GNOMOS

Gnomos. Gênios de pequeno tamanho, que, segundo a Cabala, habitariam debaixo da terra e seriam donos dos tesouros de pedras e metais preciosos. A lenda dos gnomos passou do Oriente para a Escandinávia e para a América Central. Simbolizariam o ser invisível, que, por inspiração, intuição, imaginação e sonho, faz visíveis os objetos invisíveis. Na alma do homem eles são como que lampejos de consciência, de iluminação e de revelação. São como que a alma oculta das coisas, orgânicas ou não; e quando eles se retiram, as coisas morrem ou ficam inertes e tenebrosas. O gnomo pode amar e odiar sucessivamente o mesmo ser. Pouco a pouco, na imaginação popular, assumiu a figura de um anão feio e disforme, malicioso e perverso. Em troca, sua mulher, ainda menor que ele, era de extraordinária beleza e trazia babuchas nos pés: uma de rubis, outra de esmeralda. O casal, ou gnomo desdobrado em complexo masculino e feminino, simboliza a aliança em todo ser de um lado feio e um lado belo, de um lado mau e um lado bom, de um lado terroso e outro cheio de luz. Trata-se, sem dúvida, de uma imagem dos estados de consciência, complexos e fugidios, em que coexistem ignorância e conhecimentos, riqueza e pobreza morais: exemplos da coincidência dos contrários, de conhecimento mantido em segredo ou ocultado. (1)

(1) CHEVALIER, J. e GHEERBRANT, A. Dicionário de Símbolos (mitos, sonhos, costumes, gestos, formas, figuras, cores, números). 12. ed., Rio de Janeiro, José Olympio, 1998.

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