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Proposta Política Pedagógica




GOVERNO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL 
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO










PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO











ESCOLA ESTADUAL PADRE JOÃO TOMES 
TRÊS LAGOAS – MS 
2009












I - APRESENTAÇÃO

 

 

O Projeto Político Pedagógico da Escola Estadual Padre João Tomes, em respeito ao disposto na Constituição Brasileira e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB 9.394/96 tem como objetivo realizar uma educação básica que permita ao educando seu pleno desenvolvimento: preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho.

 Observa as orientações presentes no Estatuto da Criança e do Adolescente, nos Parâmetros Curriculares Nacionais - PCNs, DELIBERAÇÃO CEE/MS Nº. 7844/05, DELIBERAÇÃO CEE/MS Nº. 7828/05, DELIBERAÇÃO CEE/MS Nº. 6363/01, RESOLUÇÃO SED Nº. 2.055/06, DECRETO Nº. 12.500/08 e Referenciais Curriculares da Educação Básica da Rede Estadual de Ensino de MS.

Nossa crença na possibilidade de a escola contribuir com as mudanças sociais necessárias, leva-nos a buscar uma educação alicerçada em valores como: respeito à dignidade e aos direitos da pessoa humana; trabalho compromissado e participativo; valorização das contribuições individuais e  apoio à ações criativas e inovadoras, calcadas na ética e solidariedade. 

Para tanto, entendemos ser nossa missão contribuir para a formação acadêmica de cidadãos capazes de enfrentar novos desafios e se posicionar de maneira crítica, responsável e construtiva nas mais diversas situações sociais.

Assim sendo, visamos um ensino produtivo que possibilite, no processo de construção do conhecimento, o desenvolvimento pleno das potencialidades do aluno e sua inserção no ambiente social. E, nesse processo, utilizando os conteúdos curriculares da base nacional comum e os temas transversais, trabalhados de forma contextualizada.

Pretende-se, pois, uma prática educativa que construa políticas e diretrizes que fomentem na escola Estadual Padre João Tomes uma consciência do crescer sempre, na perspectiva do aprender a aprender.

 Assim o objetivo principal deste trabalho foi analisar a prática atual, para proceder às mudanças necessárias ao processo escolar, no sentido de construir elementos de aperfeiçoamento das práticas pedagógicas.

Logo, entendemos que pensar na construção do Projeto Político Pedagógico significa não apenas repensar aquilo que nos parece familiar e natural, mas também colocar questões norteadoras direcionadas ao tipo de educação e cidadania que se quer construir; na escola que temos a partir da concepção de ser humano e de sociedade que pretendemos.

 

II – INTRODUÇÃO

 

Esta proposta apresenta linhas norteadoras da ação educativa, que podem sofrer alterações e possíveis redirecionamentos, a partir da avaliação realizada ao longo do percurso. As temáticas e problemáticas discutidas na comunidade escolar estão aqui garantidas. Salienta-se a necessidade do acompanhamento e coordenação na sua implantação e concretização, visando ao aperfeiçoamento do trabalho a partir da visão global da escola em seu contexto, identificando-se o que se queira afirmar ou mudar no processo educativo que se almeja construir.

Desse modo, nosso Projeto Político Pedagógico é fruto de uma ação coletiva que demonstra anseio pela melhoria da qualidade do trabalho docente e discente, nos quais se sabe, refletem-se os demais trabalhos (gestor, técnico-pedagógico, administrativo) efetuados na unidade escolar.

 

1- Marco Situacional

 

Há na realidade brasileira, como na dos demais países, o problema da inversão de valores das sociedades “modernas”: crescente avanço das desigualdades e do contingente de excluídos. Em um modelo de contínua concentração de renda, a educação integra a socialização da miséria.

Assim, a infra-estrutura do prédio da E.E.P.J.T., inadequada e de má aparência, requer: reformas urgentes na rede física, elétrica e hidráulica; construção de uma biblioteca, sala de vídeo, laboratório de ciências; ampliação na sala de tecnologias, cobertura da quadra, além de adequações para acessibilidade, dentre outras melhorias.

Faltam equipamentos para aulas diferenciadas nas diversas disciplinas e os poucos existentes: TV, vídeo, DVD, aparelho de som ou estão obsoletos, desgastados ou seu uso é prejudicado por problemas como: tomadas, extensões e cabos danificados. Há que se ressaltar a necessidade de transportá-los para as salas de aula pela inexistência de salas ambientes. 

Os profissionais que nela atuam também são penalizados pela infra-estrutura deficiente, baixa renda familiar, falta de segurança, precariedade dos serviços públicos e difícil acesso ao lazer e cultura.  Tem a formação exigida, mas, como reflexo do quadro educacional de nosso país, esta qualificação está longe de ser a desejada, com os agravantes da falta de perspectivas na carreira e descrença em mudanças em curto prazo. 

Está situada numa região periférica da cidade e trabalha com uma comunidade afetada pelo contexto delineado: a maioria dos alunos provém do próprio bairro, filhos de pais com pouca escolaridade, empregos de mão-de-obra não qualificada e renda familiar de um a três salários mínimos; tem como meio de comunicação primordiais o rádio, televisão e celulares; utilizam-se do sistema público de saúde; muitos não mantêm relações dialógicas com os pais, cuja jornada de trabalho não permite o estreitamento dos laços familiares.

No aspecto cognitivo, muitos alunos apresentam vocabulário distante da norma padrão; dificuldades de interpretação de texto; fragilidade na sustentação de hipóteses e nas técnicas operatórias; não trazem materiais escolares; são pouco participativos, sendo comuns atitudes agressivas em relação aos colegas e aos professores. Consequentemente a evasão e a repetência fazem parte da nossa realidade, refletindo o desestímulo e descrédito na escola e na educação oferecida.

            Os problemas apontados acentuam-se pelos aspectos da má formação docente e incompreensão do que é específico na ação de educar, práticas pedagógicas ineficazes; resistência à metodologias inovadoras e diferenciadas e a pouca participação dos pais na vida escolar dos filhos. Como conseqüência, a indisciplina evidencia-se, tornando-se um problema a ser resolvido.

Pedagogicamente, a escola organizou-se para oferecer, nos três turnos: o Ensino Fundamental, Ensino Médio e EJA, conforme estabelecido na Constituição Federal, na Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional (Lei 9.394/96), determinações legais da Secretaria de Estado de Educação e no Regimento Escolar vigente. Conta, ainda, com uma Sala de Recursos para o atendimento dos alunos com defasagem de aprendizagem.

            A escola é administrada por uma direção colegiada, com a colaboração da APM para algumas ações. Possui direção e direção adjunta, secretaria, equipe pedagógica, administrativa e de serviços gerais. Porém, precisa de maior envolvimento destes membros nas decisões e ações para fortalecer uma gestão democrática e participativa.

Dessa forma, a escola, vista como mediadora de todas as diversidades apontadas, vem se estruturando para oferecer um processo educativo de maiores possibilidades e potencialização do conhecimento sistematizado para uma inserção social crítica, reflexiva e humanizadora.

 

2- Marco Teórico

 

Contrapondo-se à lógica da produção e as demandas da sociedade da informação, observando os valores almejados, a educação pretendida pela E.E.P.J.T. visa contribuir com uma sociedade mais democrática, justa, inclusiva e humana, atuando para a formação de cidadãos ativos e criativos, capazes de buscar alternativas de superação da realidade.

Logo, entende-se deva ser o espaço de apropriação, reelaboração e produção do conhecimento. Ou seja: uma escola de qualidade, aqui vista como portadora de um projeto pedagógico participativo (organizada, inovadora, aberta, dinâmica); com profissionais bem preparados (intelectual, emocional, comunicacional e eticamente); alunos preparados (intelectual emocionalmente), capazes de gerenciamento pessoal e grupal; relação interpessoal efetiva entre os sujeitos, permitindo o conhecimento, acompanhamento e orientação no processo educativo: além de uma infra-estrutura confortável, adequada e aparelhada com tecnologias acessíveis e modernas.

Sabe-se, porém, ser a construção desse projeto de escola de longo prazo. Assim, nessa caminhada, faz-se mister uma gestão que promova a participação; a valorização e o respeito dos sujeitos; incentivando a solidariedade a inovação; a criatividade; a ética, mediante uma postura de transparência, comprometimento e competência profissional.

Em sintonia com tais metas, o currículo precisa superar a compartimentalização de conteúdos fechados. Entende-se que o objeto de conhecimento não pode ser trabalhado de forma superficial e desvinculado da realidade; mas em um processo dialético que considere, a interação/mediação entre professores/alunos/objeto de conhecimento.

No fazer educativo proposto, assume-se a concepção de ensino produtivo em que os sujeitos não se limitem à mera reprodução do conhecimento sistematizado. Pelo contrário, sejam capazes de relacioná-los com os conhecimentos e necessidades práticas, produzindo novos conhecimentos e capacidades.

Isto porque na sociedade do conhecimento, é inaceitável a consagração de informações obtidas como verdades absolutas. Assim, em relação à aprendizagem, adota-se a perspectiva do “aprender a aprender”: trabalho com competências gerais em uma aprendizagem contínua. Há que se dar ênfase, pois, a práticas pedagógicas produtivas; que viabilizem o desenvolvimento de habilidades e competências necessárias para interação/correlações/realização de objetivos não só escolares, mas existenciais.

Coerentemente com esse processo de ensino, a concepção de avaliação assumida é: contínua ou processual; democrática, partilhada por todos os sujeitos; diagnóstica, para identificação das intervenções pedagógicas necessárias; formativa, fundamentada em aprendizagens significativas e úteis; reguladora de aprendizagens, para a promoção de avanços ou retroalimentação.

A educação básica objetiva oferecer ações pedagógicas que permitam o acesso aos conhecimentos científicos e uma formação geral e indispensável para o exercício da cidadania, progresso no trabalho e em estudos posteriores. E a E.E.J.T. tem por finalidade possibilitar aos alunos a aquisição dos conhecimentos da ciência e da tecnologia; desenvolver habilidades para operá-los, revê-los, transformá-los e redirecioná-los em atitudes sociais - cooperação, solidariedade, ética -, tendo sempre como horizonte os avanços da civilização a serviço da humanização da sociedade.

Reiteramos que a rápida mudança do mundo trouxe consigo novos desafios educacionais para se atingir a qualidade necessária a esse novo contexto. Assim, a escola precisa repensar o seu tempo, o seu espaço e suas práticas metodológicas para permitir que todos aprendam o que necessitam aprender no momento oportuno para atender não só às demandas econômicas da vida social; mas, visando ao desafio maior que é a construção de uma educação que integre todas as dimensões do ser humano.

 

3- Marco Operacional

Tendo em vista a enorme distância entre realidade apresentada e o ideal de educação assumido, verifica-se que a escola há que se modernizar para acompanhar a evolução tecnológica e informacional, pois há muito deixou de ser um espaço atrativo. No entorno social, a evolução técnica deu-se passos largos, enquanto a escola ainda continua no quadro, giz, apagador e mimeografo a álcool. A Sala de Tecnologias criada para aproximação com tais avanços, trabalha com muitas restrições: micros e espaço insuficiente; resistência a sua utilização de muitos dos membros de sua equipe. Verifica-se, pois, a necessidade de ambientes específicos e adequados às práticas pedagógicas, bem como de mudança de postura de muitos dos seus profissionais.

Assim, a formação continuada faz-se necessária para atualização profissional e aprimoramento da ação pedagógica e práticas educativas. E, diante dos constantes atos de vandalismo e tentativas de roubo, precisa-se urgentemente de agentes patrimoniais que zelem pela conservação dos poucos recursos que possui.

É importante também que a unidade escolar, com o apoio da SED, canalize esforços para a construção de uma quadra coberta; salas para: biblioteca; de recursos, com jogos e materiais pedagógicos; projeções de filmes, Educação Física; laboratório de Ciências, direção; cozinha em local adequado, reformas dos banheiros de alunos e funcionários; ampliação da sala de tecnologias, adequações para acessibilidade, além de aquisição de uma antena parabólica e uma televisão de 50 polegadas.

Urge, ainda, observar as questões sociais e valores democráticos, não só do ponto de vista da seleção e tratamento dos conteúdos, como também da própria organização escolar, norteando-se pelos quatro pilares da educação: 1. Aprender a conhecer – acesso ao conhecimento científico para a compreensão da realidade, despertar a curiosidade intelectual e o senso crítico; 2. Aprender a fazer - utilização do conhecimento científico para o desenvolvimento de competências e habilidades; 3. Aprender a viver juntos – despertar nas relações interpessoais o respeito pelas diferenças com finalidade; 4. Aprender a ser: contribuir na construção do ser humano capaz de discernir, ter sentimentos, livre em pensamentos, donos do seu próprio destino.

Assim para operacionalização do PPP, além das melhorias na infra-estrutura e carga horária remunerada para estudo e planejamento, faz-se necessário que a equipe gestora, técnica, docente e administrativa desenvolva posturas: dialógicas, críticas, criativas, competentes, conscientes, honestas, autônomas e responsáveis, a partir da ética planetária ora exigida; entendendo o processo educativo como uma possibilidade de construção coletiva.

Há que se ressaltar que mesmo diante das limitações e necessidades apontadas, a escola vem caminhando na tentativa de desenvolver suas atividades de acordo com as proposições dos PCNs, Referenciais Curriculares  e orientações emanadas da SED/MS.

3.1- Cronograma de Execução do PPP

 

Execução do Projeto Político Pedagógico

Ações

Período

Responsáveis

Constituição da Comissão de revisão do PPP.

04//02/09

Direção

Formação dos grupos de trabalho para discussão e reelaboração do PPP.

05/02/09

Direção adjunta

Socialização dos trabalhos dos grupos.

06/02/09

Comissão/PPP

Revisão do projeto pela Comissão.

09/02 a 23/04/09

Comissão/PPP

Divulgação do PPP para comunidade escolar.

Após aprovação

Comissão/PPP

Acompanhamento da execução do PPP.

Maio a dezembro/09

Direção adjunta

Sensibilização da comunidade escolar para conclusão do PDE.

10/02/09

Comissão/PPP

Formação dos grupos de trabalho para elaboração do plano de ação do PDE.

11/02/09

Comissão/PPP

Finalização da elaboração do PDE pela comissão.

12/02 a 20/03/09

Comissão/PPP

Divulgação do PDE para comunidade escolar.

Após aprovação

Comissão/PPP

Acompanhamento da execução das ações propostas no PDE.

Após aprovação

Comissão/PPP

Acompanhamento da adequação das ações educativas e a relação conteúdos, habilidades e competências, de acordo com a organização curricular.

 

Maio a dezembro/09

 

Coordenação Pedagógica

Elaboração de cronograma de palestras educativas em parceria com diversos órgãos.

 

Maio/09

 

Coordenação Pedagógica

Elaboração de cronograma de atividades culturais em datas significativas para a cultura brasileira e regional.

 

Maio/09

Coordenação Pedagógica

Organização de cronogramas de jogos e gincanas.

Maio/09

Coordenação Pedagógica

Participação nos JETS - Jogos Estudantis Três-lagoenses e jogos das Escolas Estaduais.

Período dos jogos

Coordenação Pedagógica

Elaboração de cronograma para sessões de estudo sobre avaliação.

Maio/09

Coordenação Pedagógica

Monitoramento da organização do espaço físico, equipamentos e materiais pedagógicos para melhor utilização.

Maio a dezembro/09

Direção adjunta

Elaboração de cronograma para aplicação das estratégias de articulação do Ensino Fundamental e Ensino Médio.

 

Maio/09

 

Coordenação Pedagógica

Elaboração de cronograma para a realização de ações educativas com a participação da família e comunidade.

Maio/09

Direção e direção adjunta

Acompanhamento do desenvolvimento dos projetos.

Maio/09

Coordenação Pedagógica

Elaboração de cronograma para capacitações para professores e demais membros da equipe escolar.

Maio/09

Coordenação Pedagógica

Elaboração de instrumentos para avaliação e acompanhamento do processo educativo, avaliação institucional e PPP.

 

Maio/09

Coordenação Pedagógica e Coordenação Pedagógica

 

 

III - DESENVOLVIMENTO

1. Objetivos

 

1.1- Ensino Fundamental 1° ao 9° Ano:

1. 2- Objetivo Geral:

- Propiciar meios que favoreçam ao aluno a participação social e política no exercício de direitos e deveres de forma cooperativa e solidária, através do respeito mútuo utilizando-se do diálogo como forma de mediar conflitos e de tomar decisões individuais e coletivas.

 

1.3-Objetivos Específicos:

- Expressar-se adequadamente em situações de interação oral;

- Utilizar na vida prática informações adquiridas na jornada escolar;

- Resolver problemas e construir atitudes adequadas em relação às metas que queira atingir nas diversas situações da vida;

- desenvolver capacidades estéticas e físicas que possibilitam expressar emoções nas produções e adequada utilização do corpo em diferentes situações;

- Possibilitar ao educando formas de interagir na realidade próxima construindo significados capazes de elevar a qualidade de vida no meio ao qual esteja inserido.

 

1. 4-Ensino Médio:

1.4.1 Objetivo Geral:

- Consolidar e aprofundar os conhecimentos adquiridos, favorecendo ao educando o prosseguimento de estudos, oportunizando a preparação básica para o trabalho e cidadania, dotando-o de instrumentos que lhe permitam continuar aprendendo.

 

1.4.2-Objetivos específicos:

- Possibilitar ao educando meios para a utilização de diferentes linguagens em diferentes situações ou contextos com competência de desempenho.

- Promover formas para o educando entender e significar o mundo de modo organizado e racional, favorecendo a aplicação do conhecimento nas diversas situações da vida pessoal, social, política, econômica e cultural;

- Propiciar meios para o desenvolvimento e compreensão do significado da identidade, da sociedade e da cultura, favorecendo ao educando contextualizar e aplicar conhecimentos e capacidades adquiridas;

- Entender a importância das tecnologias contemporâneas de comunicação e informação para planejamento, organização e fortalecimento do trabalho em equipe.

 

1.5 - Educação de Jovens e Adultos:

 

1.5.1- Objetivo Geral:

- Oportunizar aos jovens e adultos a escolarização e/ou a complementação dos estudos, nas etapas do Ensino Fundamental e do Ensino Médio.

 

1.5.2 – Objetivos Específicos:

- Promover a formação do cidadão, considerando os eixos-formadores de Ensino Fundamental e do Ensino Médio: científico-cultural, político-econômico e tecnológico.

- Propiciar uma educação de jovens e adultos com metodologia específica.

- Garantir aos jovens e adultos a elevação da escolaridade e condições para a continuidade dos estudos.

- Oferecer e viabilizar o Curso de Educação de Jovens e Adultos, em conformidade com a Deliberação do CEE/MS nº.6220/01.

 

2. Organização e Funcionamento das Etapas Oferecidas:

 

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional Nº. 9394/96, determina o cumprimento de no mínimo 800 horas, distribuídas por um mínimo de 200 dias letivos de efetivo trabalho escolar. A hora aula operacionalizada na Unidade Escolar será de 50 minutos, para o Ensino Convencional. O período da matrícula será estabelecido em calendário escolar próprio, elaborado pela Unidade Escolar.

Os cursos de Educação de Jovens e Adultos, nas etapas do Ensino Fundamental e Médio sob a forma de Projetos se estruturam atualmente de acordo com a Deliberação CEE/MS Nº.7923 DO. Nº. 6633 de 08/12/2005, que prevê uma carga horária de 540 horas por fase e duração da h/a de 45 minutos. Freqüência de 60% e matricula em qualquer época de operacionalização da fase, respeitando a idade mínima de 14 anos para a etapa do Ensino Fundamental e de 17 anos para a etapa do Ensino Médio.

A correspondência idade/série, com no mínimo de 09 (nove) anos no Ensino Fundamental Convencional deverá atender o seguinte parâmetro:

- 06 anos – 1º ano

- 07 anos - 2ºano

- 08 anos – 3º ano

- 09 anos – 4º ano

- 10 anos – 5º ano

- 11 anos – 6º ano

- 12 anos – 7º ano

- 13 anos – 8º ano

- 14 anos – 9º ano

A correspondência idade/série, com no mínimo de 03 (três) anos no Ensino Médio Convencional, deverá atender ao seguinte parâmetro:

- 14 a 15 anos – 1º ano

- 15 a 16 anos - 2º ano

- 16 a 17 anos - 3º ano

A classificação, procedimento que a Unidade Escolar adotará para posicionar o educando em uma das fases do Ensino Fundamental ou do Ensino Médio, dependerá de aprovação nas avaliações realizadas, exigindo-se nota igual ou superior a 6,0 (seis) nos componentes curriculares ou disciplinas, objetos da avaliação.

A classificação por avaliação deverá ser requerida e suprirá para todos os efeitos escolares, a inexistência de documentos da vida escolar regressa.

Atualmente a Unidade Escolar oferece atendimento nos turnos:

·         Matutino: Ensino Fundamental 5º ao 9º Ano e Ensino Médio 1ª a 3ª Série;

·         Vespertino: Ensino Fundamental 1º ao 9º Ano;

·         Noturno: EJA Ensino Fundamental 1ª a 4ª Fase, EJA Ensino Médio 1ª e 2ª Fase e Ensino Médio Convencional 1ª a 3ª Série.

O Serviço de Secretaria da Escola oferece atendimento à Comunidade Escolar do período Matutino ao período Noturno, sem interrupções.

 

3. Organização Curricular que Representa a Associação entre Conteúdos, Competências e Habilidades.

 

A construção do currículo deve expressar a que visa no processo pedagógico em relação à formação do educando.

É necessário, portanto, que o currículo não seja concebido como algo pronto, acabado, mas como uma construção social de práticas educativas humanas. Portanto, pode ser aqui entendido como conjunto de decisões sobre as práticas educativas da Escola, ou ainda, como sua organização. Nessa ótica, não é possível conceber os sujeitos como meros executores de práticas alienadas e sim assumir o combate à tradição centralizadora do controle decisório sobre o currículo.

Frente aos desafios que se apresentam e baseando-se na LDB 9493/96 e nos Parâmetros Curriculares Nacionais da Educação, a Escola Estadual Padre João Tomes propõe um novo enfoque aos conteúdos, que deverão ser organizados e trabalhados de maneira significativa numa linha metodológica, dinâmica, articulada e coerente com a clientela e contexto escolar.

Nessa proposta, o Currículo assume papel relevante, se direcionado a se liberar de neutralidade, evidenciando a qualidade na construção do saber.

Nesse pressuposto, o currículo construído pela Unidade Escolar será tratado com práticas inovadoras alijadas de autoritarismo e possibilitadora de uma maior integração escola-comunidade, favorecendo a elaboração de Projetos de Ensino que minimizem a evasão escolar e a reprovação.

O conjunto das proposições apresentadas por esta Proposta responde à necessidade de referenciais a partir das quais o Sistema Escolar se organiza, com a intenção de proporcionar a construção da cidadania, em busca de crescente igualdade de direitos entre os cidadãos. E assim buscar a oportunidade de acesso à Educação de qualidade com base nos princípios da democracia.

A Escola de qualidade, hoje exigida, tem de promover a prática educativa que prime pelos interesses e as motivações dos alunos para promover um Ensino e aprendizagem significativa, dentro de uma perspectiva de formação de alunos criativos e participativos.

Assim, a organização curricular reflete conjunto de idéias e valores que norteiam o trabalho docente, os quais influenciam as relações na sala de aula. Desta forma, o currículo deve ser organizado a partir das reflexões e definições constantes na Proposta Pedagógica da Escola.

Devem-se considerar alguns aspectos na organização curricular, tais como: o currículo não é instrumento neutro, passa a ideologia que a classe dominante utiliza para a manutenção de privilégios; não deve ser separado do contexto social, no qual o educando está inserido; e, finalmente, o conhecimento sistematizado deve ser integrado, com o objetivo de diminuir o isolamento que ocorre entre os componentes curriculares.

Do currículo:

É importante conceber o currículo como algo que não se restringe as paredes escolares, mas como um constitutivo dos atos humanos, envolvendo passado, presente e a perspectiva do futuro.

Por isso, o currículo é uma construção social do conhecimento, onde se efetiva a produção, transmissão e a assimilação do conhecimento historicamente produzido.

Entretanto, nesse momento detemo-nos na organização curricular proposta pela Lei nº.9394/96, normalizada através da RES/ CNE/CEB nº. 03/98, onde obrigatoriamente, teremos uma base Nacional Comum e uma Parte diversificada, para o ensino fundamental e o ensino médio.

Na Parte Diversificada, será oferecida uma língua estrangeira, que deverá incidir sobre o inglês ou espanhol, respaldadas nas reais necessidades e expectativas dos educandos, bem como na disponibilidade do profissional habilitado.

O curso de educação de jovens e adultos, nas etapas do ensino fundamental e do ensino médio, será constituído de uma especialidade curricular, que considere as características próprias dos jovens e adultos, assim como, seus interesses, suas condições de vida, de trabalho e suas motivações para acessar o conhecimento sistematizado e ressignificar o conhecimento já adquirido.

O curso de educação de jovens e adultos, nas etapas do ensino fundamental e médio, será ofertado sob a forma presencial e dividir-se-á em fases, conforme descrição abaixo:

I- 4 (quatro) fases no ensino Fundamental

II- 2 (duas) fases no Ensino Médio.

A duração de cada fase será de 540 horas, que corresponderão a 720 hora-aula de 45 minutos, perfazendo um total de 2160 horas no Ensino Fundamental e 1080 horas no Ensino Médio.

 

4 - Organizaçao Curricular:

 

As organizações curriculares serão constituídas pela base nacional comum, prevista na lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, obedecendo, inclusive, as diretrizes gerais expressas pelo Conselho Nacional e Estadual de Educação e Secretaria Estadual de Educação, acrescido de outros componentes curriculares ou disciplinas que constituirão a parte diversificada, sendo todos eles expressos nas Matrizes Curriculares, anexos desta.

O ensino Fundamental será oferecido em séries anuais, com duração de 09 (nove) anos. 200 (duzentos) dias letivos e carga horária de 800 (oitocentas) horas anuais.

O Currículo da etapa do Ensino Fundamental a ser desenvolvido nesta Unidade Escolar será constituído pelos Componentes Curriculares de: Língua Portuguesa, Matemática, Ciências, História, Geografia, Artes, Educação religiosa, Educação Física, que compõem a Base Nacional Comum e pela Língua Estrangeira moderna – Inglês que compõe a Parte Diversificada. Será integrado ainda, por conteúdos dos temas transversais: Saúde, Sexualidade, Vida Familiar e Social, Meio Ambiente, Trabalho, Ciências e Tecnologia, Cultura e as Linguagens.

O Ensino Médio será oferecido em séries anuais, com duração de 03 (três) anos. 200 (duzentos) dias letivos e carga horária de 800 (oitocentas) horas anuais. O número de dias letivos no Ensino Médio, bem como no Ensino Fundamental será definido e organizado no Calendário Escolar, elaborado anualmente.

O Currículo do Ensino Médio a ser desenvolvido nesta Unidade Escolar será constituído pelas Disciplinas: Língua Portuguesa, Literatura, Artes, Educação Física, Matemática, Física, Química, Biologia, Historia, Geografia, que compõem a Base Nacional Comum e pela Língua Estrangeira Moderna – Inglês e ou Língua Estrangeira Moderna – Espanhol, na Parte Diversificada.

Será integrado, ainda, por conteúdos dos temas transversais, Saúde, Sexualidade, Vida Familiar e Social, Meio Ambiente, Trabalho, Ciências e Tecnologia, Cultura e as Linguagens.

O Currículo da Educação de Jovens e Adultos terá também obrigatoriamente, uma Base Nacional Comum e uma Parte Diversificada para o Ensino Fundamental e Médio. Sendo constituído no Ensino Fundamental na Base Nacional Comum, pelas Disciplinas: Língua Portuguesa, Matemática, Ciências, História, Geografia, Educação Artística, Educação Física e na Parte Diversificada: Língua Estrangeira Moderna - Inglês. O Ensino Médio será constituído na Base Nacional Comum pelas Disciplinas: Língua Portuguesa, Artes, Educação Física, História, Geografia, Matemática, Física, Química, Biologia e na Parte Diversificada pela Língua Estrangeira Moderna - Inglês.

 


5 – Seleção de Atividades Educacionais que roporcionem Experiências Adequadas às Condições do Desenvolvimento Fisico, Mental, Afetivo E Social do Educando.

 

A diversidade de experiências e informações existentes em um grupo de pessoas é extremamente grande, assim a busca por uma referência adequada no processo de ensinar deve ser constante. Nesse contexto, a escola é o local onde a prática educativa deve ser aprimorada com novo enfoque no processo de aquisição do conhecimento, que é um resultado de um processo complexo de modificação, reorganização e construção de significados. Assim, no sentido de propiciar experiências que favoreçam envolvimento e participação na unidade entre aprendizagem e ensino da Comunidade Escolar, a Escola propõe:

·Realização de palestras educativas (Parceria com a Universidade, Secretaria Municipal de Saúde e Polícia Militar);

·Realização de atividades culturais nas datas comemorativas (Festa Junina, Folclore, Primavera, Dia da Consciência Negra);

·Organização de jogos e gincanas (jogos inter-classes);

·Participação nos JETS (Jogos Estudantis Três-lagoense).

·Participação nos jogos das Escolas Estaduais.

 

6- Diversidade:

6.1-  Educação Especial / Educação Inclusiva:

 

A Educação especial é uma modalidade da Educação que complementa todas as etapas de Ensino, sendo necessário a disponibilidade de serviços de apoio especializado, recursos educacionais adequados, práticas diferenciadas e dinâmicas, que dê suporte e atenda ao educando na sua necessidade particular, favorecendo o seu desenvolvimento integral.

São considerados alunos com necessidades educacionais especiais aqueles que apresentam diferenças físicas, intelectuais, sensoriais ou dificuldades de aprendizagem, inclui tanto crianças em desvantagem como as chamadas superdotadas.

Nesse contexto, a educação das pessoas com necessidades educacionais especiais pressupõe reflexão sobre a Educação para todos. A LDB 9.394/96 em seu capítulo V coloca que a educação dessas pessoas, deve se dar de preferência na rede convencional de ensino. Assim, entendendo a necessidade da Educação Inclusiva, é importante que sejam disponibilizados a esses educandos atenção diferenciada, estratégias e práticas que viabilizem o seu maior desenvolvimento. Disponibilizando ainda Salas de Recursos e suporte pedagógico com acompanhamento e supervisão de técnicos da NUESP, garantindo também o número adequado por turma, respeitada a Legislação vigente, de forma a promover a aprendizagem e o desenvolvimento pessoal de todos. Nesse contexto, evitar que a diferença torne-se motivo de exclusão ou evasão escolar.

6.2 – Diversidade Étnico-Racial/Cultural.

 

A nação brasileira possui uma grande e rica diversidade cultural, recebeu influência de várias etnias, entre elas tem papel de destaque a cultura Africana e cultura indígena.

O continente africano caracteriza-se por uma rica diversidade cultural, e a História desse continente está intimamente ligada à História do Brasil. Os africanos trazidos para nosso país como escravos, enriqueceram a cultura brasileira com seus costumes, rituais religiosos, culinária, danças e muito mais. Somente no século XIX, com o movimento abolicionista, os negros ganharam a liberdade com a assinatura da Lei Áurea (1888). Contudo, temos muito para conhecer da cultura e de líderes negros como Zumbi, que lutou por um ideal digno de uma vida melhor para seu povo.

A história da educação escolar indígena no Brasil revela que, de um modo geral, a escola sempre teve por objetivo integrar as populações indígenas à sociedade dominante. No entanto, é importante refletirmos sobre a maneira como enxergamos os povos indígenas e sobre como nossa escola os tem mostrado, faz-se necessário que os educadores estejam comprometidos com o desafio de superar todas as formas de racismo, preconceitos e discriminação já enraizados no espaço escolar e na sociedade.

Entendendo a educação como possibilidade de transformação e de acordo com disposto na Lei Nº. 10.639/03, a escola propõe ações voltadas para o enriquecimento cultural, dando atenção especial às diversidades sociais, culturais e pessoais, através de projetos pedagógicos interdisciplinares, que promovam a integração de todos a partir da conscientização e aceitação das diferenças individuais e conceituais, tendo como mecanismos atividades ligadas ao artesanato, religião, gastronomia, dança, música, resgate da história de antepassados. Sem com isso, supervalorizar uma cultura em detrimento de outra.

 

7 – Processo de Avaliação do Desenvolvimento Integral do Educando.

 

Avaliar é uma característica própria do ser humano. No entanto quando falamos de Avaliação da Aprendizagem, estamos falando de um conjunto de fases, ou seja, de um processo que permite uma tomada de decisão sobre o trabalho pedagógico que vem sendo desenvolvido, e o conseqüente progresso ou não do aluno.

A Avaliação para ser coerente com o processo de ensinar deve conduzir às mesmas vertentes conduzidas no bojo da fundamentação teórico-metodológica escolhida, tendo em vista a dimensão politico-metodológica pretendida pela Unidade Escolar. Assim, é importante saber o que se vai avaliar, para ocorrer avanços ou possíveis redirecionamentos. Deste modo, faz se necessário apresentar algumas características, que devem compor o processo avaliativo:

 

Ser Contínua: O processo avaliativo deve ocorrer no dia a dia e não de forma pontual, ou seja, num único momento. Sendo caracterizada pelo acompanhamento e orientação dos alunos com vistas à ação/ reflexão/ ação.

 

Ser Democrática: os critérios avaliativos devem ser claros e informados aos educandos, bem como os instrumentos a serem utilizados e ações a serem desenvolvidas após os resultados obtidos.

 

Ser Diagnóstica: De acordo com a avaliação diagnóstica, o professor precisa localizar num determinado momento, em que etapa do processo de construção do conhecimento encontra-se o estudante e, em seguida, identificar as intervenções pedagógicas que são necessárias para estimular o seu progresso. Esse diagnóstico, onde se avalia a qualidade do erro ou do acerto, permite que o professor possa adequar suas estratégias de ensino às necessidades de cada aluno e quais práticas pedagógicas deverão ser redimensionadas.

 

Ser Formativa: A avaliação formativa fundamenta-se nos processos de aprendizagem, em seus aspectos cognitivos, afetivos e relacionais; fundamenta-se em aprendizagens significativas e funcionais que se aplicam em diversos contextos e se atualizam o quanto for preciso para que se continue a aprender. Neste enfoque deve se avaliar o que se ensina, se a avaliação contribuir para o desenvolvimento das capacidades dos alunos, pode-se dizer que ela se converte em uma ferramenta pedagógica, em um elemento que melhora aprendizagem do aluno e a qualidade do ensino.

 

Ser Reguladora de Aprendizagens: Deverá proporcionar ações conjuntas entre professor e aluno de responsabilidades no que se refere às aprendizagens, uma vez que docentes e educandos são agentes desse processo.

Sendo a Avaliação um processo abrangente, deve possibilitar ao educador constantes indagações sobre sua proposta de ensino, favorecendo ao educador e educando um clima de reciprocidade capaz de promover avanços ou retroalimentação do conhecimento.

Instrumentos a serem utilizados na prática avaliativa:

·                     Provas objetivas e subjetivas;

·                     Seminários

·                     Trabalho de pesquisa (internet, livros, revistas...);

·                     Dissertações, produções de textos;

·                     Trabalhos individuais e em grupos;

·                     Vídeos;

·                     Observações;

·                     Entrevistas;

·                     Exposições orais.

·                     Auto-Avaliação.

 

O resultado da avaliação será expresso através de notas, numa escala de 0,0 (zero) a 10,0 (dez). Os resultados das avaliações serão comunicados aos pais ou responsáveis, ou ao próprio aluno, através de mecanismos disponíveis na Unidade Escolar.

É importante considerar que ao elaborar um instrumento de avaliação o educador possibilite ao educando, mecanismos onde o mesmo possa expressar suas competências através de recursos e habilidades das quais tenha domínio. Nesse contexto, a Avaliação do Rendimento Escolar deverá ser cumulativa, isto é, a mesma deverá contemplar conteúdos do bimestre em andamento e de bimestres anteriores, privilegiando o domínio de pré-requisitos e conseqüentes avanços na jornada pedagógica. No que se refere aos instrumentos avaliativos, o docente deverá apresentar ao término de cada bimestre no mínimo, três atividades avaliativas, observando que, além de ser avaliado no grupo o educando seja também avaliado individualmente. Lembrando sempre que a Avaliação é um processo natural, que nos permite ter consciência do que fazemos da qualidade do que fazemos e das conseqüências que acarretam nossas ações.

 

8 – Formas de Agrupamento e Número de Educandos Atendidos:

 

De acordo com a Resolução /Sed nº. 2.146, de 16/01/2008 a escola atende um número mínimo de 25 alunos por turma observando a capacidade física da sala, respeitando a dimensão de 1.30m.²por aluno. No caso de alunos com necessidades educacionais especiais será respeitado o número mínimo de 20 alunos por turma, desde que detentores de parecer técnico da NUESP. É possível a inclusão de até três alunos por turma, desde que com a mesma necessidade educacional especial.

Ensalamento:

Ensino Fundamental

Ano

Mínimo

Máximo

 

Ano

Mínimo

Máximo

25

28

25

40

25

30

25

40

25

32

25

40

25

32

25

40

25

32

 

6

25

32

25

32

25

32

25

32

 

Atualmente a escola atende em média 1.300 alunos distribuídos nos períodos matutino, vespertino, noturno.

 

9 – Organização e Utilização do Espaço Físico, Equipamentos e Materiais Pedagógicos.

 

A escola que temos não atende adequadamente a clientela escolar, possui um grande espaço físico ocioso e o prédio necessita de alguns reparos, em regime de urgência na rede hidráulica e elétrica. A segurança do prédio também é precária. Existe ainda, carência de material didático-pedagógico adequado.

Os profissionais, aqui lotados, reclamam da falta de tempo para trocas de idéias e confraternização. Assim, numa ação conjunta da Escola, Secretaria de Estado de Educação e Comunidade em geral, iremos canalizar esforços no sentido de equipar a escola.

 

Pretendemos para tanto.

 Instalações Físicas (Conforme diagnóstico)

. Melhoria nas Instalações Elétricas;

. Melhoria da quadra de esportes (quadra de esportes coberta);

. Troca dos sanitários dos alunos para outro local;

. Montagem de um laboratório de Ciências;

. Construção para uma sala específica para Educação Física;

. Construção de uma sala para biblioteca;

. Construção de mais salas de aula;

. Construção de um bicicletário;

. Construção de um poço artesiano;

. Construção de salas ambientes;

.  Melhorar a iluminação ao redor da escola;

. Construção de uma cantina;

 

Equipamentos e Materiais pedagógicos: (Conforme diagnóstico)

. Aquisição de mais ventiladores;

. Mais livros para biblioteca;

. Aquisição de mais bebedouros;

. Aquisição de mangueiras, luvas, botas, rodos, panos, etc.;

. Materiais para Educação Física;

. Aquisição de armários para a sala de aula;

. Aquisição de materiais atualizados para professor, didático e paradidáticos;

. Aquisição de carteiras novas;

. Aquisição de utensílios para cozinha;

. Materiais escolares para alunos carentes;

. Aquisição de um Projetor de Mídias – Data Show;

 

10 – Processo de Articulação do Ensino Fundamental com o Ensino Médio:

 

É indispensável considerar a necessidade da articulação entre os saberes e objetivos, das etapas de ensino oferecidas pela Unidade Escolar. Assim pretende-se um processo, onde a organização do conhecimento e metodologia seja organizada em estreita relação entre Educação Básica e Ensino Médio, através de:

·                     Reuniões com o Corpo Docente, técnico, Pedagógico e Direção;

·                     Planejamento de ações educativas, propiciando momentos para estudos e reflexões da prática pedagógica;

·                     Oficinas e mini-cursos, organizados com recursos humanos da própria Unidade Escolar e ou Universidade, para sanar situações corriqueiras e imediatas;

·                     Planejamento de metas a serem atingidas por cada etapa de Ensino;

·                     Ação conjunta do Corpo Docente e Pedagógico para trocas de informações;

Neste enfoque pretende-se um processo de conhecimento que se desenvolva de forma crescente em complexidade, dinâmico, articulado e coerente com a clientela e contexto escolar.

11 – Ações Educativas a Serem Realizadas com a Particição da Família e da Comunidade.

 

É muito importante e necessário o envolvimento da comunidade em geral com as atividades escolares. Para tanto, a escola pretende promover:

·                     Atividades de intercâmbio escola / comunidade (apresentações culturais);

·                     Realização de palestras educativas;

·                     Reuniões bimestrais com os pais;

·                     Realização de festas ou quermesses juntamente com a A.P.M.;

·                     Organização de jogos e gincanas competitivas;

 

12 – Desenvolvimento de Projetos.

01  Educação para o trânsito;

02  DST/Aids;

03  Reciclagem de lixo e Meio Ambiente;

04  Combate ao tabagismo;

05  Jogos Estaduais e Municipais;

06  Feira Petrobrás;

07  Festa Junina Cultural;

08 Folclore;

09 Dia da Consciência Negra.

10 Projeto de Esporte Educacional nas Escolas Estaduais de Mato Grosso do Sul (COCESP/SED)

13 – Perfil do Corpo Docente e do Técnico Administrativo

 

A unidade escolar conta com docentes efetivos, alguns com aulas complementares e convocadas, tendo o percentual maior de professores efetivos e que possuem uma vasta experiência no magistério.

Quanto ao segmento técnico administrativo a escola conta com servidores efetivos e que possuem o 1º grau completo. Todos os funcionários, docentes e administrativos são habilitados para as funções que exercem. Atualmente estão participando do Curso Pró-Funcionário.

Observamos que ambos os segmentos contam com funcionários capazes, contudo é importante haver um redirecionamento de ações, no sentido de favorecer o bom relacionamento entre todos, promovendo a harmonia, uma perspectiva de favorecer um ambiente catalisador de amor, segurança e criatividade, fortalecidos na força educativa do gerenciador escolar. O bom relacionamento deve ser assumido por nós. É um exercício político e emocional. Para isto, busca-se uma proposta de trabalho coletiva, respeitando a definição de papéis.

Finalizando, observamos que a escola precisa funcionar bem, sendo necessária a união de esforços que leva a diferença de papéis, visando a construção de uma escola democrática, autônoma e eficiente.

14 – Formas de Capacitação e Qualificação do Corpo Docente e do Técnico Administrativo.

 

Baseados na LDB, título VI, nos artigos 61 e 67 que assegura aos profissionais da educação do direito ao aperfeiçoamento profissional continuado, a Escola Estadual Padre João Tomes propõe:

Viabilizar cursos de acordo com solicitações e área de atuação dos recursos humanos desta Unidade Escolar; para:

Promover melhorias na ação educativa;

Melhorar o atendimento ao público.

Cronograma de Capacitação:

 

TEMA

 

PRAZO

. Indisciplina (agressividade, apatia)

. A construção de disciplina

 

Curto

A nova Ortografia

Curto

. Gramática e leitura – Como e por que ensinar?

Curto

. Leitura e produção de texto

Médio

. Gramática normativa frente às novas tendências educacionais

Médio

. Como trabalhar pesquisa nas séries iniciais

Curto

. Drogas

Curto

. Química Inorgânica

. Física

Curto

. Avaliação de aprendizagem

Médio

. Operações com números inteiros (mat.)

Curto

. Operações com números racionais (mat)

Curto

.Operações com polinômios (mat.)

Curto

. Relacionamento Humano

Curto

. Primeiros Socorros

Curto

 

. Auto-estima

Curto

. Trânsito

Curto

. Higiene e Saúde

Curto

. DST/Aids

Curto

 

 


15 – Formas de Acompanhamento e Avaliação Educativa e Institucional

 

Estamos vivenciando um período de grandes transformações e evolução acelerada e neste cenário de contradições, a escola precisa atuar num cenário que coloca novos desafios para nós educadores. Que tipo de educação necessita as pessoas para viver neste mundo diverso, dos próximos vinte anos? Certamente a sociedade necessitará de uma educação multicultural capaz de encontrar caminhos para seu próprio desenvolvimento.

Neste contexto, a escola deverá constantemente pensar e repensar o seu papel, a sua prática. É necessário que haja um redirecionamento da ação que responda constantemente as questões: Que escola temos? Que escola queremos? São necessários mudanças? Quais mudanças? E que direção tomar? A escola não deve ser um sanatório de interesses individuais ou corporativos, mas uma ação integrada de todos os componentes da comunidade escolar.

Nesta perspectiva, esta unidade escolar obedecerá as formas de avaliações e acompanhamentos previstos na legislação em vigor, e Deliberação CEE/MS nº. 6363 de 19/10/2001.

I – Avaliação interna ou auto avaliação;

II – Avaliação externa;

 

Após resultado da avaliação propriamente dita, é necessário divulgação do resultado para a comunidade escolar.

 

 


IV - CONSIDERAÇÕES FINAIS:

 

A Escola é um lugar de produção de saber por excelência e, é no fazer pedagógico fortalecido através da participação coletiva dos envolvidos no processo educativo, que os obstáculos encontrados serão minimizados e conquistas serão firmadas.

Neste contexto, a questão essencial da escola, hoje, se refere à qualidade. Assim é preciso garantir a ação conjunta de Professores, Coordenadores e Diretores na tomada de decisões no sentido de favorecer a formação de cidadãos críticos, criativos, emancipados e preparados para atuarem com equidade no meio social.

Entendemos que o trabalho pedagógico acontece, num ambiente no qual seja possível agir, discutir, decidir, realizar, avaliar e responsabilizar-se, onde haja meios para o crescimento individual e coletivo dos envolvidos no processo, Nesta visão a educação deve preparar o homem para o hoje, mas também para o amanhã.

Ao final, esperamos que seja possível uma auto avaliação consciente de todos os segmentos da escola e que produzam mudanças benéficas ao processo educativo. E assim, enfrentar o desafio de garantir um padrão de qualidade para todos, com autonomia, favorecendo a construção de uma sociedade democrática, solidária e competente.


V-BIBLIOGRAFIA

 

BRASIL, Lei de Diretrizes e Bases da Educação nº. 9394/96.

PCN, Parâmetros Curriculares Nacionais – MEC.

GANDIN, Danilo. Planejamento como Prática Educativa. Loyola. 1987.

SANTOS, Geraldo Luiz dos. Ética na Educação. Belo Horizonte.

GADOTTI, Moacir. Escola Cidadã.

CADERNOS DA TV ESCOLA – Escola Hoje – MEC

PROJETO DE ESCOLA - (Raízes e Asas)

UM SALTO PARA O FUTURO - Projeto Político Pedagógico - Programa nº. 01, 02 e 03

CARDOSO, Jarbas José, Um forma participativa e Democrática de Gerir a Escola  e seu  Projeto Pedagógico, Junho  1997 nº. 268 pág.20.

REVISTA GESTÃO EM REDE nº. 01, 03 e 04.

ALVES, Ruben, Qualidade em  Educação

MELLO, Lucrecia Stringhetta, O Projeto Pedagógico como Construção Coletiva.

A Reorganização dos Sistemas Municipais de Ensino, Espírito da LDB - Dúvidas Concepções e Providências com vistas ao encaminhamento da Lei do Sistema Estadual - Profº.  Dorival Adair  Fleck.

VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Disciplina.

VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Avaliação.

DELIBERAÇÃO CEE/MS Nº. 7844, de 02 de agosto de 2005.

DELIBERAÇÃO CEE/MS Nº. 7828, de 30 de maio de 2005.

DELIBERAÇÃO CEE/MS Nº. 6363, de 19 de outubro de 2001.

RESOLUÇÃOSED Nº. 2.055 de 11/12/2006.

DECRETO Nº. 12.500, de 24 de janeiro DE 2008.









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