Sociologia



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Aqui estão disponíveis os conteúdos estudados nas aulas de  Sociologia do Ensino Médio. 

 Bom estudo e tirem proveito do universo de conhecimento que a internet pode nos oferecer.


• DEFINIÇÃO DE SOCIOLOGIA

    A sociologia é uma ciência que tem como objeto de estudo as relações sociais e suas estruturas. Ela pode ser definida como "a ciência dos determinismos tendenciais dos     fenômenos humanos coletivos"

( Ávila,1996).

    É função da sociologia estudar os símbolos culturais que os seres humanos criam e usam para interagir e organizar a sociedade.

   Ela explora as estruturas sociais que regem o comportamento da vida em sociedade, tais como escola, sistema prisional, sistema jurídico, partidos políticos, sindicatos, movimentos sociais, estrutura governamental, religiões, cultura, etc.  

















ORIGEM DA SOCIOLOGIA

Através dos tempos, o homem pensou sobre si mesmo e sobre o universo. Contudo, foi apenas no século XVIII que uma confluência de eventos na Europa levou à emergência da sociologia. Quando os antigos sistemas feudais começaram a abrir caminho ao trabalho autônomo que promovia a indústria nas áreas urbanas e quando novas formas de governo começaram a desafiar o poder das monarquias, as instituições da sociedade - emprego e receita, planos de benefícios, comunidade, família e religião - foram alteradas para sempre. Como era de se esperar, as pessoas ficaram inquietas com a nova ordem que surgia e começaram a pensar mais sistematicamente sobre o que as mudanças significavam para o futuro (Turner, Beeghley e Powers, 1989). Na Inglaterra, esse novo pensamento foi denominado de Era da Razão, e estudiosos, como Adam Smith (1776), que primeiramente articulou as leis da oferta e da procura na área de mercado, também avaliaram os efeitos na sociedade, do rápido crescimento populacional, da especialização econômica em escala, da comunidade em declínio e dos sentimentos morais debilitados.

A Europa no século XVIII assistiu a uma série de mudanças no cenário político, econômico e social. Podemos destacar, o Iluminismo, as Revoluções burguesas, e principalmente, a Revolução Industrial. Esses acontecimentos proporcionaram a criação de um cenêrio de instabilidade e contradição: aumento da produção, investimento em tecnologia, consolidação do processo de industrialização, ascensão política da burguesia, êxodo rural e consequente processo de urbanização, o aparecimento do proletariado e de sua consciência de classe, surgimento de um grande número de desempregados, miséria e injustiças sociais. É neste cenário, que surge a necessidade de formatar uma ciência capaz de interpretar e compreender os problemas da sociedade urbanoindustrial, capaz de explicar essa nova ordem social, política e econômica.

PENSADORES DA SOCIOLOGIA 

• AUGUSTE COMTE : O Fundador da Sociologia.(1798-1857)

A herança francesa do Iluminismo e as ondas de choque da Revolução Francesa levaram Auguste Comte em seu quinto volume do Curso de Filosofia Positiva (1830-1842) a examinar a solicitação por uma disciplina dedicada ao estudo científico da sociedade. Comte quis chamar essa disciplina de "física social" para enfatizar que estudaria a natureza fundamental do universo social, mas ele foi praticamente forçado a determinar o termo híbrido greco-latino, sociologia.

As múltiplas controvérsias entre os sociólogos praticamente desaparecem quando se trata de identificar o fundador da sua disciplina. Quase todos eles concordam que a Sociologia começa com a obra de Augusto Comte ( 1798 - 1857). "Além de cunhar o nome da nova ciência, foi de Comte a primeira tentativa de definir-lhe o objeto, seus métodos e problemas fundamentais, bem como a primeira tentativa de determinar-lhe a posição no conjunto das ciências."(GALLIANO, 1981, p.30)

• HERBERT SPENCER: O Primeiro Sociólogo Inglês. (1820-1903)

Como Comte, Spencer acreditava que os agrupamentos humanos podiam ser estudados cientificamente, e em seu notável trabalho "Os Princípios da Sociologia" (1874-1896), ele desenvolveu uma teoria de organização social do homem, apresentando uma vasta série de dados históricos e etnográficos para fundamentá-la. Para Spencer, todos os domínios do universo fisico, biológico, social - desenvolvem-se segundo princípios semelhantes. E a tarefa da sociologia é aplicar esses princípios ao que ele denominou de campo superorgânico, ou o estudo dos padrões de relações dentre os organismos. Spencer é mais bem lembrado por instituir uma teoria na sociologia conhecida como funcionalismo e pelo seu conceito de evolucionismo darwiniano aplicado à sociedade. Essa teoria expressa a ideia de que tudo o que existe em uma sociedade contribui para seu funcionamento equilibrado, de que tudo o que nela existe tem um sentido, um significado. A sociologia funcionalista dessa maneira faz uma pergunta básica e interessante: o que um fenômeno cultural ou social faz para a manutenção e integração da sociedade?

• ÉMILE DURKHEIM : A Tradição Francesa. (1858-1917)

O que marca a contribuição de Durkheim à sociologia é o reconhecimento de que os sistemas de símbolos culturais - ou seja, valores, crenças, dogmas, religiosos, ideologias etc- são uma base importante para a integração da sociedade ( J. Turner, 1981). À medida que as sociedades se tornam complexas e heterogêneas, a natureza de símbolos culturais, ou o que Durkheim (1893) denominou de consciência coletiva, muda. Em sociedades simples, todos os indivíduos têm uma consciência coletiva comum que regula seus pensamentos e ações, ao passo que em sociedades mais complexas a consciência coletiva deve também mudar se a sociedade mudar e manter-se integrada. Deve tornar-se mais "generalizada" e "abstrata" a fim de fornecer alguns símbolos comuns dentre as pessoas em atividades especializadas e separadas, ao passo que em outro nível se torna também mais concreta para assegurar que as relações entre, e interiormente, as posições especializadas e organizações nas sociedades complexas sejam reguladas e coordenadas. A condiçõo social, entretanto, é possível em sociedades grandes, complexas quando há alguns símbolos comuns que todos os indivíduos partilham, juntamente com grupos específicos de símbolos que guiam as pessoas em suas relações concretas com os outros (J. Turner, 1990). Se esse equilíbrio observado entre os aspectos abstrato e específico ou os gerais e concretos da consciência coletiva não é observado, então várias patologias se tornam evidentes (Durkheim, 1893,1897).

• KARL MARX: A ciência social e a tarefa revolucionária da classe trabalhadora.(1818-1883)

Marx sentiu que cada época histórica era construída em torno de um tipo específico de produção econômica, organização de trabalho e controle de propriedade, revelando, assim, sua própria dinâmica. Para Marx, a organização de uma sociedade num momento histórico específico é determinada pelas relações de produção, ou a natureza da produção e a organização do trabalho. Assim, a organização da economia é o material-base, ou, em seus termos, a infra-estrutura, que descreve e dirige a superestrutura, que consiste de cultura, política e outros aspectos da sociedade. O funcionamento da sociedade humana deve ser entendido por sua base econômica (Marx e Engels, 1846). Para Marx (1867), há sempre o que ele denominou de contradições próprias na estrutura da base econômica. Por exemplo, no capitalismo ele viu que a organização da produção ( em fábrica) se encontrava em contradição quanto é propriedade privada de bens e a obtenção de lucro por poucos a partir do trabalho cooperativo de muitos. Quais sejam os méritos desse argumento, Marx tem como base da contradição nas sociedades humanas as relações entre aqueles que controlam os meios de produção e aqueles que não. Argumentando dessa forma, Marx tornou-se a inspiração para a linha de estudo da sociologia conhecida como a "teoria do conflito" ou a "sociologia do conflito". Desse ponto de vista, todas as estruturas da organização social revelam desigualdades que levam ao conflito, em que aqueles que detêm ou controlam os meios de produção podem consolidar o poder e desenvolver ideologias para manter seus privilégios, enquanto aqueles sem os meios de produção eventualmente entram em conflito com os mais privilegiados (Marx e Engels, 1848). Como tarefa emancipatória da exploração "do homen pelo próprio homem", Marx aponta para a revolução da classe trabalhadora como meio definitivo para o fim da exploração de classes.


• MAX WEBER: A sociologia compreensiva e a neutralide do trabalho do sociólogo.(1864-1920)

Weber enfatizava que a desigualdade é multidimensional e não exclusivamente baseada na economia, que o conflito é contingente em condições históricas e não é o resultado inevitável e inexorável da desigualdade, e que a mudança poderia ser causada pelas "ideias" assim como a base material e econômica de uma sociedade. Ele tamb&eatilde;m realçou que a sociologia deve olhar tanto para a estrutura da sociedade como um todo para os significados que os indivíduos conferem para essas estruturas. Como Marx, ele duvidava de que houvesse leis gerais da organização humana, mas, ao contrário de Marx, ele sentia que é necessário que sejam isentas de juízos de valor, ou objetivas, na descrição e análise dos