando tudo dá”. Era assim o povoado de Cariré nos últimos arrancos do século passado; um arraial pobre no meio do mundo, sem maiores perspectivas, por que era isolado quase que totalmente do resto de Estado.
O comércio era feito por meio de comboios de jumentos, burros ou cavalos, que iam e vinham por seus caminhos e veredas e tinham quase sempre um só destino ou ponto de partida: Sobral.
E, Sobral, o povo de Cariré vendia e comprava o necessário para manter a existência naqueles tempos bons de plantar e criar.
Até que um dia a vida do carireense começou a mudar em seu todo: as linhas da estrada de ferro que cortava os sertões entravam nas terras de Cariré. E foi então no dia 1º de novembro de 1891, dia de Todos os Santos, debaixo de fogos espancados no ar e bandeirinhas coloridas, na presença de homens de paletó, gravata e chapéu de massa e mulheres espoadas em seus vestidos compridos, dariam ao povoado de Cariré um aspecto festivo com que se comemorava a inauguração da Estação Ferroviária, construída pela RVC (Rede de Viação Cearense), ponto de partida do desenvolvimento do lugar que até então pertencia a Sobral.
Efetivamente no dia 1º de novembro de 1983, com grandes festejos, o povo compareceu À estação levantada pela Rede de Viação Cearense para inaugurar a Estrada de Ferro.  

Fonte: Documentos Históricos Diversos

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CARIRÉ

Área: 1 830 km2 – Posição geográfica: 3º 56’ 40” S – 40º 56’ 37” W Gr – Altitude: 157 metros – Distância da capital: 273 km, sendo 33 por via férrea e 240 por estrada de rodagem (Sobral) – População absoluta: 4 780 habitantes – População da sede:  1 270 habitantes – Número de prédios da sede: 270 – Categoria judiciária:Termo da Comarca de Sobral – Distritos: Cariré, Arariús (anteriormente Taquara) e Guimarães (anteriormente Riacho Guimarães ou Riacho dos Guimarães).
Histórico
Formação política – “O município de Cariré foi criado pela Lei nº 2 704, de 16 de setembro de 1929, com sede no núcleo de igual nome, então elevado à categoria de vila. Essa lei fixou-lhe os limites (art. 1º, §§ 1 e 2), e atribuiu-lhe os Distritos de Cariré, Entre Rios (ex Barra do Macaco), Riacho Guimarães (hoje Groaíras) e Taquara (hoje Arariús) (art. 2º). Logo no ano seguinte, o de Entre Rios transferiu-se para o de Santa Quitéria (Lei nº 2 807, de 27 de setembro de 1930); e estabeleceram-se novos limites entre este e aquele município. O município de Cariré, porém, extinguiu-se com o Decreto 193, de  20 de maio de 1931, que anexou o seu território de então, ao de Sobral (art. 4º). Esse município foi restaurado pelo Decreto nº 157, de 23 de setembro de 1935, que lhe atribuiu somente o distrito da sede e, portanto, lhe definiu limites muito diversos dos da Lei nº  2 704. O Distrito de Entre Rios continuou no município de Santa Quitéria, e os de Guimarães e Taquara – no município de Sobral, pois no mesmo dia o Decreto 158 transferia a sede deste último para o núcleo de Recreio (art. 1) e o dizia pertencente ao município de Sobral. E assim permaneceu o município de Cariré até a vigência do Decreto 169, de 31 de março de 1938, que lhe atribuiu os Distritos de Cariré e Guimarães (anexo, coluna C, nº 75), e nesta parte foi reproduzido, sem modificações, pelo Decreto nº 378, de 20 de outubro de 1938 (anexo, coluna C, nº 75). O projeto da Comissão de Divisão Territorial atribuiu-lhes os Distritos de Cariré, Arariús, Guimarães e Entre Rios (anexo nº 1, coluna B, nº 73) e dava-lhe território maior que o de 1929 (anexo nº 2, segunda parte, § 19). Mas o Decreto nº 448, de 20 de dezembro de 1938, atribuiu-lhe somente os três primeiros Distritos e deu-lhe território menor que o preposto no projeto (anexo nº 1, coluna B, nº 70; e anexo 2, segunda parte, § 19)”. – (Clodoaldo Pinto, Parecer nº 1, do Diretório Regional de Geografia, publicado em “O Estado”, de 8 de julho de 1938).
Formação judiciária – “O termo judiciário de Cariré foi criado pela referida Lei nº 2 704, de 1929. Apesar de extinto o município, o termo subsistiu no Decreto 206, de 6 de junho de 1931, até o Decreto nº 1 271, de 29 de maio de 1934, que o extinguiu; e foi restaurado pelo Decreto nº 448, de 20 de dezembro de 1938 (tabela D, coluna C, nº 4). A princípio, segundo a Lei 2 704, pertencia à Comarca de Santa Quitéria, que já existira ao tempo da Monarquia e foi restaurada pela Lei nº 2 677, de 2 de agosto de 1929 (artigo 3) e extinta pelo Decreto 206, de 6 de junho de 1931 (artigo 6); passou  então a pertencer à Comarca de Sobral (Decreto 206, artigo 8, § 3); e – com a restauração do Termo – este continuou a pertencer à Comarca anterior (Decreto nº 448, anexo nº 1, coluna B, nº 70)”. (Clodoaldo Pinto, idem).
Formação eclesiástica – O padroeiro local é Santo Antonio de Pádua. Existe na sede uma igreja, que foi muito melhorada, em 1937, pelo vigário padre Domingos Araújo. Pertence à diocese de Sobral.
Etimologia – “O nome é indígena e, segundo Pompeu Sobrinho, vem de “Cari” (peixe) + “ré” (diferente): pseudo caricari diferente; alusão provável a outro peixe semelhante, possivelmente o bodó”. (Revista do Instituto do Ceará, volume 33, página 216).
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Limitando-se ao norte, com os de Palma e Sobral, a leste, com os de Sobral e Santa Quitéria, ao sul, com o de Santa Cruz e, a oeste, com os de Ibiapina e São Benedito, está o município de Cariré na zona do sertão e é cortado pela estrada de ferro de Sobral.
Até bem pouco tempo humilde povoado, simples estação dessa via férrea, Cariré tem alcançado grande progresso, graças, ultimamente, aos esforços do Sr. Elísio Aguiar, pertinaz batalhador da autonomia do município e um dos principais fatores do atual florescimento.
Os produtos que sustentam a economia do município são a cera de carnaúba, os cereais e o algodão, de cujo beneficiamento há, na sede, uma bem instalada usina, de propriedade do referido Sr. Elísio Aguiar. O comércio é animado, notadamente o de exportação. A pecuária desenvolve-se satisfatoriamente, havendo boas fazendas de criar, como a “São Francisco”, de Elísio Aguiar; a “Tanques”, de Raimundo Gomes de Silva; a “Surucutim”, de Vicente Mendes da Rocha; a “Floresta”, de José Tomás do Monte e Silva, etc.
A partir de 1936, após a restauração do município, a Prefeitura local arrecadou: 1936 – 23 580 $ 900; 1937 – 24 917 $; 1938 – 22 750 $ 100. E o Estado, no último quinquênio: 1934 – 32 100 $; 1935 – 32 163 $ 400; 1936 – 32 276 $ 900; 1937 – 31 979 $ 500; 1938 – 40 136 $ 400.
A cidade de Cariré mostra aspecto agradável e aumenta dia a dia. O seu clima é salubre e bastante procurado como estação de repouso. 13 ruas e 2 praças formam o seu conjunto urbano. A estação da estrada de ferro foi inaugurada em 1º de novembro de 1893.
PESSOAS QUE NOS FORAM ÚTEIS
Ibiapina – Monsenhor Antonio Candido de Melo – Nasceu em 3 de outubro de 1878. Foi prefeito de sua terra, secretário do bispado de Sobral e pároco da freguesia local.
Iguatu – Doutor José Carlos de Matos Peixoto – Advogado de grande renome. Ex-professor da Faculdade de Direito do Ceará, e professor da Universidade do Rio de Janeiro. Foi secretário do Estado e em seguida presidente do Ceará no período que se iniciou em 1928, e terminou com a vitória da revolução de 1930. Foi também deputado federal e, sem nenhum favor, pode ser considerado uma das mais fortes celebrações da intelectualidade cearense. O seu destaque como jurista é inconfundível. É também erudito filósofo.
Santa Quitéria – Doutor Francisco de Menezes Pimentel – Nascido a 12 de setembro de 1887. Educador de grande reputação. Dirigiu um dos melhores estabelecimentos de ensino primário e secundário do Estado e foi professor de vários outros. Foi professor da Faculdade de Direito do Ceará, de onde foi diretor. Eleito governador do Estado, exerceu a alta investidura no período de 26 de maio de 1935 a 10 de novembro de 1937, data do Golpe de Estado, a partir do qual passou a dirigir os destinos cearenses como Interventor Federal.
Sobral – Dom José Tupinambá da Frota – Nascido a 10 de setembro de 1882. Primeiro bispo da Diocese de Sobral. Ordenou-se no Colégio Pio Latino de Roma, em 1906. Doutor em filosofia e em teologia. Culto, operoso, inteligente e organizador, exerceu com toda a justiça enorme ascendência moral sobre o povo de sua terra e da zona norte do Estado. Sobral deve-lhe uma somada soma de serviços.
Doutor João Tomé de Sabóia e Silva – Nasceu em 4 de agosto de 1870. Engenheiro notável, político austero. Foi presidente do Estado no quadriênio 1916 – 1920 e Senador da república.
Monsenhor Diogo José de Sousa Lima – Nasceu em 7 de junho de 1929. Ordenou-se no Seminário de Olinda a 4 de julho de 1852. Foi deputado provincial em duas legislaturas e faleceu a 30 de julho de 1909.

Fonte: O Ceará – 1939.

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CARIRÉ
Três lustros apenas conta o município de Cariré de sua primitiva criação, pela Lei nº 2.704, de 16 de setembro de 1929, elevando deste modo à vila o florescente povoado encravado na zona sertão-norte do Estado, servido pela Estrada de Ferro de Sobral. Não obstante essa fundação, sofreu solução de continuidade em sua vida municipal, extinto como foi, seis anos depois de instalado, pelo Decreto nº 193, de 20 de maio de 1931. Só no ano de 1935, pelo Decreto nº 157, de 23 de setembro, é que teve a sua restauração e, três anos após, elevada a vila a cidade (decreto nº 448, de 20 dezembro de 1938).
Com tais alterações, é bem fácil de ver, não podia o município progredir satisfatoriamente, quando se lhe antepunha um entrave em sua natural marcha progressiva, faltando-lhe assim o favorecimento do poder público, o apoio direto e eficiente de quando necessitam as nossas comunas para a sua evolução.
Nau grado, porém, o evidenciado obstáculo, Cariré não estagnou e, graças aos reconhecidos esforços de filhos ilustres dignos, todos trabalhando pelo bom nome da terra-berço, ei-lo na vanguarda daqueles municípios que têm evoluído nos últimos tempos. Não se deixaram, pois, os carireenses embalar pelo que existia, dando ultimamente um cunho renovador ao que constituía a vida propriamente na comuna, o que claramente se constata ao primeiro contato, visitando-se a cidade, mostrando esta em suas características o quanto vale a vontade do povo conjugada com a dos seus dirigentes.
Cariré, no linguajar indígena, segundo o Dr. Pompeu Sobrinho, entendido no assunto, vem de Cari (peixe) + (diferente), pseudo cari, cari diferente: alusão o outro peixe semelhante, possivelmente o bodó.
A sua principal produção é o algodão. A cera de carnaúba e os cereais pesam bastante na balança comercial. Outro tanto sucede com a pecuária, incrementada em redor do território, enumerando-se um cômputo bem regular de fazendas de criação.
A freguesia tem como padroeiro Santo Antonio de Pádua, sendo o seu vigário o padre Tibúrcio Gonçalves de Paula.
É termo jurisdicionado da comarca de Sobral.
A área do município é de 656 quilômetros quadrados. Dista da capital 286 quilômetros.
O comércio de Cariré é bem animador, sobretudo o de exportação, movimentando-se na cidade 10 casas de negócios e, em todo o município, 15 pequenas indústrias.
População: 3 mil habitantes.
Tem 3 distritos: Cariré (sede), Arariús e Groaíras (ex-Guimarães).
Limita-se: ao norte, com Palma e Sobral; a leste, com Sobral e Santa Quitéria; ao sul, com Santa Cruz; e a oeste, com Ibiapina e São Benedito.
Suas autoridades são as seguintes:
- prefeito: Raimundo Elísio Aguiar;
- juiz: José Augusto Carneiro;
- adjunto de promotor: Rossi Aguiar;
- delegado civil: Orion Ribeiro;
- 1º tabelião: Ribamar Aguiar;
- 2º tabelião: Osmundo Aguiar;
- diretora das Escolas Reunidas:Roseni Aguiar;
- vigário: padre Tibúrcio Gonçalves de Paula;
- coletor: Abel Amaral;
- escrivão da coletoria: João Hermeto;
- secretário da prefeitura: Francisco Fernandes de Assis;
- telegrafista: Antônio Cândido;
- agente do Correio: Sinhazinha Pereira.
Falar em Cariré equivale a falar em Elísio Aguiar, e vice-versa. Ambos encarnados em um só corpo, ambos marchando juntos para a derrota e para a vitória, isto é, quando Cariré é extinto, como várias vezes tem acontecido, Elísio igualmente fica extinto e derrotado... e quando Elísio consegue restaurar Cariré, como também tem se verificado, aí sim, é outro “lamber de dedo”. “Seu Alencar já me escreve”, diz certamente Elísio.
Município pobre, de insignificantes rendas, nem por isso tem deixado de progredir, fluindo destarte os efeitos de uma administração laboriosa e eficiente, consoante se nota pelos constantes melhoramentos introduzidos pelo seu dinâmico patrono a único gestor, quer nos dias que correm, quer no passado, sempre vivido entre a vida e a morte... a sempre assistido por Elísio, ou em caráter oficial ou em caráter de lutador pugnando pela sua restauração. Eis aí a história de Cariré, vez por outra suspenso suas prerrogativas de município independente, para eterno pesadelo de Elísio Aguiar. Finalizando esta nota, é interessante ressaltar o fato de ali não existir oligarquia. O que se pode de logo depreender pela relação que damos dos nomes das autoridades com funções nas terras carireenses.
População (segundo o Censo de 1940): 14.484 habitantes.
Densidade demográfica: 22,07 hab/km2.
Fonte: ALBUQUERQUE, João Alves de. Vida dos Municípios. Fortaleza, 1945.

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CARIRÉ

História e toponímia
A luz das lamparinas alumiava o casario pobre, esquecido em meio àqueles remontes rincões do alto sertão da zona norte. Lá um ou outro fazendeiro, em suas andanças de negócio de gado ou de produção agrícola, visitava aquele lugar pouco habitado. No entanto, sabiam todos que ali existiam terras de grande fecundidade, dessas que “em se plantando, tudo dá”. Era assim o povoado de Cariré nos últimos arrancos do século passado. Um pobre arraial perdido “no meio do mundo”, sem maiores perspectivas, por que isolado quase que totalmente do resto do Estado. Os comboios que iam e vinham por seus caminhos e picadas tinham quase sempre um só destino ou ponto de partida: Sobral. Em Sobral, a gente de Cariré vendia e comprava o bastante para ir mantendo a existência trivial naqueles pagos bons de plantar e de criar.
Um dia, porém, tudo começou a mudar. As linhas de estrada de ferro, que cortavam os sertões, entravam nas terras de Cariré. E naquele 1º de novembro de 1873, dia de Todos os Santos, bandeirinhas coloridas, foguetões espoucando no ar, homens de paletó e gravata, mulheres muito espoadas em seus vestidos compridos, davam ao pequeno lugar o aspecto festivo com que comemorava a inauguração da estação da RVC, ponto de partida do desenvolvimento do lugarejo, até então pertencente ao território de Sobral.
No governo do Dr. Matos Peixoto, a Lei nº 2 704, de 16 de setembro de 1929, elevava o Distrito de Cariré à condição de município, desmembrando-o de Sobral, passando a sua sede de povoado que era à categoria de vila. Pouco duraria a existência autônoma do município de Cariré, por que em 1931, como muitos outros, teve cassada a sua independência municipal, voltando a ser distrito de Sobral. Mas, a 23 de setembro de 1935, o então governador Menezes Pimentel assinava o Decreto nº 157, restaurando o município, embora com território mais reduzido do que aquele com que fora criado em 1929.
A vila de Cariré se tornaria cidade pelo Decreto-Lei nº 448, de 20 de dezembro de 1938.
Cariré, em todos os sentidos, tem progredido lentamente. Sua velha igreja matriz data de 1897. Todavia, a freguesia de Cariré somente foi criada em 24 de janeiro de 1944. O termo judiciário surgiu em 1929, porém a Comarca veio a ser devidamente criada por Lei, em 1947.
“Peixe diferente” é o significado na língua indígena de Cariré.
Localização
- Limites: a oeste, com o território de Pacujá (começa no vértice do serrote São Tomé, passa diretamente à nascente do riacho Jurema, desce por este riacho até a sua foz no rio Jaibaras, donde por este rio vai à foz do riacho do Engenho Queimado); ainda a oeste, com o município de Ibiapina (começa na foz do riacho Engenho Queimado e sobe por este até a incidência da linha telegráfica de Sobral para Ibiapina); ao norte e a leste, com o município de Sobral (começa na incidência da referida no limite oeste, vai pela referida linha telegráfica até o ponto onde a mesma corta o leito do riacho Florinda, desce por este riacho até a sua barra, no açude Jaibaras, por linhas sucessivas, vai daí à Lagoa da Extrema, Serrote da Pedra Miúda, Serrote do Primeiro Campo, Lagoa da Jandaíra, km 145 da estrada de ferro de Sobral e foz do riacho Atalho, no rio Acaraú, sobe por este riacho até a sua nascente a passa em linha reta para o vértice do serrote Jandaíra); ainda a leste e ao sul, com o município de Santa Quitéria (começa no ápice do serrote Jandaíra, vai, em linha reta, para a foz do riacho Grossos, no rio Groaíras, e daí, em linhas retas successivas, passa ao serrote do Surucutim e serrote do Matias, pela linha reta tirada do ápice deste serrote para o da Onça segue até o leito do rio Acaraú); ainda ao sul, com o município de Reriutaba (começa no cruzamento indicado no fim do limite anterior, no rio Acaraú, segue pela mencionada linha reta para o vértice do serrote da Onça, passa, em linha reta ao Pontilhão dos Macacos, na estrada de ferro de Sobral, e por outra reta, vai ao serrote do Urubu, donde, finalmente, ruma certo ao vértice do serrote São Tomé).
- Área: 683 km2.
- Microrregião: 63 – Sobral.
- Altitude: 153 m.
- Latitude: 3º 58’.
- Longitude: 40º 29’.
- Acidentes geográficos: Rios Acaraú, Jaibaras, Jacurutu e Groaíras; riachos Jurema, do Engenho Queimado, Atalho, Florinda e Grossos; lagoas da Jandaíra e da Extrema; serrotes São Tomé, da Pedra Miúda, do Primeiro Campo, do Matias, da Onça, do Urubu e do Surucutim.
- Distritos: Cariré (sede) e Arariús.
- Sede da comarca: (1ª entrância).
- Zona eleitoral: 65ª.
- Diocese: de Sobral.
- Distância da capital: 261 km.
Pluviometria
- 822,9 mm (período: 1931/1970)
Demografia
1960 – 17 560 habitantes.
1970 – 18 410 habitantes.
1980 – 18 315 habitantes (dados preliminares do censo).
Lideranças
- Prefeito: Aderbal Portela de Aguiar.
- Vice-prefeito: José Alcides Rocha.
- Vereadores: Luiz Gonzaga Silva, Vicente Mercês de Brito Neto, Joaquim Ribeiro da Silva, Expedito Alves Martiniano, José Portela Aguiar, José Pontes Oliveira, Antonio Lucas de Brito, Valdemar Franklin de Lima e Manoel Ferreira da Ponte.
- Deputados federais mais votados: Evandro Ayres de Moura (2096 votos) e Claudino Sales (2002 votos).
- Deputados estaduais mais votados: Felinto Elísio (2542 votos) e Manoel Alcides Rocha (2293 votos).
- Número de eleitores: 8 641.
- Juiz: José Henrique Rodrigues.
- Promotora: Bela. Emirian de Sousa Lemos Araújo.
- Vigário: Pe. Raimundo Cassiano Feijão.
Atividades sócio-culturais
- Padroeiro: Santo Antonio.
- Dia da festa: 13 de junho.
- Igrejas católicas: 09.
- Templos protestantes: 02.
Educação
Ensino 1º grau
- Alunos: 2 687 (estadual – 483; municipal – 1 908 e particular – 296).
- Professores: 122.
- Sala de aula: 122.
Ensino 2º grau
- Alunos: 48 (particular).
- Professores: 07.
- Salas de aula: 03.
Saúde
O município pertence à X Delegacia Regional de Saúde, sediada em Sobral.
Conta com um Centro de Saúde, em Alto dos Honórios.
- Farmácias: 02.
- Médicos: 02.
- Auxiliar de enfermeira: 05.
Comunicação
- Telefonia: monocanal na sede municipal.
- CEP: 62 184.
Energia elétrica
Além da sede, o município tem energizado o distrito de Arariús.
Conta com 623 consumidores, que utilizaram em janeiro de 1981, 46 259 kw/h.
Transportes
- Acesso à capital: uma opção por rodovia CE – 071, BR – 222 – Sobral, Irauçuba, Itapajé, São Luís do Curu, Caucaia (261 km).
O município é servido pela Rede Ferroviária Federal (km 267).
- Nº de veículos: 51 (1979).
Produção agrícola
- Algodão herbáceo: 50 hectares de área colhida e 5 toneladas produzidas.
- Arroz: 14 hectares e 20 toneladas.
- Cana-de-açúcar: 15 hectares e 300 toneladas.
- Feijão: 3 300 hectares e 330 toneladas.
- Mamona: 20 hectares e 2 toneladas.
- Mandioca: 333 hectares e 1 001 toneladas.
- Milho: 1 113 hectares e 750 toneladas.
Pecuária
Cabeças
- Bovinos: 18 729.
- Asininos: 3 400.
- Muares: 690.
- Equinos: 1 647.
- Suínos: 16 581.
- Caprinos: 9 705.
- Ovinos: 17 585.
- Galinhas: 73 874.
- Perus: 754.
- Patos, marrecas e gansos: 1 490.
Quantidade produzida
- Leite: 1 600 mil litros.
- Ovos: 177 mil dúzias.
Produção mineral
As reservas minerais de Coridon e Ouro, se exploradas devidamente, representam uma enorme contribuição à circulação de riquezas.
Finanças
- Previsão Orçamentária Municipal para o ano de 1981: Cr$ 30 000 000, 00.
- Arrecadação do ICMS: Cr$ 1 096 035, 00 (1980).
- Agência bancária: Banco do Brasil.
Comércio
- Número de estabelecimentos: 129.
- Dia da feira: Terça-feira.
Atrações turísticas
As tradicionais vaquejadas que se realizam no município, atraem visitantes das cidades vizinhas e da capital.
LIMITES ATUAIS
Norte: Sobral
Começa na incidência da linha telegráfica Sobral – Ibiapina, sobe por esta linha até encontrar o riacho Florinda, desce por este até a sua foz no açude Jaibaras. Daí, em retas sucessivas, segue à Lagoa da Extrema, Serrote da Pedra Miúda, Serrote do Primeiro Campo, Lagoa da Jandaíra e km 145 da estrada de ferro de Sobral.
Leste: Groaíras
Começa no km 145 da estrada de ferro de Sobral, donde segue em linha reta até a foz do rio Jacurutu no rio Acaraú; daí, sobe pelo leito do primeiro até o ponto onde o leito do rio Jacurutu é cortado pela reta tirada do serrote Surucutim à foz do riacho dos Grossos, no rio Groaíras.
Santa Quitéria
Começa no ponto onde a reta tirada da foz do riacho dos Grossos, no rio Groaíras, ao serrote Surucutim corta o leito do rio Jacurutu, segue por esta reta até o citado serrote, e daí, em retas sucessivas, vai ao serrote do Matias e, pela reta tirada deste último serrote para o da Onça, segue até o leito do rio Acaraú.
Sul: Varjota
Começa no ponto onde a reta tirada do serrote do Matias ao serrote da Onça corta o riio Acaraú e segue por esta linha até o último serrote citado.
Reriutaba
Começa no serrote da Onça donde, em retas sucessivas, vai ao Pontilhão dos Macacos, na estrada de ferro de Sobral, ao serrote do Urubu e, de lá, ao vértice do serrote São Tomé.
Oeste: Pacujá
Começa no vértice do serrote São Tomé, vai em linha reta à nascente do riacho Jurema, desce por este riacho até a sua foz no rio Jaibaras e segue por este rio até a foz do riacho do Engenho Queimado.
Mucambo
Começa na foz do riacho Engenho Queimado no rio Jaibaras, segue por este riacho até a rodovia Sobral – Mucambo, onde está situada a fazenda Engenho Queimado, deste ponto segue pela referida rodovia até o marco do travessão judicial, situado à margem esquerda desta, donde, em linhas retas, vai à fazenda Cacimbas, onde estão as propriedades de Pedro Rufino e Antonio Ferreira de Azevedo, donde encontra a carroçável Cacimbas – Olho d’Água, seguindo pela referida carroçável até a sua confrontação do juazeiro que se encontra à margem esquerda desta carroçável, na fazenda Olho d’Água, e deste até a linha telegráfica, na incidência com os limites de Sobral.
COMPARAÇÕES
Com 683 km2, Cariré é o 74º maior município do Ceará e o 68º menor.
Contando 18 315 habitantes (segundo dados preliminares do Censo de 1980), Cariré é o 80º município mais populoso do Ceará e o 62º menos populoso.
Com 135 m de altitude, Cariré é o 89º município mais alto e o 53º mais baixo.

Fonte: Municípios do Ceará – 1980.

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CARIRÉ
Região Administrativa: 03 (Sobral/Ibiapaba).
Município: Cariré.
CARACTERÍSTICAS GEOGRÁFICAS
Área: 683 km2
Altitude: 158 m.
POPULAÇÃO
Residente em 1980: 18 310 habitantes.
Projeção para 1990: 17 860 habitantes.
Acesso à capital: CE – 183, BR – 222 (268 km).
COMUNICAÇÃO
Telefonia: Sistema DDD.
CEP: 62 184
ADMINISTRAÇÃO DO MUNICÍPIO
Prefeito: Elmo Roberto Belchior Aguiar.
Endereço da prefeitura: Praça Elísio Aguiar, s/n, Tel.: 646 11 33.
Distritos: Cariré (sede), Arariús.
DADOS CULTURAIS
EQUIPAMENTOS
- AUDITÓRIOS
Auditório da Biblioteca Antonio Adrião da Silveira – Rua Belarmina Rodrigues, s/n, sede, capacidade: 100 pessoas.
Auditório da Prefeitura Municipal de Cariré – Rua Belarmina Rodrigues, s/n, sede, capacidade: 150 pessoas.
Auditório do Centro Comunitário Cel. Joaquim Ximenes Farias – Rua Aristides Barreto, s/n, sede, capacidade: 150 pessoas.
- BIBLIOTECA
PÚBLICA
Biblioteca Municipal Antonio Adrião da Silveira – Rua Belarmina Rodrigues, s/n, sede, acervo: 2000 volumes (literário, didático, referência, periódico, técnico-científico).
- ESPAÇOS ABERTOS
QUADRAS ESPORTIVAS
Quadra Esportiva Raimundo Nery de Aguiar – Travessa João José de Sá, s/n, sede, capacidade: 200 pessoas.
Quadra Esportiva do Centro Comunitário Cel. Joaquim Ximenes Farias – Rua Aristides Barreto, s/n, sede.
Quadra Esportiva do Colégio Cel. Quirino Rodrigues – Rua Belarmina Rodrigues, s/n, sede.
ENTIDADES
- DE DANÇA
FOLCLÓRICA
Bumba-meu-boi de Cariré – Bairro Vila Nova, sede. Ano de formação: 1990. Participantes: 11. Mestre: Francisco Zacarias da Silva.
- DE MÚSICA
CONJUNTO
Grupo AMCM – Rua D. Manoel Moreira da Rocha, nº 260, sede. Ano de formação: 1989. Participantes: 4. Responsável: Zacarias Aparecido de Araújo Gonçalves.
CALENDÁRIO DE EVENTOS
01/01 – Festa do Sagrado Coração de Jesus – sede – novenário, missa, procissão e leilão. Responsável: paróquia local.
13/06 – Festa do Padroeiro Santo Antonio de Pádua – sede – novenário, missa, procissão, quermesse e leilão. Responsável: paróquia local.
07/09 – Independência do Brasil – sede – ato solene, hasteamento de bandeiras, atividades esportivas e dramatizações. Responsável: Prefeitura local.
16/09 – Dia do Município – sede – ato solene, hasteamento de bandeiras, atividades esportivas e dramatizações. Responsável: Prefeitura local.
04/10 – Festa de São Francisco de Assis – sede – novenário, missa, procissão e leilão. Responsável: paróquia local.
08/12 – Festa de Nossa Senhora da Conceição – Arariús – novenário, missa, procissão e leilão. Responsável: paróquia local.

Fonte: O Ceará dos Anos 90 – Censo Cultural.

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CARIRÉ
História – Município localizado na Mesorregião de Sobral. O arraial formou-se nos idos crepusculares do século XIX, tendo por estímulo a construção da ferrovia Sobral – Crateús.
Evolução Política – A elevação do povoado à categoria de Vila e Município, respectivamente, deu-se conforme Lei nº 2.704, de 16 de setembro de 1929, agregando em sua jurisdição os Distritos de Barra do Macaco, Riacho Guimarães e Taquara. Suprimido conforme Decreto-Lei nº 193, de 20 de maio de 1932 e restaurado segundo Lei nº 157, de 23 de setembro de 1935, com exclusão dos Distritos antes agregados.
Com o advento de Decreto-Lei nº 169, de 31 de março de 1938, teve por retorno o Distrito de Riacho Guimarães. O Decreto-Lei nº 448, de 20 de dezembro de 1938, atribuiu-lhe o título de Cidade, modificando-lhe a base territorial. Excluiu o Distrito de Entre Rios (Barra do Macaco)> na divisão territorial de 1939, foram-lhe acrescidos ou ratificados jurisdicionalmente os Distritos de Arariús e Riacho Guimarães.
Igreja – Os seus implementos de apoio eclesial datam do final do século XIX, época em que se iniciaram as obras de construção da primitiva capela, dedicando-se o padroado em honra a Santo Antônio de Pádua. Os atos inaugurais dessa capela ocorreram a 19 de março de 1938, tendo como oficiante o monsenhor Diogo de Sousa Lima, vigário da Diocese de Sobral. A ampliação e transformação da capela em Igreja-Matriz constam como tendo ocorrido em 1939, sob a direção do padre Domingos Araújo. A criação da Freguesia, desmembrada da paróquia de Sobral, ocorreu a 24 de fevereiro de 1944, tendo como primeiro pároco o vigário Tibúrcio Cavalcante de Paula.
Economia – Fundamenta-se basicamente na pecuária e na agricultura de subsistência, além da produção de cera de carnaúba e sementes de oiticica. As atividades comerciais se resumem no varejo de tecidos, bens de consumo e mercadorias em geral. Em fontes subsidiárias, mantém o lugar-comum e participativo da massa tributária, beneficiando-se socialmente de parcelas que lhe são destinadas.
Topônimo – Tupicamente se traduz por Cari = peixe + ré = diferente, donde se obtém certa espécie conhecida pelo nome de bodó.
ARARIÚS
 Vinculado ao Município de Cariré. Chamou-se primitivamente Taquara, subordinado ao município de Sobral, pelo menos até o Advento da Lei nº 2.074, de 16 de setembro de 1929, que elevou a povoação à categoria de Distrito, e o fez retornar ao Município de Cariré. Distrito novamente consoante Decreto nº 158, de 23 de setembro de 1935 e transferido para o núcleo denominado Recreio. Retornou ao município de origem, conforme Decreto-Lei nº 448, de 20 de dezembro de 1938, com a denominação de Arariús e sede no antigo arraial de Taquara. Tem como padroeira Nossa Senhora da Conceição.
Provém tupicamente de arara = pásssaro + i – ú = beber água, donde se obtém bebedouro dos papagaios.

Fonte: Cronologia dos Municípios Cearenses – 1996.

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CARIRÉ
Área: 683 km². Área (% em relação ao Estado): 0,47. Altitude: 157 m. Latitude: 3º 58’. Longitude: 40º 29’.Mesorregião: Noroeste. Microrregião: Sobral. Limites: norte, Sobral; sul, Reriutaba, Varjota e Sante Quitéria; leste, Groaíras; oeste, Mucambo e Pecujá. Distritos: Cariré (sede) e Arariús. Acidentes geográficos: Rios Acaraú, Jaibaras e Riahão; Serrote Matias e Serrote da Onça, Açude Chuí.  Recursos hídricos: Irrigação – há no município um pequeno projeto governamental abrangendo uma área de 125 ha e um projeto privado, numa área de 72 ha. Pluviometria – a média pluviométrica é de 918 mm/ano. Açude – o município está inserido em áreas dos seguintes açudes que permitem a perenização das águas – Carão (Tamboril), Farias de Sousa (Nova Russas) e Paulo Sarasate (Varjota) e estão programados a construção dos seguintes açudes – Poço Comprido (Santa Quitéria), Pedregulho (Santa Quitéria) e Taquara (Cariré). Data da criação: 16 de setembro de 1929. Instalação: 16 de setembro de 1929.Toponímia: Significa “peixe diferente”. Variação toponímica: Desmembrado de Sobral. População (censo de 1991): 17.755. Densidade demográfica (hab/km2): 26,0. População da zona rural (1991): 13.270. Distância da capital em linha reta: 218 km. Vias de acesso à capital: BR – 222, CE – 183. CEP: 62 184 000. Telefones:prefixo – 646; aparelhos – 214; terminais – 202; DDI – Assinantes 187, púbicos 12. Emissoras de rádio: não tem.Abastecimento d’água: 694 ligações. Energia elétrica: nº de consumidores – 2 605; total do consumo – 297 334.Repasse do ICMS em 1995: R$          254 355,11. Renda interna municipal em 1995: R$ 994,00. Renda per capita: US$ 73. Produção: algodão herbáceo e arbóreo, caju, mandioca, milho e feijão. Pecuária – bovinos, suínos e aves. Em seu território foi registrado a ocorrência de coridon e ouro. Possui duas indústrias – uma de produtos alimentares e a outra de vestuário (calçados a artigos de tecidos de couro e pele). Saúde: Centro de Saúde de Cariré, Posto de Saúde Alto dos Honórios, Posto de Saúde de Cacimbas dos Moreiras, Centro de Saúde Municipal Elísio Aguiar, Posto de Saúde de Tapuio, Posto de Saúde de Jucá, Posto de Saúde de Arariús, Ambulatório do Sindicato dos Trabalhadores Rurais. Educação: nº de escolas de rede estadual pré-escolar – 2; 1º grau – 4; número de alunos matriculados na rede estadual pré-escolar – 392; rede estadual 1º grau – 1161. Prefeito: Charles Aguiar Rodrigues.Vice: Francisco Nery Neto. Vereadores mais votados: Paulo de Tarso R. Neto (PMDB – 588 votos) e Francisco Ramalho Rocha (PSDB – 378 votos). Deputados federais mais votados: José Linhares Ponte (PP – 2446 votos) e Pimentel Gomes (PSDB – 1697 votos). Deputados estaduais mais votados: Cândida Maria Pessoa (PSDB – 1772 votos) e Francisco Aguiar (PSDB – 1578 votos). Zona eleitoral: 65ª. Número de eleitores: 11308. Comarca de:Cariré. Entrância: 1ª. Padroeiro: Santo Antonio de Pádua, dia 13 de junho.

 
CRIANÇAS ADOLESCENTES E ANALFABETAS DE 11 A 17 ANOS – NOVEMBRO E DEZEMBRO DE 1995
11 A 14 ANOS
15 A 17 ANOS
11 A 17 ANOS
NÚMERO
%
NÚMERO
%
NÚMERO
%
TOTAL
ANALF.
TOTAL
ANALF.
TOTAL
ANALF.
1160
428
36,90
739
182
24,63
1899
610
32,12

CRIANÇAS E ADOLESCENTES NA ESCOLA – NOVEMBRO E DEZEMBRO DE 1995
TOTAL DE CRIANÇAS DE 7 A 10 ANOS
FORA DA SÉRIE ADEQUADA
TOTAL DE CRIANÇAS DE 11 A 14 ANOS
FORA DA SÉRIE ADEQUADA
TOTAL DE CRIANÇAS DE 15 A 17 ANOS
FORA DA SÉRIE ADEQUADA
NÚMERO
%
NÚMERO
%
NÚMERO
%
927
832
89,75
925
895
96,76
477
462
96,86
ICMS REPASSADO AO MUNICÍPIO – 1991 A 1995
VALORES NOMINAIS DE ACORDO COM O PADRÃO MONETÁRIO VIGENTE
1991 (Cr$)
1992 (Cr$)
1993 (Cr$)
1994 (R$)
1995 (R$)
39 445 138,03
1 423 444 994,80
12 102 830,84
136 128,42
254 355,11

Fonte: Anuário do Ceará – 1996/1997.

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CARIRÉ
Microrregião: Sobral. Mesorregião: Noroeste Cearense. ADR: Sobral/Ibiapaba. Área: 711,2 km2. Área (% em relação ao Ceará): 0,46. Altitude (sede): 138 m. Latitude: 3º 57’. Longitude: 40º 29’. Distrito: Arariús.Limites: Sobral, Reriutaba, Varjota, Santa Quitéria, Groaíras, Mucambo e Pacujá. Acidentes Geográficos: Rios Acaraú, Jaibaras e Raichão; Serrote Matias e da Onça; Açude Chuí. Toponímia: Peixe diferente. Designações anteriores: - Criação: 16 de setembro de 1929. Instalação: 16 de setembro de 1929. Desmembrado de: Sobral.Distância da capital: 267 km. Número de veículos: 205 (1995). População (1991): 17 755. Hab/km2: 24,96.População urbana: - Estimativa (1997): 17 392. Nº de eleitores: 12 642. Votantes: 9 860. Abstenção: 2 792.Prefeito: Antonio Narcélio R. Ponte. Vice-prefeito: Elísio Aguiar Neto. Vereadores: Edmar Ponte Portela, Eduardo Durval de Brito, Maria Aparecida Portela, Márcio Antonio Rodrigues Brito, Raimundo Nonato de Paula, José Ozir Moreira Alves, Ronaldo Nogueira Aguiar, Antonio Benjamim Arruda, Domingos de Barros Neto, José Pontes de Oliveira, Antonio Irineu Brandão Ferreira, Edmilson Rodrigues da Silva, Maria Roseneida Guimarães Ximenes, Antonio Lourival Martins, Francisco Adalberto Fernandes Silva. Deputados mais votados: Federais – José Linhares Ponte e Raymundo Pimentel Gomes Neto; Estaduais – Cândida Maria Saraiva de Paula Pessoa e Francisco de Paula Rocha Aguiar. Juiz: Dr. Aristófanes Vieira Coutinho Jr. Entrância: 1ª. Comarca: Cariré. Padroeiro: Santo Antonio de Pádua. Data comemorativa: 13 de junho.

ESCOLAS DE 2º GRAU COM MATRÍCULA INICIAL EM 1997
ESCOLA
REDE
ZONA
1ª SÉRIE
2ª SÉRIE
3ª SÉRIE
4ª SÉRIE
TOTAL
EEFM CEFISA AGUIAR
ESTADUAL
URBANA
55
52
53
0
160
EEFM MARIETA CALS
ESTADUAL
URBANA
55
0
0
0
55
GINÁSIO QUIRINO RODRIGUES
PARTICULAR
URBANA
14
25
16
0
55

Fonte: Anuário do Ceará – 1997/1998.

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CARIRÉ

COBERTURA VACINAL DE CARIRÉ DE 1991 A 1998 (%)
VACINA
1991
1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
BCG
70
58
100
52
100
89
105
98
DTP
50
53
58
51
96
78
105
96
SABIN
48
33
45
55
84
120
121
97
SARAMPO
63
50
100
54
100
84
122
99
                                          * Os casos que ultrapassaram 100% se devem ao fato de pessoas de outras cidades virem tomar vacina em Cariré.

Fonte: SESA – 10ª DERES

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Em breve mais informações!
Ć
21 - HINO DE CARIRÉ.mp3
(3043k)
FAGNER AGUIAR,
1 de mar de 2015 05:06
Ċ
FAGNER AGUIAR,
9 de jul de 2012 08:05
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