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      O Brasil e o conflito: defesa do meio ambiente X desenvolvimento econômico

      As mudanças climáticas tornaram-se o bicho papão da atualidade. O cinema, por exemplo, já explorou os chamados temas apocalípticos em filmes como "O dia depois de amanhã", que trata do aquecimento global. Preocupados com as previsões catastróficas sobre o futuro do planeta, muitos governos têm se envolvido em acordos internacionais, como o Protocolo de Kyoto, que influenciam nos rumos da economia e nas políticas públicas. O problema é que o IPCC, principal órgão mundial responsável pela avaliação (e divulgação) das pesquisas sobre o tema, teve sua credibilidade abalada por denúncias de manipulação de dados e de erros (o principal diz respeito ao derretimento das geleiras do Himalaia). Se não se tem uma dimensão real do problema, é o caso de se perguntar: o Brasil deve continuar seguindo as orientações desses relatórios climáticos ou deve priorizar o crescimento econômico?

      texto 1:


           Desenvolvimento Socioeconômico e Responsabilidade Ambiental Comum mas Diferenciada


      Na ocasião da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente Humano de 1972, foi clara e amplamente declarado que as responsabilidades dos problemas causados ao ambiente por um desenvolvimento econômico não preocupado com os critérios ecológicos são diferentes para os países desenvolvidos e para os países em desenvolvimento e, que a miséria constitui-se na pior das poluições,sendo então cabível ao Brasil priorizar o desenvolvimento econômico visto tratar de um país ainda em desenvolvimento.

      De acordo com o Relatório da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento de 1987, Relatório Brundtland, a pobreza é em grande parte causa e conseqüência da deterioração ambiental. A riqueza, da mesma forma, compromete o equilíbrio da natureza.O sistema econômico internacional hodierno não passa da conseqüência – ou da inconseqüência ? – lógica de uma herança de dependências e injustiças, não suprimindo de forma alguma a quota de responsabilidade individual de cada país, seja ele desenvolvido ou em desenvolvimento, na destruição ambiental.

      As políticas agrícolas que privilegiam as monoculturas extensivas com a utilização intensiva de pesticidas e fertilizantes químicos; a pecuária em grande escala em terras aráveis e a prática de queimadas para os pastos subvencionados; a falta de reforma agrária provocando violências; o êxodo rural; o desmatamento; os processos de desertificação; a devastação das florestas nativas provocada por escolhas econômicas de lucro fácil; a corrida desenfreada para a exportação de matérias primas em troca de moeda estrangeira; o peso esmagador da dívida externa e a pobreza engendrada, aumentada e perpetuada por tais iniqüidades, são alguns dos elementos característicos das sociedades ditas em via de desenvolvimento.

      Numerosas dificuldades sanitárias e ambientais também acompanham a produção abundante nos países desenvolvidos. Apesar dos efeitos negativos criados pela superprodução de bens, de serviços e de capitais, continua-se a defender a idéia – cara aos defensores da modernidade abastada – que a riqueza não é problema, mas solução. Se os países desenvolvidos têm um ativo econômico invejável, eles carregam um passivo ecológico pesado, estigmatizado pela produção sem limites e suas conseqüências nefastas: dejetos perigosos, tóxicos e radioativos acumulados em depósitos (quando com eles não se entope o terceiro mundo); o comprometimento das florestas, antigamente naturais e ricas em espécies da flora e da fauna; as terras empobrecidas; os rios intoxicados;lençóis freáticos contaminados, os mares e os lagos envenenados; os solos esgotados; a excessiva produção de gases nocivos, provocando na esfera local as chuvas ácidas, e, contribuindo no âmbito global para a redução da camada de ozônio e o aquecimento do clima.

      Quais são então os valores para um mundo mais responsável e solidário baseado no interesse de todos – das presentes e futuras gerações – a desfrutar de um meio ambiente, tanto local, regional quanto global, sadio? Primeiramente pensar-se em como a noção de responsabilidade comum, mas diferenciada, pode ser esclarecida em termos práticos... . Essa responsabilidade tanto se aplica no interior das fronteiras nacionais quanto nas relações internacionais.

      Dentro dos limites nacionais, resta-nos esperar que cada país decida sobre seu próprio destino desenvolvimentista firmado na noção de responsabilidade com o meio ambiente e seu interesse maior: o próprio homem; assim também estar-se-á cuidando da humanidade... .

      Nas relações internacionais, apesar de a cooperação não ser a panacéia para todos os males do planeta, a busca de um desenvolvimento socioeconômico comum cuidadoso das questões ambientais requer um amplo esforço de interatividade internacional. Os atuais mecanismos tradicionais de ajuda ao desenvolvimento deverão ser reconsiderados, reorientados e readaptados tanto no Brasil quanto em outros países.

      texto 2:

      Interesse Comum da Humanidade X Meio Ambiente

      "Os recursos naturais do globo, inclusive o ar, a água, a terra, a flora e a fauna, e particularmente as amostras representativas dos ecossistemas naturais, devem ser preservados no interesse das gerações presentes  e futuras, segundo um planejamento ou gestão cuidadosa conforme as necessidades".Este preceito é claro: é o interesse comum da humanidade que determina toda ação com vistas à proteção da biosfera. Mas que interesse é esse?

      Alexandre Kiss diz:"Com certeza, em primeiro lugar, a sobrevida da humanidade, mas também a possibilidade para os indivíduos e para os povos que a compõem de levar uma vida material satisfatória, na dignidade e na liberdade. É necessário ressaltar que quando falamos em humanidade deve-se entendê-la não somente no presente mas também no futuro: as condições de existência das gerações futuras – que serão cada vez mais numerosas, pelo menos durante algumas décadas – não devem ser mais desfavoráveis que aquelas que nós herdamos de nossos predecessores. Este direito das gerações futuras é na realidade inscrito em tudo o que diz respeito à proteção do meio ambiente e à preservação dos recursos naturais: a conservação só tem sentido dentro de uma perspectiva temporal, caso contrário tudo poderia ser consumido e desperdiçado no presente".Não é somente a vida que está em jogo, mas uma qualidade de vida duradoura no tempo, ou melhor, permanente, a qual está intrinsecamente relacionada à qualidade do meio ambiente; a visão da natureza e dos recursos naturais como um "bem" pertencente ao homem ou uma "coisa" apropriável pelos sujeitos de direito está definitivamente comprometida.

      A consciência ambiental – que passa pela educação, informação e formação em matéria de meio   ambiente e desenvolvimento sustentável – é condição essencial para que os esforços em matéria ambiental não sejam em vão, aliada a ela é necessário um bom conhecimento científico desdobrado em uma ampla aplicação técnica e tecnológica, o que requer vontade política, e sobretudo, investimento financeiro.quem poderia investir-se da capacidade jurídica para defender, em nome das gerações presentes e futuras esse interesse comum na proteção do meio ambiente?

      A procura sistemática de respostas comuns – tanto políticas quanto jurídicas – às questões suscitadas pelo desenvolvimento econômico deveria ser fortalecida e aperfeiçoada. A cooperação financeira é importante; não menos importantes são também as outras formas de cooperação: a científica, a técnica, a tecnológica,portanto o Brasil deve continuar investindo em crescimento econômico aliado ao desenvolvimento sustentável.


      texto 3:

      Defesa do meio ambiente em primeiro lugar

      Preservar os recursos naturais, no Brasil, deve ser prioridade de qualquer ser humano, empresas privadas ou públicas,deve estar acima do desenvolvimento econômico.

      O cenário atual do meio ambiente é preocupante devido às mudanças climáticas. O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) divulgou, dentre outros dados, que o nordeste brasileiro poderia ter até 75% das fontes de água da região esgotadas até 2050.

      O fato é que os problemas ambientais realmente existem, porém, não se tem certeza da proporção da gravidade, pois o IPCC teve sua reputação comprometida: o climatologista Phil Jones, integrante do quadro de cientistas do órgão, admitiu publicamente a existência de manipulação nos relatórios do IPCC.

      No Brasil, uma possível medida para esses problemas é a execução de estudos que devem ser feitos com cientistas focados em regiões que foram consideradas ameaçadas pelos dados mostrados pelo IPCC, com o intuito de averiguar a veracidade dos fatos e descobrir a real proporção para um posterior planejamento com indicação de possíveis soluções.

      Outra opção seria a conscientização da população. Nesse sentido, é interessante destacar a pesquisa divulgada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA): Sustentabilidade aqui e agora?, realizada com as pessoas de 11 capitais brasileiras. Esse estudo mostra que existe uma contradição entre a preocupação existente e o comportamento de fato das pessoas. Portanto, a educação da população deve acontecer no intuito de tentar reverter essa situação.

      O importante é que existam atitudes em prol do meio ambiente e que os recursos naturais sejam sempre levados em consideração para que o país não sofra consequências catastróficas no futuro.







      TEMA: Qualdade na educação


      Texto 1

                                                     Educação - a premissa para o desenvolvimento


              Com a diversificação e ampliação do mercado,as empresas intensificam a busca por profissionais que tenham um bom senso estratégico e,principalmente um capital intelectual significante.Nesse âmbito,o papel da educação é fundamental para a formação desses profissionais e,consequentemente torna-se imprescindível para o desenvolvimento de um país.
                O tema Educação no Brasil  tornou-se um clichê - repetido inúmeras vezes principalmente em épocas de eleição,onde a falácia e a visão panorâmica da maioria dos candidatos se sobrepõe a um verdadeiro conhecimento da problemática e da gestão do assunto.Em termos quantitativos o Brasil apresenta uma melhoria razoável,pois é possível encontrar um considerável número de escolas nas cidades,se considerado ao passado.Porém,os maiores entraves da educação encontram-se na questão qualitativa da mesma.
                  Ao se falar em qualidade da Educação,geralmente transfere-se o assunto para os professores,mas é preciso saber que por trás dos professores existem as Secretarias e o Ministério da Educação.Se a parte do planejamento e elaboração das normas e prioridades educacionais não tem uma boa gestão,consequentemente a parte da execução (professores) não surtirá efeitos positivos.Enfim,se a gestão do planejamento não atende as necessidades da Educação é porque os planejadores não tem capacidade suficiente para desempenhar seu papel,ou não são comprometidos com o assunto.
                Portanto a escolha de bons profissionais é o primeiro passo para elevar a  qualidade do ensino público,pois tendo um bom planejamento e seguindo critérios de escolha para bons profissionais em todas as áreas da educação,capacitando continuamente os professores com cursos,palestras,debates e conferências e,dando oportunidades aos mesmos para expressar suas ideias para melhorias,garantirá a manutenção e a prática de um bom planejamento.Observar exemplos externos,políticas utilizadas em outros países que deram certo também seria válido para enriquecer o saber prático da gestão educacional e,se realmente o Brasil desejar fazer parte do grupo de países desenvolvidos e ter bons índices de qualidade de vida,deve promover ações urgentes para sanar problemas de uma Educação que atualmente se encontra defasada.(Pâmela C. de Souza)
      Texto 2
                                               Livros,colaboração,cidadania,educação e progresso

              Ordem e progresso - palavras de grande importância no ambiente de qualquer sociedade e que estampam a bandeira brasileira.Entretanto é pouco provável que uma nação alcance um progresso que envolva a todos se não possuir uma boa base educacional.O Brasil apesar de despontar entre as dez maiores economias do planeta,apresenta enormes desigualdades sociais e uma educação pública que não se desenvolve.
               Cristóvão Buarque em um dos seus textos,quando senador,relatou o pequeno investimento de cento e dezesseis reais que o governo brasileiro investe por mês a cada aluno,em contraste com os mil reais investidos por mês na educação privada.O que fazer então para melhorar a qualidade da educação
      pública?
                 Primeiramente que a cada eleição o cidadão vote com real consciência política.que participe dos debates e estudem as propostas políticas procurando fazer valer sua cidadania.Com isso,muitos terão consciência de que o Estado é que trabalha para o povo e não o inverso como vem ocorrendo.Com bons representantes públicos será maior a chance de serem criadas leis que estimulem a melhora do setor público.
                   Contudo é preciso também que pais e alunos cobrem aos governantes e órgãos responsáveis a construção,reforma e estruturação digna de escolas e creches estaduais,municipais e/ou federais;que ofereçam ao corpo discente acesso à boas bibliotecas,salas devidamente iluminadas e refrigeradas bem como laboratórios de informática além da possibilidade de educação integral com alimentação balanceada,prática de esportes,acompanhamento psicológico e meios de transportes eficientes.
                     No que tange ao corpo docente que mais atenção lhes sejam dadas,que passem anualmente por avaliações psicológicas,emocionais e intelectuais,para que seja confirmada a competência e preparo destes em sala de aula., pois frequentemente são verificados casos em que o educador não se encontra preparado para ministrar determinada aula e são impostos por um governo não responsável a ficar ministrando conteúdos que não condizem com seu conhecimento.
                     Por fim, é necessário um maior envolvimento entre o centro de ensino e a família do respectivo estudante,criando laços não somente profissionais,mas sociais que colaborem para o progresso da educação,pois em escolas do sul do país esta técnica foi posta em prática e,tais alunos obtiveram as melhores médias no ENEM 2009.Enfim,é preciso que a escola deixe de ser vista apenas como um estabelecimento de ensino mas passe a ser considerada realmente como uma extensão do lar.(Daniel Renan)
                                 

      Texto 3:

                                                 A educação de um país emergente

            O Brasil é um dos principais países emergentes no mundo,é também um dos poucos que pode chegar ao "status" de desenvolvido,entretanto é necessário que o país melhore em diversos aspectos e um deles é o sistema educacional.
             Com um PIB (Produto Interno Bruto) invejável a República brasileira tem condições de melhorar a educação,o que falta são políticas estratégicas para que se possa fazer acontecer e também combater a corrupção.Segundo pesquisas recentes do IDEB a educação sofreu melhoras significativas,porém,apontou que ainda falta muito para se alcançar os índices de países de primeiro mundo.
              Recentemente o Sistema de seleção de alunos para a maioria das Universidades Federais do Brasil passou a ser unificado,ou seja,através do SISU e do ENEM,o que demonstrou grandes avanços,pois a unificação trouxe benefícios e oportunidades,além de organizar parte do sistema educacional e contribuir para pesquisas no mesmo ramo. Contudo se faz necessário maiores investimentos na base educacional pois além de incentivar e aperfeiçoar programas de inclusão como o PROUNI,deve-se atentar também para os problemas do dia a dia nas escolas como oferecer estratégias de inclusão a alunos que sofrem com o bullying,capacitação de profissionais,acompanhamento escolar pelos familiares,inclusão digital e melhores salários ao professor de escola pública.
              Portanto,há diversas maneiras de começar a mudança para que se possa ver a educação de um país emergente começar a alcançar os níveis de países desenvolvidos.(Dêner Bruno)
              







      Tema: O desgosto do brasileiro com os políticos tem gerado protestos inusitados, como a eleição de animais, em décadas passadas, e a candidatura de pessoas sem nenhuma ligação com a política, que chegam a declarar publicamente não entenderem nada sobre o cargo que disputam. O slogan mais comentado deste ano foi "Vote Tiririca, pior que tá não fica". O que você pensa disso? Esse tipo de voto de protesto ajuda o Brasil a melhorar? Passado o fervor da campanha eleitoral e concretizado o deboche por meio da eleição desses personagens, como fica o país e qual a contribuição desses novos políticos durante anos? Qual o prazo de validade da piada que se faz ao se votar em palhaços? Com base nos textos de apoio e em outras informações de que você disponha, elabore uma dissertação defendendo um ponto de vista sobre a pergunta: Votar em palhaço é uma forma válida de protestar? (tema da uol.educação.com)



                                                  Protestos inúteis - o rumo para a ditadura civil



           O século XX foi um período de grande instabilidade política nos países europeus e Ocidentais.O Brasil conseguiu superar o regime de ditaduras militares onde a discordância com o governo era motivo de exílios,sequestros e assassinatos,estabelecendo assim uma democracia efetiva.A conquista do voto direto e livre foi um marco para a história da democracia brasileira,porém mesmo não havendo a repressão e a violência explícita do Estado como em décadas anteriores,um grave problema começa a desencadear na democracia brasileira: a apatia dos cidadãos e o cessar das vozes que deveriam clamar contra as irregularidades do Governo.
             Estancado o problema da violência cometida pelo Estado,a corrupção se torna a principal inimiga da democracia,impulsionada pela burocracia estatal,pela impunidade e morbidez do povo brasileiro.Tendo a imprensa livre - mesmo sob ameaças - onde praticamente todos os dias são veiculados casos de corrupção política,as pessoa não mais se surpreendem,não protestam e muitas vezes sequer sabem.Nesse cenário contínuo a corrupção política tornou-se um clichê,um lugar comum na mente dos brasileiros.A eleição de personagens que não possuem afinidades com a política,que sequer tem um conhecimento mínimo da administração pública é um efeito dessa visão distorcida da corrupção.Votar nesses personagens não é uma forma válida de protestar,pois não surtirá efeito algum,a não ser para o próprio candidato que terá uma remuneração exuberante e,para o partido que terá sua legenda valorizada.
             O protesto implica em pressionar,exigir e organizar manifestações.A própria história comprova que isso surte efeitos positivos para a continuidade da democracia.Se essa espécie de protestos mórbido e ineficaz continuar,a corrupção não será mais um problema,mas um "sistema subterrâneo" agregado à política brasileira e,assim, de ditadura militar à democracia,o Brasil dará seu próximo passo rumo a ditadura civil. (Pâmela C.de Souza/JBC)



      Tema: Educação Infantil


                                                                  Educação infantil - um ato de responsabilidade

      Atualmente, verifica-se a existência de diferentes tendências relativas ao nível inicial da educação infantil. Uma, defende a acolhida de crianças nas instituições desde muito cedo, ainda antes de ela completar um ano de idade, como conseqüência das exigências de realização pessoal das mães e dos ganhos da educação coletiva. Essa atitude se intensifica cada vez mais nos últimos tempos a partir das conquistas obtidas pelos movimentos feministas. Outra tendência é a de prolongar a licença maternidade, mantendo em casa a mulher com vistas a proporcionar à criança um desenvolvimento, que, na perspectiva psicanalítica tradicional, aumentaria as possibilidades de formar um adulto equilibrado e feliz. Processo muitas vezes estimulado pelo próprio governo, como é o caso, por exemplo, do kinderbetreuungsgeld  na Áustria. É preciso salientar que essa última tendência acentua-se em países tecnologicamente mais desenvolvidos.

      No caso brasileiro prevalece a primeira em virtude de haver um número cada vez maior de mulheres, de todos os estratos sociais, procurando instituições (oficiais ou não) que recebam seus filhos, por razões diversas, destacando-se, principalmente, suas ocupações profissionais. Ao mesmo tempo, é importante ver a relação criança-ambiente como responsável pela integração da criança, além de se perceber a instituição de acolhimento infantil como um elemento integrador que deve trabalhar todas as relações, podendo desem penhar um papel positivo no desenvolvimento infantil.

      Ao considerarem a pré-escola, pesquisas apresentam inúmeros benefícios para as crianças que atendem a esta etapa da educação, como a redução da mortalidade nesta faixa etária, maior desenvolvimento cognitivo, maior tempo de permanência na escola, redução de repetências e de abandono da escola e até mesmo maior aquisição de vocabulário, devido à convivência desde cedo em diferentes ambientes .A criança que freqüenta a educação infantil tem, em média, um ano a mais de escolaridade do que aquela que ingressou na escola diretamente no ensino fundamental. E tem 32% a mais de chances de concluir o ensino médio.

      No entanto, há outras concepções em voga na atualidade. Particularmente interessante é a visão decorrente do desenvolvimento de uma nova «sociologia da infância». Esta visão está presente na convenção de direitos da criança (2005) que concebe-a como um sujeito de direito, com voz própria e entende a educação infantil como uma etapa de desenvolvimento, uma etapa importante para o momento presente da criança e não um «investimento» em longo prazo como na tradicional visão centrada na formação de capital humano,por isso deve ser encarada como um ato de responsabilidade,pois a criança necessita de um trabalho que lhe traga o desenvolvimento como um todo.





                                                             Criança - um ser que merece respeito

      Falar da creche ou da educação infantil é muito mais do que falar de uma 
      instituição, de suas qualidades e defeitos, da sua necessidade social ou da 
      sua importância educacional. É falar da criança. De um ser humano,
      pequenino, mas exuberante de vida. (DIDONET) 
      Do ponto de vista histórico, a educação da criança esteve sob a responsabilidade 
      exclusiva da família durante séculos, porque era no convívio com os adultos e outras
      crianças que ela participava das tradições e aprendia as normas e regras da sua cultura. Na 
      sociedade contemporânea, por sua vez, a criança tem a oportunidade de frequentar um 
      ambiente de socialização, convivendo e aprendendo sobre sua cultura mediante diferentes 
      interações com seus pares.

      Apesar dos inúmeros avanços tecnológicos, bem 
      como a contribuição das ciências ao longo dos anos e o avanço significativo da legislação 
      brasileira no que diz respeito ao direito da criança à educação de qualidade desde o
      nascimento, a realidade denuncia um grande descompasso entre o discurso da lei e o 
      cotidiano de muitas escolas infantis.

      Diferentemente dos países europeus, no Brasil, as primeiras tentativas de organização de creches, asilos e orfanatos surgiram com um caráter assistencialista, com o intuito de auxiliar as mulheres que trabalhavam fora de casa e as viúvas desamparadas. Outro elemento que contribuiu para o surgimento dessas instituições foram as iniciativas
      de acolhimento aos órfãos abandonados que, apesar do apoio da alta sociedade, tinham
      como finalidade esconder a vergonha da mãe solteira.Fatores como o alto índice de mortalidade infantil, a desnutrição generalizada e o número significativo de acidentes domésticos, fizeram com que alguns setores da
      sociedade, dentre eles os religiosos, os empresários e educadores, começassem a pensar num espaço de cuidados da criança fora do âmbito familiar. De maneira que foi com essa preocupação, ou com esse “[...] problema, que a criança começou a ser vista pela sociedade e com um sentimento filantrópico, caritativo, assistencial é que começou a ser atendida fora da família” 
      Apesar do interesse e esforço isolados de educadores como Mário de Andrade, a Educação Infantil levou muito tempo para se desvencilhar do caráter que a pontuou desde o início: a assistência social. Essa demora foi de quase um século – o primeiro jardim da infância foi inaugurado em 1895, em São Paulo. Mudanças estruturais começaram somenaram a um aumento significativo na demanda por vagas em escolas para as crianças de 0 a 6 anos. Como não havia políticas bem definidas para o segmento, a expansão de instituições de Educação Infantil nessa época foi desordenada e gerou precarização no atendimento, feito, em geral, por profissionais sem nenhuma formação pedagógica em instituições.

      Essas instituições eram divididas em: comunitárias, localizadas e mantidas por associações e agremiações de bairros; confessionais, mantidas por instituições religiosas; e filantrópicas, relacionadas a organizações beneficentes. A LBA foi extinta em 1995, mas o Governo Federal continuou a repassar recursos para as creches por meio da assistência social. 

      Nesse mesmo período, se intensificou uma separação entre o atendimento nas creches, de 0 a 3 anos, visto como algo destinado às camadas populares, e a pré-escola, segmento voltado para as classes média e alta. “Essa é uma separação que funda a Educação Infantil no país. As creches, totalmente financiadas pela assistência social, eram vistas como uma alternativa de subsistência para crianças mais pobres e estavam orientadas para cuidados em relação à saúde, higiene e alimentação. Já a pré-escola passou a ser encarada como a porta de entrada das crianças ricas na Educação”, analisa a ex-coordenadora de Educação Infantil do MEC, Karina Rizek.
      O  assistencialismo perdurou por quase um século e só perdeu força quando a Constituição de 1988 tornou o segmento um dever do Estado e fortaleceu seu caráter educativo.




      Tema: Aborto - Crime ou opção da mulher?

                                                                   Aborto: uma questão de consciência

      No Brasil, todos os anos, o ministério da saúde estima que entre 729 mil e 1,25 milhão de mulheres se submetam ao procedimento de aborto no País. Destas, pelo menos 250 morrem consideram organizações.Discussões à respeito do tema estão na mídia e podem influenciar até mesmo nas eleições do país,porém embora várias religiões se oponham a tal prática pergunta-se: Desse 1.25 milhão de mulheres que praticam o aborto não há nenhuma que participe e/ou pratique determinada religião que traga por princípio a vida?

       

      Percebe-se que independentemente de qualquer religião a mulher acaba optando por realizá-lo ou não dependendo da situação em que se encontre,pois o tema em questão é um caso de saúde pública pois  pessoas da classe média alta ao optar pelo aborto o faz em clínicas preparadas,equipadas enquanto que a mulher que não tem condições financeiras  submete-se a clínicas de fundo de quintal que podem provocar a morte. O obstetra da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Osmar Ribeiro Colas explica que são cerca de 500 mortes diárias por causa de abortos. “Quando cai um avião ficamos chocados, mas há dois Boiengs de mulheres caindo por dia e ninguém fala nada”

      Mesmo o ministro da Saúde, José Gomes Temporão já tendo declarado que a questão é de saúde pública e não criminal, a discussão da prática no País, encontra grandes entraves nos aspectos morais e religiosos. A Igreja Católica condena os abortos inclusive nos casos previstos em lei, como estupro e risco de morte da mãe, e o classifica como “desculpa para matar”.

       

       Portanto o  aborto é uma questão social e política, de saúde pública. Mas é uma decisão individual, de consciência de cada mulher. Nem Papa, nem bispo, nem pastor podem passar por cima da consciência individual”, ou seja,atualmente é uma opção da mulher.



      TEMA:

      Juventude e alcoolismo: um problema social

      As bebidas alcoólicas pertencem ao grupo das drogas lícitas mais consumidas no Brasil. O comportamento festivo do brasileiro sempre foi regado a muito álcool: caipirinha na praia, cerveja no futebol, coquetel na balada. O problema é que os jovens estão começando a beber cada vez mais cedo. Uma pesquisa da Unifesp sobre o consumo de bebidas alcoólicas por estudantes de ensino médio reacendeu a discussão sobre o tema. Que razões levam o jovem ao consumo de álcool? Quais os problemas decorrentes disso? Por que a lei que proíbe a venda de bebidas a menores de idade não é cumprida? Qual a responsabilidade da família, da sociedade e do governo diante desse problema? Reflita sobre essas questões e elabore uma dissertação argumentativa com o tema: Juventude e alcoolismo: um problema social.






      TEMA: A influência da televisão no cotidiano das pessoas

                                                           Opinião formada ou opinião formatada?

                Segundo os escritores Allan e Bárbara Pease.a televisão se assemelha à fogueira utilizada na pré-história.Segundo eles,ao chegarem cansados das atividades de caça.os homens acendiam uma fogueira e sentavam-se ao redor da mesma numa atividade de distração,descanso.Porém nos dias atruais em que a globalização se afirma,a televisão é um meio de comunicação que não apenas distrai,mas que se torna uma das principais formadoras de opinião pública.
                 Toma-se como exemplo a influência da televisão no período de eleições,especialmente no âmbito jornalístico - que muitas vezes trazendo abordagens sutis deixa de seguir o critério da imparcialidade.No âmbito do entretenimento a situação é ainda mais perceptível,onde personagens de programas de reality show e programas humorísticos influenciam a linguagem das pessoas por meio de gírias e expressões líricas que viram moda.
                A influência externa na formação de opinião pessoal é algo quase que inevitável,visto o grande conteúdo de informações que circulam no mundo.Porém,a capacidade de discernir,julgar e escolher só é possível na maioria das vezes quando a pessoa possui um razoável grau de instrução e raciocínio,que desenvolva a compreensão de que a televisão é uma geradora de informação e,se emite opinião,cabe ao indivíduo julgá-la adequada ou não.
                Portanto um dos principais indicadores do grau de influência da televisão é o nível e qualidade da Educação gerada no país.Caso esse nível seja bom,seus cidadãos terão uma ampla consciência crítica,se for mau, o país terá uma massa de indivíduos que permitem que suas opiniões sejam formatadas pelo que a mídia veicula. (Pâmela C.de Souza)


      TEMA: O Ministério Público e a Lei da Ficha Limpa


                                                                          Ficha limpa: mais uma utopia no Brasil

       

                     Ao que tudo indica prática, a Lei da Ficha Limpa deverá ter curta existência. O Congresso Nacional dá com uma mão para tirar com a outra. Primeiro, aprova uma lei que cria severos efeitos concretos contra os políticos condenados judicialmente para, logo depois, por outra lei, engessar a atuação das autoridades que os poderiam processar ou julgar.É o se está vendo após a aprovação da referida Lei.

                     Percebe-se que seria  mesmo estranho que políticos potencialmente sujeitos aos impedimentos da Lei da Ficha Limpa (muitos já condenados em primeira instância judicial) quisessem aprová-la. O Senado acaba de aprovar a antilei da Ficha Limpa — a PEC 89/2003, amarrando definitivamente as mãos de juízes, procuradores e promotores de Justiça que ficam sem saída para julgar tendo em vista que se aprovada a PEC 89 , poderão ser demitidos por deliberação do órgão a que estão sujeitos (Tribunal ou Conselho Superior, conforme o caso), em processo administrativo. E o pior, se antes se exigia, para a demissão, a prática de condutas tipificadas de forma expressa e precisa na CF ou na Lei Orgânica, pela PEC 89 bastará a caracterização de procedimento incompatível com o decoro de suas funções (conduta aberta a julgar-se ou não enquadrada conforme o critério subjetivo de quem estiver no comando institucional). Como imaginar então que poderia o juiz ou o promotor perder o cargo pelo simples fato de fazer oposição política à cúpula institucional do momento.

                  Juízes e promotores, por conta da natureza de seu trabalho, já vivem permanentemente na corda bamba. Há de se imaginar como ficarão inseguros se e quando aprovada a PEC 89. Coragem nenhuma será suficiente para fazer um promotor instaurar um inquérito contra um prefeito do mesmo partido do governador.A sociedade brasileira, em razão dos sucessivos governos autoritários que enfrentou, aprendeu infelizmente a se omitir. Disso decorre o fato de que, entre as autoridades públicas, quem quer fazer não tem alçada e quem tem alçada não quer fazer.

                    Só fortes e estáveis prerrogativas do cargo, especialmente a independência funcional, a inamovibilidade e a certeza de que a demissão não ocorrerá sem motivo inequivocamente sério e justo, podem assegurar que determinada autoridade não sofrerá represálias externas ou de sua própria corporação se tiver que perseguir poderosos que estão com a ficha suja.

                      Em outras palavras, a PEC 89, para a glória exclusiva dos maus políticos, concentrará a decisão acerca da instauração de uma investigação ou de seu resultado nas mãos dos órgãos superiores do Ministério Público ou do Poder Judiciário, conforme o caso. Funcionará certamente como um foro privilegiado. Que criminoso não gostaria de escolher o juiz de sua causa? Os mortais serão processados e julgados pelo promotor e juiz de primeiro grau. Os não iguais, os acima da lei, estes só se sujeitarão a outras instâncias.

                     Cem por cento das decisões de primeira instância, determinando, em Ação Civil Pública, a remoção de presos em excesso de cadeias públicas, tendo em vista o notório estado de calamidade em que se encontram, num verdadeiro atentado aos direitos humanos, têm os seus efeitos suspensos por decisão da presidência e do pleno dos tribunais estaduais. Esse é apenas um exemplo de que a cúpula do poder cede mais a pressões políticas do que as instâncias inferiores.

      Que governador não gostaria de poder remover de seu cargo o promotor ou o juiz que lhe vem incomodando ou perseguindo seus correligionários? Depois de aprovada a referida PEC, é de pasmar, terá força até para fabricar sua demissão.

      A história recente do país bem demonstrou no que deram atos ditatoriais como o que se pretende instituir,ou seja,a lei de ficha limpa mais uma vez será uma utopia no Brasil.(adaptação texto de Airton Florentino de Barros)

       

       

      20/08
      TEMA: Como parar o desmatamento?Analise as possibilidades abaixo,escolha uma e comente sobre os pontos positivos e negativos da ação escolhida.
      1) suspender imediatamente o desmatamento; 
      2) dar incentivo financeiros a proprietários que deixarem de desmatar;
      3)  ou ainda aumentar a fiscalização e aplicar multas a quem desmatar.

                                          Meio ambiente x Economia: a desconstituição de um mito

             Segundo o professor da Universidade da Califórnia,Jared Diamond,a preservação do meio ambiente implica na preservação da própria economia.Um exemplo disso são as atividades agroindustriais e a geração de energia hidrelétrica desenvolvidas na Amazônia,onde a manutenção do ciclo hidrológico é imprescindível para a economia.No entanto,a alteração da "máquina de chuvas" da Amazônia causaria um prejuízo imenso a economia.Desse modo é preciso encontrar uma medida que promova o desenvolvimento econômico com sustentabilidade.
             A suspensão temporária do desmatamento na Amazônia é uma medida extremamente radical,pois causaria um verdadeiro caos econômico aos paises que desenvolvem atividades na região.Tentar anular a atividade através de pagamentos a proprietários de terras por meio de recursos financeiros internacionais é uma medida no mínimo inviável,pois a utilização da madeira da Amazônia favorece vários setores da economia,além de que esses recursos externos poderiam ser o patrocínio de um desmatamento em maiores proporções.
            A medida mais plausível e racional para equilibrar meio ambiente e economia na Amazônia é o aumento da fiscalização e a aplicação de multas aos proprietários que promoverem desmatamentos não autorizados.No Brasil existem vários órgãos federais e estaduais responsáveis por essa fiscalização,porém, é preciso pensar essa fiscalização não só de forma quantitativa,mas também qualitativa,para que não aconteça novamente o que aconteceu no Pará,onde um órgão estadual responsável pela fiscalização do desmatamento agia em parceria com os proprietários.
            Portanto,seria preciso uma seleção rigorosa dos profissionais para assim não dar margem à corrupção numa atividade tão séria.Desse modo seriam suprimidos os debates que põe em rivalidade meio ambiente e economia,trazendo uma nova visão,um novo prisma, a visão de que é possível crescer de forma sustentável. (Pâmela Maria C.de Souza)


      14/08
      TEMA: "Sou comunista e por isso sou tratado como inimigo da democracia.Pelo contrário,eu quero é salvar a democracia e para isso é preciso criticar ese simulacro de democracia em que vivemos."(José Saramago)
      Saramago foi uma das vozes mais críticas do sistema capitalista e apoiou regimes comunistas como o cubano.Comente em um texto dissertativo a relação de Saramago com o comunismo e as suas desavenças com a Igreja Católica.
       
      Texto 1:
                                   Saramago: o prêmio nobel da literatura
       
            O escritor português José Saramago foi considerado por muitos autores como "o segundo milagre do século XX",depois de Fernando Pessoa,na literatura portuguesa.José Saramago imortalizou-se na Literatura,não somente por seus livros inovadores no campo linguístico,mas também por ua polêmica postura política e ideológica diante do conformismo da sociedade do século XXI.
            Na esfera política,Saramago impõe sua voz contra o capitalismo,esfacela-o no livro "As intermitências da morte","Ensaio sobre a cegueira" e "Ensaio contra a lucidez".Tendo consciência dos impasses da democracia deste século afirma numa sabatina que a democracia ocidental e européia é "uma santa que não faz milagres",diz ainda que essa democracia se encontra "esfacelada,abusada e sequestrada".
             No entanto seu maior conflito foi com a Igreja Católica.Declarado marxista ortodoxo e ateu,Saramago foi vítima de diversos preconceitos veiculados pela Igreja que chegou a proibir a circulação de seu principal livro, "O Evangelho segundo Jesus Cristo",em Portugal.Poucas pessoas entendem que Saramago era um crítico da sociedade e,atacar o cristianismo era uma forma de atacar os valores da sociedade judaico-cristã.
             No seu último livro "Caim",que reconstitui a história do Antigo Testamento bíblico,Saramago reforça seu desprezo ao cristianismo trazendo o Deus presunçoso de "O Evangelho segundo Jesus Cristo".Mais uma vez,o livro em que Saramago retoma suas raízes anti-cristãs é objeto de preconceito por parte da Igreja Católica e de religiosos em pleno século XXI.
            Apesar dos preconceitos que sofreu, o escritor José Saramago manteve sua posição religiosa e política.Foi um os poucos homens que criticou a organização social e política do início do século XXI,deixando um legado que será como um espelho para a sociedade que tanto o criticara. (Pâmela Maria Costa de Souza/JBC)
       
      Texto 2:
                                                       José Saramago
       
             Escritor de várias obras polêmicas,ganhador do Nobel de Literatura Língua Portuguesa,Jos´´e Saramago foi uma das vozes mais críticas do sistema capitalista,defensor do comunismo que é o regime intermediário entre capitalismo e socialismo.
             Ateu e bastante crítico à Igraja Católica,Saramago chegou a ser oficialmente reconhecido após apublicação de sua obra mais polêmica,"O Evangelho segundo Jesus Cristo",no ual questiona os dogmas católicos  e refere-se à Bíblia como "um manual de maus costumes,um catálogo de crueldades e de pior natureza humana".
              Apoiava o comunismo por ser uma ideologia política que pretende prover o estabelecimento de uma sociedade igualitária sem classesm e baseada na propriedade comum,além dos controls de meios de produção.Era contra o atual regime capitalista que embora se diga "democrático" é o
      regime em que mais ocorrem contrastes sociais causados pela alta concentração de poder na mão de minorias.
               Saramago morre no ano de 2010,por falência múltipla de órgãos,e conseguiu reconhecimento mundial por sua visão crítica e polêmica,sendo homenageado até mesmo por Portugal durante a Copa do Mundo de junho/2010,de onde teve que ser exilado politricamente por criticar o governo português.Suas principais obras e mais conhecidas estão "O Evangelho segundo Jesus Cristo" e "Ensaio sobre a Cegueira". (Michele Carvalho/JBC)
       
       
       
       
      TEMA: O Brasil deveria receber a copa de 2014? 
                            Neste mês está sendo realizada a Copa do Mundo de Futebol, na África do Sul. Até chegar ao estágio final,o país-sede viveu seis anos de obras, e o governo e os organizadores do evento sofreram com as críticas em relação à alta quantia de dinheiro investido. A África do Sul construiu estádios com recursos que poderiam ter sido aplicados em educação e saúde, por exemplo. Algo parecido pode acontecer no Brasil, já que receberemos a Copa de 2014.De um lado, empresários e políticos defendem que o evento trará melhorias ao Brasil. 
                        O Mundial de Futebol envolve não só estádios, mas infraestrutura turística, de transporte, atrai investimentos e movimenta a economia da região. De outro lado, jornalistas criticam o alto preço das obras em estádios (alguns serão construídos com recurso público), a politicagem na escolha das sedes, isenção de impostos para a FIFA e os bastidores das licitações.

                        Na Copa de 2006, realizada na Alemanha, os estádios foram construídos pelos próprios times de futebol, em parceria com empresas privadas. O país teve retorno financeiro e social com o investimento feito na infraestrutura. Estima-se um lucro de 20 milhões de euros. No Pan-Americano do Rio de Janeiro, em 2007, várias coisas ficaram só na promessa: despoluição da Baía de Guanabara; ampliação do metrô; aproveitamento das instalações após o Pan.

      Faça um texto dissertativo  no qual você  exponha suas idéias e opiniões sobre “O Brasil deveria receber a Copa de 2014?"

      A Taça não é nossa

                    Vuvuzela, roupas e rostos coloridos com as tonalidades da bandeira patriótica defendida são alguns dos adereços mais utilizados por torcedores na Copa do Mundo de Futebol. Seja na Alemanha, África ou, quem sabe, no Brasil, o mundial causa alvoroços e expectativas. Contudo, em um país de terceiro mundo, como na terra da torcida canarinho, um evento de tão grande porte pode não significar legados positivos condizentes ao entusiasmo do povo brasileiro.

               Acreditar na extrema benevolência que uma copa pode trazer a um país é enganar-se cegamente. Enquanto comemora-se uma suposta vitória de uma nação sobre a outra, esquece-se das mazelas sociais existentes no planeta. Os governos, de forma astuta, valem-se desse desejo por vitória dos fanáticos e constroem discursos e propagandas emocionantes, com ênfase a um suposto, e famoso, orgulho nacionalista. Deplorável.

                 Como num passe mágico, também surgem recursos públicos que, outrora alegados escassos, financiam obras destinadas, exclusivamente aos dois meses de jogos futebolísticos. Tome-se como exemplo a construção de um estádio em Pernambuco. Ora, se antes os montantes eram “inexistentes”, porque, em pleno processo de pré-hospedagem para tal evento esses recursos aparecem?

                   Deturpante, a Federação Internacional de Futebol e Associados (FIFA), não arcará com os impostos decorrentes da venda de ingressos e produtos oriundos da organização futebolística. Esses tributos representam uma considerável perda para uma nação que carece de investimentos em infra-estrutura, saúde, educação e tantos outros.
                   Destarte, é difícil imaginar a Copa no Brasil sem a participação do estado de São Paulo que, diga-se de passagem, é o que mais gera riquezas à nação e, como se não bastasse, detém o maior número populacional. Sua alienação ao torneio esportivo deve-se, dentre outros fatores, à sua recusa em fabricar, com orçamentos de seu povo, as dispendiosas construções.
                     Por mais lamentável que pudesse ser para muitos, se o Brasil se negasse a sediar os jogos, daria provas de sua maturidade quanto à gestão de suas finanças frente aos muitos investimentos que teria a fazer. Afinal, respeitar o bolso de seus contribuintes é, obrigatoriamente, o dever de toda nação que se preze.(Fonte:http://www.vestibular.brasilescola.com)

       

      Investimento: Na copa ou  no povo?

       

                             Em tempos de crise econômica mundial, é necessário avaliar muito bem onde o dinheiro dos cofres públicos são investidos, uma vez que o governo de cada nação tem a obrigação de oferecer ao seu povo boas condições de saúde,alimentação e educação . Considerando esses fatores, certamente o Brasil não deveria receber a copa de 2014.

                               Indubitavelmente, melhorias seriam feitas no país, mas os investimentos seriam direcionados aos estádios de futebol, infraestrutura turística e transportes, onde poderiam ser aplicados nos bens essenciais para a população, como na falta de habitação,fome entre outros, onde é realmente necessário investir. Enfim, serão gastos excessivos com o que não é primordial. Além do mais, as reformas dos estádios e a construção de outros seriam bancados em grande parte com o dinheiro público. Tem-se certeza de que a população prefere ter melhorias na qualidade de vida do que investimentos em obras que oferecerão apenas um lucro momentâneo.

                              Pode-se ter como exemplo a copa desse ano, realizada na África do Sul. País com maior índice de desigualdade do mundo, sediou essa copa. O pouco dinheiro que ainda se tem foi investido em infraestrutura de estádios e acomodações, num país onde mais de 40% da população vive abaixo da linha da pobreza. Uma em cada quatro pessoas está desempregada. Com certeza, esse dinheiro poderia ser aplicado para gerar empregos duradouros, e não apenas temporários, que é o que a copa propicia.

                         Aliás, o lucro que o país terá será certamente de uma minoria.A FIFA proíbe a venda de artigos não oficiais, onde por exemplo, quem usar a palavra “ copa do mundo ” sem permissão, poderá até ser preso. Infelizmente, a copa do mundo não está sendo para integrar as nações e as pessoas, pois somente os ricos estão se beneficiando dela.

                         Diante de tudo isso, percebe-se a importância de nesse momento, se investir em bens essenciais para a população, como direcionando o dinheiro público para o benefício de uma grande maioria. Enfim, o Brasil pode esperar um pouco mais para sediar a copa, mas a população não pode esperar para ter seus benefícios de direito, sendo assim, deveríamos optar por um investimento consciente.(Fonte:http://www.vestibular.brasilescola.com)

       TEMA:

      Por que o patriotismo brasileiro só se revela em época de Copa do Mundo?

      Em ano de Copa do Mundo, o Brasil inteiro se pinta de verde e amarelo. Durante um mês, o país para suas atividades para torcer pela seleção e cantar o orgulho nacional. Todos os outros assuntos, de saúde a política, perdem a importância diante do futebol. Esse patriotismo temporário gera muita polêmica: alguns acreditam ser um momento de fortalecimento da identidade do povo; outros veem nesse campeonato a causa de um delírio nacional, em que o brasileiro deixa de acompanhar os fatos relevantes para a nação. Mas afinal, o que significa ser patriota? O interesse pela Copa do Mundo pode ser visto realmente como sinal de patriotismo? Qual é a importância desse sentimento para a nação? O que seria necessário para o brasileiro agir com patriotismo em outras situações do cotidiano?

      Patriotismo em queda

              O Brasil vive, neste século, tristes contradições históricas. De um modo geral, os brasileiros se empolgaram e demonstraram apoio para o Brasil sediar a copa de 2014, o que acabou ocorrendo, até por uma larga margem de votos. Mas parece que os brasileiros, agora, só se empolgam e lutam quando se trata de esportes, e silenciam em outras questões nacionais, o que comprova uma queda de patriotismo. Um  outro aspecto negativo, que também retrata a falta de patriotismo, é o fato de uma autoridade de segurança, neste Brasil violento de hoje em dia, ter demitido delegados que permitiram que a Imprensa mostrasse a cara de bandidos presos. E informar as pessoas de bem não é um dever patriótico?

             O   nosso patriotismo nasceu com o descobrimento e começou a crescer com as lutas dos nascidos no Brasil - brancos, índios e negros que defendiam o Brasil contra os ataques estrangeiros. E aumentou com a audácia dos bandeirantes que expandiram as nossas fronteiras. E depois, nos surgiu um grande herói, “Tiradentes”, ícone da luta pela Independência. E esse patriotismo forte, com a participação de padres e políticos, e  favorecido com a vinda do Rei D. João VI para o Brasil em 1808, conquistou a Independência, no dia 7 de setembro de 1822. E  continuou crescendo e pacificou o Brasil, venceu todas as guerras na América do Sul, libertou os escravos, proclamou a República e com boa diplomacia, garantiu as nossas fronteiras. E cresceu até quando traidores brasileiros em 1835, com a Intentona Comunista quiseram subordinar o Brasil ao Comunismo Internacional. E a partir daí, o patriotismo dos brasileiros começou a declinar devido, certamente, à ação do mesmo Comunismo Internacional que tinha como um dos seus chefes, Carlos Prestes, que após a II Guerra Mundial, chegou a declarar que, no caso de uma guerra entre a URSS e o Brasil, lutaria contra o Brasil. E continuou caindo após as revoluções comunistas - Chinesa e Cubana.

              Mas o patriotismo voltou forte com a Revolução de 1964 quando os brasileiros, os políticos e os Governos Militares derrotaram o comunismo terrorista que queria uma Ditadura Comunista no Brasil. Mas depois, em 1988, sob a influência dos comunistas, foi votada uma Constituição, a partir da qual o patriotismo voltou a cair no Brasil. E esta queda mais se acentuou no governo FHC, e os brasileiros começaram a perder o sentimento patriótico que os seus pais e mestres lhes ensinavam a cultuar desde a infância. Recentemente, soube-se que o Governo, sentindo a gravidade do problema, determinou a todas as escolas a obrigatoriedade de cantarem os respectivos alunos o Hino Nacional, pelo menos uma vez por semana.

                    A História mostra que a culpa da queda de patriotismo no Brasil é das Autoridades, dos Políticos e da Imprensa que não cumprem bem o seu Dever. Nivelam o direito dos bandidos com o direito dos homens de bem e renegam os nossos Heróis e a nossa gloriosa História.O Patriotismo é uma garantia da Soberania Brasileira,manifestar o patriotismo somente em época de Copa de Mundo é um grande  erro que precisa ser sanado por todos os brasileiros e principalmente pelas autoridades de nosso país.(Cristina M.Albuquerque)

      TEMA:
       Alunos dão nota 7,1 para ensino médio
      Apesar das várias avaliações que mostram que o ensino médio está muito aquém do desejado, os alunos,
      ao analisarem a formação que receberam, têm outro diagnóstico. No questionário socioeconômico que
      responderam no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) do ano passado, eles deram para seus colégios
      nota média 7,1. Essa boa avaliação varia pouco conforme o desempenho do aluno. Entre os que foram mal
      no exame, a média é de 7,2; entre aqueles que foram bem, ela fica em 7,1. GOIS, Antonio. Folha de S.Paulo
      11 jun. 2008 (Fragmento).

      Entre os piores também em matemática e leitura

      O Brasil teve o quarto pior desempenho, entre 57 países e territórios, no maior teste mundial de matemática, o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) de 2006. Os estudantes brasileiros de escolas públicas e particulares ficaram na 54.a posição, à frente

      apenas de Tunísia, Qatar e Quirguistão. Na prova de leitura, que mede a compreensão de textos, o país foi o oitavo pior,

      56 nações. Os resultados completos do Pisa 2006, que avalia jovens de 15 anos, foram anunciados ontem pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento (OCDE), entidade que reúne países adeptos da economia de mercado, a maioria do mundo desenvolvido.

      WEBER, Demétrio. Jornal O Globo, 5 dez. 2007, p. 14 (Fragmento)
      Ensino fundamental atingiu meta em 2009
      O aumento das médias dos alunos, especialmente em matemática, e a diminuição da reprovação fizeram que, de
       2005 para 2007, o país melhorasse os indicadores de qualidade da educação. O avanço foi maisvisível no ensino fundamental. No ensino médio, praticamente não houve melhoria. Numa escala de zero a dez, o ensino fundamental em seus anos iniciais (da primeira à quarta série) teve nota 4,2 em 2007. Em 2005, a nota fora 3,8. Nos anos finais (quinta a oitava), a alta foi de 3,5 para 3,8. No ensino médio, de 3,4 para 3,5. Embora tenha comemorado o aumento da nota, ela ainda foi considerada “pior do que regular” pelo ministro da Educação, Fernando Haddad. GOIS,
      Antonio; PINHO, Angela. Folha de S.Paulo, 12 jun. 2008 (Fragmento).

      A partir da leitura dos fragmentos motivadores reproduzidos, redija um texto dissertativo (fundamentado em pelo menos dois argumentos), sobre o seguinte tema:
      A contradição entre os resultados de avaliações oficiais e a opinião emitida pelos professores, pais e alunos sobre a educação bra-

      sileira.

      No desenvolvimento do tema proposto, utilize os conhecimentos adquiridos ao longo de sua formação.

      Observações

      • Seu texto deve ser de cunho dissertativo-argumentativo (não deve, portanto, ser escrito em forma de poema, de narraçãoetc.).
      • Seu ponto de vista deve estar apoiado em pelo menos dois argumentos. 
       • O texto deve ter entre 8 e 10 linhas.
      • O texto deve ser redigido na modalidade padrão da língua portuguesa.
      • Seu texto não deve conter fragmentos dos textos motivadores.

       

      Texto:

                        Tornou-se lugar comum a afirmação de que a Educação no Brasil está precária - fato comprovado pelo péssimo desempenho do país em competições internacionais.Em contraponto,pesquisas,estatísticas mostram que a maioria dos alunos,pais e professores estão satisfeitos com a educação tal como está.Essa contradição é causada pela ignorância do verdadeiro quadro da Educação manchado pela despreocupação de educadores,pelos limites de reprovação de alunos e pela falta de participação dos pais.Com isso são produzidas inúmeras pessoas,que mesmo tendo um diploma do ensino médio,vivem em condições socioeconômicas desagradáveis - consequência da inércia e comodismo conjunto de pais pouco participativos,alunos desinteressados e professores mal preparados.É preciso uma ação social que mobilize todas as partes da Educação,para que a ilusão atual de alunos,pais e professores seja compatível com a realidade. (Pãmela Maria Costa de Souza)

       

       
      Tema:  A fábula do Pintassilgo e as rãs -de Rubem Alves- e o Mito da Caverna de Platão


                                                           Prisão ideológica - a cadeia da ignorância


                  A fábula "As rãs e o pintassilgo" do autor brasileiro Rubem Alves é uma espécie de adaptação do "mito da caverna" de Platão.Nesta fábula as rãs habitam num espaço isolado do mundo real,no caso, um poço fundo e escuro.Logo, surge o pintassilgo que vive fora do mundo cotidiano das rãs,relatando às mesmas as maravilhas do mundo em que habita,cujos elementos são desconhecidos por elas, o que gera a divisão de opiniões quanto à aceitação das descroções do pintassilgo.Em suma,o pintassilgo com boas intenções,acaba sendo preso e condenado
      à morte.
                A mensagem central da fábula remete a uma espécie de qualidade essencial para uma convivência harmoniosa - que é o senso de que não há uma verdade absoluta pelo menos ao coletivo, visto que a verdade é relativa de um indivíduo a outro.A respeito disso, o filósofo Gaarder relata que novas ideias e filosofias são comumente rejeitadas porque oferecem às pessoas uma nova visão de mundo,muitas vezes antagônicas a que foram acostumadas.A consequência da falta desse senso está presente num pensamento do filósofo alemão Nietzesche,para quem "as convicções são prisões" não significando que todos que tenham convicções estejam presos,mas sim que a prisão se
      dá quando a visão de um indivíduo fecha-se sobre algo,não aceitando novas proposições.
               É possível identificar essa prisão ideológica nos versos do escritor alemão Goethe que diz que "quam não se dá conta/vive às sombras da ignorância/ a mercê do tempo". A ignorância é o principal fator que veta no indivíduo o senso da verdade relativa,causando assim a prisão que Nietzsche descreve.Portanto, é preciso uma educação que liberte as pessoas do senso de verdades dogmáticas,ainda mais na sociedade atual,em que os avanços da ci~encia,o alto fluxo de informações e o fácil acesso à obras literárias,filosóficas confrontam frequentemente a visão dos que
      se encontram presos na cadeia da ignorância. (Pâmela Maria)



      Texto2:

                                                                          Semelhante a anticorpos


               Existiam pessoas que habitavam uma caverna,presos,posicionados de costas para a entrada,de onde vinha a luz.Conseguiam ver apenas a sombra do que acontecia lá fora e criam que aquilo era realidade.O Mito da Caverna,contado por Platão exemplifica o limite da realidade em que algumas pessoas vivem,seja pela existência
      de dogmas ou por simples acomodação.A incapacidade que muitos apresentam de ultrapassar fronteiras.
              A fábula de Rubem Alves sobre "as rãs e o pintassilgo" retrata bem a história de Galilei Galilei.Ele crou  instrumentos que revolucionaram a astrologia chegando à conclusão de que a terra era redonda.Porém,assim
      como as rãs,o italiano também era "habitante do poço",vivia sob a imposição da igreja católica e,se quisesse sobreviver deveria desmentir tal heresia.Mas hoje é provado que seu estudo era verdade,mostrando que nada,com exceção da morte,pode ser considerada verdade absoluta.
                Sócrates,em 399 a.C. foi levado à morte pelo governo de Atenas,por "perverter" a mente dos jovens com seus ensinamentos filosóficos.Não estavam preparados para o novo.pois viam apenas o "mundo sensível",àquele que é visto apenas com os sentidos,sem que haja reflexão,segundo Platão. Para este, o único modo de julgar corretamente asa coisas,de ver a natureza de algo,era alcançando o "mundo das ideias", através da filosofia.
                  Na ciência não é diferente.Em 1804 o Rio de Janeiro viveu um clima de guerra civil,pois naquele ano foi estabelecido a obrigatoriedade da vacina contra a varíola.Em pleno século XXI algo semelhante aconteceu nos EUA.No dia 29 de setembro de 2009,trabalhadores da saúde organizaram um protesto contra a obrigatoriedade da vacina contra o vírus H1N1.Dias depois surgiram os "anti-vaxxer" ou anti-vacinadores,apelido dado a blogueiros
      que afirmavam que a vacina poderia causar diversas doenças neurológicas e até mesmo autisdmo.
                  Indivíduos não são anticorpos,que ao menor sinal de mudança se preparam para destruir o "antígeno",no caso,as descobertas,as novidades,porém,por mais que pareça que esses "invasores" vieram para prejudicar,são eles que fortalecem o organismo (sociedade).Um sociologo dizia que dos sonhos grandiosos surgem as realidades benéficas e,todos os exemplos citados confirmam isso.O modo como cada um consegue conviver com as novidades vai da capacidade de "seleção natural" individual. (Daniel Renan Lima)
       
      Tema: Escreva um texto dissertativo argumentativo falando a respeito do "Bullying" nas escolas e na internet,mostrando as causas e consequências,bem como o melhor caminho para solucionar esse problema.
       
      Texto 1:

         Bullying: um problema que requer providências


              Bullying é um termo que vem sendo utilizado ultimamente para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por uma pessoa (bully ou "valentão") ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender. Também existem as vítimas/agressoras, ou autores/alvos, que em determinados momentos cometem agressões, porém também são vítimas de bullying pela turma.
          De um lado verifica-se o bullying  direto que é a forma mais comum entre os agressores (bullies) masculinos.Por outro lado percebe-se o bullying indireto,também conhecido como agressão social mais comum no sexo feminino e crianças pequenas e é caracterizada por forçar a vítima ao isolamento social. Este isolamento é obtido através de uma vasta variedade de técnicas, que incluem:espalhar comentários; recusa em se socializar com a vítima;intimidar outras pessoas que desejam se socializar com a vítima ;criticar o modo de vestir ou outros aspectos socialmente significativos (incluindo a etnia da vítima, religião, incapacidades entre outras).
                   O cientista sueco - que trabalhou por muito tempo em Bergen (Noruega) - Dan Olweus define bullying em três termos essenciais:o comportamento dessas pessoas é agressivo e negativo;é executado repetidamente e  ocorre num relacionamento onde há um desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas. Um exemplo divulgado recentemente na mídia foi o caso da princesinha Aiko de oito anos do Japão que deixou de frequentar a escola vido a atos de perseguição e/ou humilhação .Outro caso que ficou conhecido no final de 2007 foi o suicídio de Megan Meier, de 13 anos, após sofrer ofensas e humilhações continuadas através do site de comunicação My Space.
                   Pesquisas recentes mostraram que 42% dos jovens americanos sofreram bullying na internet. Vários estados americanos estão discutindo uma legislação que considere crime o bullying na Internet. Algumas cidades já aprovaram leis nesse sentido. Uma cidade do Missouri já aprovou uma lei que considera crime o bullying através de todos os meios de comunicação eletrônica, não só a Internet, mas também as mensagens e os textos através dos telefones portáteis, por exemplo.
                      Muitas crianças vítimas de bullying desenvolvem medo, pânico, depressão, distúrbios psicossomáticos e geralmente evitam retornar à escola quando esta nada faz em defesa da vítima. A fobia escolar geralmente tem como causa algum tipo de violência psicológica. Segundo Aramis Lopes Neto, coordenador do programa de bullying da ABRAPIA (Associação Brasileira Pais, Infância e Adolescência,) a  maioria dos casos de bullying ocorre no interior das salas de aula, sem o conhecimento do professor. 
                     Portanto solucionar o problema do bullying nas escolas e na internet tornou-se um dever do Estado,dos pais e das escolas. Os pais devem apoiar o filho, abrindo espaço para ele falar sobre o sofrimento de estar sendo rejeitado pelos colegas e comunicar a escola. A escola, principalmente, deve ter uma atitude preventiva contra o bullying, começando pela conscientização e preparação de professores, funcionários, pais e alunos e o Estado criar mecanismos de punição mais rigorosa  a quem os comete.(Marcelo Vieira)
      Texto 2:



                                                        Agressividade entre jovens

             Um dos maiores problemas atuais, intrínseco ao âmbito juvenil, é o "bullying", isto é, comportamento violento assumido por algumas pessoas, que discriminam, humilham e chegam a agredir fisicamente outras, causando-lhes perda de autoestima e diminuindo a produtividade destas.
                Nos diversos centros de ensino do Brasil, estabelece-se supostamente uma hierarquia, em que estudantes de
      má conduta ficam num patamar superior a qualquer outro, por instigarem constantemente indivíduos ou grupos com pensamentos, aparências ou gostos análogos aos seus.
                 Segundo pediatras e psiquiatras, os agressores recebem influências principalmente de seus familiares. Em
      alguns casos é a falta de afeto, a comunicação falha e as discussões diárias que incitam os jovens a perpetuarem o "bullying", reproduzindo os acontecimentos de seus lares em novos lugares. No entanto, o excesso de atenção e a falta de correção pelos pais também podem causar o mesmo mal, já que os jovens asseguram-se na proteção exacerbada que recebem e deixam de temer punições, geralmente frouxas.
                 Outro fator que ainda contribui para a continuação dessa tirania é a falta de desvelo das escolas com o problema. Essas, por sua vez, preferem omitir a existência dos conflitos entre alunos, em vez de deixar claro que
      não aceitarão tais práticas, incitando professores e coordenadores à supervisão ampla e constante de qualquer forma de intimidação.
                  Se houvesse um acompanhamento mais eficaz dos estudantes, por pais e educadores e também uma divulga
      ção generalizada na mídia como a que ocorre para prevenção do uso de álcool e de drogas, essa violência poderia cessar. Mas, na verdade , o que ocorre é a sua expansão para a internet, originando o "cyberbullying", em que ameaças ou xingamentos são lançados, podendo ser anônimos.
                   Não demorará e veremos outros ambientes se tornando suporte para a prática do "bullying". Portanto, é es
      sencial que existam propagandas, campanhas e atividades que informem os brasileiros, além de orientações e penas mais severas aos infratores, para que, dessa forma, a convivência entre os jovens seja mais saudável.(uol.com)

      TEMA: Importância da leitura (Tema e exemplos do Enem)


      Ler para compreender

                  Vivemos na era em que para nos inserir no mundo profissional devemos portar de boa formação e informação. Nada melhor para obtê-las do que sendo leitor assíduo, quem pratica a leitura está fazendo o mesmo com a consciência, o raciocínio e a visão crítica.
                A leitura tem a capacidade de influenciar nosso modo de agir, pensar e falar. Com a sua prática freqüente, tudo isso é expresso de forma clara e objetiva. Pessoas que não possuem esse hábito ficam presas a gestos e formas rudimentares de comunicação.
                Isso tudo é comprovado por meio de pesquisar as quais revelam que, na maioria dos casos, pessoas com ativa participação no mundo das palavras possuem um bom acervo léxico e, por isso, entram mais fácil no mercado de trabalho ocupando cargos de diretoria.
                Porém, conter um bom vocabulário não torna-se  o único meio de “vencer na vida”. É preciso ler e compreender.Diante de tudo isso, sabe-se que o mundo da leitura pode transformar, enriquecer culturalmente e socialmenteo ser humano. Não podemos compreender e sermos compreendidos sem sabermos utilizar a comunicação de forma correta e, portanto, torna-se indispensável a intimidade com a leitura.

      Redação 2

      Quadro Negro 

                  Se para Monteiro Lobato um país se faz de homens e livros, para os governantes diferente não poderia ser.
      O papel da leitura na formação de um indivíduo é de notória importância. Basta-nos observar a relevância da escrita até mesmo na marcação histórica do homem, que destaca, por tal motivo, a pré-história.
                  Em uma esfera mais prática, pode-se perceber que nenhum grande pensador fez-se uma exceção e nãodeixou seu legado através da escrita, dos seus livros, das anotações. Exemplos não são escassos: de Aristóteles a Nietzsche, de Newton a Ohm, sejam pergaminhos fossilizados ou produções da imprensa de Gutenberg, muito devemos a esses escritos. Desta forma, iniciarmos o nosso processo de transformação adquirindo tamanha produção intelectual que nos é disponibilizada.
                  A aquisição de idéias pelo ser humano apresenta um grande efeito colateral: a reflexão. A leitura é capaz de nos oferecer o poder de questionar, sendo a mesma freqüente em nossas vidas. Outrossim, é impossível que a nossa visão do mundo ao redor não se modifique com essa capacidade adquirida.
                  Embora a questão e a dúvida sejam de extrema importância a um ser pensante, precisam ter um curto prazo de validade. A necessidade de resposta nos é intrínseca e gera novas idéias, fechando, assim, um círculo vicioso,o qual nos integra e nunca terminamos de transformar e sermos transformados.
                  A leitura é a base para o desenvolvimento e a integração na sociedade e na vida, porquanto viver não é apenas respirar. Se Descartes estiver certo, é preciso pensar. Pensando, poderemos mudar o quadro negro do país e construir o Brasil de Monteiro Lobato: quadro negro apenas na sala de aula, repleto de idéias, pensamentos, repleto de transformação e de vida.



      TEMA: Impunidade é um conceito que pode ter sentido objetivo(técnico) ou um sentido subjetivoi (ligado a impressões individuais).Do ponto de vista técnico,a impunidade consiste no não cumprimento de uma pena por alguém formalmente condenado em vistude de um delito.

      "A impunidade estimula a delinquência". (Abertura das fábulas de Fedro)

      " O que mais me preocupa não é o grito dos violentos,nem dos corruptos,nem dos desonestos,nem dos sem ética... mas,o silêncio dos bons."(Martin Luther King)

      Após ler os textos acima como motivadores,faça uma redação em prosa,de caráter expositivo-argumentativo sobre o tema proposto por eles.Para tanto,procure levar em conta seus conhecimentos de leituras de mundo.


        A impunidade leva ao crime


              As causas da impunidade são muitas e complexas: entre elas, podem-se citar a morosidade da Justiça e a legislação inadequada ou complacente com o tipo de crime.  A impunidade, com certeza, não é a única mas é uma das causas mais diretas da  criminalidade.
                 Os marxistas certamente diriam  que a verdadeira causa da criminalidade é a luta de classes já  os freudianos diriam que é, sem a menor dúvida a repressão da libido e  os nietzschianos .que não é nem uma coisa nem outra, porém a vontade de potência (der Wille zur Macht). Mas o ex-prefeito de Nova Iorque, Rudolf Giuliani, mostrou o que é a impunidade. Seu  bem sucedido programa de combate ao crime, denominado Broken window, foi uma eloqüente prova disso.,pois consistia no princípio de que nenhuma violação da lei, por menor que seja – um marginal quebraro vidro de uma janela, por exemplo – deve ficar impune. Não só pelo caráter punitivo da pena, mas principalmente por seu caráter exemplificativo e pedagógico, capaz de inibir outras possíveis transgressões da lei.
                 No caso do Brasil, no entanto, em que os delitos mais leves - como pequenos furtos, por exemplo – costumam ser punidos, porém os mais graves costumam ficar impunes, as coisas não são bem assim... Os criminalistas brasileiros costumam dizer que só vão para a prisão  os PPP (Pobres, Pretos e Pedintes). O pressuposto é que ricos, brancos e poderosos beneficiam-se de generalizada impunidade. Embora não se concorde com esse maniqueísmo racial, principalmente num país em que predomina a mestiçagem, reconhece-se que há aí um fumus de verdade.
                Além disso, não se pode esquecer o corporativismo, isto é, o fato de uma categoria profissional proteger os membros dessa mesma categoria, caso eles sejam flagrados na prática de um crime. Em 1994, no escândalo conhecido como o dos anões do Orçamento, de 17 deputados acusados de corrupção, sete foram inocentados pela Câmara.
              Contudo, no que se refere à corrupção política, o corporativismo tem tido sua atuação atenuada, na medida em que surgiram organizações não-governamentais que fazem denúncias e acompanham processos, como a Transparência Internacionale a Transparência Brasil.
              Portanto,combater a impunidade mudando a legislação brasileira,não dando tantos recursos aos advogados de defesa que vão postergando o cumprimento da pena seria uma saída, pois torna-se   imprescindível para que  seja logo expurgada da realidade de qualquer sociedade, para que assim haja o controle mais eficaz da criminalidade como um todo. (Valdelice Andrade)

       


       TEMA: Olimpíadas de Vancouver (questão discursiva)


      No Canadá,em Vancouver, 5 500 atletas, representando 80 países  em15 modalidades de sete esportes estão participando das chamadas Olimpíadas de Inverno. Na medida em que os Jogos acontecem Estados Unidos lidera o ranking  de medalhas,seguido da Alemanha e Noruega.O Brasil garantiu participação em três modalidades,snowboard,esqui alpino e esqui cross com a participação de cinco atletas não alcançando uma posição de  destaque ,embora isso  fosse previsto levando em conta o não incentivo do país nesse tipo de esporte mas esta é a sexta participação do Brasil nas Olimpíadas de Inverno, as outras foram em 1992, 1994, 1998, 2002 e 2006. 


      Texto Tradicional c/ o tema Olimpíadas de Vancouver

                                                                        Olimpíadas de Vancouver

                 Apesar de serem, em teoria, um evento para participação mundial, é inegável que as Olimpíadas possuam um caráter ainda centralizado no hemisfério norte onde surgiram, e onde se localiza a maior parte dos países desenvolvidos. A paz, a amizade e o bom relacionamento entre os povos são os princípios dos jogos olímpicos.
                O Comitê Olímpico Internacional (COI) cria, em 1947 os jogos olímpicos de inverno disputados sempre no hemisfério norte, anteriormente coincidindo com os quadriênios dos Jogos originais, e mais tarde (a partir de 1994) se alternando, com diferença de dois anos entre cada evento e,  também reconhece outros três eventos que estão  vinculados aos seus ideais além das Paraolimpíadas: as Surdolimpíadas (para atletas surdos), as Universíadas (para atletas universitários) e o único evento autorizado a usar o nome dos Jogos Olímpicos as Special Olympics para    portadores de síndrome de down e demais portadores de problemas mentais. Patinação artística (em 1908 e 1920) e hóquei no gelo (em 1920) foram apresentados como eventos olímpicos nos Jogos de Inverno.O COI então quis ampliar essa lista de esportes para abranger outras atividades do inverno,as quais vêm sendo realizadas em Vancouver neste ano de 2010 com a participação , não muito expressiva, de cinco brasileiros nas modalidades de snowboard,esqui alpino e esqui cross.
                    Estados Unidos,Alemanha,Canadá e Noruega sempre estão na disputa dos primeiros lugares e vêm liderando a Olimpíada de Inverno em Vancouver e provavelmente serão os vencedores no quadro de medalhas final,pois além do incentivo ao esporte naqueles países,um espetáculo nos é oferecido em cada modalidade e, as Paraolimpíadas que virão em seguida deve contar com a participação de cerca de 400 atletas de 40 países .Esta será a segunda edição das Paraolimpíadas no Canadá e deverá ser mais um espetáculo de superação de todos os atletas que merecem ser prestigiados.(Patrícia Alencar)

      Tema: Convivendo com as diferenças (redação nota 10 enem)
       
      Texto 1:

                                                     A Necessidade das Diferenças

             "De acordo com a Teoria da Educação das Espécies, o que possibilita a formação do mundo como conhecemos hoje foi a sobrevivência dos mais aptos ao ambiente. A seleção natural se baseia na escolha das características mais úteis. Estas somente se originam a partir das diferenças determinadas por mutações em códigos genéticos com o passar do tempo.

              Se no âmbito Biológico as variações são imprescindíveis à vida, no sociológico não é diferente. Uma vez todos iguais, seriamos atingidos pelos mesmos problemas sem perspectiva de resolução, já que todas as idéias seriam semelhantes.

               A maioria das pessoas está inserida em um contexto social. Contudo grandes inovações se fazem a partir do reconhecimento da individualidade de seus integrantes. Assim é de nossa responsabilidade respeitar nossos semelhantes independentes do sexo, raça, idade, religião, visto que dependemos mutuamente.

               Obviamente nem todas as diferenças são benéficas. Por exemplo, a diferença entre classes sociais não poderia assumir tal demissão. Para somá-la, necessitamos de uma melhor distribuição de renda aliada a oportunidades de trabalho, educação e saúde para todos.

              Devemos nos conscientizar que somos todos iguais em espécie mas conviver com as diferenças (por mais difícil que pareça), pois elas nos enriquecem como pessoas. Nossos esforços devem ser voltados contra discriminações anacrônicas e vis, como o racismo ou perseguições religiosas. Estas não nos levam a lugar algum, apenas nos desqualificam como seres humanos."

       

      Texto 2:



      O valor da diferença

             "O desafio de se conviver com a diferença na sociedade é complicado, mas necessário. Diante da grande pluralidade cultural e étnica que se choca com freqüência no mundo globalizado é preciso, além de tolerância, respeito incondicional aos direitos humanos.
                Diariamente, nos deparamos com pessoas das mais variadas culturas, opiniões e classes sociais. Muitas vezes,  nossos vizinhos, colegas e amigos. Essa convivência enriquece nossas vidas, pois aprendemos a respeitar o nosso próximo, nos tornando pessoas mais fraternas. Porém nem sempre essa relação acontecem facilmente fatos divulgados pela mídia nos mostram que, para alguns ainda, a simples diferença fenotipica gera discriminação e violência, como no caso do brasileiro que foi confundido com um terrorista em Londres. Ele foi brutamente exterminado pela policia inglesa por ter feições diferentes da maioria dos britânicos.
                  Para o bom funcionamento das sociedades, a diferença precisa ser respeitada. Nas relações econômicas internacionais, se lida com diferentes culturas ao menos tempo. Não há espaço para discriminação para quem quer ser competitivo no mercado.
                   É imprescindível que a convivência com a diferença aconteça de maneira saudável. O valor da vida humana independe dos nossos credos ou cor. Além de garantir o convívio entre as pessoas, tolerar as diferenças nos coloca no caminho da prosperidade, fortalecendo a esperança de viver num mundo melhor."

      Texto 3:


      Respeito a Vida

                "Durante bilhões de anos, segundo Darwin, a vida vem se diferenciando por meio de processos evolutivos, através das quais surgiu o homem, portanto somos fruto da diferença. Embora pertençamos á mesma espécie,  aspectos étnicos culturais nos diferenciam uns dos outros. Dificilmente iremos concordar com todas as manifestações culturais a que seremos expostos, porem temos de respeitar a todas, o que só acontecerá com a educação e com a civilização do individuo.
                  Para compreendermos um determinado povo ou costume e necessário entendê-lo. Para entendê-lo e preciso estudá-lo. A escola de qualidade proporciona um aprendizado dos motivos pelos quais uma determinada cultura age desta ou daquela maneira. Não da para entender o bumba-meu-boi sem saber quais são as raízes históricas e a formação da população do Amazonas. O ensino também ajuda a moldar a ética através de valores morais, como a da cidadania.
                As várias liberdades, de religião, de imprensa, de opinião, estão estabelecidas na constituição de nosso país e respeitá-las é de nosso dever e exercê-las é nosso direito. No entanto, as nossas liberdades não devem ferir as liberdades alheias, temos, como cidadãos, de respeitar a opinião, o costume e os valores dos outros. A civilização da pessoa implica, entre outras coisas, na aceitação, no respeito e na convivência com os outros cidadãos.
               Somos diferentes, mas somos todos oriundos de uma mesma diferença, a vida. Respeitar o outro, independente de sua cor, credo ou cultura, é alem de uma questão ética é legal, é respeito a própria vida."

      Texto 4:

                                                                               Brasil,um país de todos!

            
        A necessidade de se conviver com as diversidades é extremamente importante,ainda mais levando em consideração o fato de que desde o embrião já possuímos metade das características genéticas do pai,e a outra metade da mãe.Sendo assim já considerados diferentes.
               O principal slogan do Brasil é "Brasil,um país de todos",pergunta-se então: de todos os tipos de preconceitos,seria? Ocorre que no Brasil,o prteconceito é bastante enfatizado quando se fala em raça,religião e orientação sexual.Mas esse preconceito não tem origens atuais,vem desde o primeiro contato do colonizador com    os índios que já habitavam a região do Brasil.Os colonizadores exterminaram povos e culturas e tentaram impor a cultura européia aos nativos.
              É o que acontece no Brasil hoje,cada indivíduo tenta impor e submeter o outro a seu tipo de gosto,crença e cultura,não respeitando as diferenças que são necessárias e impossíveis de se combater.
               Se até a biologia comprova que todos os seres humanos já nascem diferentes,e confirma também que a biodiversidade é sinônimo de riqueza,porque então os brasileiros insistem em querer mudar uns aos outros e se julgam sempre melhores que os outros?Geralmente por causa da ignorância em entender que a diversidade é necessária para a manutenção da sociedade. (Michele Carvalho)



      Tema: Água,Cultura e civilização


      Cultura e sociedade

                    A importância da água tem sido notória ao longo da história da humanidade, possibilitando desde a fixação    do homem à terra, às margens de rios e lagos, até o desenvolvimento de grandes civilizações, através do aproveitamento do grande potencial deste bem da natureza. A sociedade moderna, no entanto, tem se destacado  pelo uso irracional dos recursos hídricos, celebrando o desperdício desbaratado de água potável, a poluição dos reservatórios naturais e a radical intervenção nos Ecossistemas aquáticos, de forma a arriscar não só o equilíbrio biológico do planeta, mas a própria natureza humana.
                     O progresso traz consigo uma cultura baseada no “utilitarismo”, no pragmatismo e na lucratividade,    expondo interesses comerciais e industriais acima dos interesses coletivos, da defesa do meio ambiente e da sobrevivência das populações. O envenenamento de mananciais por substâncias tóxicas, o fenômeno da chuva    ácida e os constantes derramamentos de petróleo em meio aos oceanos, infelizmente, ilustram tal situação. Não obstante, a Engenharia Moderna, remonta melhorias na qualidade de vida urbana, através da instalação de redes      de esgoto, drenagem de água e obtenção de energia, viável por meio da utilização de Usinas Hidrelétricas, predominantes, em especial, no Brasil.
                   Vivemos, assim, um paradoxo criado pela incoerente ação do homem, predador e vítima dos efeitos de sua própria predação, destruidor dos recursos hídricos, e maior beneficiado pela abundância em água no planeta: a atividade pesqueira e os transportes marítimo e fluvial, possíveis graças à disponibilidade natural, importantíssimos ao desenvolvimento socioeconômico das nações, sofre com a intervenção, tantas vezes maléfica, do homem, que   ora deposita dejetos industriais, ora promove assoreamentos.
                     Tomando por base os parâmetros da conjuntura atual, investimentos na preservação dos Ecossistemas tornam-se imprescindíveis. Ademais, a formação de uma contra-cultura baseada na utilização consciente da natureza, e, em especial, da água em suas diversas formas de armazenamento caracteriza-se como crucial, a fim de salva-guardar as gerações futuras de um eventual colapso no sistema de distribuição e utilização da água.  Evitaremos, dessa forma, a monopolização de um bem inerente à todos, contribuindo, acima de tudo, para a perpetuação da espécie humana. ( BEATRIZ FERNANDA VALES )

      Tema:  É justo proibir o uso do celular na sala de aula?

      Em muitos lugares do Brasil e do mundo já vigora a proibição do uso de celulares em sala de aula. Em outros, a ideia está em discussão. Conforme noticiou o UOL Educação, em janeiro de 2010, na rede municipal de ensino de Juiz de Fora (MG) não somente os celulares foram proibidos, como também os bonés. A situação com certeza é polêmica. Trata-se de mais um caso em que a esfera pública (o Estado) resolve invadir assuntos da esfera privada, como na restrição ao fumo em locais fechados? Os legisladores estariam se intrometendo em questões da vida individual do estudante que não lhes dizem respeito? Ou são os jovens que abusam e não conseguem compreender quanto o uso   do celular, durante a aula, lhes é prejudicial? Em um texto dissertativo exponha seu ponto de vista a respeito da proibição do celular em sala de aula e o uso do boné nas escolas.



      Uma proibição necessária

           Atualmente, um assunto que vem despertando a atenção não só da comunidade escolar, mas da sociedade como um todo  é a proibição do uso de celulares e bonés pelos estudantes na sala de aula. A discussão acirrou-se após a restrição do uso desses objetos na rede municipal de ensino de Juiz de Fora, em Minas Gerais. Apesar da polêmica      cremos que proibí-los na escola  é a melhor solução.
              No que se refere ao celular, a proibição do seu uso em sala de aula é uma medida que se harmoniza com o ambiente em que o estudante está. A sala de aula é um local de aprendizagem, onde o discente deve se esforçar ao máximo para extrair do professor os conhecimentos da matéria. Nesse contexto, o celular é um aparelho que só    vem dificultar a relação ensino-aprendizagem, visto que atrapalha não só quem atende, mas todos os que estão ao  seu redor.
               Quanto ao boné, a restrição de seu uso em sala de aula se deve a uma questão de educação e respeito pela figura do mestre. Deve-se ter em mente que o professor - assim como os pais e as autoridades religiosas - merece todo o respeito no exercício do seu ofício, que é o de transmitir conhecimentos. Do mesmo modo que é mal educado    sentar-se à mesa com um chapéu na cabeça, assistir a uma aula usando um boné também o é.
                 Por outro lado, alguns entendem que o Estado não poderia proibir os celulares e bonés em sala de aula, visto que violaria o direito da pessoa de ir e vir com seus bens. Entretanto, devemos ter em mente que não existe direito absoluto, todos são relativos. E sempre que há um conflito entre eles, deve-se realizar uma ponderação de valores, a fim de determinar qual prevalecerá. No caso em análise, o direito da coletividade (alunos e professores) prevalece sobre o direito individual de usar o celular ou o boné na sala de aula.
                    Desse modo, percebe-se que há razoabilidade nos objetivos pretendidos pela proibição, visto que  beneficia  toda a comunidade escolar. Os estudantes devem se conscientizar que escola é sinônimo de aprendizagem, e que  todo esforço deve ser feito para valorizar o processo de ensino e a figura do professor.(uol.com)


      Tema: Desmatamento na Amazônia (Questão Discursiva)


      Desmatamento da Floresta Amazônica

              A Amazônia abriga 33% das florestas tropicais do planeta e cerca de 30% das espécies conhecidas de flora e  fauna. Hoje, a área total vítima do desmatamento da floresta corresponde a mais de 350 mil Km2, a um ritmo de 20 hectares por minuto, 30 mil por dia e 8 milhões por ano. Com esse processo, diversas espécies, muitas delas nem sequer identificadas pelo homem, desapareceram da Amazônia. Sobretudo a partir de 1988, desencadeou-se uma discussão internacional a respeito do papel da Amazônia no equilíbrio da biosfera e das conseqüências da devastação que, segundo os especialistas, pode inclusive alterar o clima da Terra o que vem acontecendo de forma alarmante provocando tragédias em várias cidades do mundo,como se pôde observar nos últimos terremotos,nos desmoronamentos nas encostas,nas enchentes em alguns lugares bem como a seca predominante em alguns     Estados.



      Tema: Causas e Consequências do Desmatamento na Amazônia (estilo tradicional)


                                                                                         Preservar é preciso!


                                      Quando falamos em desmatamento na Amazônia é comum as  confundirem a região citada  com o Estado do Amazonas, o que limita a compreensão do verdadeiro problema que essa região enfrenta. Em toda a região amazônica calcula-se que aproximadamente 26.000 km são desmatados todos os anos.

                       Uma das principais causas do desmatamento  é a extração de madeira, na maior parte ilegal. Segundo dados do Grupo Permanente de Trabalho Interministerial Sobre Desmatamento na Amazônia, desde 2003 foram apreendidos cerca de 701 mil m³ de madeira em tora provenientes de extração ilegal. Devido à dificuldade     de fiscalização e a pouca infra-estrutura na maior parte da região, alguns moradores se vêem forçados a contribuir com  a venda de madeira ilegal por não terem nenhum outro meio de renda ou mesmo por se sentirem coibidos    pelos madeireiros. Até mesmo alguns índios costumam trabalhar na atividade ilegal de extração de madeira, vendendo a tora de mogno, por exemplo, a míseros R$30, quando na verdade, o mogno chega a valer R$3 mil reais no mercado.

                        Outras causas apontadas são os crescimentos da população e da agricultura na região. Até 2004, cerca  de 1,2 milhões de hectares de florestas foram convertidas em plantação de soja só no Brasil. Isso porque desmatar    áreas de florestas intactas custa bem mais barato para as empresas do que investir em novas estradas, silos e     portos para utilizar áreas já desmatadas.Além de afetar a biodiversidade , o desmatamento na Amazônia afeta, e muito, a vida das populações locais que sem a grande variedade de recursos da maior bacia de água doce se vêem  sem possibilidade de garantir a própria sobrevivência, tornando-se dependentes da ajuda do governo e de organizações não governamentais.

                    Nos últimos anos a Amazônia Brasileira vêm registrando a pior seca de sua história. Em 2005, alguns lagos e rios tiveram sua vazão reduzida a tal ponto que não passavam de pequenos córregos de lama, alguns até chegaram a secar completamente, ocasionando a morte dos peixes. O pior é que esse efeito tende a se agravar com o tempo.    Com os rios secando e a diminuição da cobertura vegetal, diminui a quantidade de evaporação necessária para a formação de nuvens, tornando as florestas mais secas.

                      Contudo, diversas ações vêm sendo tomadas ,além do monitoramento proposto por Carlos Minc,ex-Ministro Meio Ambiente, para impedir que o pior aconteça e preservar toda a riqueza proporcionada pela Amazônia. ONG’s como o Greenpeace, SOS Mata Atlântica, IPAM (Instituto de Pesquisas da Amazônia) e diversas outras entidades, realizam campanhas e estudos com o objetivo de divulgar e facilitar o desenvolvimento sustentável e a recuperação das áreas degradadas da Amazônia no Brasil. 


                                                                                   Desmatamento na amazônia


                A Amazônia legal sofre um grande problema: uma onda alarmante e crescente de desmatamento.Após ficar praticamente intacta até meados da década de 70,com a inauguração da rodovia Transamazônica,desde 1991,  os índices sobem desenfreadamente.Numa pesquisa feita entre agosto/2009 e janeiro/2010,constatou-se que cerca de 836 Km2 foram desmatados na Amazônia,sendo que estes dados podem ser inferiores aos reais.

                Isso tudo é por causa do homem que exige a cada dia mais comodidade.O aumento da população e a lucratividade envolvida também são fatores causadores do desmatamento.Essa falta de consciência no brasileiro proporciona consequências que a maioria da população não percebe.A erosão,compactação e esterilização do solo,   a redução da ciclagem da água,a perda da biodiversidade e o aquecimento global são os problemas mais óbvios que   o desmatamento causa e o brasileito praticamente ignora isso.

               Para solucionar  esta situação,o governo utiliza principalmente a repressão por meio de licenças controladas,multas e fiscalizações,porém se faz necessário a criação de campanhas educativas e uma reforma   política para discutirem o desmatamento ,visto que é imprescindível para sanar o problema. (Marcos Alexandre)


                                                                                      Amazônia em ameaça


                    O futuro da Amazônia está comprometido pois a cada dia áreas da floresta são desmatadas,segundo o pesquisador Carlos Nobre do Instituto de Pesquisas de São José dos Campos.Uma simulação feita por computador indica que a floresta poderá desaparecer a partir do momento que atingir cerca de 40% e 60% estiver desmatada,o que pode não demorar,visto que nos últimos quarenta anos 17% já foi devastada.

                     Entres as causas desse desmatamento estão a corrupção,queimadas,garimpos,madereiras entre outras.Somente na Operação Curupira a polícia prendeu diversos funcionários do Ibama envolvidos na exploração ilegal da madeira;por outro lado as queimadas são constantes e na maioria das vezes acontecem perto das rodovias    e há perto de cem mil quilômetros de estradas clandestinas mata a dentro na Amazônia o que facilita a ação dos madeireiros - uma das principais causas do desmatamento - pois a cada unidade de árvore retirada acabam danificando uma média de mais quinze,ocasionando assim quilômetros de áreas desmatadas o que pode levar a uma área típica de cerrado.
                      Portanto,se o governo conscientizar a sociedade,elaborar leis com maiores punições em realação ao crime ambiental e o Ibama impor uma maior fiscalização (principalmente nas áreas de difícil acesso),o desmatamento diminuirá,trazendo assim melhoria ao meio ambiente e a todos.(Paulo Diego da C. Pedrosa)

      REDAÇÃO COMENTADA DA FUVEST

      TEMA:

      I. Alega-se, com freqüência, que o Vestibular, como for ma de seleção dos candidatos à escola superior, favorece aos alunos de melhor situação econômica que têm condições de cursar as melhores escolas e prejudica os menos favorecidos que são obrigados a estudar em escolas de padrão inferior de ensino.

      II. Por outro lado, há quem considere que o Vestibular é apenas um processo de seleção que procura avaliar o conhecimento dos candidatos num determinado momento, escolhendo aqueles que se apresentam melhor preparados para ingressar na Universidade. Culpá-los por possíveis injustiças é o mesmo que culpar o termômetro pela febre.

      Faça uma dissertação discutindo as opiniões acima expostas. É importante que você assuma uma posição a favor ou contra as idéias apresentadas. Justifique-a com argumentos convincentes.

      Você poderá também assumir uma posição diferente, alinhando argumentos que a sustentem.

      ANTES DE COMEÇAR A ESCREVER OBSERVE:


      Você tem um texto que apresenta explicita mente duas posições antagônicas sobre o tema Vestibular.

      Observe que essa proposta dissertativa foi a que mais cla ramente expôs as idéias divergentes, inclusive separando- as por algarismos romanos.

      I. O Vestibular favorece os alunos de melhor situação econômica e prejudica os menos favorecidos.

      II. O Vestibular é apenas um processo de seleção que avalia o conhecimento dos candidatos; não é culpado por injustiças.

      Observe no enunciado que a Fuvest novamente explicita a importância de o vestibulando assumir um ponto de vista: a favor ou contra as idéias apresentadas, ou ainda uma outra posição, apresentando argumentos que a fundamentem.

      A grosso modo, como vimos, é possível concordarmos com a primeira posição, ou com a segunda, ou ainda concordarmos em parte com a primeira e em parte com a segunda, ou ainda discordarmos de ambas, apresentado um outro posicionamen to, fazendo, naturalmente, em qualquer dos casos, uma argu mentação que sustente nosso ponto de vista.

      Exemplo da redação nota 10 sobre o tema acima:


      A omissão do termômetro

                     Nenhum médico é o causador do mal que acomete seu paciente. O termômetro, muito menos. Mas o médico, dono e usuário do termômetro, é o responsável direto pela vida do doente. Fazer o possível para manter e remediar   a saúde humana é dever de todo e qualquer médico.
                   O Vestibular, assim como o termômetro, não é o causa dor do mal que corrói o sistema educacional brasileiro. Não é culpa do Vestibular os baixos salários dos profes sores, a falta de material didático ou o estado lamentável de muitos prédios escolares. Não é em função do Vestibular que o Brasil compete em índice de analfabetismo com Nicarágua ou Honduras. Não é graças ao Vestibular que apenas um, em cada cem estudantes, consegue atingir e concluir o curso superior.
               Entretanto, o Vestibular jamais poderia ser culpado des seus males. Afinal, trata-se de um processo. Processo esse criado e dirigido por seres humanos. Senhores públicos secretários da educação – Ministro da educação, Senhores que são, estes sim, responsáveis pelo sistema educacional brasileiro.
                  Ora, se o termômetro indica o favorecimento de uma parcela mais rica da população, é porque há algo de errado. Mais que isso: esse algo de errado já foi detectado pelos senhores responsáveis pelo ensino no Brasil. E esses senhores, médicos do sistema educacional brasileiro, sabem da doença, mas nada fazem. Como chamar a isso? Omissão?
                   Os mesmos senhores que fazem o Vestibular, sabem das carteiras quebradas, dos professores mal pagos, do analfabetismo, mas lavam as mãos. E assim, o Vestibular continua barrando os jovens do morro e das favelas.


      Comentando:

      Dissertação de alto nível. Observe a capacidade crítica e questionadora revelada pelo ponto de vista e a capacidade  lógico-expositiva revelada pelo processo de argumentação. Observe que o texto usa de – modo brilhante – uma metáfora do próprio enunciado, a que compara o Vestibular a um termômetro. Veja como a redação vai desdobrando essa comparação, de modo coerente, claro e coeso, com força contundente.


      O primeiro parágrafo fala do termômetro, do médico e do doente. O segundo parágrafo aplica ao Vestibular o que foi afirmado sobre o termômetro e sobre a relação médico-doente. O ponto de vista é apresentado com clareza e apresentado com expressividade: o vestibulartermômetro não é causador do mal que corrói o sistema educacional brasileiro; em seguida, são expostos vários exemplos-sintomas da doença da educação no Brasil. O terceiro  parágrafo continua o raciocínio, apresentando os responsáveis pelo processo educacional, pelo sistema de educação (os “médicos”).

      O quarto parágrafo revela já a conclusão, reiteradora do ponto de vista: o culpado não é o termômetro vestibular, o problema é a omissão dos médicos- autoridades responsáveis.
       
       
      TEMA: A influência da Tv no cotidiano das crianças,seus pontos positivos e negativos
       

                                                              Babá eletrônica

       

                 Como tudo na vida, a TV tem seus pontos positivos e negativos mas é o único meio de comunicação             e entretenimento que praticamente encontra-se em todas as casas trazendo através de alguns programas bons exemplos mas em sua maioria,principalmente ao tange a crianças trazendo uma carga negativa,violência exagerada que pode afetar no desenvolvimento da personalidade de pessoas ainda em formação.

       

      Hoje os programas são classificados por idade que é justamente para que as pessoas possam ou não decidir, o que assistir, e cabe a cada família selecionar o limite a ser dado a seus filhos.Saber usá-la de forma apropriada seria o fundamental,pois na briga por audiência muitos programas são vulgarizados mostrando estereótipos não aconselháveis induzindo a comportamentos, crenças e modismos presentes na sociedade, ou seja, valores de sexualidade e gênero.

      Deixando claros esses conceitos é necessário destacar também que as emissoras de televisão não só exibem programação nociva para as crianças. Existem, dentro das grades, programas educativos e informativos, enfim, interessantes que desenvolvem a curiosidade e enriquecem o conhecimento e com o intuito bem claro de formar pessoas conscientes da sua responsabilidade dentro da sociedade da qual fazem parte.Porém, cabe ressaltar que uma exposição exagerada das crianças e pré-adolescentes aos diversos estímulos de ordem erótica, violenta e, as vezes, preconceituosa que frequentemente são exibidos na televisão pode resultar em conseqüências adversas ao desenvolvimento integral dos meninos e meninas já que esse tipo de conteúdos expostos no vídeo, remete-se aos aspectos físicos, em detrimento dos componentes afetivos.

      Muito embora os programas infantis na televisão não se constituam no único fator de disseminação de estereótipos e preconceitos sexuais ou de gênero, eles constituem um referencial poderoso para as crianças e pré-adolescentes comunicando-lhes os costumes, tradições culturais, valores morais e éticos intermediando as relações das crianças com a realidade social, através dos jogos, brincadeiras, roupas, danças, canções, enfim uma infinidade de ícones.

      Portanto, é justificada a grande preocupação com que os pais e educadores vêem a questão da exibição de determinada programação em horários considerados “de pico”, pois a influência exercida por estes programas pode não ser tão benéfica como se desejaria e, ao principio, as crianças e pré-adolescentes estariam em casa nestes horários.Sendo cada vez mais comum os pais trabalharem fora de casa, a televisão vem se tornando a única forma de entretenimento e companhia para os jovens. Como diz Simonetti (1994), “Verifica-se que quase 80% das crianças e pré-adolescentes telespectadores assíduos não têm a companhia da mãe ou do pai quando assistem a TV. Este fato justifica o título de “babá eletrônica”.

       


      TEMA: Considerando aspectos abaixo sugeridos ou, ainda, escolhendo outros que você julgue mais importantes para tratar do tema, redija, com sinceridade e plena liberdade de opinião, uma DISSERTAÇÃO EM PROSA, em linguagem adequada à situação, procurando argumentar com pertinência e coerência.

      Como você avalia os responsáveis por sua formação, ou seja, seus pais e familiares, professores, orientadores religiosos, líderes políticos, intelectuais, autoridades etc.?
      Visando ao desenvolvimento do tema, você poderá, se quiser, refletir sobre as seguintes questões:

      ·  Quais foram os principais responsáveis por sua formação?

      ·  Quais são as características mais marcantes que apresentam?

      ·  Você julga que eles assumiram, de fato, sua função de formadores?

      ·  Em que aspectos a formação que lhe proporcionaram foi satisfatória ou insatisfatória?

      Você poderá, ainda, identificar os valores que são realmente importantes para eles, opinando sobre esses valores. Poderá, também, considerar se eles são, em si mesmos, pessoas íntegras e felizes e se, assim, constituem bons modelos de vida.

                                                                                     Transmissão de sequelas


          " O Brasil talvez nunca tenha passado por um momento tão singular em sua história.jamais jovens haviam atingido tal grau de passividade e incredulidade quanto ao futuro do país.Isto se deve principalmente a geração que os precedeu.

           A população jovem brasileira é fruto de uma outra que antes de qualquer coisa,viveu grandes paradoxos.Enquanto grande parte de intelectuais e uma boa facção da igreja católica lutou para que mudássemos a cara do país,outra,a dos líderes politicos patriarcais que imperam há um século no Brasil,usaram de todas as forças para que parmanecêssemos imóveis.Esta geração viveu num clima de revolta e opressão.Infelizmente todos os lados fracassaram.O lado dos que queriam que fossem realizadas as tão necessárias reformas agrária,social e tributária fracassou.O  outro lado,representado pela antiga elite foi igualmente infeliz,pois para manter seus privilégios,viu-se obrigado a ceder,como nunca fora vistoas grandes potências econômicas,o que nos fez perder totalmente a já tão escassa soberania.

           O jovem atual nada mais é do que uma imagem de falsas lições desta tão infeliz geração que o precedeu.Hoje ele é totalmente despolitizado e incapaz de prever ou sonhar com um futuro melhor,já que seus pais,ao tentarem isto não foram felizes. Como dizia Graciliamos Ramos e Zé Ramalho "apesar de tudo continuamos achando que governo é governo".Infelizmente ainda somos preconceituosos,individualistas e corruptos.Tudo o que a geração anterior herdou,a atual não deixou de herdar,mas esta última ganhou como consequência, a desesperança e a falta de vontade de lutar.

           Apesar de ter fracassado,a geração precedente à atual teve uma coisa que nenhuma outra teve: a coragem de lutar por seus ideais, o que talvez a deixe como a mais original e lutadora das gerações."



                                                                                  Formadores de mentalidade


           Somos o resultado do meio em que vivemos.Tal frase baseada no naturalismo por muito tempo definiu a questão da formação humana.Porém,o processo é de grande complexidade,sendo necesspária uma reflexão a respeito de todos àqueles que tomaram parte em nossa educação ao longo dos anos.São pais,professores,parentes,políticos e a mídia que vem cada vez mais ganhando terreno com essa gama de informações variadas.

           Presente desde o nosso nascimento,a família é a grande responsável pela transmissão de valores éticos,além de garantir afeto e segurança.Mas infelizmente ,cada vez mais temos de nos adaptar a um lar vazio,ou seja,porque ele se desintegrou ou ainda devido as obrigações profissionais.Além disso quando temos contato com indivíduos mais experientes o conflito é quase inevitável,afinal nosso planeta vive em constante mutação e,tais inovações nem sempre são absorvidas pelas gerações anteriores,mais conservadoras.

           Na escola temos contato com uma vasta quantidade de informações,entretanto são bem poucos aqueles interessados em formar um cidadão ciente,com senso crítico tão necessário aos dias de hoje.Acreditamos plenamente na capacidade de nossos educadores,porém é vital que tais profissionais busquem uma humanização maior a cada dia,afinal fórmulas são fáceis de esquecer,porém existem certas lições de vida que são carregadas até o fim de nossa exist~encia.

           Proprietários de grande parte dos meios de comunicação,políticos têm pouco a ensinar já que aqui no Brasil o governo age em função das elites.Além de maior honestidade desses burocratas,necessitamos de uma mídia mais democrática,que seja capaz de educar além de entreter,dada a pequena quantidade de programas que nos auxiliam e resolvem nossas dúvidas.

           Portanto,além do meio,depende também de nós jovens que seremos os herdeiros de tudo que nos cerca,agir de maneira racional sabendo adfquar os ensinamentos dos mais velhos aos nossos ideais,afinal,a sociedade pode até mudar,entretanto o bom senso e os princípios serão sempre os mesmos,de modo que - apesar de tudo - devemos muito a essas pessoas que com suas limitações naturai8s tentam nos passar dicas úteis para uma vida melhor.





      TEMA: Por muito tempo, acreditou-se que o Brasil  estivesse a salvo dos terremotos por não estar sobre as bordas das placas tectônicas - o movimento dessas placas estão entre as principais causas dos terremotos. Embora grande parte dos sismos brasileiros seja de pequena magnitude (4,5 graus na Escala Richter), a história tem mostrado que, mesmo em "regiões tranqüilas" podem acontecer grandes terremotos.Comente em um texto dissertativo causas e conseqüências dos terremotos que vem ocorrendo no mundo atualmente e as possíveis soluções para evitarmos tragédias do nível acontecido no Haiti.


                                                                                                   Terremotos

               Terremotos  são tremores bruscos e passageiros que acontecem na superfície da Terra causados por choques subterrâneos de placas rochosas da crosta terrestre. Outros motivos considerados são deslocamentos de gases (principalmente metano) e atividades vulcânicas. Existem dois tipos de sismos: Os de origem natural e os induzidos.
               As maiorias dos sismos são de origem natural da Terra, chamados de sismos tectônicos. A força das placas tectônicas desliza sobre a astenosfera podendo afastar-se, colidir ou deslizar-se uma pela outra. Com essas forças as rochas vão se alterando até seu ponto de elasticidade, após isso as rochas começam a se romper e libera uma energia acumulada durante o processo de elasticidade.  Existem também sismos induzidos, que são compatíveis à ação antrópica. Originam-se de explosões, extração de minérios, de água ou fósseis, ou até mesmo por queda de edifícios; mas apresentam magnitudes bastante inferiores dos terremotos tectônicos.
            Entre as conseqüências de um terremoto podemos citar a  vibração do solo, abertura de falhas, deslizamento de terra, tsunamis,mudanças na rotação da Terra. Além de efeitos prejudiciais ao homem como ferimentos, morte, prejuízos financeiros e sociais, desabamento de construções as regiões mais sujeitas a terremotos são regiões próximas às placas tectônicas como o oeste da América do Sul onde está localizada a placa de Nazca e a placa Sul-Americana; e nas regiões em que se forma novas placas como no oceano Pacífico onde se localiza o Cinturão de Fogo. O comprimento de uma falha causada por um terremoto pode variar de centímetros a milhões de quilômetros como, por exemplo, a falha ocorrida em  San Andreas na Califórnia, Estados Unidos. 
            Os recentes terremotos no Chile e no Haiti (causando mais de 100 mil mortes) assustaram a população latino-americana. No Brasil, os terremotos não ocorrem com intensidade, no entanto, ao contrário do que muitos pensam, o país não está totalmente isento desse fenômeno.As principais regiões afetadas por terremotos são aquelas localizadas próximas às bordas das placas tectônicas onde há zonas de convergência, ou seja, encontro entre duas ou mais placas diferentes. 
                Apesar de o Brasil se localizar bem no centro da Placa Sul-Americana, onde ela atinge até 200 quilômetros de espessura, terremotos causados por desgastes na placa tectônica, que, por sua vez, causam falhas geológicas, podem ocorrer no país. Além disso, é possível sentir as consequências de terremotos com epicentro em países da América Latina. Portanto para previnir qualquer tragédia futura seria necessário uma reformulação completa de infra-estrutura nas grandes cidades usando da tecnologia já possível a fim de evitar-se com isto desabamentos de prédios de grande porte.

      (adaptação do texto de  Gabriela Cabral)

      TEMA:

      O preconceito racial está chegando ao fim?

      No mundo todo, implantam-se e vigoram políticas mais efetivas contra a discriminação racial, que, cada vez mais, é punida com rigor. Será o fim do preconceito no mundo? O fato é que alguns negros passam a comandar empresas, outros são juízes, atletas de sucesso, grandes atores ou comunicadores. Em 2008, o salto foi maior: os norte-americanos elegeram Barack Obama para presidente da República. No Brasil, dizem que não existe preconceito, que somos uma sociedade multirracial e unida. Será mesmo? Obama, Lewis Hamilton, Naomi Campbell, Oprah Winfrey, o ministro Joaquim Barbosa, a atriz Taís Araújo revelam um mundo novo sem preconceitos? O que você acha: está acabando o preconceito aqui e no mundo?                        

                                                                         A sobrevivência do preconceito


                O fato de muitos negros hoje ocuparem lugares de destaque não indica que o preconceito racial está chegando ao fim, demonstra apenas que o mundo está abandonando a imagem do negro como pessoa incapaz de atingir um objetivo. São pessoas que conseguiram aproveitar as oportunidades e alcançaram o sucesso, porém, jamais chegariam aonde estão se não tivessem algum respaldo financeiro.

                  A escolha dos americanos para presidente da República mostra que o preconceito existe até nos dias atuais, pois foi uma eleição que jamais causaria tanto impacto se o mundo estivesse realmente amadurecido quanto
      a
      questão racial. Foi um espetáculo midiático, que transformou um candidato comum em um arauto dos novos tempos, fazendo com que parecesse mais um duelo de raças do que um embate de propostas políticas em uma nação que depois de tanto controlar o mundo começou a ter seu brilho apagado.

               Barack Obama não teve a infância que um negro pobre teria, cursou universidades prestigiadas e teve como cartão de acesso ao mundo dos brancos o fato de sua mãe e avós maternos serem desta raça. O grande mérito de Obama foi ter aproveitado as oportunidades que tinha e conseguir trilhar uma trajetória política que fizesse com que merecesse uma vaga na disputa pela Casa Branca.

             O argumento de que o preconceito está acabando porque muitos artistas negros fazem sucesso em Hollywood é um sofisma. As pessoas acreditam que o fato de eles estarem lá significa a derrubada do muro da intolerância e o fim da imagem do branco como superior. O fato é que os atores negros estão em evidência simplesmente porque existem personagens negros, e não porque são símbolos dos novos tempos.


            O preconceito racial sobrevive e somente com investimentos na área de educação e a punição para atos discriminatórios podem diminuir cada vez mais a ideologia racista predominante. Não é o sucesso de alguns negros que vai abrir o caminho para os outros, da mesma maneira que não é reservando cotas em faculdades, mas sim a melhoria do ensino público que podem diminuir a diferença entre a média da população de quaisquer raça que consiga atingir o ensino superior.(uol.com)



      Preconceito Social



           É assustador ver as proporções que o preconceito vem alcançando sem que as pessoas se dêem conta, pois está mascarado em nosso cotidiano. O pior dos preconceitos, porém, apresenta-se cruelmente e sem artifícios: a discriminação social, regida e controlada pelo dinheiro. É justamente essa forma de conceito formado por antecipação que faz a desigualdade social aumentar absurdamente.

           No mundo competitivo em que vivemos, vencerá o mais apto, o mais bem preparado. Podemos dizer, então, que alcançará os melhores resultados quem possuir um bom capital financeiro para investir em si próprio. E o restante? Há muitas pessoas competentes que, por falta de recursos e oportunidades, acabam ficando para trás, sendo anuladas. Surgem, dessa maneira, dois pólos distintos: o pólo intelectual, visto pelos membros da sociedade como os batalhadores, os estudiosos e os aplicados; e o pólo "inculto", dos desinteressados e inúteis. São estes que sofrem discriminação social por parte de nossa medíocre sociedade, que se vale da aparência para julgar seus companheiros, avaliando o grau de honestidade e capacidade pelo poder aquisitivo. Na verdade, não analisam a questão na sua íntegra, pois, se dessa forma agissem, constatariam que os incultos são os que não tiveram acesso a boas escolas, a bons cursinhos e universidades, nem a oportunidades de intercâmbio, por exemplo.

           Portanto, a sociedade, que se diz democrática, deveria dar ouvidos a essa classe social posta em isolamento, e entender os motivos pelos quais os tachados incultos se encontram nessa situação. Esse seria o primeiro passo para pôr fim ao pior dos preconceitos, o social, que só faz aumentar as diferenças entre as pessoas, ao discriminá-las com base em critérios irrelevantes como o dinheiro.

      Francine Rabuske


      TEMA: A implantação da pena de morte no Brasil seria a solução para a criminalidade?



      Pena de morte

       

              A cada nova onda de violência ou crime hediondo que choca a nação ressurgem entre os brasileiros as discussões sobre a implementação do homicídio institucionalizado, ou melhor, da pena de morte. Esta punição representa um crime contra os direitos humanos, e não traz nenhuma vantagem para os países que a utilizam, afinal, qualquer pesquisa mais bem elaborada prova que as comparações com os Estados Unidos e argumentos como benefícios econômicos, fator de intimidação, “desumanidade” dos criminosos ou até mesmo vingança são facilmente refutáveis.
               Estabelecendo um preço sobre a vida, os defensores da pena capital afirmam que custa menos ao Estado matar um suposto criminoso a mantê-lo, por exemplo, aprisionado por toda a vida. Mas os custos com processos, apelações, cárcere protegido especial (para evitar linchamentos), vigias, sacerdotes, maquinário e carrascos são três vezes maiores que o valor do aprisionamento vitalício do condenado à morte. Embora fique claro que a prisão perpétua seja mais econômica que a pena capital, há ainda uma alternativa mais humana e viável: a implantação de colônias agrícolas, onde o detento poderia custear seu próprio sustento, sem onerar os cofres públicos e os contribuintes.
              Há quem creia em que, num Estado onde a pena de morte vigora, eventuais criminosos sejam coibidos da prática de delitos hediondos. Os fatos, porém, apontam na direção contrária: quando a pena de morte é praticada os índices de criminalidade se tornam mais elevados. No Texas, estado americano que mais executa por ano, tais níveis só aumentaram desde a implementação da punição capital. Vale lembrar que na França, Austrália e em outros países desenvolvidos essas taxas diminuíram a partir da extinção da pena de morte, enquanto que o Irã se tornou mais violento após a sua implementação junto com o golpe religioso.

              Portanto, analisando racionalmente a questão da pena de morte, chega-se à conclusão de que ela é uma afronta aos direitos humanos e uma extrapolação do poder do Estado, nada mais que um verdadeiro homicídio institucionalizado que, quando implementado, é cometido por todos nós. O governo brasileiro falha com seus cidadãos, pois não assegura os seus direitos e as condições necessárias para uma vida plena e bem estabelecida. Defender a punição capital é fechar os olhos para a verdadeira solução do problema, é, nas palavras de Lázaro Curvelo Chaves: “Montar uma fábrica de desesperados e, para “solucionar”, montar uma máquina de extermínio de desesperados”.



                                                                                 Pena Capital


              A questão de tirar uma vida é discutida todos os dias, em bares, faculdade, em casa, na televisão no lugar que for, pena de morte sempre será um assunto, que como muitos, causa divergências de pensamentos. Antes de defender um ponto de vista deve-se analisar a todas as conseqüências que seu pensamento levará. Deve ou não penalizar alguém por um ato hediondo? Ou os direitos humanos devem-se fazerem presentes? Na mente de muitos, não radicalistas, estas são perguntas que ecoam.

              Como o neocolonialismo nos colocou a órbita de pensamentos dos Estados Unidos da América, muitos o citam, como um exemplo de nação o único lugar onde a pena de morte é uma saída para certos problemas da sociedade como super lotação de penitenciárias, “fazer vingança” as famílias das vítimas, ou até mesmo eliminar estes seres humanos julgados pela sociedade como marginais.

              Ao mesmo tempo podes ver números crescentes de pessoas que estão em prol aos direitos humanos, que realmente acreditam em uma saída em que a vida seja um direito de todos. É importante ressaltar que seres humanos podem cometer erros, tantos os que matam como os que cometem injustiças de mandar semelhantes inocentes à cadeira elétrica, por exemplo.

               A população e seus “superiores” dividem se para tratar de uma questão que meche com a moral, costumes e ideologias de um povo. Julgar as pessoas por seus atos é algo que os seres humanos fazê-los com freqüência, não uma exatidão para afirmar se a pena de morte é ou não uma solução, apenas que deve se respeitar às opiniões e tentar achar saídas que sejam menos radicalistas. Existem muitas formas de reabilitar um ser humano, a pena de morte talvez seja por muitos uma saída, mas não podemos afirmar se é a correta.



                                                                Pena de Morte para os assassinos de Isabela


              Com a emoção à flor da pele, a população brasileira acompanhou o drama de um punhado de pessoas envolvidas direta ou indiretamente com a morte da pequena Isabella. O clamor público exigiu justiça a qualquer preço. E nessa hora o que mais se ouve são afirmações do tipo “no Brasil só mesmo a pena de morte” ou “tem que ter pena de morte como nos Estados Unidos”. 
                       Enganam-se, entretanto, aqueles que acreditam que a pena de morte é a panaceia para todos os nossos males. Nos países onde ela vigora não se tem notícia de que os índices de criminalidade tenham diminuido, sobretudo nos Estados Unidos, para muitos o parâmetro de como se combate o crime e se pune um criminoso com eficiência. 
                      A experiência americana com a pena de morte tem mostrado seu insucesso na diminuição de ataques e crimes violentos. Nos Estados Unidos, a ocorrência de massacres e crimes com requintes de perversidade são frequentes. Em 16 de abril, comemorou-se um triste aniversário, o do massacre no campus da universidade Virginia Tech, quando um aluno sozinho, armado até os dentes, matou 32 colegas e professores, suicidando-se em seguida. É o caso de se perguntar: de que adianta a pena de morte quando armas são vendidas a qualquer um, até mesmo a alguém que já tinha tido problemas de “adaptação social”, como é o caso do coreano que fez esse estrago na universidade. Desde sua reimplantação nos EUA(1976) de lá  lá pra cá, com base no que os especialistas do direito chamam de “evolução dos padrões morais da sociedade”, a justiça de cada estado que a adotou (são 39) vem procurando caminhos para limitar sua aplicação. Os crimes de sequestro e estupro de mulher adulta, por exemplo, desde que a vítima não seja morta, estão excluídos da pena capital. Defensores da exclusão desses tipos de crimes argumentam que, com a pena de morte, os criminosos matariam suas vítimas.
                       Outro dado é que o número de condenações à morte no ano passado foi o menor em todos esses anos em que a pena máxima voltou a vigorar. A própria execução dos 3.300 ocupantes do corredor da morte está em xeque. As execuções em todo o pais estão suspensas até que se julgue se o atual método de injeção letal é constitucional. Mesmo assim o sistema jurisdicional é duro e pune com rigor pobres ou ricos, brancos ou negros. 
                       E é isso que se deve exigir do sistema jurídico-penal brasileiro, rigor nas investigações e na punição dos criminosos. A população, cansada de presenciar crimes com requintes de cueldade não confia na polícia, na justiça e no sistema carcerário, por isso ela quer justiça imediata e a qualquer preço, mesmo que seja na base do “olho por olho, dente por dente”.
              O jurista Hélio Bicudo deixou claro que “No Brasil, país habitado por milhões de pessoas marginalizadas por uma ordem social reconhecidamente injusta, a legalização da pena de morte apenas delegaria ao Estado mais poder para a opressão do povo.”Portanto, no caso brasileiro, a pena de morte irá agravar a problemática da morte em vez de, como se pretende, defender a vida.




       TEMA: O INDIVÍDUO FRENTE A ÉTICA NACIONAL(ENEM/2009)

                                                                         O indivíduo frente a ética nacional

      Quanto orgulho em sermos brasileiros. Brasil de praias, beleza e música. Música essa que deu vida a Tom Jobim, Vila Lobos e Tom Zé. Este último, por exemplo, em suas mais recentes obras, definiu algo formidável; algo que nos policia a todo instante quando tremulamos nossos lábios ávidos em criticar. Algo que se chama unimultiplicidade. Ou seja, somos, conscientemente, um pedaço do mundo, uma parte do todo.

      Já é uso comum criticar a política, a corrupção. A maldade do mundo, injustiça e fome. Sempre quando dizemos “eles são corruptos”, quase transcendemos o mundo material e nos colocamos alheios a tudo isso. ”Eles são!”, mas nunca nós. Está aí talvez o motivo do insucesso e da frustração do brasileiro como cidadão, pois “eles” são sempre os culpados e nunca nós mesmos. Cegueira de nossa parte, pois “eles” e nós somos um só povo, uma só nação, que vive a mentir a si mesmo.

      Batemos no peito com vítimas e apontamos o dedo como justos. Todavia aceitar um troco a mais do padeiro é o mesmo que colocar dólares em cuecas. Jogar papel no chão é o mesmo que derrubar a floresta Amazônica. Não há sensacionalismo nisto. Nossa ação importa menos que nossa mentalidade. Vemos com admiração [ e até certa inveja] o desenvolvimento das nações do Norte. Entretanto, ao lado do desenvolvimento como nação, está o desenvolvimento moral e ético de cada cidadão. Só assim a Democracia é consolidada de forma efetiva.

      Sentados, apáticos, anulamos o “eu”. O “eu posso”, ou o “eu devo fazer”. Nos acostumados a esperar, calados, alguma solução. Uma esperança pobre e vazia; de braços cruzados. Nosso país está parado, exausto de tanto esperar, e anseia por heróis. Heróis que cumpram seus deveres, heróis que busquem seus direitos. Que sejam éticos e justos nas atitudes simplórias. Utopia? Igualdade entre os sexos, liberdade religiosa e Democracia, outrora, também pareceram utopias ao longo de nossa história.
      Não adianta esperar “neles” O Brasil é nosso, e da mesma forma deve ser construído por nós. Desde Cabral que Brasil é Brazil? Não importa. Fazer o certo independe quem está ao nosso lado. Ser honesto é ser sozinho? Não importa novamente. Este é o protesto de cada cidadão brasileiro. Fazer o certo, o justo. Não é possível mudar o início, mas certamente será possível mudar o final.

      (http://www.fotolog.com.br/bah_baseleo/49665627)

                                                                          Indivíduo frente a ética nacional

      Diz-se do Brasil uma democracia em todos os âmbitos, democracia racial, para com os idosos, enfim, para com as diferenças. Pura ilusão! Se somos uma total democracia, por que precisamos de leis e estatutos para efetivá-la? É a partir disso que podemos perceber que o nosso país possui uma ética deveras frágil.

      A começar pelos políticos que dividem irônicas opiniões do povo. Não se sabe ao certo como definí-los, se em uma oração subordinada adjetiva restritiva ou uma adjetiva explicativa: “Os políticos que são corruptos (…)” ou “Os políticos, que são corruptos, (…)”. É raro encontrar um honesto, mas, é claro, não se pode generalizar.

      Deixemos de nos limitar aos políticos, assunto já tão clichê. Direcionemo-nos ao indivíduo em si. Diariamente deparamo-nos com pessoas ignorantes, arrogantes, preconceituosas. Onde aí está a ética? Não rara é tal indignação. Ora, a formação de valores vem de uma instituição social a outra e a primeira etapa ocorre dentro da família.

      Içami Tiba há muito já aborda esta questão em suas obras, bem como em sua nova publicação “Família em alta performance” a respeito de que é preciso envolvimento e diálogo para repassar princípios, pois o que exercemos na vida é fruto do que aprendemos e desenvolvemos no lar. Se isso não ocorre, o seio familiar continuará a formar seres desumanizados e é por isso que Lya Luft afirma: “A gente precisa ser domesticado desde o dia que nasce”.

      Passemos para uma realidade mais restrita. Macapá, cidade de uma ditadura camuflada onde não podemos dispor da liberdade de expressão para denunciar nosso meio ora banalizado, pois em cada lugar há um informante do governo a querer nos calar. E, assim, reconstrói-se a imagem feita por Chico Buarque: “A minha gente onde anda? Falando de lado e olhando pro chão”.

      A formação da ética é o espelho de nossa alma e ela nos é instruída a partir de nossa atuação nas vertentes que compõem nossa sociedade. E é ao investimento da educação que deve ser atribuído o repasse de valores e princípios para que respeitemos os direitos humanos. É o aprendizado que podemos absorver da obra “Ensaio sobre a cegueira”, de José Saramago, pois quem tem olhos para ver que veja para que não se torne cego de espírito e passe a viver de forma animalesca.(Raíssa Stèphanie-Macapá)