Hidrografia de Belford Roxo

          A cidade está localizada na Região Hidrográfica 5 do Estado do Rio de Janeiro, abarcando as bacias dos rios que nascem nas encostas da Serra do Mar, nas Colinas e nos Maciços Costeiros, desaguando na Baía de Guanabara. A bacia do rio Iguaçu possui dois afluentes importantes para o município: os rios Botas e Sarapuí.

     Drenando uma área de 726 km2 e abrangendo parte dos municípios de Belford Roxo, Duque de Caxias, Nilópolis, Nova Iguaçu, Rio de Janeiro e São João de Meriti, a bacia hidrográfica do rio Iguaçu tem suas nascentes localizadas na Serra do Tinguá; seu curso se desenvolve no sentido sudoeste, com uma extensão total de 43 km e desaguando na Baía de Guanabara. Os rios Capivari, Pati e Tingua, à margem esquerda, e Botas e Sarapuí, à margem direita, são os principais afluentes do rio Iguaçu.

     A qualidade dos rios Botas e Sarapuí, de acordo com a Resolução CONAMA, enquadram-se na Classe 2: são corpos d'água aproveitados para o abastecimento doméstico, caso sejam tratados convencionalmente. Com os devidos cuidados, estas águas também são aptas para a proteção de comunidades aquáticas, recreação de contato primário, plantas frutíferas e irrigação de hortaliças, e criação natural e/ou intensiva de espécies destinadas à alimentação humana.

     Todavia, tais rios encontram-se bastante poluídos, sendo comparados a valas de esgoto a céu aberto, com sérios indicativos de poluição orgânica e fecal e metais pesados como o níquel e o chumbo. Segundo a FEEMA, verifica-se, também, a presença de cádmio, cromo e ferro.

     A Baía de Guanabara e sua bacia hidrográfica formam um ecossistema importantíssimo para a cidade do Rio de Janeiro e suas outras cidades. Em decorrência da concentração populacional, do crescimento urbano desordenado e dos processos industriais, esse ecossistema vem sofrendo uma ostensiva poluição ao longo dos anos.

     O problema mais grave da Baía é o lançamento de esgotos domésticos e a presença de lixo, um reflexo direto da ausência de uma infra-estrutura adequada de saneamento básico (FEEMA).
 
 

RIO BOTAS

          O Rio Botas é um rio  que banha o estado do Rio de Janeiro. Nasce na cidade de Nova Iguaçu no bairro de Adrianopolis, passa pelo bairro de Comendador Soares, mais conhecido como Morro Agudo deságua no Rio Iguaçu, no município de Belford Roxo. seu principal afluente é o Rio Maxambomba.  Extensão 20 Km 
Era um Rio de característica rural, hoje sofre com construções irregulares em vários trechos, principalmente nas áreas mais urbanizadas dificultando os serviços de dragagem.

É muito prejudicado pela quantidade de resíduos tais como entulhos, galhadas e lixo domiciliar que constantemente são removidos. 


Pertence a Macro Região Ambiental 1 - Bacia Hidrográfica da Baía de Guanabara :Sub -Bacia do Rio Iguaçu

 

Veja:


Veja também:

Recuperação Ambiental de Rios Situados na Baixada Fluminense-RJ discutindo uma proposta para o rio Botas

 
 PROGRAMA DE REVITALIZAÇÃO AMBIENTAL DA BAIA DE GUNABARA
 
O município enfrenta uma situação crítica quanto à questão da destinação final de resíduos sólidos urbanos, necessitando desencadear um conjunto de intervenções que permitam a implantação imediata de um sistema de disposição destes resíduos de forma sanitária e ambientalmente adequadas, bem como de um programa de ações que possam promover a recuperação de áreas degradadas pelo lançamento irregular do lixo ao longo dos últimos anos.
O antigo vazadouro de lixo foi encerrado de forma inadequado, persistindo graves problemas relacionados à contaminação de corpos hídricos por chorume e da atmosfera pela emanação de gases, em especial. Além disso, torna-se imperativa a complementação do recobrimento, a instalação de vegetação e outras providências que permitam a adequada reintegração da área.
Em área vizinha, onde se encontra instalado o vazadouro atual, torna-se necessário promover a instalação de dispositivos de contenção da massa de lixo aterrada, do sistema de drenagem de águas pluviais, coleta/destinação de líquidos percolados, cercamento, etc., bem como a elaboração de projeto visando adequar sua operação como aterro controlado, até o seu encerramento.
Tendo em vista o término iminente da vida útil do atual vazadouro, faz-se necessário a elaboração de estudos/projetos e a imediata implantação, em terreno já selecionado, de um aterro sanitário, cujo início de operação dar-se-á com o encerramento das atividades do atual vazadouro, com a implantação de estruturas permanentes de isolamento, drenagem e cobertura. O novo aterro operará em bases sanitárias, conforme as normas técnicas, com sistemas e dispositivos de impermeabilização, drenagem de percolados e de gases, entre outros. 
 
 

     O rio Sarapuí, também chamado localmente de rio das Sardinhas,  nasce na serra de Bangú, atravessa o vale deste nome. 

 

     Na região da Baixada Fluminense passa pelos municípios de Nova Iguaçu, Nilópolis, Mesquita, e Belford Roxo e deságua na Baía de Guanabara, na altura de Duque de Caxias. Possui comprimento de aproximadamente 20 km. sendo retificado em vários pontos.

 

     Sua largura (ou distância entre as margens) é superior ao do rio Pavuna, com média de 10 metros (quase 40 metros na sua foz).

 

     Pode-se dizer que o rio se apresenta, principalmente à partir de seu médio curso, quase que totalmente "morto", com ausência de peixes e algas e grande presença de esgoto e despejos industriais. Sua aparência próximo à foz lembra um pântano, com águas correndo lentamente, viscoso.

 

     Esta é a realidade do Rio Sarapuí, um dos mais importantes da Baixada Fluminense: poluído, assoreado, cercado por comunidades faveladas e destino da maior parte dos dejetos "in natura" produzidos nos cinco municípios que ele cruza em seu curso desde Bangu, RJ até desaguar na Baía de Guanabara.
 

     Hoje o rio agoniza à espera de algum programa eficaz de recuperação sócio-ambiental para sua bacia hidrográfica. Até metade do Século passado este mesmo rio era limpo, navegável e meio de sobrevivência para pescadores da região. O Rio Sarapuí já se chamou Rio Santo Antônio.

 

                 

                    Rio Botas, altura do bairro Nova Piam

                    

 

                                                                                                                                                                                                                                                          Web Designer:  Eufrasio Pereira
                                                                                                                                                                                                                                                          Fotografia:      Eufrasio Pereira
                                                                                                                                                                                                                                                          Publicação:   Eufrasio Pereira
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