REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932


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(¸..´¨ (¸..` ¤ Dorothy Bluyus Rodrigues Matias - PCOP/História*
 
DE - SÃO JOSÉ DOS CAMPOS
 

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O FERIADO DE 9 DE JULHO

 

 

Para quem já esqueceu o dia 9 de julho comemora a Revolução Constitucionalista, o levante de São Paulo contra as tropas federais de Getúlio Vargas

 

Desde 1997 foi decretado no estado de São Paulo o feriado do dia 9 de julho, com o objetivo de lembrar o dia em que iniciou a Revolução Constitucionalista de 1932, que tinha como objetivo a volta do regime democrático no país, e que na época era governado por Getúlio Vargas. Os paulistas foram às armas e batizaram o movimento com a sigla MMDC (Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo), que foram os quatro estudantes mortos pela polícia dia 23 de maio em campanha na Praça da República.

 

Vale do Paraíba

Sendo o principal acesso para o Rio de Janeiro, o vale do Rio Paraíba do Sul era visto pelos paulistas como teatro principal da guerra.

A estratégia paulista previa a conquista da cidade fluminense de Resende, e apoiado por tropas mineiras, a marcha em direção à cidade do Rio de Janeiro. Entretanto, com a falta de apoio de Minas Gerais, as tropas paulistas demoraram a se mover em direção a Resende e logo se viram defendendo o território paulista das tropas federais.

Os combates mais importantes se deram na região do Túnel da Mantiqueira que divide São Paulo de Minas Gerais e que era considerado um ponto militar estratégico de grande importância.

O terreno acidentado do vale do Paraíba e a existência de diversas cidades levaram a um combate encarniçado entre as tropas, porém a superioridade de tropas e armamentos das forças de Vargas logo levaram à ocupação de diversas cidades paulistas do vale do Paraíba, como Lorena e Cruzeiro e o recuo das tropas paulistas em direção à capital.

Ponte ferroviária do Ramal de Piquete, sobre o Rio Paraíba do Sul em Lorena - SP, destruída durante a Revolução de 32. Temos o flagrante de uma Locomotiva atravessando o rio em uma balsa. Foto: Coleção Prof.º Ércio Molinari, Lorena-SP. Cortesia: Marco Giffoni.

 

Fim do conflito

Em meados de setembro, as condições de São Paulo eram precárias. O interior do Estado era invadido paulatinamente pelas tropas de Vargas e a capital paulista era ameaçada de ocupação. A economia de São Paulo, asfixiada pelo bloqueio do porto de Santos, sobrevivia de contribuições em ouro feitas por seus cidadãos e as tropas paulistas desertavam em números cada vez maiores.

Vendo que a derrota e ocupação do Estado era questão de tempo, as tropas da Força Pública Paulista são as primeiras a se render, no final de setembro. Com o colapso da defesa paulista, a liderança revoltista se rende em 2 de outubro de 1932 na cidade de Cruzeiro para as forças chefiadas por Góis de Monteiro.

Conseqüência

Terminado o conflito, a liderança paulista se refugia no exílio, enquanto os paulistas computam oficialmente 634 mortos, embora estimativas extra-oficiais falem em mais de 1000 mortos paulistas. Do lado federal, nunca foram liberadas estimativas de mortos e feridos. Foi o maior conflito militar da história brasileira no século XX.

 Ao ver seu governo em risco, Getúlio Vargas dá início ao processo de reconstitucionalização do país, levando à promulgação em 1934 de uma nova constituição.

Para os paulistas, a Revolução de 1932 transformou-se em símbolo máximo do Estado, a exemplo da Guerra dos Farrapos para os gaúchos. Lembrada por feriado no dia nove de julho, a revolução é mais fortemente comemorada na cidade de São Paulo do que no interior do Estado, onde a destruição e mortes provocadas pela rebelião são ainda recordadas.

No restante do país, o movimento é mais lembrado pela versão imposta pelos vitoriosos, a de uma rebelião conservadora, visando a reconduzir as oligarquias paulistas ao poder e de velado caráter separatista.