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MONTANHA

Montanha. O simbolismo da montanha é múltiplo: prende-se à altura e ao centro. Na medida em que ela é alta, vertical, elevada, próxima do céu, ela participa do simbolismo da transcendência; na medida em que é o centro das hierofanias atmosféricas e de numerosas teofanias, participa do simbolismo da manifestação. Ela é assim o encontro do céu e da terra, morada dos deuses e objetivo da ascensão humana. Vista do alto, ela surge como a ponta de uma vertical, é o centro do mundo; vista de baixo, do horizonte, surge como a linha de uma vertical, o eixo do mundo, mas também a escada, a inclinação a escalar.

A montanha exprime ainda as noções de estabilidade, de imutabilidade, às vezes, até mesmo de pureza.

Na mitologia taoísta, os Imortais iam viver sobre uma montanha, que era chamada A Montanha do Meio Mundo, em torno do qual giravam o Sol e a Lua.

O simbolismo mitológico da montanha primordial ou cósmica encontra certo eco no Antigo Testamento. As altas montanhas, lembrando fortalezas, são símbolos de segurança (Salmos 30, 8).

Deve-se lembrar o sermão sobre a montanha (Mateus 5, 1 s.) que, sem dúvida, na nova aliança, responde à lei do Sinai na antiga. Observemos ainda a descrição da transfiguração de Jesus sobre uma alta montanha (Marcos 9, 2) e a da ascensão sobre o monte das Oliveiras (Lucas 24, 50; Atos 1, 12).

Resumindo as tradições bíblicas e as da arte cristã, que ilustram com diversos exemplos, de Champeaux e dom Sterckx extraem três significações simbólicas principais da montanha: 1. A montanha faz a junção da terra ao céu; 2. A montanha santa se situa no centro do mundo; 3. O templo é associado a essa montanha (CHAS, 164-199). (1)

(1) CHEVALIER, J. e GHEERBRANT, A. Dicionário de Símbolos (mitos, sonhos, costumes, gestos, formas, figuras, cores, números). 12. ed., Rio de Janeiro, José Olympio, 1998.

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