Navegação

* Projeto: Violência na Escola? A paz é melhor!

ESCOLA ESTADUAL 13 DE MAIO

 

PROJETO:

VIOLÊNCIA NA ESCOLA? A PAZ É MELHOR!

 

ORGANIZAÇÃO E COORDENAÇÃO:


Roberto C. dos Santos (Coord. De Área de L. Portuguesa do Programa Além das Palavras)
Gederson Rodrigo Anselmi (Coord. De Área de Matemática do Programa Além das Palavras)

Eleir Roberto Rozatti (Professor de L. Portuguesa)

Marlene Farias (Professor de L. Portuguesa)

Carla Graciela dos Santos (Professora de Matemática)

Leandro Elói Becker (Professor de Matemática)

Eder Jofre A. Dias (Professor de Matemática)

 

1. PROBLEMATIZAÇÃO

 

O projeto de intervenção na prática pedagógica que ora se configura tem uma inquietude em saber como minimizar a violência que é um problema que tem tomado conta da sociedade, independente de qual seja região o estudo esteja focalizando. Uma vez estando presente na sociedade, também acontece no interior das escolas, mesmo que de forma implícita, atitudes de violência são deflagradas nestes ambientes. Portanto, fazer um estudo acerca da violência nas escolas para saber o índice de incidências que estão ocorrendo se faz mais que necessário para o momento. A escola precisa despertar para a situação, pois, esta se agrava a cada dia e há que se proporem momentos de reflexões sobre o assunto e tomar as iniciativas cabíveis para não permitir que o ambiente escolar se torne palco de violência física, psíquica, moral, enfim, a violência precisa ser pensada, debatida e combatida nas escolas.

 

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

 

A violência tem tomado o espaço da paz e da fraternidade no interior das escolas em todas as regiões, em todos os países, se ouve falar de casos de violência. Esta se apresenta tanto de forma verbal ou mesmo fisicamente, e, afeta o sujeito que sofre o dano de tal forma que este passa a ser influenciado negativamente deixando de tirar boas notas, não se interessando por estar na escola e alguns acabam evadindo, desta forma aumentando o número de desistentes e/ou reprovados nos relatórios finais do ano letivo. Em geral, a violência é conceituada como um ato de brutalidade, física e/ou psíquica contra alguém e caracteriza relações interpessoais descritas como opressão, intimidação, medo e terror. Ela não pode, de acordo com SILVA E SALLES, ser reduzida ao plano físico, pois, pode se manifestar também por signos, preconceitos, metáforas, desenhos, isto é, por qualquer coisa que possa ser interpretada como ameaça, ficando conhecido como violência simbólica aquele que não se torna um ato em si. Para Gilberto Velho (2000), o ato de violência não se limita ao uso da força física, mas à simples possibilidade ou ameaça de sujeito usar de violência, e esta por sua vez, se associa a uma ideia de que aquele que intimida tem o poder quando este mesmo sujeito impõe sua vontade, seu desejo ou projeto de poder agir sobre o outro.

A violência é considerada nos dias atuais como um fenômeno globalizado, portanto, não atinge apenas os alunos das turmas primárias, mas atinge a crianças, adolescentes, adultos e idosos estudantes ou não, e isto, como já foi dito, acontece em qualquer lugar. A questão da violência escolar, hoje, é comumente chamada de bullyng, que é o mesmo que humilhar, intimidar, ofender, agredir. Atitudes que para muitos pais ou responsáveis é normal, é coisa de criança e que vai passar. Na verdade é bullyng, palavra em inglês que é usada com o sentido de zoar, gozar, tiranizar, ameaçar, intimidar, humilhar, isolar, perseguir, ignorar, ofender, bater, ferir, discriminar e colocar apelidos maldosos. A situação é grave por ser um padrão de comportamento que está longe de ser inocente, esse tipo de ação é segundo FERREIRA (2009), "um distúrbio que se caracteriza por agressões físicas e morais repetitivas, levando a vítima ao isolamento, à queda do rendimento escolar, a alterações emocionais e à depressão". Esse é um apenas dos motivos pelos quais a questão precisa ser trabalhada no ambiente escolar, pois neste ambiente pode abrigar, ou estar abrigando crianças e adolescentes com os problemas descritos acima e se não for diagnosticado a tempo pode-se ter em pouco tempo adultos frustrados, desiludidos, inconformados por não poderem e também por não ter alguém que possa lhes ajudar um problema como este que é impossível resolver sozinho. Sendo a escola um ambiente de formação urge que se desenvolva uma pesquisa com o objetivo de saber se há incidência de casos de violência no interior do ambiente escolar. Nada melhor para isto do que desenvolver um projeto com a intenção de diagnosticar e fazer com que a comunidade escolar reflita sobre a situação pela qual passa a escola nos últimos tempos.

 

3. JUSTIFICATIVA

 

Este trabalho se justifica pela urgente necessidade de se fazer uma reflexão no ambiente escolar acerca da violência que cada vez mais se faz presente no interior das escolas. Estas atitudes se dão tanto de forma física, psíquica e moral, deixando a pessoa que passa por tal constrangimento acuado porque muitas vezes é difícil revidar porque o intimidador é mais forte e nunca está sozinho, então a única alternativa é ir remoendo, suportando os palavrões, chutes, xingamentos, e todo o tipo de constrangimentos que acabam ocorrendo no meio das crianças e jovens. Para evitar ou pelo menos apaziguar a situação este projeto se propõe a fazer com que os atores do ambiente escolar reflitam sobre o que acontece no mundo, em seu país, em seu estado e, por fim em seu município, mais propriamente na Escola Estadual 13 de Maio.

 

4. OBJETIVOS

4.1 OBJETIVOS GERAIS

 

Refletir sobre a função da escola no combate à violência que está cada vez mais presente no ambiente escolar.

4.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 

·         Refletir sobre a importância da paz no interior do ambiente escolar;

·         Pesquisar entre os alunos professores e demais funcionários se tem sofrido com atitudes de violência no ambiente escolar ou fora dele;

·         Promover palestras sobre o ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente;

·         Verificar as causas da violência nas escolas;

·         Compreender o papel de cada um na superação da violência;

·         Elencar meios a serem utilizados pelos professores e gestão da escola para evitar atos de violência na unidade escolar;

·         Pesquisar em quais regiões do Brasil ocorre mais casos de violência nas escolas;

·         Articular com os alunos, seus pais e a comunidade escolares em geral meios para prevenir e combater a violência;

 

5. CONTEÚDOS

 

·         A violência nas escolas;

·         Estatuto da Criança e do Adolescente;

·         Projeto Tosco em Ação;

·         A importância da paz nos ambientes;

·         Números da violência no Brasil;

·         Números da violência em Mato Grosso do Sul;

·         Causas da violência escolar e como evitá-la;

·         Elaboração de um Relatório

 

6. PÚBLICO ALVO

 

Alunos das turmas de 7º Ensino Fundamental ao 3º do Ensino Médio, professores e demais componentes da comunidade escolar.

7. METODOLOGIA

 

Os professores Língua Portuguesa ficarão a cargo de coordenar as pesquisas, com auxilio da internet na sala de recursos midiáticos para verificar situações que envolvam atitudes violentas nas escolas de Mato Grosso do sul, como também em outras regiões do Brasil e em outros países. Os professores de Matemática ficarão a cargo da orientação da análise acerca da violência fazendo assim um balanço, através de gráficos para que no momento da culminância do projeto estes possam ser apresentados à escola e demais participantes. Os alunos envolvidos nesta atividade serão os alunos das turmas de 7º ao 9º ano e 1ª fase a 3ª fase do Eja. Professores de outras disciplinas participarão do projeto como colaboradores. Para a culminância do projeto será feita uma apresentação das propostas elencadas durante a reunião para evitar que aconteça na escola atos de violência entre educandos, entre eles e os professores, entre eles e os funcionários, e, posteriormente, entre estes e as pessoas com as quais se relacionam, nos mais variados ambientes em que se encontrarem.

 

8. CRONOGRAMA

 

Considerando a relevância do projeto para a vida de toda a comunidade escolar propõe-se que seja executado a partir do mês de abril de 2012, uma vez que já terá iniciado as aulas e é possível se fazer um diagnóstico do comportamento dos alunos da unidade escolar. Outra sugestão é que os resultados alcançados quanto às diretrizes estabelecidas a partir deste trabalho se façam atividades constantes na tentativa de não deixar que atitudes de violência ocorram na escola.

9. RECURSOS MATERIAIS

·         03 (banners);

·         Papel sulfite;

·         Caneta;

·         Data show;

·         Maquina Fotográfica;

·         Caixa de som;

·         Xerox;

·         Bloco para anotações;

·         Impressão de fotos ilustrativas.

 

 10. AVALIAÇÃO

·         Avaliar-se-á os alunos quanto ao desempenho e interesse na execução das pesquisas e análise dos dados colhidos sobre os números da violência;

·         Na execução do relatório avaliar-se-á o desempenho e a participação individual do aluno e se realmente ele (a) entendeu o tema trabalhado.

 

Também será feita a avaliação de forma contínua considerando a aceitação, o desprendimento, o desempenho dos atores da comunidade escolar, bem como a mudança no comportamento de cada pessoa envolvida.

11. BIBLIOGRAFIA

 

www.webartigos.com/ Bullyng na Escola: A Intervenção do Psicólogo Escolar. FERREIRA, Tatiana Lima. (publicado em 24/06/2009)

SILVA E SALLES, Joyce Mary Adam de Paula. Leila Maria Ferreira. A violência na escola: abordagens teóricas e propostas de prevenção. UNESP, Rio Claro/SP.

Violência

"É um comportamento que causa dano à outra pessoa, ser vivo ou objeto. Nega-se a autonomia, a integridade física ou a psicológica e mesmo a vida de outro. É o uso excessivo de força, além do necessário ou do esperado. O termo deriva do latim violenta (que por sua vez deriva de vis, força, vigor)... Assim, a violência diferencia-se de força, palavras que costumam estar próximas na língua e no pensamento cotidiano. Enquanto força designa, em sua acepção filosófica, a energia ou "firmeza" de algo, a violência caracteriza-se pela ação corrupta, impaciente, baseada na ira, que não convence, mas força o convencimento do outro, simplesmente o agride. Existe violência explícita quando há ruptura de normas sociais estabelecidas (moral) a esse respeito, mas não é um conceito absoluto, depende da cultura de cada sociedade...”.

Comments