Literatura

Edição #7 - 21 Junho                                                                                                                                      

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Opinião

Lisboa pelas mãos de Fernando Pessoa

 


Lisboa é a cidade de Pessoa, quanto a isso não há duvidas e é simples reconhecê-la em muitos dos seus poemas, sobretudo na escrita do seu heterónimo Álvaro de Campos.

Este livro "Lisboa – O que o Turista Deve Ver", não é unicamente mais uma obra poética, mas sim, uma viagem pela cidade através dos olhos do poeta.

Estamos perante um guia de Lisboa, cidade a que Pessoa chama o seu “lar”, escrito em inglês, num tom propositadamente turístico, despojado de retórica, no qual são destacados os patrimónios com maior relevância da cidade, seja ele arquitectónico, artístico, intelectual ou de puro lazer.

É indubitavelmente uma proposta aliciante visitar Lisboa pela mão do grande escritor português e verificar que, apesar do decorrer dos anos e de todas as transformações urbanas que se fizeram sentir, ainda é possível apreciar um passeio pelas ruas nostálgicas da capital e reconhecer os locais de que Pessoa retracta.

Esta reedição da Livros Horizonte, provavelmente datado de 1925, faria parte de um grande leque de publicações a editar por Pessoa de modo a glorificar e enaltecer o seu país.

O livro prima pelo seu projecto gráfico moderno e apresenta-se num formato mais prático, incluindo um prefácio de Teresa Rita Lopes, uma das mais distinguidas investigadoras pessoanas de Portugal.



Notícia em formato áudio aqui


Anayara Paz
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Edição 
#6 - 31 Maio                                                                                                                                
 

Entrevista
 
  

Entrevista a José Milhazes sobre o seu novo livro

 
 José Milhazes nasceu na Póvoa de Varzim em 1958. Foi para a União Soviética em 1977 por acreditar no comunismo como um futuro radioso para a Humanidade, onde assistiu à queda de um Império.

Não se considera escritor mas sim jornalista e historiador. Já publicou algumas obras como “ Angola o princípio do fim da União Soviética”, “ Samora Machel: Atentado ou acidente”, “ A saga dos Portugueses na Rússia”, e no passado dia 18 de Maio de 2012, na Livraria Alêtheia, na Rua do Século nº 13 no Bairro Alto em Lisboa lançou a sua última obra que é um trabalho conjunto com a sua mulher Siiri Milhazes, intitulada “Portugal. Aqui está presente o espírito Russo”.

Trata-se de um livro escrito em Russo, porque segundo o autor existem dezenas de milhares de russos a visitarem anualmente o nosso país e não há praticamente nada escrito por portugueses para eles e também para que os russos conheçam melhor e passem a gostar mais de Portugal.

A obra aborda a presença russa em Lisboa ao longo dos séculos, e não constituindo um guia essencial para os turistas russos, é uma tentativa de mostrar àqueles que visitam Portugal que o nosso país não lhes é tão estranho como parece. Os leitores deste livro podem ver Lisboa, o Estoril e o cabo da Roca através do olhar de russos que já visitaram estas regiões.

José Milhazes na entrevista que concedeu ao espectacular´te, disse ainda que foi a mulher que teve a ideia para que escrevesse este livro e participou na estruturação da obra. Um contributo decisivo na medida em que é ela que trabalha com russos que visitam Portugal.

Aos jovens escritores Portugueses, deixa-lhes a mensagem de que nunca contradigam a sua consciência.

 

Notícia em formato áudio aqui.

 

Emília Viegas
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Edição #5 - 17 Maio                                                                                                                                 

Entrevista


A Devota

Nesta edição, o nosso jornal entrevistou o jovem Ricardo Tomaz Alves, de 23 anos, o qual lançou o seu primeiro livro “A Devota”, da Alfarroba Edições, em Novembro do ano passado. O livro retrata um romance, que tem como plano de fundo a cidade de Sintra. Não perca aqui a entrevista completa.


Que importância tem para si a Literatura? 

       

"A literatura tem tido um papel preponderante na forma como entendo e encaro o que me rodeia, oferecendo-me com arte e engenho conhecimento e inspiração sobre este planeta, a sua história e os seres que o habitam, seja de forma exacta e concisa ou abstracta, ficcionada e/ou inconclusiva. É essencial para a minha evolução e faz parte do que sou. É, no fundo, o retrato escrito da alma humana."
      





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João Pires
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Edição #4 - 3 Maio                                                                                                                                  


Professor Manuel Lima apresenta novo livro sobre aves da Baía do Seixal



Um domingo solarento a convidar a um passeio ao ar livre, foi o dia escolhido por Manuel Lima para apresentar o seu novo livro intitulado “Aves do Sapal de Corroios e Doutras Zonas Ribeirinhas do Concelho do Seixal”, no Moinho de Maré de Corroios.


A sala do auditório do Moinho de Maré foi o local escolhido pelo autor mas não foi suficiente para receber tantos quantos naquela tarde de domingo decidiram ter uma “aula aberta” com o professor Manuel Lima que, como bom comunicador, soube despertar a atenção de mais de meia centena de pessoas que marcaram presença no lançamento do livro.

Na sessão de apresentação do livro, Manuel Lima abordou a temática da importância da avifauna nas zonas ribeirinhas do concelho do Seixal, e fez-se acompanhar de uma projecção em sequência de imagens/fotografias da sua autoria, que transmitiam momentos únicos das saídas de campo, nas horas mais improváveis, no "local certo à hora certa”, com toda a dificuldade que isso pode representar para um fotógrafo. Objectivo: "A melhor foto no momento certo".

Manuel Lima, é escritor há mais de 25 anos, e neste livro procurou representar o trabalho de investigação realizado sobre o património histórico e natural do município do Seixal.

O livro contém 168 páginas e 155 fotografias a cores, tiradas pelo autor para este livro, que pretende caraterizar os biótopos existentes nas zonas ribeirinhas do concelho do Seixal, bem como a descrição de um total de 94 espécies de aves diferentes.

Para conseguir publicar este livro, repleto de excelentes imagens da natureza, ao longo de ano e meio, o autor conseguiu efectuar mais de duzentas saídas de campo na área do concelho do Seixal, perfazendo mais de mil horas de levantamento científico e de recolha fotográfica.

Manuel Lima foi autor de muitos livros, como por exemplo: "Flores Silvestres do Concelho do Seixal" (2007); "Amora, memórias Vivências d’Outrora" (2006); "A escola das férias, Aventuras e Experiências prematuras" (2003); "Minha terra co(m a)rroios" (2001), e, "A árvore no Concelho do Seixal" (2001).

A edição deste livro teve o apoio da Junta de Freguesia de Corroios e da Câmara Municipal do Seixal, que se fizeram representar pelos respectivos presidentes. 

Notícia em formato áudio aqui

José Loureiro
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Edição #3 - 19 Abril                                                                                                                                      


Dia 21 de Março foi também o Dia Mundial da Poesia

Data criada em 1999, na XXX Conferência Geral da Unesco, com o propósito de promover a leitura, escrita, publicação e ensino da poesia através do mundo.



imagem retirada do site: http://alma-lusa.blogs.sapo.pt

Em Portugal, de Norte a Sul, a celebração desta data, dominou a programação de alguns espaços culturais, com excepção para o Centro Cultural de Belém, que a transferiu  para dia 24, coincidindo com o fim de semana. Pelo quinto ano consecutivo, o CCB numa iniciativa conjunta com o Plano Nacional de Leitura assinala este dia, com a abertura da Feira do Livro de Poesia, que teve início às 11h de sábado.

A Maratona da Leitura, este ano, foi dedicada a Jorge de Sena. Outras opções, como um conjunto de oficinas e actividades para todas  as idades, faziam parte do programa.

Também no Palácio de Belém, esta data não foi esquecida. Numa homenagem ao poeta Ruy Belo, e sob o mote “Do silêncio e outras ilhas”, Maria Cavaco Silva, organizou na Sala das Bicas, um sarau literário, com a participação de escritores, actores, músicos e outros convidados.

Em 1996, Wislawa Szymborska, polaca, recebeu o Prémio Nobel da Literatura, sendo uma das poetisas mais conhecidas do mundo.

Ainda no âmbito da poesia, resolvemos ir ao encontro dum especialista nesta matéria, que certamente irá, com as suas opiniões, enriquecer esta informação. Entrevistamos Jorge Maximino, docente no Instituto Piaget, com algumas publicações sobre estética, literatura e antologias de poesia.

Fontes: CCB, Presidência

Notícia e entrevista em formato áudio aqui






Laura Teixeira
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Edição #2 - 29 Março                                                                                                                                     


Entrevista


A Demência de Célia Loureiro


A autora fala-nos um pouco de si, da sua escrita e deste primeiro passo no caminho da literatura

Célia Loureiro, 22 anos, licenciada em Informação Turística, lançou o seu primeiro livro, Demência, a 26 de Novembro de 2011, no Fórum Romeu Correia, em Almada.

Lembra-se que em pequena gostava de inventar histórias, e assim que aprendeu a escrever estas passaram para o papel, cada vez mais elaboradas. Quando escreve costuma pegar em exemplos reais, inspira-se em sensações, em pequenos detalhes e pormenores do dia-a-dia.

Após muitas tentativas e alguns textos enviados em vão, decidiu tentar a editora Alfarroba, que tem por princípio apostar em novos talentos. Fruto de muito trabalho e insistência, agora já mais amadurecida, consegue publicar o primeiro, dos muitos livros que vai acumulando na gaveta.

Demência passa-se numa aldeia beirã e conta-nos a história de duas mulheres, Olímpia e Letícia. Atraiçoada pela memória, Olímpia começa a sofrer os sintomas de Alzheimer e, vê-se obrigada a aceitar a ajuda da nora viúva Letícia que, por sua vez, vive atormentada pela lembrança do crime que cometeu. Perante as calúnias dos aldeões e a demência da sogra, Letícia tenta reerguer-se dos erros que cometeu.

A autora introduz, assim, um debate social e luta interior ao abordar temas como a velhice, solidão, aborto, violência doméstica, arrependimento e desespero.

Célia sabe que é muito difícil ser apenas escritora, mas se pudesse escolher era assim que vivia, numa calma aldeia a observar e a escrever…

Veja o vídeo da entrevista...






Sara Batista
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Edição #1 - 15 Março                                                                                                                                     


Lançamento do livro

"O Teu Relâmpago na Minha Paz"

O Fórum Romeu Correia acolheu no passado dia 10 de Março o lançamento do novo livro de Luís Miguel Raposo. O almadense foi apresentar a sua mais recente obra “O teu relâmpago na minha paz” publicado pela editora Alfarroba.
Escrito em apenas 6 meses, tem Almada como pano de fundo e um protagonista que vive paixões intensas, obsessões e triângulos amorosos. Segundo o autor, o livro não foi escrito a pensar no politicamente correcto, mas sim duma maneira realista.

Apesar de ser licenciado em gestão, o prazer das letras deu origem a uma forma de escrita pouco comum, que o autor faz questão de utilizar.

Autor de vários livros, "Marés de Inverno", foi o seu primeiro, lançado em 2009 que recebeu críticas muito positivas tendo sido considerado por várias publicações online como autor-revelação.
O ano passado surgiu a sua segunda publicação “Quando morreres vou amar-te” escrito em co-autoria com Maria José Caiola. Em vista já estão novos projectos, falta agora as marés decidirem.


Sara Moreira
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