6. Sessão comemorativa dos 40 anos do 25 de Abril e dos 38 anos da Constituição (29 Mar 2014)


Sessão comemorativa dos 40 anos do 25 de Abril
e dos 38 anos da promulgação da Constituição: 29 de Março de 2014


              

   Cerca de 650 pessoas assistiram à Sessão Comemorativa do 40.º aniversário do 25 de Abril e do 38.º aniversário da promulgação da Constituição da Republica Portuguesa, realizada a 29 de Março de 2014 na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

   Com entrada livre, incluiu testemunhos, intervenções, poesia e música, contando com a participação dos actores André Albuquerque, António Olaio, Carmen Santos, Fernanda Lapa, Fernando Tavares Marques, Isabel Medina, Joana Brandão, Joana Manuel, Luís Lucas, Luísa Ortigoso e Maria João Luís. Os espectáculos musicais ficaram a cargo de Luísa Amaro, Samuel, Coro Polifónico do Club do Sargento da Armada e banda «Os Loucos da Lisboa». Intervieram Domingos Lobo (escritor e ensaísta), Martins Guerreiro (Almirante e Militar de Abril), Duran Clemente (Coronel e Militar de Abril), Levy Baptista (advogado e deputado à Assembleia Constituinte), Santana Castilho (professor universitário), António Cluny (Procurador-Geral Adjunto), Isabel Allegro de Magalhães (professora universitária e dirigente de movimento cristão), Nuno Ramos de Almeida (jornalista) e José Ernesto Cartaxo (sindicalista).

      

   A sessão foi promovida por um grupo de personalidades de diversas áreas, como Alfredo Maia (jornalista), Álvaro Siza Vieira (arquitecto), Ana Luísa Amaral (poeta), António Avelãs Nunes (professor universitário), António Cluny (Procurador-Geral Adjunto), António Pinho Vargas (músico e compositor), António Sampaio da Nóvoa (antigo Reitor da Universidade de Lisboa), Correia da Cunha (médico e ex-Presidente do CA do Centro Hospitalar Norte), Deolinda Machado (activista católica), Dulce Rebelo (professora universitária), Duran Clemente (Coronel, Militar de Abril), Francisco Castro Rego (ex-Director-Geral das Florestas), Guilherme da Fonseca (Juiz Conselheiro jubilado), Inês Gregório (actriz), Isabel Allegro de Magalhães (professora universitária), Joana Manuel (actriz), José Ernesto Cartaxo (sindicalista), José Goulão (jornalista), Kalidás Barreto (sindicalista), Levy Baptista (advogado), Maia Costa, (Juiz Conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça), Manuel Gusmão (poeta e professor universitário), Martins Guerreiro (Almirante), Noronha Nascimento (Juiz Conselheiro jubilado e antigo Presidente do Supremo Tribunal de Justiça), Nuno Ramos de Almeida (jornalista), Octávio Teixeira (economista) e Pezarat Correia (General, Militar de Abril), entre outros.

   Pode consultar o apelo à participação na iniciativa na íntegra em baixo.

      

      

            



      

      

     

         

     



     


     

     


  


Vídeos:

Intervenção de Domingos Lobo (escritor e ensaísta)

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Intervenção de Martins Guerreiro (Almirante e Militar de Abril)

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Intervenção de Duran Clemente (Coronel e Militar de Abril)

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Intervenção de intervenção de Levy Baptista (Advogado e Deputado à Constituinte)

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Intervenção de Santana Castilho (professor universitário)

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Intervenção de António Cluny (magistrado do Ministério Público e Procurador-Geral Adjunto do Tribunal de Contas)

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Intervenção de Isabel Allegro de Magalhães (Professora universitária, dirigente e movimento católico)

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Intervenção de Nuno Ramos de Almeida (jornalista)

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Intervenção de José Ernesto Cartaxo (sindicalista)

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Leitura e interpretação de «Balada dos Amigos Separados», de Mário Dionísio, por Luís Lucas, Luísa Ortigoso, António Olaio e Carmen Santos

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Por um «Portugal soberano e desenvolvido» 
CELEBRANDO O 40.º ANIVERSÁRIO DO 25 DE ABRIL
E O 38.º ANIVERSÁRIO DA PROMULGAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA 


   O 25 de Abril foi um movimento libertador – pela democracia, paz, descolonização e desenvolvimento socioeconómico do nosso país – de que herdámos o regime político-constitucional em que temos vivido desde então. 
   Mas quarenta anos volvidos, a nova geração atravessa um período penoso da nossa vida colectiva. Não por culpa do regime constitucional, que consagrou e defendeu avanços inegáveis, que iluminam a história do nosso país. Mas em consequência das políticas seguidas nos anos mais recentes, que têm desmantelado estruturas produtivas, suprimido serviços e prestações do Estado social, acentuado assimetrias sociais e territoriais. 
   O problema da dívida e do défice das contas públicas tem sido ardiloso pretexto quer para a denegação de direitos e garantias, quer para o desmantelamento de funções sociais do Estado, quer para o ataque a instituições da sua soberania – sem que todavia tenha obviado à maior acumulação de privilégios privados e de capitais em anónimos mercados. As insistentes intromissões de entidades externas e a correspondente sujeição do Governo do País no plano internacional ao ditame de superestruturas opacas e sem legitimação democrática têm acelerado esse curso desastroso de acontecimentos, e bem assim ofendido a dignidade dos portugueses e de Portugal. Estando o povo português privado do exercício pleno da sua soberania e a democracia ameaçada, o nosso futuro colectivo encontra-se comprometido enquanto Estado-nação soberano. 
   Em contraposição à chantagem financeira, firmamo-nos, sim, nos superiores valores da vida, da dignidade e da felicidade dos portugueses e na capacidade do povo português em defender a democracia num Portugal soberano e desenvolvido. Cientes do inquebrável nexo que une democracia e soberania e contrariando a humilhante submissão à falsa virtude e prevalência de critérios financistas, afirmamos que é na criatividade e no trabalho dos portugueses que reside o desenvolvimento de Portugal. 
   Reconhecemos e reiteramos convictamente que democracia, soberania e desenvolvimento são inalienáveis e inseparáveis fundamentos do projecto nacional que contém a Constituição da República. E como tal tomamo-la como bandeira da nossa luta comum. Uma luta para a qual convocamos todos os que se identificam com o Portugal de Abril, para a comemoração do 40.º aniversário do 25 de Abril e do 38.º da Constituição da Republica Portuguesa, a realizar no próximo dia 29 de Março no Grande Auditório da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. 
   Porque não toleramos viver prisioneiros no próprio país, que é o nosso, porque não queremos que a soberania do povo continue a ser profanada, apelamos aos portugueses para que assumam o compromisso de tudo fazerem para que Portugal se liberte das amarras que o prendem e assim possamos retomar a caminhada por um «Portugal soberano e desenvolvido». 

Promotores da Sessão Comemorativa:

 

- Alfredo Maia, jornalista;
- Álvaro Siza Vieira, arquitecto;
- Ana Luísa Amaral, poeta e professora universitária;
- António Avelãs Nunes, professor universitário;
- António Cluny, Procurador-Geral Adjunto;
- António Pinho Vargas, músico, compositor;
- António Sampaio da Nóvoa, antigo Reitor da Universidade de Lisboa;
- Armando Alves, artista plástico;
- Augusto Flor, antropólogo;
- Carlos Mota Soares, professor universitário;
- Catarina Pires, jornalista;
- Correia da Cunha, médico, ex-Presidente do CA do Centro Hospitalar Norte;
- Deolinda Machado, activista católica;
- Dulce Rebelo, professora universitária e investigadora;
- Duran Clemente, Coronel, Militar de Abril;
- Fausto Leite, advogado, especialista em Direito do Trabalho;
- Francisco Castro Rego, engenheiro, ex-Director-Geral das Florestas;
- Guilherme da Fonseca, Juiz Conselheiro jubilado;
- Helena Serôdio, professora universitária;
- Inês Gregório, actriz e historiadora;
- Isabel Allegro de Magalhães, professora universitária e dirigente do movimento cristão;
- Isabel Araújo Branco, professora universitária;
- Joana Manuel, actriz;
- João Bernardino, dirigente associativo;
- José Cruz dos Santos, editor;
- José Ernesto Cartaxo, sindicalista;
- José Goulão, jornalista;
- José João Abrantes, professor universitário;
- Kalidás Barreto, sindicalista;
- Levy Baptista, advogado;
- Luís Noronha Nascimento, Juiz Conselheiro jubilado e antigo Presidente do Supremo Tribunal de Justiça;
- Maia Costa, Juiz Conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça;
- Manuel Gusmão, poeta, professor universitário;
- Manuel Loff, historiador, professor universitário;
- Martins Guerreiro, Almirante;
- Maia Costa, Juiz Conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça;
- Nuno Ramos de Almeida, jornalista;
- Octávio Teixeira, economista;
- Pezarat Correia, General, Militar de Abril;
- Romeu Cunha Reis, advogado;
- Rui Namorado Rosa, professor universitário;
- Santana Castilho, professor universitário;
- Sérgio Dias Branco, professor universitário.






    


 



                           


                         


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Isabel Araújo Branco,
20/03/2014, 05:34
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Isabel Araújo Branco,
22/03/2014, 05:12
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22/03/2014, 05:12
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Isabel Araújo Branco,
22/03/2014, 13:16
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