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Eu e a minha Mãe.


 


 
 

 
 


 

 
 
 
 
 
 
 
 
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Poemas & Fotos 

 

 

“Borboto de primavera”

 

Repouso no teu abraço, apagando a noite crua

Quando trazes do mar a espuma do horizonte

Que logo embebes o branco que em mim perdura

Como uma espera raia, no cantar de cada fonte…

- Que assim voltas para a tua janela

Como a flor mais bela.

***
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“Ao Amor”

- As vozes juntam-se e fazem melodias;

Cantam alegria em todo o tipo de línguas;

Não se consegue perceber

Qual a linhagem que une a linguagem,

Numa voz que se faz entender;

Uma luz que nos preenche iluminando o nosso ser.

***

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“Grito de flor”

 

Pétala que adorna o olhar

Erguida ao caminho da governa

Reina casco de fonte aberta

Contudo, mira o contemplar,

Trato de passo que a liberta

Ruído de pouco amor

Ruindo grito de flor…

Oposiopeses emite dor

Reticência lustre bonina

Estrépito, seiva de calor

Candelabro, benquerença, causador;

Forma do grito de flor.

***

 

(Exposto Por: "Célia Duarte”

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“Para lá da minha janela”

- Para lá da minha janela

Onde o sol costuma boiar

Teu brilho chega por ela

Teus passos vêem marcar

- Para lá da minha janela

As pedras sabem cantar

Quando lágrimas caiem por ela

Onde a voz não sabe chegar

- Para lá da minha janela

Põe-se o sol e nasce a lua

Faz-se prata, morre donzela

Pioneira quase nua

- Para lá da minha janela

Quando o dia vem chegar

Vem lua de encontro a ela

Prisioneira do meu olhar

- Para lá da minha janela

Olhos querem abraçar

Alancar um dom de vela

Simples sopro de embalar

- Para lá da minha janela

Olhos de um Mundo contemplado

Sobre o fio do olhar, ao longo, vai ela

Com o corpo “todo” nele enterrado

- Para lá da minha janela

Já não era mais um mar vivido

Mas sim, mágoa de quimera

Dentro de um céu desaparecido

- Para lá da minha janela

Todo o caminho da própria vida

Fogo por fogo, afogadela

Sem fundo e me servia

- Para lá da minha janela

O mar, ainda se ouvia

Com jeito roxo e piela

Da minha vida comia

- Para lá da minha janela

As vozes ficaram roucas

O amor fechou-se nela

Adormeceu com todas as coisas.

 

***

(Poema por Celia Duarte)

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“Mar em frente”

 


Ainda se ouvem os sinos tocar

Ousado lamento

Sino que toca, sino que vai calar

Dunas, murmúrio de vento

Proa do sentimento largado de mar

 

Ré de pó arrasta, pouco de lama

Terra lenta de verde queimado

Esparsos olhares lavados de vento

Mar em frente

Vaga de gente

Pó soprado.

***

 

“Naquela fase da lua”

 

***

Mantenho-me distante, mudo; passeando o olhar pelo pedaço de céu gradeado que me alucina.

Toda uma vida vivida por recordações, como luzes disparadas pela memória; todos os desejos aspirados e largados por um só suspiro que me esfarrapa o coração.

– Por vezes, um arrependimento enorme; por ter nascido.

- Esforço-me, para me manter ocupado com o trabalho que faço; mas, a fadiga não compensa o esforço do cubículo frio que me encerra: Tudo é um desperdício.

Dias há, naquela fase da lua, que me destroem o consciente: Sentado, no meu silêncio, em frente do céu, os cotovelos, apoiados nos joelhos, sustentam o rosto envolvido pelas palmas das mãos; horas a fio fora de mim, pedindo a Deus um pouco de compaixão para com os Homens, para comigo; e recebo, como resposta, a ignorância ignorada: Nada! Porque, a compaixão está espalhada pela terra, a presunção dos Homens é que não a deixa florescer.

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