2009 ATENDIMENTO AO PC


*´¨)
¸..´¸..*´) ¸..*¨)
(¸..´¨ (¸..` ¤ Dorothy Bluyus Rodrigues Matias - PCOP/História*
 
DE - SÃO JOSÉ DOS CAMPOS
 

 

"A vida não consiste em ter boas cartas na mão e sim em jogar bem com as que se tem"

Josh Billings

PCOP: Dorothy Bluyus  Matias

 

 

EE EDGAR DE MELLO

PC  EF - Rosana

PC EM - Vanderlei

 

 

EE PARQUE INTERLAGOS

PC EF - Raimundo

PC EM - Dalli

 

 

EE Moabe Cury

PC EF - Ivete

PC EM - Rosana

 

 

EE Zilah Ferreira

PC EF - Daniela

PC EM - Ana Paula

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O QUE É UMA ESTRATÉGIA DE LEITURA

 

Uma estratégia de leitura é um amplo esquema para obter, avaliar e utilizar informação. Elas não desaparecem nunca, são procedimentos que precisamos ter para ler. Existem estratégias de seleção, de antecipação, de inferência e de verificação.

 

Estratégias de seleção: permitem que o leitor se atenha aos índices úteis, desprezando os irrelevantes.

 

Estratégias de antecipação: tornam possível prever o que ainda está por vir, com base em informações explicitas e em suposições.

 

Estratégias de inferência: permitem captar o que não está dito no texto de forma explicita. A inferência é aquilo que “lemos”, mas não está escrito. São adivinhações baseadas tanto em pistas dadas pelo próprio texto como em conhecimentos que o leitor possui.

 

Estratégias de verificação: tornam possível o controle da eficácia ou não das demais estratégias, permitindo confirmar, ou não, as especulações realizadas.

 

Utilizamos todas as estratégias de leitura mais ou menos ao mesmo tempo, sem ter consciência disso.

 

 

 O PROFESSOR COMO PROFISSIONAL RELFEXIVO

  

Pensar é começar a mudar. Todo ser, porque é imperfeito, é passível de mudança, progresso, aperfeiçoamento. E isso só é possível a partir de uma reflexão sobre si mesmo e suas ações. A avaliação da prática leva a descobrir falhas e possibilidades de melhoria. Quem não reflete sobre o que faz acomoda-se, repete erros e não se mostra profissional.

No caso do professor, isso assume conotação mais grave. Ele lida com gente, crianças e jovens que podem ser afetados por uma conduta inadequada e conceitos errôneos. O professor prático reflexivo nunca se satisfaz com sua prática, jamais a julga perfeita, concluída, sem possibilidade de aprimoramento. Está sempre em contato com outros profissionais, lê, observa, analisa para atender sempre melhor ao aluno, sujeito e objeto de sua ação docente. Se isso sempre foi verdade e exigência, hoje, mais do que nunca, não atualizar-se é estagnar e retroceder.

A velocidade das mudanças, as exigências da tecnologia e do mercado de trabalho são tantas e tão rápidas que o profissional pode ser pego de surpresa em sua prática cotidiana. Notícias, fatos, mudanças podem chegar à sala de aula pela boca dos alunos, sem que o professor tome conhecimento. Quantas vezes, em alguns casos, o aluno supera o professor! Está melhor informado, conhece palavras e expressões modernas, sabe do último fato social ou político, não apresenta mais certos costumes e exigências.

O professor, fechado em si mesmo e confinado à sala de aula, às vezes, não percebe o mundo lá fora. Não tem tempo ou condições de acompanhar. Daí, quando fala ao aluno, este não entende, mostra-se alheio e desinteressado diante de uma linguagem esquisita e arcaica.

Para cobrir essa lacuna e distância entre aluno e professor, só mesmo a reflexão: o que faço, o que digo tem ressonância, significado, importância para o aluno? "Refletir sobre o próprio ensino exige espírito aberto, responsabilidade e sinceridade" (Zeichner, 1993:17).

Quem não reflete em sua prática frustra-se aumenta sempre mais o distanciamento com o aluno. Embora não saiba expressá-lo, o aluno vive em um mundo todo seu, de sua idade e gosto: roupas, músicas, modas, linguajar, conceitos e práticas diferentes e até opostas às do mundo em que o professor vive e se formou. Senão houver encontro, conhecimento, discussão, o professor se verá falando às carteiras, sem ouvintes que se interessem ou entendam. "As práticas desenvolvidas sugerem que os formandos devem ser ouvidos. Ninguém conhece melhor os problemas e as soluções alternativas do que aqueles que os experimentam". (Esteves, 1993:21).

A reflexão leva a repensar o currículo, a metodologia, os objetivos: Quem é o aluno que está a minha frente, que quer, de que precisa, o que entende, qual a linguagem adequada para dialogar com ele.

Se o professor dá-se conta de que não está sendo entendido, cumpre-lhe investigar por que e proceder às mudanças necessárias. O aluno não vai mudar: é fruto de seu tempo, tem suas características e necessidades. O professor é que terá que entendê-lo para educá-lo eficazmente. "Cada um deve responsabilizar-se pelo seu próprio desenvolvimento profissional... A universidade pode, quando muito, preparar o professor para começar a ensinar." (ZEICHNER, 1993:17).

Uma das bases da educação é o diálogo e, no caso, saber ouvir. Ouvir o aluno, deixá-lo expressar o que sente, pensa, quer já é um grande passo para entendê-lo e orientar ou reorientar a ação pedagógica.

O saudosismo, o desejo da volta a um mundo em que não havia contestação, o professor tinha status e era o centro da sala de aula, ditando normas, pontos e conceitos, não se coadunam com o professor reflexivo, homem de seu tempo, de passo acertado com a evolução que continua. Vasconcellos (1995:67) nos explica que: "O espaço de reflexão crítica, coletiva e constante sobre a prática é essencial para um trabalho que se quer transformador".

Para se chegar a um aluno crítico, observador, questionador, exigente, que cobra qualidade, que precisa ser formado cidadão, só mesmo um professor, ele também, crítico de sua ação e sempre pronto a questionar-se para progredir. Vasconcellos (1995:56) descreve a postura do educador:

Conhecer, acolher criticamente, buscar o aprofundamento da proposta da escola; Procurar unidade de ação com colegas; Postura de investigação em relação à sua disciplina; Abertura; não querer ser o dono da verdade; Ser observador; Saber ouvir; Confiar nos companheiros; Disponibilidade para aprender; Desenvolver a postura interdisciplinar.

Infelizmente, o aluno apático e passivo é filho do professor. Este também, em muitos casos, tem se limitado a passar conteúdos, idéias, conceitos e normas, sem questioná-los nem vivenciá-los e, mesmo, sem entender o porquê de sua existência. Repete-os, passa para a frente porque assim os recebeu, estão no livro didático, não questiona sua atualidade e conveniência. Se foram úteis para uma época, não significa que não podem ser mudados. O professor sente "dificuldade em nadar contra a corrente (conflito de valores, visões de mundo)..., insegurança, receio de mudar, medo do novo" (Vasconcellos, 1995:19).

A avaliação da prática do professor deve envolver também o aluno. Através de questionários abertos e livres, sem medo de ouvir a verdade; por meio do diálogo com a classe, permitindo ao aluno expor suas dúvidas críticas e propostas; da observação da postura e reação dos alunos em classe e dos resultados das avaliações; da leitura e reflexão de bons autores que discutem metodologia, princípios e fins da educação; da conversa e discussão com os colegas, enfim, o professor prático reflexivo deve estar aberto a quaisquer sugestões e críticas que o ajudem a repensar-se como profissional a fim de reformular e melhorar a sua prática.

(1)Dinéia Hypolitto – Professora de Prática de Ensino e Coordenadora de Estágio da Universidade São Judas Tadeu (USJT) – SP. Mestre em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação e Currículo da PUC-SP. Supervisora aposentada da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo.

 

Referências Bibliográficas

ESTEVES, Manuela & RODRIGUES, Angela. Análise das necessidades na formação de professores.Porto Editora, 1993.

VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Para onde vai o Professor? Resgate do Professor como Sujeito de Transformação. São Paulo: Libertad, 1995. (Coleção Subsídios Pedagógicos do Libertad; v. l).

_______. Construção do conhecimento em sala de aula. São Paulo: Libertad, 1995 (Cadernos Pedagógicos de Libertação).

ZEICHNER, Kenneth M. A Formação Reflexiva de Professores: Idéias e Práticas. Lisboa: EDUCA, 1993.

 

Dez sugestões para uma discussão produtiva

 

1. Escute quando o outro fala, buscando entender sua posição – não ignore o que diz e não o interrompa, a menos que isso ajude de alguma forma.

2. Não deixe de dizer as coisas por julgar que os outros poderiam dizê-las de forma melhor.

3. Peça a palavra e intervenha sempre que necessário para colocar suas dúvidas ou trazer elementos à discussão do grupo.

4. Não deixe de se posicionar com receio de “criar caso”.

5. Fale de maneira breve e precisa, sem “fazer discurso” (o grande segredo da comunicação eficaz numa discussão coletiva é dizer o máximo possível no menor tempo possível.)

6. Aborde sempre o assunto em pauta, e não outras questões que não estão previstas para o momento.

7. Exponha seus argumentos com calma, sem personalizar a discussão e sem tentar derrotar aquele que tem posições diferentes da sua.

8. Evite conversas paralelas sobre assuntos não pertinentes.

9. Contribua para que o grupo trate de um assunto de cada vez, e não siga adiante sem haver chegado a uma conclusão a respeito.

10. Contribua para que o grupo não encerre uma discussão sem chegar a um resultado que a justifique.

 

Texto adaptado por Rosaura Soligo