HISTÓRIA EM QUADRINHOS NA HISTÓRIA


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(¸..´¨ (¸..` ¤ Dorothy Bluyus Rodrigues Matias - PCOP/História*
 
DE - SÃO JOSÉ DOS CAMPOS
 

HISTÓRIA  

A LENDÁRIA ROTA DA SEDA

AS SETE MARAVILHAS DO MUNDO ANTIGO

BIOGRAFIAS

CAMPANHAS E HISTÓRIA

CURIOSIDADES SOBRE O CALENDÁRIO

EGITO ANTIGO

DEBATENDO

DOCUMENTÁRIOS

HISTÓRIA DAS COISAS

ILUMINISMO

OS VALES FÉRTEIS

PASSADO REGISTRADO

PASSADO REGISTRADO 2

REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932

SOBRE O IRAQUE

SUGESTÃO DE LEITURA

TEMPO CRONOLÓGICO 

UMA BREVE HISTÓRIA DO TEMPO

 

 

A estória em quadrinhos na História

As obras de arte mais antigas são os desenhos das cavernas

 

 

O homem pré-histórico pintou as paredes das cavernas em que vivia e nos legou a imagem simples e direta de uma figura humana correndo, as pernas longas e abertas, uma lança na mão, atrás de um bisonte. A vida eternizada numa pintura rupestre. Eis a maravilhosa síntese de um modus vivendi da época. Os indivíduos parecem ter vivido da caça. Sua subsistência, que sustentava mulheres, crianças, velhos e mutilados, dependia da coragem, da sorte e do destino. Vida e morte andavam juntas ali sempre presentes, onde o mais forte dominava. Entre a força e a ignorância os humanos acabaram descobrindo o fogo, fabricaram utensílios e plantaram. Desde que foram encontrados os registros desses primeiros grafismos e rabiscos o desenho vem se transformando e se dividindo em linguagens diferentes. Dele evolveram muitas artes, inclusive a escultura e a pintura. No aspecto descritivo os desenhos abreviados e simplificados se tornaram a base da linguagem escrita. No aspecto estético o desenho tomou o rumo da linguagem das belas artes. No aspecto geométrico o desenho se aprofunda na linguagem essencialmente técnica de plantas de projetos de peças e objetos. Mas, a partir daí, o desenho também se articula entre todos esses seus segmentos para obter resultados tão diferentes e funcionais quanto às necessidades de expressão e comunicação de idéias. Todas essas artes separadas, incluindo a dança, foram novamente reunidas no desenho animado moderno. “Tudo isso para transmitir um espírito”, dizem os mais sensitivos. Ao que tudo indica o homem só se tornou

sapiens depois que começou a utilizar signos para se expressar, quando apareceu com o desenho e depois com a escrita para transmitir seus pensamentos e idéias no espaço e no tempo. Ontem, o homem da pré história gravava as paredes de cavernas com pedras mais duras. Hoje o homem contemporâneo desenha com computadores ou lapiseiras em folhas de papel. Elabora animações para o cinema e televisões, ilustra jornais e revistas e também desenha para a rede internet. Em qualquer grande cidade, verdadeiros caldeirões culturais, percebemos a existência de registros anônimos. É o caco de tijolo revelando o jogo da amarelinha no chão ou a ponta de metal e o spray interferindo nas placas de sinalização. Sempre tem alguém rabiscando signos tribais em muros e paredes. “Parece um ímpeto genético”, revelou um pichador ao ser questionado sobre seus atos. “São desenhos espontâneos, significando o desejo natural de registrar marcas”, relatou uma psicóloga. “Uma imagem diz mais do que mil palavras”, é provérbio milenar. “O desenho é a essência das artes plásticas e a raiz de todas as ciências contemporâneas” ou “Uma boa pintura depende de um bom desenho anatômico” , são frases ditas e repetidas na biografia de pintores que pertencem à galeria da história da humanidade moderna. E qualquer cidadão de qualquer lugar reconhecerá um gato desenhado, mesmo que mal desenhado. Mas isso não acontece com a palavra gato, chat, cat. A visão é simultânea e instantânea enquanto a palavra é sucessiva, mais exata do que a figura, mas têm menos sentidos, são mais pobres em significados, em poder de sugestão, em riqueza de possibilidades e em número de interpretações. Geralmente a letra acaba engolindo o desenho. A palavra é linear enquanto o desenho é espacial e se desenvolve em todas as direções. Até mesmo pesquisadores de disciplinas técnicas revelam que, quando tropeçam nos limites dos conhecimentos expressos pela palavra, geralmente encontram nos sinais não verbais, como o desenho, a possibilidade de seguirem além em suas pesquisas. O desenho é uma forma de raciocinar sobre o papel. Para qualquer profissão o desenho, se não é indispensável é, pelo menos, de grande utilidade.

 

Historia Imagem e Narrativa – Ed. 5, setembro de 2007