Benedikt Wiertz

                                                                                    Foto: Benedikt Wiertz

Artista Plástico, Ceramista e Professor, nasceu em Bonn Alemanha.

Pós-Graduado/Lato Sensu em Pesquisa e Ensino no Campo das Artes Plásticas na  Escola Guignard da Universidade do Estado de Minas Gerais. Atualmente é Diretor e Professor de cerâmica da Escola Guignard. Viveu por 14 anos na Espanha onde estabeleceu seu primeiro atelier de cerâmica. Vive em Belo Horizonte/MG onde nos últimos anos, além da direção da Escola Guignard, coordena e participa de diversos eventos e projetos nacionais e internacionais de arte e cerâmica e de cunho social.

2005/6 – Coordenador das ações educativas do Centro de Arte Contemporânea Inhotim. (Projeto “Laboratório de experiências e vivências estéticos sensoriais no âmbito da arte educação” e Projeto “Visitas orientadas”)

 2006 – Coordenador do seminário ”ARTE E EDUCAÇÃO NA CONTEMPORANEIDADE”, promovido por a Escola Guignard – UEMG

2008  - Coordenador e Curador da Ação Educativa da Exposição, “AMILCAR DE CASTRO”  na  CASA FIAT DE CULTURA em Belo Horizonte MG.

- Coordenador do Projeto de Extensão ARGONAUTAS (MINC/ CONTATO/ESCOLA GUIGNARD-UEMG)

- Coordenador do Projeto QUINTA POÉTICA

2009 - Coordenador e Curador do 1° Encontro Internacional de Arte Ceramica de Minas Gerais “Da Tradição a Contemporaneidade” em Belo Horizonte-Brasil

2010   -  Coordenador do Atelier Aberto Escola Guignard BH Brasil

- Curador da exposição 1° Bienal de Arte Universitária 2010 Belo    Horizonte    Galeria Escola Guignard /UEMG

-       Palestrante no 3° Congresso Naciolnal de Cerâmica em Curitiba: Extensão, pesquisa e produção – a prática do ensino da cerâmica na Escola Guignard-UEMG.

-       Coordenador da mesa-redonda “A produção e circulação da arte nas universidades” programada para o Fórum Arte das Américas em Belo Horizonte.

                    -       Palestrante na “3° ICEMA (International Ceramic Editors Magacin Asociation) Conference”  em Fuping Xianxi/China em 2010

Titulo da palestra: “Glocal” A arte e a cerâmica entre o global e o local

Subtítulo:
Sobre a necessidade de inventar uma nova cartografia para as artes na polifonia de uma realidade alterada.



Resumo da Palestra:

Tomo como ponto de partida imagens de cerâmicas ancoradas no âmbito local como a cerâmica de Celadon de Baoxi, do interior da China ou as cerâmicas do Vale do Jequitinhonha e cerâmicas de artistas de varias partes do mundo. Desenvolvo a partir dessa imagética e encantadora poética local, usando-a como impulso inspirador para o assunto a tratar, algumas questões relativas a globalização e localização, tanto no que diz respeito a produção de arte como concernentes a produção de cerâmica.

Vivemos hoje num mundo em que qualquer lugar pode ser centro. Cidades e vilarejos são “glocal” através da onipresença da internet, dos novos médios de comunicação e difusão e das novas configurações que se estão gerando. Através da nova geração de artistas após o ano 2000, pode observar-se uma nova geografia da arte, uma multiplicação dos centros que não mais se limita aos velhos núcleos do ocidente, mas pode se trabalhar e produzir como artista da mesma maneira em El Cairo, Beijing, Therá ou São Paulo ou mesmo de muitos lugares no interior de qualquer pais do mundo e ao mesmo tempo fazer parte do circuito internacional de arte. Pode-se observar no mundo das artes e da cerâmica uma clara movimentação em direção ao leste e em direção a periferia, a qual nos força, tendo em vista essa polifonia de novos centros, a elaboração de novas mapas e novas cartografias.

Podemos ver claramente que os conceitos e paradigmas da “historia da arte” como é entendida até hoje, não mais atendem as necessidades e reivindicações do mundo “globalizado”, como podemos ler e constatar nos ensaios de Hans Belting que escreveu “ O fim da historia da arte não significa que a arte e a ciência da arte tenham alcançado o seu fim, mas registra o fato de que na arte, assim como no pensamento da história da arte, delineia-se o fim de uma tradição, que desde a modernidade se tornara o cânone na forma que nos foi confiada”.

Como se pode agir e operar para participar na elaboração e configuração desses novos configurações e mapas que se estão desenhando no cenário mundial da arte e da cerâmica e como se pode estabelecer novas estratégias e projetos que atendem essas novas necessidades que se colocam com um desafio no nosso dia a dia no ensino e na pratica artística são algumas das indagações colocadas nessa palestra.




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