Provavelmente Deus não existe

"Provavelmente Deus não existe. Agora, pare de se preocupar e desfrute de sua vida".  

Esta é a frase que está sendo divulgada em mais de 800 ônibus na Inglaterra, Escócia e País de Gales, juntamente com mil anúncios no metrô e duas grandes telas de LCD em Londres, estas na rua Oxford.

A campanha partiu da iniciativa de Ariane SHERINE, jornalista, escritora e comediante britânica, encampada pela British Humanist Association (BHA), traduzido, o nome da instituição seria Associação Humanista Britânica, em parceria com Clinton Richard Dawkins (Nairobi/Quênia, 1941) – zoólogo, etólogo, evolucionista e popular escritor de divulgação científica britânico, além de professor da Universidade de Oxford –, e o Atheist Campaign, site criado exatamente para este fim.  


BHA

A BHA tem por missão promover o humanismo e dar apoio às pessoas que pretendem viver a vida sem convicções religiosas ou superstições. Na visão da Entidade, o mundo ideal seria aquele sem privilégio religioso ou discriminação, onde as pessoas estariam livres para viver a vida através da razão, experiência e valores humanos partilhados.

 

A História

Sherine viu, em um ônibus de Londres, um anúncio com a seguinte citação da Bíblia: "Quando o Filho do homem vier, Ele vai encontrar fé sobre a Terra?".

 

Abaixo da citação, referência à organização responsável pela campanha, Jessussaid (Jesus disse). Ao visitar o site, Sherine aprendeu que, como não-crente: "seria condenada à separação eterna de Deus e, em seguida, passaria toda a eternidade em tormento no inferno".

 

Abalada pelo que leu, Sherine começou a escrever um artigo para publicar no “The Guardian’s”. Ao final do artigo, propôs: “[se todos os ateus que lerem esta mensagem] contribuírem com £5, é possível que se possa financiar uma campanha muito necessária nos ônibus londrinos, com o slogan: "Não há provavelmente nenhum Deus. Agora pare de se preocupar e desfrute sua vida."

 

Para sua surpresa, o artigo que ela escreveu foi um sucesso, rendeu vários comentários e várias pessoas se ofereceram para contribuir na campanha. Um blogueiro, assim como eu, e provavelmente você, Jon Worth, sugeriu-lhe que ela usasse um Pledgebank. O que ela fez.

 

Apesar de arquivado após três dias, a proposta pegou, dezenas de blogs compraram a idéia e ela se espalhou na internet, transformando-se em verdadeiro meme.

 

Bom, entre indas e vindas, o fato é que a idéia foi abraçada por grande número de pessoas e neste mês a campanha chegou às ruas londrinas.


A Arrecadação e a Campanha

Foram investidos US$ 195 mil na ação, arrecadados através das doações. Richard Dawkins, doou mais de US$ 9 mil, além de aparecer na mídia defendendo a causa. A campanha durará quatro meses.

Além do slogan, as peças exibem frases famosas de ateus renomados, como Albert Einstein, Katharine Hepburn e da poetisa norte-americana Emily Dickinson: "That it will never come again is what makes life so sweet" ("O que torna a vida tão doce é o que nunca mais volta").


Resultado

Resta agora esperar a reação daqueles que não participaram, muitos que nem tomaram conhecimento do assunto. Esperar para ver a reação da sociedade britânica, escocesa e galesa.

O mundo, através da internet, que deu força ao movimento, principalmente os blogueiros, já está se pronunciando. Parece que, inicialmente, como no meu caso, apenas como transmissor da notícia, mas, pelo andar da carruagem (nossa!), parece que não ficará só nisso.


Inspiração: Meio e Mensagem         (6/1/2009 - 18:09)          www.meioemensagem.com.br

Informações:

British Humanist Association                                                       www.humanism.org.uk/news/view/202

Atheist Campaign                                                                       www.atheistbus.org.uk

Jessuaid                                                                                     www.jesussaid.org

Blog Jon Worth                                                                           www.jonworth.eu

The Guardian’s                                                                           www.guardian.co.uk

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