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CARNAVAL 2018

              
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*Diretor de Carnaval:-Ronaldo Abrahão
*Comissão de Carnaval:
  -Ronaldo Abrahão- Rafhael Homem-
  -Alessandro Mosquito- Wagner Sans-

*Carnavalesco:-Wagner Sans-
  -Figurinista:-Eduardo Minucci-
  -Cenógrafo:-Claudio Fontes-
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SAMBA ENREDO 2018
Autores: J.V.Dias -Millena Wainer-
Rafael Faustino -Mateus Pranto-
Gabriel Simões -
https://www.youtube.com/embed/EufSSj47Chc
LETRA
Sou o poder de transformar 
Ancestral, guardião do saber popular 
Criança, é você, a inspiração 
Me vi novamente moleque João 
Pés descalços a sonhar... a sonhar 
Sob a luz da manhã eu brinquei 
Nas águas claras me banhei 
Com meu pai, Trabalhei na “Aliança” 
Fonte real de esperança 
Foi assim que tudo começou
 
No “deserto” vi nascer a “Flor” 
Fogo, a estrela, minha paixão 
E no lindo enlace matrimonial 
Surgiu nossa Lins Imperial
(Bis) 

Busquei nos versos a inspiração 
Vi notas se tornarem melodia 
Regina, te entreguei o meu amor, 
                                       a minha vida 
O meu poder é o dom de versar 
O herói da floresta exaltei 
Hoje o passado inspira o presente 
Um futuro melhor virá 
Tenho fé, minhas crianças 
                               vão te emocionar !
 
Está estampado no meu coração 
O verde e rosa do seu pavilhão 
Aqui é meu chão, é minha raiz 
Canta, Infantes do Lins
(Bis)
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SINOPSE DO ENREDO:
Resumo:
Segundo tradições Africanas
Um velho mestre vamos exaltar
Personagem fascinante
Poeta da cultura popular
 
Abre a roda meninada
Que a história vai começar
Vamos juntos nesse sonho
Ouvir, sorri cantar
 
Vem da  serra dos pretos forros  
a saga de um menino que nasceu para brilhar
um moleque impaciente
que corre  prá lá e pra cá
 
Toma banho na cachoeira, caça pitu, só quer brincar
Era muito levado, mas não gostava de brigar
E Assim ficou conhecido como “João Banana “
Pelos moradores do lugar.
 
Mas depois da brincadeira
Ele ia trabalhar
E na padaria Aliança o seu pai ia ajudar
 
A noite, a diversão era sambar
Mas João era menor e não podia participar
foi  na filhos do deserto que uma chance apareceu
carregando a gambiarra ele já podia desfilar
 
 
Alguns anos mais tarde
Na  Flor do  Lins ele ingressou
E  o menino sonhador,  virou compositor
 
Um dia, porém,  no alto do morro
Uma decisão balançou seu coração
Nasceu a Lins Imperial, a sua maior paixão
 
E lá, por muitos anos ele bailou
Contando  em versos, tão marcantes           
Mil historias fascinantes ,
De uma beleza  sem par
 
E hoje testemunho do passado
autor do presente , mensageiro do futuro
rega com  tempero de raiz;
todas as crianças da nossa querida infantes do Lins.
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Um Griot em verde e rosa conta a sua história: João Banana
Infantes do Lins - 2018
Introdução
 A tradição africana diz que as palavras não somente dizem, mas realizam coisas. 
São agentes ativos da magia. São as palavras que dão sentido ao que fomos, 
somos e seremos. A cadência de cada palavra encadeia um ciclo de ações e 
reações que fazem o mundo acontecer. São agentes de memória e tradição. 
Os mais velhos são detentores do saber ancestral. São testemunhas do passado, 
autores do presente e mensageiros do futuro. São responsáveis pela guarda e 
preservação dos valores fundamentais da nossa memória. Pense só: o que seria 
de nós se não fossem os mais velhos? E é justamente por isso que estamos aqui. 
Homenagearemos nossa própria raiz, numa história que remonta as histórias do 
nosso bairro, com um personagem de tamanha importância para nós, que 
transborda a fala. Queremos que o mundo todo veja e conheça o nosso João Banana. 
Então a palavra é sua, mestre! *** Vou contar para vocês a história do João, o menino 
que não tinha nada de banana... Dizem que lá na África para se contar uma história é 
preciso estar debaixo de uma árvore chamada Baobá. Não é à toa. A árvore finca suas 
raízes no seu lugar e, elevando seus troncos ao céu, conecta-se com o divino. 
Nossa história, como estamos no Rio de Janeiro, será contada debaixo de uma palmeira. 
Daqui a pouco você vai entender. *** Você deve estar se perguntando: o que tem a ver a 
África com o que vamos contar? Nossa história se passa na Serra dos Pretos Forros, 
região ocupada por negros escravizados que conseguiam a alforria e que depois foi 
ocupada também por outras famílias. Uma delas foi a de João, descendente de outros 
pretos forros. *** Canela preta, esporão de galo! E lá vai o moleque correndo, dando mais 
trabalho para dona Lídia. João era do tipo incansável. Percorria o Morro da Cachoeira 
atrás de novas brincadeiras na Pedra do Xangô e para caçar pitu que ficava no lago da 
cachoeira. Naquela época, vejam só, as pessoas ainda podiam tomar banho de cachoeira 
e muita gente de fora pegava bonde 75, que fazia a linha Lins x Praça XV, para se refrescar 
e ainda comer frutas tiradas do pé, ali mesmo. Até pintores apareciam para registrar a 
paisagem todos os domingos. Como não conseguia parar quieto, ia para as aulas no 
Colégio Isabel Mendes e ajudava seu Raimundo, seu pai, na Padaria Aliança. 
E quando dava, ainda pegava umas sessões de matinê no Cine Real. 
Era apenas uma criança sendo criança. João tinha um problema, se é que poderíamos 
chamar de problema: não gostava de brigar. E estava certo. Viver em paz é a melhor coisa. 
Mesmo que aprontasse como qualquer garoto, prezava a liberdade de poder andar por onde 
quisesse. Mas daí que veio o apelido: deixa ele, não passa de um banana! Como vocês verão 
no que contaremos a seguir, de banana o João não tinha nada! *** As grandes paixões das 
nossas vidas surgem num primeiro olhar, aquele brilho que acende nosso espírito, aquela 
emoção que nos faz transbordar. Essa alegria que nos acomete em qualquer idade ou 
circunstância. Essas paixões têm nome: samba e o time do Botafogo. 
O samba, você vai entender em seguida. O Botafogo é uma paixão inexplicável. 
De verdade. Numa dessas aventuras procurando com o que se divertir, João acaba parando 
na casa do seu Antero. Não que já não gostasse de música, de alegria, da farra, como 
costumamos dizer. Mas parece que foi atraído. Ali o pequeno se encontrou. E sabe a paixão 
que falamos agorinha? Ela se chamava Filhos do Deserto. - João, você ainda vai fazer 10 anos. 
Não pode desfilar. Por mais que frequentasse os ensaios da Escola de Samba, realmente não 
poderia participar. Você acha que o moleque se satisfez? Claro que não. Mas uma coisa ele 
tinha que fazer: esperar. E ele esperou. Três anos mais tarde, logo arrumou uma função: 
- Já sei, serei carregador de gambiarra. 
Quem está acostumado com o carnaval de hoje em dia não consegue fazer ideia do que seja isso. 
Antigamente as escolas desfilavam cercadas por uma corda e nas pontas, algumas pessoas 
seguravam copos com velas acesas, as gambiarras, que iluminavam o percurso do desfile, já que 
a iluminação pública era mais precária. E foi exatamente assim que João teve a sua primeira 
conquista no mundo das Escolas de Samba. Mas ele queria mais, queria ser compositor. 
- João, você é muito novo. Na Filhos do Deserto não podemos ter alguém da sua idade. 
E você acha que o moleque se satisfez? Claro que não. 
Na primeira oportunidade, foi para a Escola Vizinha, a Flor do Lins. E lá conseguiu realizar o que 
tanto queria: quatro anos mais tarde teve o primeiro samba de quadra cantado na escola, 
“Os tambores”, quando não tinha sequer completado 17 anos.
***
O tempo passou e João já não era mais um menino. Aquela paixão de criança criou raiz e se 
tornou uma árvore frondosa, uma palmeira imperial. João não era somente de um lugar, mas do 
samba.
Lembra que falamos sobre contar a história debaixo de uma palmeira? Vamos chegar nela. 
Superando o preconceito que sofria por ser sambista, suas conquistas foram tomando corpo e 
cada vez mais importância. O famoso Lamartine Babo rendeu-se ao seu talento e escolheu seu 
samba numa premiação, uma espécie da Estandarte de Ouro, como o melhor do carnaval de 
1961 com o enredo “Santos Dumont – Dos Céus nos destes uma Glória” na Filhos do Deserto. 
Foi resultado de muito trabalho e dedicação. Coisa de quem não desiste, não descansa. 
E por falar em descanso, era a última coisa que João fazia. Não somente pela arte que fazia, 
João lutava pelo futuro da sua agremiação. Chegou uma época que estava insustentável duas 
escolas tão próximas, a Filhos do Deserto e a Flor do Lins estarem competindo separadas. 
- Já que separadas não conquistamos nenhum título, o melhor é juntar a força das duas. 
E foi por isso que batalhou. Como toda mudança, algumas pessoas aceitaram, outras nem tanto 
e tantas outras discordaram. Mas João sabia que era o melhor destino a cumprir. E assim foi feito. 
Estava sentado na companhia de Tinoco, quando o amigo profetizou: 
- vamos fundar uma escola do Lins que será tão majestosa quanto a Palmeira Imperial que está 
no topo do morro. Nesse meio tempo, outra paixão surgiu num primeiro olhar, aquele brilho 
acendeu o espírito e aquela emoção que o fez transbordar. E dessa vez estamos falando de uma 
pessoa: Regina Celia.
***
 E você acha que o jovem se satisfez? Claro que não. O João compositor da Flor do Lins e da 
Filhos do deserto agora era o compositor da Lins Imperial, escola que deu a ele tantas alegrias.
***
O tempo passou e ao longo da sua trajetória, viu a escola que ajudou a fundar ser campeã quatro 
vezes e sentiu o imenso prazer de ouvir o seu samba ecoar pelo sambódromo em uma bela e 
especial homenagem a Chico Mendes, o Arauto da Natureza. Compôs outras belas obras para 
falar sobre a Imperatriz das Rosas, a guerra do Reino do Divino, um lugar chamado Favela, 
sobre a Fé, entre tantos outros. E ainda conquistou o prêmio de melhor samba de quadra 
promovido pela extinta Associação das Escolas de Samba do Rio de Janeiro com a canção 
“O morro está chorando”. E você acha que o coroa se satisfez? Claro que não. 
Até presidente da Lins Imperial ele foi.
***
Contamos uma história de amor, luta e persistência. 
A história do botafoguense João Oliveira da Silva, que de banana não tinha era nada. 
Informações complementares: - João Banana nasceu no engenho da Rainha em 19/06/1936; 
- Seu pai, Raimundo, trabalhava na Padaria Aliança, no Lins, e por conta disso mudou-se para 
o Morro da Cachoeira quando tinha 3 anos; 
- João Banana foi casado com Regina Celia por 54 anos; 
- João Banana teve seu samba cantado pela Lins Imperial em 14 carnavais; 
- Chico Mendes, o Arauto da Natureza é reconhecido como o melhor carnaval da Lins Imperial, 
mesmo tendo sido rebaixada. Justamente por isso, esse samba foi escolhido para representar 
todas as demais composições; - João Banana foi amigo e teve seu talento reconhecido por 
Silas de Oliveira, um dos melhores compositores de todos os tempos.
Pesquisa e Texto histórico : Rafael Homem

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Ordem do Desfile:
13/02/18 -3ªFeira -SAPUCAÍ

01) INFANTES DO LINS
02) Tijuquinha do Borel
03) Golfinhos do Rio de Janeiro
04) Inocentes da Caprichosos
05) Ainda Existem Crianças de Vila Kennedy
06) Miúda da Cabuçu
07) Nova Geração do Estácio de Sá
08) Pimpolhos da Grande Rio
09) Filhos da Águia
10) Império do Futuro
11) Aprendizes do Salgueiro
12) Estrelinha da Mocidade
13) Corações Unidos do CIEP
14) Herdeiros da Vila
15) Petizes da Penha
16) Mangueira do Amanhã
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