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Oficina 1: “Editoração de Partituras em Música Contemporânea com o Software Sibelius”
Segunda-Feira e Quarta-Feira, dias 05 e 07 de Outubro, das 14hrs às 18hrs
 

Sobre a Oficina:

            A oficina pretende dar um panorama dos vastos recursos oferecidos pelo software Sibelius para a editoração de partituras na música contemporânea baseada em notação convencional, abordando todas as etapas do processo, desde a entrada de notas, articulações e dinâmicas até a diagramação e eventual extração de partes. Na primeira parte da oficina serão elucidadas todas as ferramentas e recursos pertinentes a cada etapa, bem como os diversos truques gráficos, ou “gambiarras”, disponíveis para executar tarefas e notações inusuais, não previstas nas funções básicas do software, e o uso dos “house styles” para criar partituras personalizadas. Mais especificamente, serão propostas formas de otimização dos aspectos “mecânicos” do trabalho, por meio de atalhos e procedimentos de rotina, de modo a minimizar o tempo e esforço dispendido em cada etapa e evitar desgastes imprevistos em etapas futuras (diagramação e extração de partes, por exemplo). As exposições serão ilustradas com partituras de obras realizadas pelo próprio proponente. Os conceitos e ferramentas expostos serão aplicados durante a segunda parte da oficina, que se concentrará na editoração de trechos de obras do século XX, bem como de exemplos propostos pelos participantes. Caso haja tempo, serão abordadas ainda as preferências do programa e como configurá-las para adequá-lo melhor ao seu esquema de trabalho. A oficina é dirigida a usuários iniciantes, intermediários e avançados do programa, bem como de outros softwares de notação tais como Finale e Encore, com enfoque especial para compositores.

 

           OBS.: Todas as atividades descritas serão baseadas na versão 6 do programa; entretanto, aplicações específicas nas versões 3, 4 e 5 poderão ser abordadas pontualmente, conforme a necessidade individual dos participantes, quando houver diferenças em relação à versão citada.

        OBS. IMPORTANTE: Recomenda-se FORTEMENTE a todos os interessados em trabalhar com o Sibelius em laptops ou notebooks a aquisição de um teclado numérico (keypad) USB. Essa ferramenta, ausente nos teclados da maioria dos computadores portáteis, é fundamental para boa parte das funções de editoração no Sibelius. Um teclado numérico pode ser adquirido no Mercado Livre (www.mercadolivre.com.br) ou, caso você tenha um cartão de crédito internacional, no eBay (www.ebay.com). No caso do eBay, entretanto, o produto é enviado diretamente da China ou de Hong Kong, e a entrega pode levar cerca de um mês.

           Veja um exemplo de teclado numérico neste link.

  

 

 

Proponente: Martin Herraiz

            É bacharel em Design pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), na qual cursa atualmente, em paralelo, o mestrado em Musicologia e a segunda graduação em Composição e Regência. Foi finalista do I Concurso Nacional de Arranjos para Banda Sinfônica (Tatuí, 2000) e do concurso internacional Stockhausen/AcidPlanet de composição eletrônica (2003). Co-dirigiu, de 2003 a 2005, a companhia de música experimental MEFISTO. Co-organizou em 2007 o V Encontro Nacional de Compositores Universitários (ENCUn), em São Paulo, que apresentou durante uma semana obras de mais de 50 compositores do Brasil inteiro (muitas delas estréias). Produziu em 2008 o CD de estréia do quarteto paulista Sonâncias, Ressonâncias, com obras de 10 compositores brasileiros vivos. Em 2009, sua obra zonder titel, para 8 instrumentistas, foi selecionada no concurso BAMdialogue, em Amsterdam, e gravada em junho pelo Nieuw Ensemble. Desde 2007 trabalha como editorador e transcritor para a Presto (www.presto.mus.br).

 

 

 

 Oficina 2: “Serialismo Integral”

Terça-Feira, dia 06 de Outubro, das 14hrs às 18hrs e Quinta-Feira, dia 08 de Outubro, das 8hrs às 11hrs
 


Sobre a Oficina:

            Esta oficina é uma introdução ao estudo do serialismo bem como uma primeira familiarização e contato. Os participantes vão conhecer os conceitos e técnicas básicas e entrar em contato com partituras, visualizando aplicações em composições consagradas.

 

 

Proponente: Pedro Calcagno Galvão

            Aluno de graduação do bacharelado em composição e regência da UNESP. Iniciou seus estudos com o pianista José Renato Furtado, em Belém. Aluno ouvinte de classes como harmonia, análise e contraponto nos cursos de bacharelado da universidade estadual do Pará. Curso não finalizado de licenciatura plena em música pela mesma instituição. Em São Paulo foi aluno de piano de professores como Guilherme Ribeiro e Claudio Richerme, Atualmente cursando bacharelado em composição e regência pela UNESP.

 

 

 

Oficina 3: “Rearmonização”

Quarta-Feira, dia 07 de Outubro, das 13hrs às 15hrs 

 

Sobre a Oficina: 

            Esclarecer aos participantes as principais técnicas de rearmonização utilizada por arranjadores e compositores, além de propor elementos pós-tonais a serem utilizados na rearmonização de melodias tonais.

 

 
Proponente: Luciano da Costa Nazario

            É violonista, guitarrista, compositor e arranjador. Graduou-se no curso de Bacharelado em Música com habilitação em violão pela Universidade Federal de Pelotas em 2004 e obteve o título de Mestre em Composição pela Universidade Federal da Bahia de 2007. Apresentou-se como instrumentista tanto em recitais solo como em música de câmara. Dentre as localidades apresentadas, destaca-se: Valle Veneto distrito de Santa Maria (RS), no Festival Internacional de Música, realizado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) - recital solo; Juiz de Fora (MG) no Festival Internacional de Música Antiga e Barroca, realizado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) recital solo, trio de violões e violão e flauta; e Salvador (BA), no concerto em homenagem ao centenário de Radamés Gnátalli, realizado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) violão e orquestra.

            Em 2005 ingressou no Mestrado em Composição da Universidade Federal da Bahia onde obteve bolsa de estudos (CAPES) e teve a oportunidade de pesquisar os elementos regionais gaúchos, registrando-os em um memorial sobre a composição Concerto-suíte para Violão e Orquestra. Essa obra (de sua autoria) foi estreada no dia 11 de maio de 2006 pela Orquestra Sinfônica da UFBA, tendo o Maestro Eric Vasconcelos como regente e o compositor como solista. Em 2007 foi selecionado (mediante prova de títulos, prática e didática) para trabalhar como Professor Substituto de Violão e Música de Câmara no Conservatório de Música da Universidade Federal de Pelotas. Nessa instituição de ensino, atuou como coordenador da área de violão e como coordenador e ministrante do curso de Arranjo na Música Popular, parte do Projeto de Atividade de Extensão promovido pelo Departamento de Canto e Instrumentos. Como professor, lecionou disciplinas de técnica violonística, seminários de violão, gêneros e ritmos do pampa, estágio orientado, entre outras.

            Como compositor e arranjador, produziu obras para coro, orquestra sinfônica, banda sinfônica, big band, além de pequenos conjuntos instrumentais. Dentre suas composições destaca-se Concerto-suíte Gaúcho para Violão e Orquestra; Fantasia Toronubá para coro, tímpano e piano; e Encontro Nordestino I para violão e marimba.

            Desde 2006 vem ministrando cursos de improvisação, harmonia, arranjo e composição. Também está escrevendo um livro de harmonia intitulado Rearmonização: método de ensino visando à aprendizagem da harmonia através da criatividade musical, aprovado pela LIC municipal e com publicação prevista para final de 2009.

            Atualmente é funcionário efetivo da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), atuando no cargo de Músico junto ao Núcleo Artístico Cultural, aonde vem atuando como arranjador e regente de um grupo instrumental (composto por percussão, metais, madeiras e saxofones) nessa instituição.

 

 

Oficina 4: “No Caminho da Trilha”
Quarta-Feira, dia 07 de Outubro, das 15hrs às 18hrs

 

Sobre a Oficina:

            O objetivo dessa oficina não é discutir esteticamente a trilha sonora, suas funções dramáticas ou aspirações artísticas. Muito brevemente, pretende-se discutir possibilidades de approach com os profissionais que requisitam trilha. Como dialogar com diretores e atores, como apresentar trabalhos.
A experiência do oficineiro na área, com três peças de teatro, seis coreografias e um curta metragem, é apenas o ponto de partida da oficina, já que se pretende analisar como se dá também o mercado profissional e artístico em outras instâncias, como o supracitado caso Cage/Cunningham ou ainda Takemitsu/Kurosawa.
            Enxertos de trilha do oficineiro, bem como de outros compositores, serão utilizadas para exemplificar maneiras de approach.

            Por último, pretende-se abordar possibilidades artísticas para a trilha sonora com vida autônoma, chegando à peça Caminho do proponente, que utiliza trechos de trilhas feitas encadeadas em uma cadeia de Markov, superpostas a uma improvisação do próprio autor.

 

 

Proponente: Tiago de Mello

            Nasceu em São Paulo, no Hospital do Servidor Público Estadual, filho de Elisangela e Jesse, neto de Izene e Josias. Criou-se em Pirituba, onde jogou bola, subiu em árvore, cantou legião urbana e colheu tomate cereja no quintal.
Iniciou seus estudos formais em música ao violão. Em desenho, à aquarela e nanquim. Estudou ainda webdesign, viola caipira, culinária, rabeca, trombone e regência. Embora ainda na zaga, jogou menos bola.

            Após estudos no Instituto de Artes da Unesp, mudou-se para Campinas, onde atualmente cursa o bacharelado em Composição no Instituto de Artes da Unicamp. Tem seu trabalho voltado para a performance e os sons de cena em cena, tendo atuado com diversos grupos de teatro, dança, performance, projetos instalativos e midiáticos. Quase não joga mais bola, mas ainda tem sua horta no quintal de casa. Esporadicamente se vê cantando Legião Urbana, às vezes em cima da árvore.

 

 

 

Oficina 5: “Diversidade Sonora na Experimentação Vocal”

Quinta-Feira e Sexta-Feira, dias 08 e 09 de Outubro, das 14hrs às 18hrs

 

 


Sobre a Oficina:

Conteúdo programático:
I-) Fisiologia Vocal e Experimentação Vocal
-Anatomia da Laringe e Pregas Vocais
-Fisiologia da produção Vocal
 
II-)Técnicas de Emissão Vocal
- Canto Difônico - Harmônicos
- Canto Difônico de Tuva
- Emissão de Agudos, médios e graves
- Som e ruído
 
III-) World Music e a Criação Musical
-Escuta e análise de peças de World Music
-Reprodução de elementos vocais
-Seleção de materiais Vocais
-Criação Vocal 
 

Proponente: Clara Guimarães

            Nascida em Recife - Pernambuco, estudou Canto com Tran Quang Hai (VT – FR), Denise Sartori, Marília Vargas, Inácio de Nonno, Sônya Prazeres e André Vidal; fez também Aperfeiçoamento em Fisiologia Vocal com Sílvia Pinho. Compositora e Cantora, Estou Música e Matemática na UFPE e Psicologia na IESB, atualmente cursa Filosofia na Universidade Metodista de São Paulo, onde desenvolve pesquisa sobre os processos de silenciamento dos sujeitos marginalizados, no departamento de Filosofia da UMESP. Fez parte da organização do II Encontro Nacional de Compositores Universitários, em Londrina-PR, no ano de 2004. Realizou recitais e concertos em diversas cidades brasileiras e do exterior. Participou do CD “Música Eletroacústica do Centro-oeste” patrocinado pela Petrobrás.

 

 

 Oficina 6: “Transmutação de formas na composição de peças radiofônicas”
Quinta-Feira e Sexta-Feira, dias 08 e 09 de Outubro, das 14hrs às 18hrs
 
Sobre a Oficina:
 I-)Breve histórico da expressão artística no rádio: procedimentos pioneiros e experimentação.
 -Alemanha, anos 1920, Walter Benjamim et alles.
-Anos 1940: Música concreta e Antonin Artaud.
-Anos 1970: Ars acústica, Neue Hörspiel e o entrelaçamento lítero-musical.
-Atualidades da Radioarte.
 
II-)Questões de estética radiofônica
-Sobre a autoria de sons gravados
-As tênues fronteiras da(s) arte(s) acústica(s)
-A centralidade da narrativa radiofônica, ou a voz de Deus e dos trovões.
-Procedimentos composicionais
 
III-) Laboratório de Criação
 -Escuta de Peças Radiofônicas
-Análise de Peças Radiofônicas
-Seleção de materiais de Áudio
-Edição de peças radiofônicas
-Preparação de encarte e/ou programa para eventual concerto com as criações dos inscritos na oficina. 

 

 
Proponente: Dante Henrique Mantovani

            Nascido em São Paulo, em 1984, estudou composição com Ricardo Rizek, Roberto Victorio, Aylton Escobar e Janete El Haouli; e regência orquestral com Daisuke Soga, Henrique Vieira e Osvaldo Ferreira. Compositor, regente e pesquisador, especialista em Filosofia (UEL-2006), mestre em Estudos da Linguagem(UEL-2008), atualmente cursa doutorado, também na UEL, onde desenvolve pesquisa  sobre Transmutação de formas no processo de criação artística, no programa de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem. Foi o coordenador-geral do II Encontro Nacional de Compositores Universitários, em Londrina-PR, no ano de 2004 e editor-chefe da Revista ENTRETEXTOS no ano de 2007, publicação discente da pós-graduação em Estudos da Linguagem da Universidade Estadual de Londrina, programa do qual participou da comissão coordenadora na qualidade de representante discente (2007-2008). Apresentou composições próprias em todas as edições do Encun, em rádios brasileiras e do exterior, assim como apresentou-se, como camerista e regente, em diversas capitais brasileiras. Em 2007 ministrou na Universidade Estadual de Londrina a disciplina de Estilística, e, em 2008, na Universidade Norte do Paraná, ministrou a disciplina Metodologias do Ensino de Música.

 

 

 

Oficina 7: "A Escola da Nova Simplicidade – Conceitos e Procedimentos Composicionais”

Quinta-Feira e Sexta-Feira, dias 08 e 09 de Outubro, das 14hrs às 18hrs

 

Sobre a Oficina:

Tópicos a serem desenvolvidos:

Histórico da “Escola da Nova Simplicidade”
Compositores Representativos e Adeptos
Neotonalismo e economia de meios
Referencialismo: ligações com imagética, linguística e outras fontes extra-musicais.
Procedimentos composicionais – preferências e predominâncias.
Exemplos de composições próprias
Aplicações composicionais e exercícios
Apresentação dos trabalhos realizados.

 

 

Proponente: Antonio Celso Ribeiro

            É graduado em Composição pela UFMG [1993] tendo sido aluno de Eduardo Bértola e Oiliam Lanna. Mestre em Linguística com a dissertação “Charles Baudelaire e Oiliam Lanna: Significantes Silêncios Lunáticos” [Univás/Unicamp], é licenciado em Artes pelo Centro Universitário Belas de São Paulo tendo também se especializado em Literatura Medieval no City College de Fort Lauderdale, Florida. Atuou profissionalmente em Belo Horizonte como compositor de trilhas sonoras para teatro, tendo trabalhado com os diretores Kalluh Araújo, Eid Ribeiro, Geraldo Vidigal, Marcelo Bone, Eliane Maris entre outros. Em 2006, arranjou e dirigiu o Cd “Samba de Casaca” com a soprano Sylvia Klein e o pianista Wagner Sander. Com obras no acervo permanente do CDMC, tem sido executado e gravado por importantes intérpretes do Brasil e exterior como o Duo Marray [Sonia Ray: contrabaixo, Marina Machado: piano]; Duo Rabelo/Hartmann [Ana Cecília: canto, Ernesto Hartmann: piano]; Duo Klein/Sander [Sylvia Klein: canto, Wagner Sander: piano]; DuoBrasil [Betiza Landim: flauta doce, Daniela Carrijo: piano]; Finisterra Trio [Seattle, EUA]; Tongue Stuff [quarteto vocal feminino, Londres]; QuintaEssentia [quarteto de flautas doce – São Paulo]; New York Miniaturist Ensemble [New York], Either/Or [New York]. Participou dos festivais Nuova Consonanza, Itália; Kirchenmusik, Schwäbisch Gmünd – Alemanha, Festival Musique Sacrée, Fribourg – Suíça e International Festival Program for Children’s Creativity “Friends of Bulgaria” - Bulgária. Tem colaborado com diversas teses de mestrado e doutorado no Brasil e exterior, com vários artigos publicados. Nos últimos dez anos tem se dedicado ao “neotonalismo” e à “Escola da Nova Simplicidade”. Em novembro deste ano será o compositor homenageado na oitava edição do Concurso Nacional de Piano Cora Pavan da cidade de Uberlândia, onde fará uma série de concertos e workshops sobre sua linguagem composicional na Universidade Federal de Uberlândia, além de participar da banca julgadora do referido concurso. Atualmente é professor de piano e canto coral no Conservatório Estadual de Música de Pouso Alegre, e neuropsicologia cognitiva na Universidade do Vale do Sapucaí (Univás) também em Pouso Alegre.

 

 

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