OS VALES FÉRTEIS


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(¸..´¨ (¸..` ¤ Dorothy Bluyus Rodrigues Matias - PCOP/História*
 
DE - SÃO JOSÉ DOS CAMPOS
 

A LENDÁRIA ROTA DA SEDA

AS SETE MARAVILHAS DO MUNDO ANTIGO

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PASSADO REGISTRADO 2

SUGESTÃO DE LEITURA

REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932

TEMPO CRONOLÓGICO 

UMA BREVE HISTÓRIA DO TEMPO

A HERANÇA DOS VALES FÉRTEIS

 NO COMEÇO DA HISTÓRIA

A terra entre o Tigre e o Eufrates foi chamada de Mesopotâmia, nome grego que significa “entre rios”. No V milênio a.C chegaram os sumérios, um povo cheio de imaginação. A primeira grande empreitada que realizaram foi a canalização. As águas dos rios – perigosas por suas enchentes – foram conduzidas para uma rede de canais, e a Mesopotâmia, terra plana e argilosa, converteu-se num gigantesco quadriculado de campos cultivados. Nas tabuinhas de argila os escribas sumérios traçavam signos que significavam palavras: havia nascido a escrita! Os sumérios eram sábios: foram os primeiros astrônomos (a eles devemos a invenção dos signos do zodíaco), os primeiros médicos, os primeiros legisladores e juristas, os primeiros poetas... Algumas de suas palavras como nafta, camelo e sésamo, ainda hoje são usadas. Eles dividiram o dia em 24 horas, a hora em 60 minutos e o minuto em 60 segundos. E a Europa? Adormecida, vivia bem atrasada.

 

 O RIO NILO

 

Nilo um grande rio que corre ao longo de 6.500 km desde o lago Vitória, onde nasce, até o Mediterrâneo, onde desamboca em um amplo delta. Em épocas fixas do ano, ele transborda. Em suas margens se deposita limo, que atua como fertilizante. Seu vale, que seria uma extensão desértica de areia ardente, transforma-se em um enorme oásis verde. Cinco mil anos antes de Cristo, viviam aqui, dispersas, pequenas comunidades humanas, presas na idade neolítica. A comida era abundante. A caça, variada e inesgotável. Porque trabalhar para melhorar se a situação já estava boa? Porque a população aumentava. Atraídos pela fertilidade outros grupos penetravam no vale. As aldeias cresciam. Alguém compreendeu que era melhor aproveitar os benefícios do rio para desenvolver a agricultura. As aldeias se uniram formando províncias. Surgiram assim dois reinos, o Alto e o Baixo Egito (o Delta). Até que Narmer reuniu ambos os reinos.

 

O DONO DE TUDO

 

Par-O: em egípcio antigo significa “grande casa”, palácio. Daí deriva faraó, o título que o senhor do país ostenta, o dono de tudo: terra, animais, homens, e inclusive o grande rio que dá vida ao país.

 

A ESCRAVIDÃO NO EGITO 

 

Como é duro o trabalho de escravo! Os judeus bem o sabem, obrigados a se esforçar em condições miseráveis nas minas e pedreiras egípcias, a serviço do faraó. Eles penetraram nas terras férteis do Egito em busca de uma vida melhor, mas agora são servos do poder. Segundo alguns, seu próprio nome, hebreus, é derivado de ibris, que significa “servo”. Só lhes resta esperar um libertador...

 

IMPOSTOS SOBRE A COLHEITA

 

O faraó espalha a prosperidade. Mas não de graça! Seus escribas, funcionários e cobradores de impostos percorrem todas as aldeias. Cada egípcio tem que entregar parte da colheita. Quanto cada um terá que pagar? O Nilo determina. Há “nilómetros”, marcas gravadas em pedra nas margens do rio. Quanto maior a inundação, mais limo é depositado, mais abundantes são as colheitas, e mais impostos são pagos!

 

RUMO AO OCIDENTE

 

Para os antigos egípcios, o Ocidente era a região da morte, porque ali o sol se punha e surgiam as trevas da noite. Assim, “viajar para o Ocidente” significava morrer. Os defuntos eram puxados por bois, em sarcófago pintado. Durante semanas, os embalsadores trabalharam com o corpo, transformando-o em múmia. Eles acreditam que conservando as formas do corpo, a alma pode continuar vivendo eternamente. Os encarregados do culto funerário lavavam e perfumavam o corpo, tratando-o com natrão para desidrata-lo, favorecendo sua conservação. Por último, envolviam-no com tiras de linho, cobertas com resina. Os órgãos internos do defunto eram retirados e colocados em vaso, somente o coração permanecia. Se o corpo era de um faraó, o sepulcro também era uma imagem da imortalidade. As imensas pirâmides de pedra foram projetadas para garantir uma morada imperecível para o soberano. E também os túmulos do Vale dos Reis. Nos sepulcros das pessoas mais importantes se amontoavam tesouros, estátuas objetos destinados a tornar agradável a vida do defunto no além. Mas os saqueadores de túmulos não se fizeram esperar.

 

GATOS ETERNOS

 

Segundo os egípcios, a deusa Bastet se reencarnava em um gato, que por esse motivo era sagrado. Era abrigado nos templos e quando de sua morte atingia a... eternidade por meio da mumificação. Um cemitério especial acolhia os sarcófagos dos felinos. Além disso, a gordura do gato, espalhada nas paredes do celeiro, mantinha longe os ratos, devoradores das preciosas sementes.

 

O “CORAÇÃO NILO”

 

Para os médicos egípcios, o coração era o centro vital do corpo. Dele partia uma rede de canais e vasos, chamados matu, que levava a todos os órgãos o sangue, as lágrimas, o ar, a saliva, a mucosidade e os elementos nutritivos: um uma palavra, a vida. Assim como o Nilo, cujo sistema de regra distribuía a fertilidade ao país. Se do coração partiam substâncias tóxicas: era doença certa!