Produzindo texto 2011/2012/2013



O impasse de Belo Monte

A construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, que será a terceira maior do mundo, traz polêmicas, discussões e protestos. Ao passo em que a usina gerará empregos, suprirá a demanda energética brasileira e será uma fonte “limpa” de energia, ela também alagará uma área gigantesca, destruirá inúmeras espécies de fauna e flora, desabrigará inúmeras famílias, prejudicará o modo de vida da população local, entre outras questões.

 Desenvolva um projeto de texto que defenda um posicionamento definido acerca do impasse que envolve a Construção da Usina de Belo Monte.


NOTA;8.5

             O projeto de construção da usina hidrelétrica de Belo Monte foi proposto em 1975, durante o governo de Ernesto Geisel. Desde a década de 1980, ambientalistas e indígenas batem de frente com empreiteiros e governo federal, quando o assunto é o destino de parte das águas do Rio Xingu, no estado do Pará.
             Em julho de 2011, finalmente se iniciou a construção da Hidrelétrica de Belo Monte. O objetivo é a geração de mais energia elétrica, a baixo custo, já que a usina terá grande aproveitamento. Entretanto, os impactos socioambientais são tantos que não compensam a realização do projeto.
            O alagamento será equivalente a um terço da cidade de São Paulo, provocando o desmatamento e afogamento de muita vegetação, com liberação de gás carbônico. Além disso, os ruídos da construção , estresse e migração dos animais, proporcionando grande desequilíbrio nos ecossistemas.
            Do ponto de vista social, há, principalmente, a questão dos indígenas ameaçados: cerca de mil índios serão afetados, pois a vazão do rio diminuirá e eles sairão da sua terra para dar espaço à usina. Tal interferência causará mudanças em demasia na vida desses índios, tendo em vista o caráter sagrado que a terra tem para eles.
            Ademais, cerca de cem mil pessoas chegarão ao local, causando um inchaço populacional na região, sem infraestrutura para receber esse contingente. Outro ponto social carente de atenção é o deslocamento a ser realizado por cerca de seis mil famílias, que receberão um subsídio ínfimo para a mudança.
            O aproveitamento de construção dessa hidrelétrica é provisório, pois causa um breve desenvolvimento e grandes prejuízos, principalmente no segmento ambiental. O Brasil tem grande potencial elétrico não prejudicial ao meio ambiente ou a milhares de pessoas, como o proveniente da força dos ventos, dos mares e da energia solar. Assim, é óbvia a contradição de um país com tantos recursos para produção de energia limpa que escolhe tecnologias geradoras de energia elétrica cada vez mais obsoletas. Mais contraditório ainda é isso ocorrer numa época onde a sustentabilidade e a preservação do meio ambiente são assuntos tão em voga.   FONTE http://vestibular.brasilescola.com/banco-de-redacoes


Tema: Transposição do Rio São Francisco

O maior projeto de infraestrutura do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), a transposição do rio São Franscisco divide opiniões. Estima-se que mais de sete bilhões serão investidos nessa obra que, segundo o governo, irá beneficiar mais de 12 milhões de habitantes do semiárido nordestino. No entanto, há controvérsias, pois renomados ambientalistas afirmam que os principais privilegiados serão grandes pecuaristas, e não a população.Defenda um posicionamento claro e bem fundamentado acerca do do projeto de Transposição do Rio São Francisco. Mobilize argumentos bem fundamentados que levem seu texto a ir além do senso comum e realizar uma crítica análise da problemática imposta.


NOTA:8,5

O Governo Federal, em 2005, aprovou o projeto de transposição do rio São Francisco. Este tem como principal objetivo solucionar o problema de escassez hídrica do semiárido nordestino, através da construção de dois canais que levarão água para uma das regiões mais secas do país. O fato é que a obra se tornou um tema polêmico e possui tanto defensores ardorosos quanto críticos ferrenhos.

A critica, que é feita por especialistas como o geógrafo Aziz Ab'saber, destaca que o projeto, além de não prever os impactos ecológicos, econômicos e sociais, não irá solucionar o problema da seca,  pois beneficiará apenas alguns produtores abastados da região. Outroponto diz respeito ao volume de água que será retirado do rio, pois a porcentagem de 1,4 % poderá alterar o equilíbrio necessário para a  produção de energia nas usinas de Paulo Afonso, Itaparica e Xingó.

Na página oficial do Governo na internet, o texto que explica o projeto enfatiza que só a possibilidade de levar água para mais de dez milhões de nordestinos já é justificativa suficiente para realizá-lo. Os defensores, como o pesquisador Paulo Canedo, ressalta que o projeto contém ações de revitalização, saneamento básico, recuperação da mata ciliar e construção de barragens para regularizar o volume do rio.

A verdade é que, passados sete anos do início das obras, o que se percebe é que o sonho acalentado por muitos nordestinos de não sofrerem mais com as mazelas da seca está longe de se realizar. Em reportagem especial para o quadro "Brasil: Quem Paga é Você" do Fantástico a repórter Sônia Brigi mostra o "arrastar" de uma das maiores obras de infraestrutura do país e concluí que a transposição ou a "integração", como prefere o governo, é uma obra mal planejada, mal executada e possivelmente superfaturada.

Logo, a viabilidade ou não do projeto cabe aos estudiosos, que apesar de todos esses anos não chegaram a um consenso. A nós, cidadãos, cabe exigir do Governo explicações quanto ao emprego do dinheiro público e nos solidarizar com aqueles que já sofrem com a maior seca dos últimos quarenta anos. FONTE: http://vestibular.brasilescola.com/banco-de-redacoes


POr que a ideia de fim do mundo atrai e assusta?

21 de dezembro de 2012. Esse era para ser o dia do fim do mundo, segundo algumas interpretações do calendário maia. Isso, porém, não aconteceu e a data entrou para a vasta galeria das previsões apocalípticas que não se cumpriram. O medo do fim do mundo é uma constante na sociedade mundial de todas as épocas, é um tema que povoa o imaginário de gerações e já foi explorado na literatura, na canção popular, no cinema, na televisão. É difícil entender como, mesmo diante de várias previsões erradas, as polêmicas sobre o fim do mundo ainda provocam um sentimento tão forte em parte da população. Leia os textos da coletânea e depois discuta o tema em uma dissertação argumentativa de até 30 linhas. Você tinha acreditado na previsão? O que você pensa desse tipo de previsões? Por que isso mexe tanto com o imaginário do ser humano na sua opinião?


                         A contradição do "fim do mundo"-     NOTA-8,5-UOL

A angústia frente à morte é algo bastante intrínseco ao ser humano. Se aos animais ela já assusta, diante de nós ela representa o fim de nossos projetos, anseios e esperanças. De nossas alegrias e amores. Ao mesmo tempo, representa a dissolução de padecimentos, aflições, fobias, sendo desejável em muitos casos, embora consista, quase sempre, num fenômeno trágico e dramático: o nosso desespero diante do fim do espetáculo da vida, tal qual menciona o autor Augusto Cury.

Ao analisarmos o fenômeno da morte associado ao fim do mundo, percebemos que aí reside uma diferença principal: o fim dos tempos representa, para o indivíduo, algo mais vantajoso, embora igualmente improvável. A vantagem reside na certeza de que tudo o que ele identifica como injustiça, representada na fruição de alegrias, benesses, vitórias imerecidas, pelos seus inimigos ou rivais irá ser aniquilado ao mesmo tempo que sua própria vida.

O fim do mundo, para nós,seria algo mais positivo, embora alguns o neguem, estando envolvidos em alguma ilusão ou desfrutando de algum benefício advindo de transações duvidosas ou de alguma lacuna no tempo. Diante disso, a recorrente crença no fim do mundo, tal qual ocorreu no final de 2012, torna-se paradoxal, atingindo as pessoas no seu ego e na esperança num mundo melhor, ao mesmo tempo em que estão imersas na angústia que isso proporciona.

Na verdade, o que cria o sentimento mais tenebroso em nós diante da crença em uma catástrofe que venha aniquilar toda a humanidade é tão somente a incerteza, a improbabilidade de que isso aconteça, posto que jamais tenha acontecido.

O melhor conhecimento dos fenômenos astronômicos, das evidências arqueológicas, das mudanças climáticas e de outros fatores tenderão a desinquietar a maioria dos alarmistas sobre o fim dos tempos, pelo menos da maneira súbita e catastrófica como se costuma acreditar.

fonte-http://educacao.uol.com.br/bancoderedacoes/redacao/a-contradicao-do-fim-do-mundo.jhtm



Tema 1 - A sociedade brasileira e os conflitos no trânsito

O trânsito nas grandes cidades tem crescido de modo descontrolado nas últimas décadas, fazendo com que o tempo gasto pelas pessoas dentro do carro torne-se, às vezes, insuportável. Uma das piores consequências disso é o aumento da violência provocada por motoristas: são atitudes de desrespeito ora com o pedestre, ora com os outros condutores. Muitas vezes, o carro é usado como arma nessa luta urbana em que se transformou a difícil convivência entre estressados. São inúmeras as campanhas para incentivar a direção segura, mas, mesmo assim, casos impressionantes de violência no trânsito, incluindo muitas mortes, continuam sendo divulgados pela mídia, todos os dias. Diante dessa realidade, o que pode ser feito para lidar eficientemente com esse problema? Elabore uma dissertação argumentativa sobre o tema, respondendo a questão: É possível reduzir o nível de violência no trânsito brasileiro?


                                                  Trânsito Caótico


          A cada ano, o volume de carros em circulação dentro das cidades aumenta. Em decorrência desse aumento, eleva-se, também, o número de acidentes e mortes no trânsito. Diante disso, a existência de punições e fiscalizações mais severas por parte de autoridades e, ainda, uma política de educação e conscientização mais eficiente dentro das  autoescolas são imprescindíveis para evitar fatalidades.

         Recentemente, tivemos conhecimento, através da mídia, de fatos absurdos e inaceitáveis relacionados com a direção irresponsável dentro das cidades. Carros guiados por motoristas embriagados ou até mesmo por menores de idade, são a causa de, dia após dia, vidas inocentes serem tiradas. Porém, a negligência do Estado nesses acidentes também pode ser notada, devido às falhas da chamada "Lei Seca" e, mais revoltante, a impunidade dos infratores que, muitas vezes, pagam fiança e já são liberados da delegacia.

           Além dos acidentes causados pela embriaguez e a irresponsabilidade de motoristas, outros são causados pelo estresse do cotidiano agravado pelo trânsito que resulta em brigas e atos de covardia. Pode-se dizer que, o número de vítimas fatais é mais alto em brigas de trânsito, causado por acidentes "minúsculos", do que em acidentes mais graves, causados por carros em alta velocidade.

             Medidas como conscientização e ensinamento, por parte das autoescolas , de como reagir em frente a situações como aquelas e o aumento da segurança por parte de autoridades, seja através de punições mais severas, de maior circulação de guardas organizando e fiscalizando o tráfego ou de maior instalação de câmeras e radares, podem ser medidas decisivas para assegurar a vida do motorista que, ano após ano, corre um risco maior de entrar nas estatísticas de vítimas fatais dentro do trânsito.

 

TEMA: Viver em rede no século XXI: os limites entre o público e o privado (tema do enem 2011)

Texto I

                                                  Quinze minutos de privacidade


Quando afirmou que, no futuro, todos teriam direito a quinze minutos de fama, Andy Warhol indicou o desejo pela fama como uma tendência da sociedade de massa. A famosa frase foi cunhada no fim da década de 1960, quando a internet só existia como uma rede acentrada ainda com objetivos militares. Hoje, a grande rede se faz presente em boa parte das atividades cotidianas, como as próprias relações interpessoais, uma "'evolução" que transformou a crítica do conhecido artista plástico em uma espécie de profecia a ser seguida. O problema, nesse caso, é que a vida virtual muitas vezes elimina a tênue fronteira entre o público e o particular.

Basta ter uma conta de e-mail ou navegar eventualmente pela internet para perceber os perigos que ela oferece. De fato, invasões de contas e crimes de diversas naturezas tornam a rotina em banda larga pouco segura, transformando informações sigilosas em conteúdo público com a mesma velocidade da comunicação em tempo real. Embora haja uma discussão acerca da correção do caso, o trabalho da organização conhecida como "Wikileaks" evidencia como nem mesmo empresas e governos, com suas redes de seguranças supostamente seguras, estão imunes a esses riscos.

Nem sempre, porém, o problema é fruto de invasões e crimes: o desejo pela exposição e pelo reconhecimento virtual tem levado a perigosos exageros na vida real. Por trás de perfis em redes sociais e de pseudônimos em chats e blogs, muitas pessoas expõem suas intimidades, com frases ou fotografias comprometedoras profissional e socialmente. Prova disso são os casos de demissões e processos causados pela publicação de conteúdos considerados inapropriados, mesmo que isso tenha sido feito em ambientes tipicamente "pessoais". Assim, trata-se de uma ilusão imaginar que a vida em bytes, revelada no interior de um quarto fechado, possa ser dissociada da vida em carne e osso, em ruas e calçadas.
Diante de um panorama complexo, repleto de variáveis, é fundamental buscar caminhos para o estabelecimento de limites entre o público e o privado na grande rede. O primeiro passo deve ser dado pelos governos, com a criação e o aprimoramento de legislações específicas e mecanismos de identificação e punição capazes de inibir crimes relacionados a invasões de privacidade e manifestações preconceituosas. Afinal, o que é sociamente ilegal e imoral na vida real também o é na internet. Na mesma perspectiva, a mídia pode divulgar - tanto no noticiário quanto em dramaturgias - os perigos da exposição na internet, de modo a sensibilizar a sociedade.

Fica claro, portanto, que são necessárias medidas urgentes para evitar uma confusão danosa entre o particular e o público na internet. Contudo, a transformação profunda deve ser feita na nova geração de crianças e adolescentes, que já nasceu e vem crescendo em um ambiente paralelamente real e virtual. Por isso, o trabalho de ONGs e, sobretudo, de escolas parece ser a solução mais eficaz. Com aulas e palestras sobre o uso seguro e socialmente adequado da internet, é possível imaginar um futuro em que menos pessoas se prejudiquem com a vida em banda larga, e mais indivíduos usem esse recurso para, por exemplo, compreender melhor a frase de Andy Warhol. (Rafael Pinna do Colégio de A_Z)


Texto II - aluno do JBC - redação nota DEZ no enem


Milhões de pessoas se conectam diáriamente à rede mundial de computadores, com objetívos variados, procuram adquirir ou compartilhar informações das mais diferentes formas possíveis, sejam através de fotos,músicas,textos,videos ou filmes. Neste meio as informações circulam e podem ser acessadas por qualquer pessoa de qualquer parte do planeta, bastando para tanto ter um ponto de acesso à internet, e com tão poucas regras inquiri-se:quais são os limítes que separam o domínio público do privado?

 Uma linha muito tênue separa o público do particular, em um mundo sedento de informações,
tudo o que for compartilhado na rede terá, de uma forma ou de outra, o interesse de algum internauta ou grupo destes, cabendo desta forma ao usuário o julgamento do que deve ou não ser publicado, levando-se em consideração seus valores morais e a leis civis que regulamentam as relações humanas em  sua sociedade.

Desta maneira, o conceito de viver em rede não deve ser muito diferente do conceito de viver em sociedade, e como tal deve-se respeitar e seguir leis específicas e neste caso em especial a propriedade privada deve ser respeitada, para que possa haver, deste modo, legitimidade no processo de compartilhamento de informações.

Sendo assim, o compartilhamento ou disseminação de informação em suas variadas formas deve ser exaltado e incentivado, pois contribui assim para a evolução do conhecimento humano, porém cabe ao utilizador julgar o que deve ou não tornar-se público, levando-se sempre em consideração a relevância dessa informação respeitando-se os direitos básicos de liberdade de expressão e da pripriedade privada.(Cássio Magno - JBC)



TEMA:

No Brasil, 10% dos brasileiros mais pobres recebem 0,9% da renda do país, enquanto os 10% mais ricos ficam com 47,2%. Segundo a UNICEF, 6 milhões de crianças (10% do total) estão em condições de “severa degradação das condições humanas básicas, incluindo alimentação, água limpa, condições sanitárias, saúde, habitação, educação e informação”.(www.consciencia.net/mundo/desigual.html)

Baseando-se nesse texto e em suas próprias reflexões a partir deles, produza um texto dissertativo-argumentativo, discutindo a relevância do sistema educacional, diante das desigualdades sociais existentes em nosso país.

                                  Desigualdade social e sistema educacional

O sistema educacional, fruto de um processo histórico, configura-se no bojo das relações sociais e de produção, que dividiram e ainda dividem a sociedade em grupos econômicos distintos e, ainda mais, estabelece uma relação entre classes sociais antagônicas.

Segundo PONCE, o sistema educacional constituiu-se a partir do momento em que a sociedade se estruturou em classes sociais antagônicas, com o fim da chamada sociedade primitiva. Os interesses e as necessidades da classe social dominante passaram a delimitar o campo da Educação na medida em que passou a servir para a dominação social de poucos sobre muitos. O referido autor, ao analisar a gênese da escola, entende que esta instituição surgiu a partir do fato de que a dominação militar e política não surtiam mais os efeitos desejados em uma sociedade, que se tornava cada vez mais complexa e multifacetada. Sendo assim, a necessidade de se construir um aparato de dominação ideológica e intelectual encontrou, na escola e no sistema educacional em geral, seu ponto de apoio.

A necessidade de se apropriar da atividade intelectual e das técnicas refinadas de produção passou a compor o rol da divisão social do trabalho e, neste sentido, a classe dominante passou a compreender a Educação como elemento fundamental para a manutenção da desigualdade social, uma vez que os conhecimentos científicos e tecnológicos passaram a ser compreendidos como, cada vez mais necessários para o desenvolvimento do sistema produtivo .

Focalizando a análise no sistema capitalista, a perspectiva adotada neste trabalho parte da premissa de que a desigualdade social, na forma como se apresenta atualmente, corresponde, primeiramente, a uma crise estrutural que envolve, certamente, determinados valores e ideologias, mas que encontra sua matriz nas relações de produção, quais sejam nas relações sociais estabelecidas por meio do trabalho assalariado .

O sistema educacional assume, portanto, um papel fundamental na manutenção da alienação e da divisão social do trabalho, na medida em que as escolas têm se configurado como um espaço estratégico de convivência social, pautada pela reprodução da dinâmica da sociedade capitalista. (Raquel Souza Lobo Guzzo)

 

                             Crise no sistema educacional: busca de alternativas

A palavra crise, quando esta se refere ao contexto das políticas educacionais, não é unanimidade entre as pessoas. Ela ganha espaço de acordo com a concepção que se adota sobre o assunto, sobre a função das instituições educacionais e suas potencialidades. Afinal, se considerarmos que o Estado não tem responsabilidade sobre a Educação e que, sua finalidade deve ser mercantilista e de preparação para o mercado, não caberia aqui a utilização deste termo. Neste sentido, a compreensão do quadro atual remete, portanto, a uma leitura referenciada por determinada opção ético - política.

Segundo FREIRE , a Educação pode dirigir-se a dois caminhos: para contribuir para o processo de emancipação humana, ou para domesticar e ensinar a ser passivo diante da realidade que está posta. Assim, a educação deve também ter agentes que se posicionem diante da realidade, que optem pela construção de um saber comprometido com a maioria popular, ou que fiquem alheios a essas questões e contribuam para a manutenção das desigualdades. A opção majoritária das instituições educacionais parece seguir claramente os padrões neoliberais e apresenta, portanto, uma dependência em relação às demandas do mercado de trabalho, o que coaduna com um processo educativo fragmentado da realidade, com sentido, apenas, para ser aplicado à lógica dominante, geradora da passividade e da submissão aos valores consumistas, mas que se apresenta, por outro lado, com um discurso "humanista" e "democrático" da escola cidadã.

A proposta de Educação emancipadora hoje existente é uma proposta que respeita os limites e as possibilidades inscritas pela realidade concreta. Dessa forma, ela assume o papel de fomentar a consciência crítica de professores e estudantes, para que se possa intervir mais qualificadamente na realidade e nas questões sociais voltadas, em principio, para a melhoria das condições de vida dos segmentos menos abastados da população. Ela se constitui em um processo coletivo que assume como norte, a reflexão acerca da necessidade e da possibilidade de a população oprimida despertar para as tarefas necessárias para a modificação da estrutura social vigente. A proposta de Educação Emancipadora, engloba alunos, professores ou quaisquer outras pessoas que optem pela transformação social, que entendam a sociedade sob a perspectiva das tensões expressas pela desigualdade social e esse é o caminho para  amenizar as diferenças sociais.

 

TEMA:A pirataria, bastante difundida em nosso país,consiste na reprodução e venda de produtos alheios sem respeito aos direitos e à vontade dos criadores do produto original. Muitos brasileiros que adquirem produtos “pirateados” não estão cientes das conseqüências nefastas que tal prática traz à economia, à cultura e à arte. Quando se trata de falsificações em grande escala, fraudadores armam esquemas milionários para importação, produção e venda desses produtos em locais públicos. Entretanto, a repressão policial contra esse crime ainda está muito aquém do desejado.

A par dessa realidade, redija um texto argumentativo em que você proponha uma forma(ou formas) que possa(m) contribuir para combater a banalização dessa prática ilegal. Apresente argumentos consistentes, que sustentem sua posição


                                                   Pirataria tem solução?

A pirataria é um câncer impregnado na sociedade brasileira. Quem nunca comprou um produto pirata?. Entende-se por pirataria a reprodução, venda e distribuição de produtos sem a devida autorização e o pagamento dos direitos autorais. É uma prática muito utilizada na atualidade que provoca grandes prejuízos à economia do país.

Os produtos pirateados, além de serem diversificados, são financiados por máfias estrangeiras implantadas no país. Esses produzem sapatos, roupas, óculos, brinquedos, perfumes, relógios, livros, peças automobilísticas, instrumentos cirúrgicos e principalmente cigarros, bebidas, cds e dvds. Apesar de serem de procedência duvidosa, tais mercadorias podem ser produzidas de maneira a apresentar riscos à saúde. Existem mercadorias nas quais foram encontradas substâncias cancerígenas em sua composição, produtos ainda que não oferecem resistência, como as peças de carro por exemplo, e ainda objetos que já estão estragados antes mesmo de serem comprados.

Existem pessoas que justificam a comercialização de produtos pirateados com o desemprego, o que ocorre erroneamente, pois como já dito anteriormente a pirataria é financiada por facções criminosas e o consumo de tais produtos é a contribuição indireta para a marginalidade que permeia o país. Há pessoas que discordam dessa colocação, mas se não fosse verdade, que motivos teriam as pessoas que comercializam pirateados de não terem um local fixo para manter tal comércio? E, por que precisam fugir da polícia quando esses se aproximam? A pirataria é crime e prevê pena de reclusão de até quatro anos.

Normalmente os produtos pirateados são consumidos por causa do seu baixo custo, cerca de 93% mais barato, porém tal consumo ilegal traz um prejuízo aproximado de 30 bilhões de reais por ano. Além do prejuízo na arrecadação de impostos, a pirataria ainda gera desemprego, problemas de saúde, rouba invenções e idéias de terceiros, pratica concorrência desleal e alimenta o crime organizado.

Muitos motivos levam à compra de um produto de origem pirata, mas os principais são o preço mais baixo e a falta da aplicação de ações punitivas por parte dos órgãos competentes à este crime.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf), a cada 'emprego pirata' seis empregos formais desaparecem. Portanto, o que aparentemente é um bom negocio, acaba gerando um grande prejuízo. Derruba o salário do próprio comprador, pois retira o dinheiro “legal”, que geraria impostos e retornaria à economia em forma de investimentos, gerando possivelmente mais empregos e renda.




TEMA: O poder de transformação da leitura

Texto 1:

Ler para compreender

            Vivemos na era em que para nos inserir no mundo profissional devemos portar de boa formação e informação. Nada melhor para obtê-las do que sendo leitor assíduo, quem pratica a leitura está fazendo o mesmo com a consciência, o raciocínio e a visão crítica.
          A leitura tem a capacidade de influenciar nosso modo de agir, pensar e falar. Com a sua prática freqüente, tudo isso é expresso de forma clara e objetiva. Pessoas que não possuem esse hábito ficam presas a gestos e formas rudimentares de comunicação.
          Isso tudo é comprovado por meio de pesquisar as quais revelam que, na maioria dos casos, pessoas com ativa participação no mundo das palavras possuem um bom acervo léxico e, por isso, entram mais fácil no mercado de trabalho ocupando cargos de diretoria.
          Porém, conter um bom vocabulário não torna-se  o único meio de “vencer na vida”. É preciso ler e compreender.Diante de tudo isso, sabe-se que o mundo da leitura pode transformar, enriquecer culturalmente e socialmenteo ser humano. Não podemos compreender e sermos compreendidos sem sabermos utilizar a comunicação de forma correta e, portanto, torna-se indispensável a intimidade com a leitura.

Redação 2

Quadro Negro 

            Se para Monteiro Lobato um país se faz de homens e livros, para os governantes diferente não poderia ser.
O papel da leitura na formação de um indivíduo é de notória importância. Basta-nos observar a relevância da escrita até mesmo na marcação histórica do homem, que destaca, por tal motivo, a pré-história.
            Em uma esfera mais prática, pode-se perceber que nenhum grande pensador fez-se uma exceção e nãodeixou seu legado através da escrita, dos seus livros, das anotações. Exemplos não são escassos: de Aristóteles a Nietzsche, de Newton a Ohm, sejam pergaminhos fossilizados ou produções da imprensa de Gutenberg, muito devemos a esses escritos. Desta forma, iniciarmos o nosso processo de transformação adquirindo tamanha produção intelectual que nos é disponibilizada.
            A aquisição de idéias pelo ser humano apresenta um grande efeito colateral: a reflexão. A leitura é capaz de nos oferecer o poder de questionar, sendo a mesma freqüente em nossas vidas. Outrossim, é impossível que a nossa visão do mundo ao redor não se modifique com essa capacidade adquirida.
            Embora a questão e a dúvida sejam de extrema importância a um ser pensante, precisam ter um curto prazo de validade. A necessidade de resposta nos é intrínseca e gera novas idéias, fechando, assim, um círculo vicioso,o qual nos integra e nunca terminamos de transformar e sermos transformados.
            A leitura é a base para o desenvolvimento e a integração na sociedade e na vida, porquanto viver não é apenas respirar. Se Descartes estiver certo, é preciso pensar. Pensando, poderemos mudar o quadro negro do país e construir o Brasil de Monteiro Lobato: quadro negro apenas na sala de aula, repleto de idéias, pensamentos, repleto de transformação e de vida.





TEMA
:Baseado na Resolução A/RES/61/93 foi declarado pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) durante o encerramento do evento sobre a Biodiversidade ocorrido em dezembro/2010, que o ano de 2011 é o Ano Internacional das Florestas e 2011-2010 a Dácada das Nações Unidas sobre Biodiversidade. Comente em um texto dissertativo a importância de tal resolução,bem como a situação atual no Brasil tendo em vista a aprovação do Código Florestal em 2010 onde a bancada ruralista na Câmara de Deputados atingiu seu objetivo montando uma comissão especial destinada a aprovar mudanças no referido Código que facilita o desmatamento para ampliar as fazndas do agronegócio.


texto 1:

                                                                   Proteger para não sofrer

           Já dizia Vital Farias na música Saga da Amazônia há alguns anos “ No lugar que  havia mata, hoje há perseguição/grileiro mata posseiro só prá lhe roubar seu chão/castanheiro, seringueiro já viraram até peão/a fora os que já morreram como ave-de-arribação/Zé de Nata tá de prova, naquele lugar tem cova/gente enterrada no chão” o que retrata bem o que acontece na Amazônia atual,pois a cada ano mais desmatamento e mais destruição o que levou a  Organização das Nações Unidas (ONU) anunciar 2011 como o Ano Internacional das Florestas, mais uma tentativa de ressaltar a sua urgente importância para a humanidade.

            As florestas cobrem cerca de 31% de toda a área terrestre do planeta e têm responsabilidade direta na garantia da sobrevivência de 1,6 bilhões de pessoas e de 80% da biodiversidade terrestre. Pela importância que têm para o planeta, elas merecem ser mais preservadas e valorizadas, porém, no Brasil há um reverso,pois com a aprovação do Código Florestal em 2010,a bancada ruralista conseguiu aprovar maior índice para o desmatamento visando as fazendas de agronegócio,código este que volta a discussão em 2011 pois embora o país se encontre em pleno desenvolvimento econômico precisa aliar desenvolvimento à preservação,buscando caminhos para realizar sua parte de maneira sustentável.

           As pesquisas mais recentes mostram que o efeito mais visível do desaparecimento da Amazônia seria o desequilíbrio das chuvas no mundo. Basta listar algumas das características da Floresta Amazônica para concluir que sua extinção seria uma tragédia para a humanidade. Maior floresta tropical do mundo. Só de peixes são 3 000 tipos. Na Amazônia encontram-se duas vezes mais espécies de aves do que nos Estados Unidos e no Canadá. Apesar dos números superlativos, calcula-se que apenas um décimo da biodiversidade da região tenha sido estudado. Não se sabe ao certo em que medida o desaparecimento desse extraordinário bioma afetaria o aquecimento global. Mas estudos recentes mostram que o sumiço da floresta alteraria a precipitação das chuvas em várias regiões do globo, entre elas a Bacia do Prata, a Califórnia, o sul dos Estados Unidos, o México e o Oriente Médio, causando perturbações imprevisíveis à agricultura dessas regiões. No Brasil não seria diferente. Por meio da evaporação, a Amazônia produz um volume de vapor d’água que responde pela formação de 60% da chuva que cai sobre as regiões Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil. A diminuição da chuva teria um impacto direto sobre a produtividade agrícola em estados como Mato Grosso, Goiás e São Paulo. Os rios que abastecem o reservatório da Hidrelétrica de Itaipu teriam sua vazão sensivelmente diminuída, causando um colapso energético no país.

        Portanto, mesmo que outros países tenham interesse na preservação da Amazônia é preciso que no Brasil haja essa conscientização, pois dispomos de um bioma vital para a sobrevivência do planeta e a escalada no desmatamento é notícia que mexe com o brio dos brasileiros. Equivale à derrota do país numa competição esportiva no exterior. Afinal, a Amazônia é um patrimônio nacional a ser preservado e uma boa parte cabe ao brasileiro mantê-la para que um dia não venha a dizer como Vital Farias “ Era uma vez na Amazônia a mais bonita floresta...”.

 

 


TEMA:O Brasil e o conflito: defesa do meio ambiente X desenvolvimento econômico

As mudanças climáticas tornaram-se o bicho papão da atualidade. O cinema, por exemplo, já explorou os chamados temas apocalípticos em filmes como "O dia depois de amanhã", que trata do aquecimento global. Preocupados com as previsões catastróficas sobre o futuro do planeta, muitos governos têm se envolvido em acordos internacionais, como o Protocolo de Kyoto, que influenciam nos rumos da economia e nas políticas públicas. O problema é que o IPCC, principal órgão mundial responsável pela avaliação (e divulgação) das pesquisas sobre o tema, teve sua credibilidade abalada por denúncias de manipulação de dados e de erros (o principal diz respeito ao derretimento das geleiras do Himalaia). Se não se tem uma dimensão real do problema, é o caso de se perguntar: o Brasil deve continuar seguindo as orientações desses relatórios climáticos ou deve priorizar o crescimento econômico?

texto 1:

Interesse Comum da Humanidade X Meio Ambiente

"Os recursos naturais do globo, inclusive o ar, a água, a terra, a flora e a fauna, e particularmente as amostras representativas dos ecossistemas naturais, devem ser preservados no interesse das gerações presentes  e futuras, segundo um planejamento ou gestão cuidadosa conforme as necessidades".Este preceito é claro: é o interesse comum da humanidade que determina toda ação com vistas à proteção da biosfera. Mas que interesse é esse?

Alexandre Kiss diz:"Com certeza, em primeiro lugar, a sobrevida da humanidade, mas também a possibilidade para os indivíduos e para os povos que a compõem de levar uma vida material satisfatória, na dignidade e na liberdade. É necessário ressaltar que quando falamos em humanidade deve-se entendê-la não somente no presente mas também no futuro: as condições de existência das gerações futuras – que serão cada vez mais numerosas, pelo menos durante algumas décadas – não devem ser mais desfavoráveis que aquelas que nós herdamos de nossos predecessores. Este direito das gerações futuras é na realidade inscrito em tudo o que diz respeito à proteção do meio ambiente e à preservação dos recursos naturais: a conservação só tem sentido dentro de uma perspectiva temporal, caso contrário tudo poderia ser consumido e desperdiçado no presente".Não é somente a vida que está em jogo, mas uma qualidade de vida duradoura no tempo, ou melhor, permanente, a qual está intrinsecamente relacionada à qualidade do meio ambiente; a visão da natureza e dos recursos naturais como um "bem" pertencente ao homem ou uma "coisa" apropriável pelos sujeitos de direito está definitivamente comprometida.

A consciência ambiental – que passa pela educação, informação e formação em matéria de meio   ambiente e desenvolvimento sustentável – é condição essencial para que os esforços em matéria ambiental não sejam em vão, aliada a ela é necessário um bom conhecimento científico desdobrado em uma ampla aplicação técnica e tecnológica, o que requer vontade política, e sobretudo, investimento financeiro.quem poderia investir-se da capacidade jurídica para defender, em nome das gerações presentes e futuras esse interesse comum na proteção do meio ambiente?

A procura sistemática de respostas comuns – tanto políticas quanto jurídicas – às questões suscitadas pelo desenvolvimento econômico deveria ser fortalecida e aperfeiçoada. A cooperação financeira é importante; não menos importantes são também as outras formas de cooperação: a científica, a técnica, a tecnológica,portanto o Brasil deve continuar investindo em crescimento econômico aliado ao desenvolvimento sustentável.(VEJA MAIS EXEMPLOS DESSE TEMA NA PÁGINA "PRODUZINDO TEXTO' - lado esquerdo desse site)


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