Cozinhar ao sol
Fogão Solar Parabólico - 29-05-2008

Na nossa escola, no próximo dia 30 de Maio de 2008, vai haver uma grande exposição de todos os trabalhos da Área Projecto cujo tema é A ALIMENTAÇÃO.

Então, pareceu-nos boa ideia estarmos presentes com... um fogão, UM FOGÃO A ENERGIA SOLAR

É o nosso primeiro fogão... andámos a investigar sobre estas máquinas e decidimos fazer um fogão usando uma antena parabólica. Vamos ver como nos vamos sair.

 

Para já... começámos a preparar o prato da antena e colou-se material reflector. Ficou assim:

 

   

Agora... é preciso esperar pelo sol que teima em não aparecer. (Como no dia 30 não houve sol... não se ensaiou a parabólica).

O nosso amigo Prof. Sampaio ajudando na  construção um fogão solar parabólico plano

 

O fogão já está pronto. Faltam uns ajustes finais, mas para isso é preciso sol, mas o sol... anda envergonhado!

 E no dia 30 de Maio de 2008 o sol só apareceu, muito envergonhado, por escassos minutos. Não deu para cozinhar... mas ainda se aqueceu água.   

  

 Aproveitou-se para reconstruir um forno solar em cartão, forrando-o com um isolante termico que se colocam nas paredes duplas das casas.

   

  

13-06-2008 - Finalmente... SOL! Hoje fiz o primeiro arroz solar - arroz de segurelha. Deixei-o "à luz" enquanto fui trabalhar. Cheguei a casa e estava feito. Hoje os cães vão ter biscoitos com arroz de segurelha solar.

      

 

13-06-2008 - Eram 19:00, ainda havia sol. Experimentou-se o concentrador parabólico, com uma folha de jornal. Foi impressionante - incendiou-se instantaneamente.

Sobre cozinhar ao Sol

É possível cozinhar tudo no forno solar: arroz, feijão, verduras, carne, frango, peixe, batatas, pães, bolos, etc. (A única coisa que não é possível fazer é fritura.) Em geral, usa-se menos água no preparo de arroz, feijão, etc., já que o vapor não escapa da panela, enquanto que no preparo de carne, peixe ou frango, assim como no cozimento de ovos, batatas, cenouras, chuchu, beterrabas, macaxeira, etc., não se usa nenhuma água. Em geral, o cozimento mais eficiente se faz em panelas médias ou pequenas (para fazer um quilo de feijão, por exemplo, é melhor dividi-lo em duas panelas com meio quilo cada).

Existe um tempo mínimo de cozimento mas não existe limite de tempo máximo pois a comida não queima, não gruda no fundo das panelas, não fica seca, esturricada, pois as tampas mantêm a umidade dentro das panelas e do espaço interno do forno. Por isso, é possível preparar juntos vários tipos de alimentos com tempos de cozimento diferentes. O tempo ideal de uso do forno solar vai de 8 da manhã às 3 da tarde e o tempo de cozimento da maioria dos alimentos vai de 2 a 5 horas.

O fato do vapor não escapar das panelas, combinado com o cozimento lento, a temperaturas mais baixas, aumenta o valor nutritivo dos alimentos e realça o sabor dos temperos resultando numa comida deliciosa apesar de possíveis diferenças na cor, no sabor e na textura dos alimentos cozidos na lenha ou no fogão a gás.

Além da economia de gás butano ou de carvão ou lenha, a grande vantagem do uso do forno solar é a economia de tempo: uma vez colocadas as panelas dentro do forno, ao sol, entre 8 e 9 horas da manhã, não é preciso mexer, adicionar água ou controlar o tempo para não queimar. Com isso, é possível sair de casa ou se ocupar com outros afazeres até a hora do almoço quando tudo estará cozido e quente, pronto para a mesa.

E nem é preciso ter sol pleno: num dia parcialmente nublado, é possível usar com sucesso o forno solar desde que o sol brilhe por pelo menos 20 minutos em cada hora. (O isolamento térmico nas tampas e nas paredes e fundo entre as caixas garante a permanência do calor.) E se o céu nublar totalmente durante o tempo do cozimento, ao chegar em casa é possível completar o processo em alguns minutos no fogão a gás ou no fogareiro de carvão ou fogão a lenha.

O baixo custo e a simplicidade da fabricação tornam possível ter mais de um forno na casa, para maiores quantidades de comida ou maior flexibilidade no preparo das refeições. O forno solar também serve para pasteurizar a água, eliminando a forma mais comum de infeção intestinal que é água contaminada.

Além das vantagens da utilização em si, usar um forno solar também significa estar cooperando com a preservação da natureza, reciclando materiais do lixo e usando uma fonte gratuita, renovável, e inesgotável de energia – a energia solar – e, ao mesmo tempo, reduzindo a dependência dos combustíveis fósseis (gás) e dos recursos florestais (lenha e carvão) que provoca desmatamentos e cuja queima contribui para o aquecimento do planeta, o conhecido “Efeito Estufa”.