TRATAMENTO MÉDICO E BIOMÉDICO





É de concenso geral que o portador de autismo deva ser tratado em duas vertentes: tratamento médico e tratamento terapêutico simultaneamente.


O tratamento médico em si apresenta dois caminhos: o tratamento médico convencional e o tratamento biomédico.

No tratamento médico convencional, o psiquiatra ou neurologista se amparam em medicações que visam manejar a exacerbação dos comportamentos autísticos.
Neste link você poderá encontrar informações sobre os medicamentos mais utilizados:

http://gballone.sites.uol.com.br/trats/autism.html


No tratamento biomédico, o médico de qualquer especialidade pode tratar o autista de acordo com os ensinamentos do movimento DAN! - Derrote o Autismo Agora!

O protocolo DAN (Defeat Autism Now/Derrote o Autismo Agora) é desenvolvido pelo ARI (Autism Research Institute/Instituto de Pesquisas em Autismo). Pense no movimento DAN! como um movimento político. Bernard Rimland, médico, cientista, pai e estudioso, não se conformava com a visão limitada da sociedade médica que tratava o autismo como uma doença mental. Na década de 60 fundou o Autism Research Institute (Instituto de Pesquisas no Autismo) e a partir de 1980 junto com mais 2 médicos, Sidney Baker e John Pangborn, deu origem ao movimento DAN!

Em 1995, fez a 1ª conferência DAN! O objetivo formal do movimento DAN é " se dedicar a exploração, validação e disseminação de intervenções biomédicas cientificamente documentadas para indivíduos dentro do espectro autístico, através da colaboração de médicos, cientistas e pais". A experiência desses grupos mostra que o autismo é causado por stress oxidativo, metilação inadequada e distúrbios na sulfatação que acabam atingindo o cérebro e provocando a alteração que chamamos de autismo.

Na visão DAN!, o comportamento autista se mantém em um tripé que envolve os sistemas imunológico, intestinal e endócrino. Este protocolo baseia-se em tratar o autismo através do comportamento do processo metabólico de cada indivíduo. Este método encontra falhas, excessos, desequilíbrios que ocorrem no organismo, através de exames específicos de sangue, urina, fezes e mineralograma. O objetivo final é superar essas falhas e junto com um tratamento educacional intensivo, recuperar essas crianças. Além de verificar o excesso de metais no organismo, esses exames também podem mostrar outros problemas como défit em vitaminas, aminoácidos e sais minerais, hormônios, alergias e intoxicação alimentar, inflamações...

De acordo com o protocolo DAN há muitos pontos a serem analisados que podem estar afetando a criança autista.

A estratégia de intervenção deve ser planejada e a interpretação de eventos que ocorram deve ser cuidadosa, tanto do ponto de vista objetivo quanto subjetivo, de tal modo que eventuais ajustes na conduta sejam implementados.
Nunca se deve esquecer que, em algumas ocasiões, o uso de medicamentos pode vir a ser necessário.



Impactos no desenvolvimento de crianças pertencentes ao espectro autista:

o que está desequilibrado/alterado nessas crianças?
INVESTIGUE ANTES DE MEDICAR.

- níveis de IgA secretora diminuídos

- doença inflamatória intestinal

-deficiências nutricionais

- refluxo gastro-esofágico

- intestino permeável

-acúmulo de metais pesados

- trombofilia

- disfunção sensorial

- alterações cromossômicas (X frágil,Rhett, alterações congênitas-mais raras,etc)

- sarampo recorrente

- presença de opióides

- deficiência de melatonina

- déficits nutricionais

- alergias alimentares

- autoimunidade cerebral

- alteração na perfusão

- alteração nos níveis de dopamina

- CMIS alterado

- gastrite

- disbiose

- nível de amônia elevado

- alteração nos níveis de purina

- alteração nos níveis de serotonina

- alteração nos mecanismos de sulfatação

- deficiência nos níveis de ômega 3

O QUE ISSO NOS INFORMA?

° uma gama de desequilíbrios bioquímicos podem originar problemas, especialmente quando ocorrem todos em um indivíduo

° existência de sub-grupos dentro do espectro

° identificação do impacto bioquímico que acontece dentro do organismo

° estabelece uma conexão entre intestino & cérebro

AGENTES DESENCADEANTES:

Para que a história pregressa faça sentido há necessidade de um acontecimento marcante, que leve à alterações no intestino e, depois, ao cérebro.

° O que pode ser?

° Toxinas, viroses, metais, antibióticos, alterações imunes são algumas possibilidades

° Combinações sinérgicas de todos esses fatores são muito possíveis.

Esses Fatores Necessitam Ser Listados – Estabelecendo prioridades:

° a prioridade é específica para cada criança

° o sucesso requer atenção aos detalhes

° todos os fatores, eventualmente, serão contemplados

° entretanto, o melhor ponto de partida, geralmente é o intestino (CMIS)

Seqüência de Tratamento:

Seu médico lhe orientará baseado na história do paciente, nos exames laboratoriais e nos sintomas. Essa é uma sugestão de programa de tratamento.

° intolerâncias alimentares ( i.e. glúten, caseína)

° imunidade intestinal ( IgAS)

° flora intestinal/integridade da membrana celular de revestimento intestinal

° desintoxicação e eliminação de toxinas do intestino

° digestão

° absorção

° fortalecimento do parênquima hepático para a desintoxicação

° reposição nutricional ( vitaminas, minerais, ácidos graxos essenciais, aminoácidos)

° desintoxicação dos metais pesados


Cada criança tem uma combinação diferente.

Pesquisadores trazem novas pistas diariamente.


As importantes ferramentas clínicas identificadas para avaliação médica e resposta ao tratamento monitorizado inclui:

1. Biomarcadores de Pofirinas - ajuda a determinar se o mercúrio tóxico está presente e, quando ele for encontrado, monitora as alterações das quantidades de mercúrio, durante as terapias de desintoxicação (leia-se: quelação).

2. Biomarcadores de Transulfatação - ajuda a determinar se a suscetibilidade bioquímica ao mercúrio está presente e, quando ela for encontrada, monitora as respostas do paciente durante a suplementação com terapias nutricionais, tais como: metilcobalamina (a forma metil de vitamina B12), ácido folínico, e piroxidina (vitamina B6).

3. O estresse oxidativo/ biomarcadores de Inflamação - ajuda a determinar se há excesso de subprodutos de vias metabólicas e, quando forem encontrados, monitora os progressos dos pacientes durante a suplementação com anti-inflamatórios, como Aldactone ® (espironolactona).

4. Biomarcadores Hormonais - ajuda a determinar se alterações hormonais estão presentes e, quando forem encontrados, monitora os progressos dos pacientes durante o tratamento indicado com drogas de regulação hormonal tais como Lupron ® (acetato de leuprolide) e Yaz ® (drospirenone / ethynyl estradiol).

5. Biomarcadores de disfunção mitocondrial - ajuda a determinar se houver perturbações nos percursos de produção de energia celular e, quando forem encontrados, monitora os progressos dos pacientes durante a suplementação com drogas como a Carnitor ® (L-carnitina).

6. Biomarcadores Genéticos - ajuda a determinar se há susceptibilidade genética ou fatores causais presentes e, quando forem encontrados, fornece dicas sobre as modificações comportamentais que reduzem o impacto desses fatores genéticos.


Abaixo encontra-se anexado uma entrevista com a Dr.a Jaquelyn MacCandless, autora do livro Children with Starving Brains, sobre a sequência de um bom tratamento biomédico.

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Claudia Marcelino,
25 de jul de 2011 18:00
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Claudia Marcelino,
18 de set de 2010 08:46
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Claudia Marcelino,
25 de jul de 2011 18:18
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Claudia Marcelino,
25 de jul de 2011 17:14
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Claudia Marcelino,
25 de jul de 2011 17:10
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Claudia Marcelino,
25 de jul de 2011 17:12
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