Universidade de Brasília - UnB

 
Pesquisa em Educação a Distância

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Fichamento II

FICHAMENTO II – O ambiente TelEduc para a Educação a Distância baseada na Web: Princípios, funcionalidades e perspectivas de desenvolvimento.

A Educação a Distância se desenvolveu acompanhando os novos adventos tecnológicos. O marco inicial dessa modalidade de ensino remonta a época de Platão com as trocas de cartas como forma de ensino e aprendizagem e, com o passar do tempo, passou a desenvolver à medida que os meios de comunicação de massa se desenvolveram e se propagaram, tendo como exemplos claros a popularização do rádio e televisão. Entretanto, o maior avanço da EAD se deu com o surgimento da internet, que dinamizou e propiciou um grande suporte para inovações no processo educacional através de inúmeras ferramentas computacionais voltadas a EAD, dentre elas, os ambientes virtuais – voltados para a criação, participação e administração de cursos na Web.

O TelEduc é um ambiente para EAD voltado para a formação de professores que trabalham com informática, entendendo-se como a integração entre a informática e educação. Dessa forma, o seu grande papel se volta para a aquisição de conhecimentos de como utilizar a tecnologia como ferramenta educacional. Os ambientes devem prover condições para o participante vivenciar situações conflitantes para a identificação de potenciais e superação dos problemas.

A formação através do TelEduc contempla três ações que podem acontecer simultaneamente, sendo que a primeira delas visa a aprendizagem do professor usando o computador, a segunda o uso do computador com o corpo discente e a terceira a elaboração de um projeto pedagógico.

O TelEduc represente um grande espaço de aprendizagem para professores, para que possam criar teias de aprendizagem tendo em vista os conceitos de EAD.

                                                                               Mapa Conceitual

 

FICHAMENTO I

VALENTE, José Armando; ALMEIDA, Fernando José de Almeida. Visão analítica da informática na educação no Brasil: a questão da formação do professor. Revista Brasileira de Informática na Educação n.1, setembro de 1997. p. 45-60.

Em quase 20 anos a informática se estabeleceu como uma fortíssima ferramenta de apoio às diversas atividades inerentes ao homem moderno. Entretanto, a inserção da informática no sistema educacional brasileiro têm tido forte resistência, apesar de todos os fatores favoráveis a sua disseminação. Com isso, é comum a busca de resposta perante o distanciamento da tecnologia em relação à escola, ou vice-versa.

Segundo Valente & Almeida, não somente a falta de recursos pode ser apresentada como culpada do referido distanciamento, pois existiram outros fatores decisivos, por saber: falta de preparação do corpo docente. Outro aspecto refere-se ao Programa Brasileiro de Informática, que enfatiza mudanças pedagógicas profundas, diferentemente de outros países.

Nas escolas norte-americanas o uso do computador é estimulado pelo desenvolvimento tecnológico, porém, sem nenhuma correspondência a mudanças estruturais pedagógicas. Nos Estados Unidos, a informática aliada com a educação é datada a partir dos anos 60 tendo como lócus Universidades e, somente nos anos 80, começou a disseminação dos microcomputadores nas escolas. Tendo isso em vista, começou a produção de software específicos pedagógicos que auxiliavam na avaliação, exercícios, jogos educacionais entre outros. A evolução disso foi a criação de ambientes de aprendizagem, como o Logo.

Não diferente do Estados Unidos, o Brasil começou a aliar a informática com a educação apenas nos níveis mais elevados de ensino, ou seja, nas universidades brasileiras. Entretanto, o Brasil se diferiu dos Estados Unidos no sentido de descentralizar as políticas que envolvem a informática na educação, além de propor qual o papel que o computador deve desempenhar no processo educacional. Nesse sentido, vemos que o Estado Brasileiro não se preocupou apenas com a disponibilização de equipamentos e softwares, mas com o relação dialógica entre informática e proposta pedagógica. Com isso, sugere-se que o Brasil propôs uma revolução pedagógica ao invés de automatizar o aluno.

Com o exposto, todo o esforço descentralizador do país não foi o suficiente para dar uma nova sistemática ao sistema educacional brasileiro explicado pelo de fato de possuirmos culturas pedagógicas enraizadas, falta de preparo do professor e a falta de espaços educacionais que promovam um ambiente diversificado. Entretanto, os discursos acerca da inserção da informática no sistema educacional brasileiro não cessam, de modo que são reticentes os discursos das autoridades brasileiras a este respeito. Porém, acredito que a formação do professor deva ser contemplada no sentido de fazer valer a ideologia dialógica entre computador e proposta pedagógica, nunca uma isolada da outra, mas sempre uma acompanhando a outra.

 

 
Subpáginas (2): Agenda Informática ENEM 2012