Correntes Geomagneticamente Induzidas

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INSTITUTO DE AERONÁUTICA E ESPAÇO - IAE

CAMPUS DE PESQUISAS GEOFÍSICAS MAJOR EDSEL DE 

FREITAS COUTINHO - CPGEFC - FACULDADES INTEGRADAS ESPÍRITA - FIES

Convênio 2006-2012

Prof. MSc. Oneide José Pereira e prof. BSc Angelo Antônio Leithold


Correntes Geomagneticamente Induzidas -  -(Geomagnetically induced current - GIC)- Revisado em 2012.

Ver também: 

(c)py5aal As correntes que fluem na ionosfera induzem campos elétricos, assim podem induzir correntes elétricas em elementos metálicos de grandes extensões, tais como estradas de ferro, linhas da transmissão de alta potência, encanamentos metálicos, etc. Durante uma tempestade geomagnética de grande magnitude, a ionização, portanto a indução, e por conseqüência, a corrente elétrica gerada frequentemente excede a centenas de amperes e as conseqüências de tal são imprevisíveis, podendo inclusive ser catastróficas ao sistema em que fluem.

(c)py5aal Vários institutos de pesquisas de todo o Planeta estão tentando desenvolver métodos de previsão das Correntes Geomagnéticas Induzidas (GIC's), usando modelos físicos baseados da magnetosfera, da ionosfera, da condutividade global e do campo magnético da terra. A leitura pode ser obtida através de satélites ou estações terrestres que capturam dados e índices para análise formando um Ionograma. O campo elétrico e magnético na superfície da Terra, pode ser desta forma determinado com antecedência, permitindo assim, que um alerta de uma GIC seja calculado para redes condutoras com antecedência .

(c)py5aal O campo geomagnético da terra varia com o passar do tempo. As alterações ocorrem lentamente, podendo durar décadas ou milênios e são predominantemente o resultado da ação de dínamo no núcleo do planeta. Entretanto, existem também as variações geomagnéticas em escalas de segundos até anos. Estas são devidos processos dinâmicos na ionosfera, na magnetosfera e na heliosfera (Leithold, 2010).

(c)py5aal As mudanças estão intimamente ligadas às variações associadas com o ciclo solar e são manifestações do ''clima espacial''. O fato que o campo geomagnético responde às circunstâncias solares pode ser útil, por exemplo na investigação da física Terra. As variações magnetoenergéticas, por assim dizer, podem criar certos tipos de perigos ainda em grande parte desconhecidos, mas que estão aos poucos sendo mapeados e descobertos. Muitos fenômenos até bem pouco tempo desconhecidos, ou sem uma causa primária, hoje estão sendo atribuídos diretamente às condições climatico-espaciais. Existe, por exemplo, conforme citado anteriormente o  ''perigo geomagnético'', este, pode primeiramente causar danos em equipamentos e sistemas de alta tecnologia, pelo menos sob o efeito atmosférico protetor da Terra ( Lanzerotti, 2001; Pirjola, 2005).

(c)py5aal As condições climático espaciais, impactam também noutras tecnologias, por exemplo, aquelas associadas com as linhas aéreas, satélites, GPS, sistemas de radiocomunicações, e missões espaciais, entre outros. A saúde dum astronauta, por exemplo, durante tempestades espaciais, ou  estadas prolongadas em órbita, continua a ser considerada por pesquisadores do espaço de vital importância para as pesquisas espaciais . Porém, é esquecida a saúde das populações que estão sob o efeito das radiações provindas do espaço. É amplamente conhecido que um campo magnético externo à terra induz correntes elétricas em sua superfície condutora, tanto maior quanto maior a condutibilidade local. Estas correntes criam um campo magnético (interno) secundário. Em consequência da lei de Faraday da indução, um campo elétrico na superfície da terra é induzido e está diretamente associado com as variações do campo magnético. O campo elétrico de superfície causa as correntes elétricas (citadas anteriormente) geomagneticamente induzidas, estas fluem em todas estruturas condutoras, podendo ser trilhos, grades metálicas,  encanamentos enterrados,  cabos de aterramentos,  solo, em jazidas minerais, enfim, em tudo que conduz eletricidade. 

(c)py5aal O campo elétrico formado pelas induções geomagnéticas, é medido em V/km, e age como uma fonte da tensão através das redes. Assim, as GIC's podem ser descritas também como sendo de correntes quase diretas (C.C.), embora sua freqüência de variação seja governada pela variação do tempo e do campo elétrico. Quando as freqüências dos pulsos têm um determinado valor, embora sejam quase contínuas, podem ser vistas como um pulso eletromagnético (PEM), e, quando atingem equipamentos susceptíveis à danos imediatos ou cumulativos, causam defeitos inesperados e difíceis de detectar. 

(c)py5aal O tamanho e uma GIC, em geral, é determinado pelas propriedades elétricas e pela topologia da rede na qual se induz. As variações magnetosféricas-ionosféricas maiores, podem ter por resultado variações externas maiores do campo magnético, estas, ocorrem durante tempestades geomagnéticas de grandes proporções. Os períodos de ocorrência nas variações, podem durar de segundos até horas, assim que o processo da indução envolve o manto e a lithosfera superiores. As variações maiores do campo magnético têm sido observadas em latitudes magnéticas mais elevadas. Tem sido observadas e mapeadas regularmente no Canadá e na Escandinávia desde a década de 1970 do Século XX. Já foram registradas GIC's de centenas de amperes no Hemisfério Norte, mas no Hemisfério Sul ainda os estudos carecem de dados. Também foram gravadas em países localizados em médias latitudes, durante tempestades mais graves GIC's que causaram danos em redes elétricas de alta potência. Já estiveram em risco países de baixa da latitude, especialmente quando ocorre uma tempestade repentina que causa uma elevação em curto-período da taxa de mudança do campo no lado diurno do Planeta. Os pulsos eletromagneticamente induzidos são conhecidos desde a metade do século XIX, quando se percebeu que os sistemas telegráficos começavam a emitir pulsos aleatórios e a funcionar ''sozinhos'' durante as tempestades geomagnéticas. Naquela época.o fenômeno era descrito como se os sistemas fossem operados por meio "de baterias celestiais",  em outras vezes os telégrafos ficavam completamente ''mudos'' e inoperantes (Boteler, 1998). 

(c)py5aal Com o crescimento tecnológico e o aumento de redes condutoras, a importância das GIC's aumentou exponencialmente. Modernos sistemas de transmissão de potência elétrica, em geral,  consistem em circuitos interconectados que se operam em tensões fixas de transmissão controladas em substações de grande nível tecnológico de medição, controle e proteção. As tensões de rede empregadas são dependentes do comprimento do trajeto entre as subestações, em geral, estão entre 200kV-700kV. Há uma tendência para altas tensões mais altas e para linhas de mais baixa resistência, a fim de reduzir o excesso das perdas de transmissão em trajetos mais longos. A linha de baixa resistência produz uma situação favorável ao fluxo de uma GIC. Os transformadores de potência têm um circuito magnético que pode ser rompido por um GIC de corrente quase contínua,  o campo produzido pelo PEM desloca o ponto de operação do circuito magnético e o transformador pode entrar em saturação na metade de um ciclo. Isto produz uma forma de onda harmônica da C.A., e um aquecimento localizado, levando o transformador à demandas elevadas de potência reativa, conseqüentemente, à transmissão de potência ineficiente, e , à possível necessidade de medidas protetoras de balanceamento na distribuição de energia. Balancear uma rede em tais situações requer uma capacidade adicional significativa de potência reativa (Erinmez, 2002). O valor de uma GIC pode causar problemas significativos em transformadores e varia conforme o tipo e modelo. Atualmente, principalmente no Hemisfério Norte, onde as GIC's são bem conhecidas e estudadas, as indústrias  de transformadores de alta potência tem especificado níveis de tolerância às GIC's em seus projetos.

(c)py5aal Em 13 março 1989 uma tempestade geomagnética causou o colapso da geração de potência da empresa Hydro-Quebeque no Canadá. Um pulso eletromagnético cuja duração não foi acima de alguns segundos, derrubou os relés de proteção de todo o sistema de distribuição, gerando assim uma seqüência de desligamentos em cascata (Bolduc, 2002). Cerca de seis milhões de habitantes da região ficaram sem energia elétrica por nove horas. Desde 1989, as companhias distribuidoras e geradoras do hemisfério Norte, tem investido na investigação científica das GIC's, e direcionado milhões de Dólares em estratégias corretivas dos sistemas de distribuição. O risco das GIC's pode ser reduzido através de medidas simples como a inserção de capacitores em série às linhas de transmissão, que obstruem a propagação de C.C., quando estas são alternadas, e capacitores à terra quando estas são contínuas, nos sistemas de distribuição. Também as mudanças da programação dos dispositivos de segurança além da manutenção e prevenção através de sistemas de sensoriamento mais eficazes são necessárias. O crescimento em extensão das redes de alta tensão está conduzindo a um risco mais elevado de queda dos sistemas. Isto é em parte devido aumento das interconexões nas redes de alta potência, e devida operação dos sistemas no limite produção/consumo. A propagação da energia quase-C.C. gerada pelos pulsos eletromagnéticos na rede é a grande causadora das quedas (Lehtinen e Pirjola, 1985). Isto deve ser acoplado com um modelo geofísico da terra que fornece o campo elétrico de superfície dirigindo, determinado e combinando os campos eletromagnéticos conforme a variação do clima ionosférico, e, a sua influência na indução de energia na superfície. Análises têm sido exaustivamente executadas na América do Norte, Reino Unido e na Europa. Entretanto a complexidade das redes da alta potência, dos fenômenos que ocorrem na região ionosférica, e a conductividade tridimensional à terra, tornam a análise exata difícil ( Thomson, 2005). 

(c)py5aal Analisando, por exemplo, as tempestades solares principais e suas conseqüências, é possível vislumbrar cenários hipotéticos de um evento causador de uma GIC. As previsões climáticas espaciais das tempestades geomagnéticas principais, uma vez analisadas, podem com relativa margem de erro informar onde ocorrerá uma GIC, embora nem sempre seja tão fácil prever quando ocorrerá. As observações do Sol fornecem fornecem uma pista com a antecedência de um a três dias de uma ejeção maciça coronal, dependendo da matéria observada e de sua velocidade de propagação, se pode ter uma pista com algumas horas de antecedência de uma tempestade geomagnética. 

(c)py5aal A detecção do choque da frente de onda do vento solar que precede à Massa Coronal Ejetada (CME - Coronal Mass Ejection) por um satélite que esteja no ponto de Lagrange L1, dá uma previsão com uma antecedência de 20 a 60 minutos de uma tempestade geomagnética ( dependendo da velocidade de vento solar local). Entretanto, o valor do tempo de chegada exata de um CME depois que a detecção, ainda é motivo de estudos, pois depende da massa e da velocidade da matéria coronal ejetada.

(c)py5aal No caso de redes de tubulações metálicas, estas existem em todas as latitudes, e muitos sistemas estão em uma escala continental. Em geral ,são construídas em aço para conter algum líquido ou gás em alta pressão, são cobertas com revestimentos especiais para resistir a corrosão. Danos no revestimento podem resultar no aço que está sendo exposto ao ar úmido ou à terra, causando problemas localizados de corrosão. Retificadores catódicos de proteção são usados manter os encanamentos em um potencial negativo com respeito à terra. Isto minimiza a corrosão sem permitir nenhuma decomposição química do revestimento da tubulação, e o potencial operado é determinado pelas propriedades eletroquímicas do solo, e da terra na vizinhança do encanamento. 

(c)py5aal O perigo das GIC's aos encanamentos reside no potencial elétrico induzido entre a tubulação e o solo, aumentando a taxa da corrosão durante tempestades geomagnéticas principais (Gummow, 2002). O risco das GIC's, neste caso, não é, conseqüentemente, um risco de falha catastrófica, está na redução da vida útil do material, ou de partes dele. As redes de distribuição por dutos são modeladas numa maneira similar à de potência de distribuição de energia elétrica, por exemplo através da linha distribuída, modelos da transmissão da fonte que fornecem o potencial da tubulação ao solo em qualquer momento ao longo da tubulação (Boteler, 1997; Pulkkinen, 2001). Estes modelos necessitam de um exame no encanamento entre os distribuidores e clientes, obedecendo às topologias que incluem curvaturas dos isoladores elétricos, ou das flanges, que isolam eletricamente seções diferentes da rede. De um conhecimento detalhado da resposta do encanamento às GIC's, os mantenedores do encanamento podem compreender o comportamento do sistema de proteção catódico mesmo durante uma tempestade geomagnética.

(c)py5aal As correntes induzidas geomagneticamente (GIC), são uma manifestação no nível da terra das condições ''climáticas'' espaciais. Durante as tempestades geomagnéticas as variações energéticas ocorridas em grandes altitudes, refletem também nas variações do campo geomagnético do planeta. Estas variações induzem as correntes de grandes proporções nos condutores elétricos na superfície da terra, assim da mesma forma que nas grandes jazidas subterrâneas. As redes elétricas de transmissão e os encanamentos enterrados são exemplos comuns (conforme já explicitado anteriormente). As GIC's podem causar problemas tais como o aumento da corrosão do aço em encanamentos e queima de transformadores de alta tensão. As tempestades geomagnéticas podem também afetar, por exemplo, a geofísica de exploração e operações de perfuração de petróleo, gás, poços artesianos, etc.

(c)py5aal A fonte magneto telúrica é uma fonte natural, ou um processo geofísico eletromagnético natural da imagem de correntes latentes abaixo da superfície da terra. As variações do campo magnético induzem correntes elétricas sob a superfície. As medidas simultâneas de componentes ortogonais dos campos elétricos e magnéticos permitem o cálculo do tensor de impedância, que é complexo e dependente da freqüência. Usando este tensor, é possível descobrir a estrutura da resistência do material circunvizinho. A condutividade elétrica é um parâmetro físico importante das rochas e de sedimentos da terra. As rochas e os sedimentos indicam a condutividade, assim fazendo um parâmetro para distinguir tipos diferentes da rocha. A imagem latente da condutividade subsuperficial da terra é uma etapa importante em identificar estruturas tectônicas,  da compreensão da rocha e da geologia local. Usado originalmente e principalmente para a pesquisa acadêmica, o método de leitura magnetotelúrica foi usado com sucesso para traçar reservatórios geotérmicos que começaram nos anos 1980 e tornou-se padrão para esta aplicação. Em anos recentes, tornou-se também cada vez mais popular na exploração de minerais diversos. Uma outra aplicação encontra-se na geofísica ambiental, onde a leitura é usada para a exploração e a monitoração de águas subterrâneas.

(c)py5aal O método de medições de correntes magnetotelúricas é aplicado também para investigar a distribuição de derretimentos de silicatos no manto e na crosta da terra. A variação magnetotelúrica do Planeta ocorre naturalmente nos seus campos elétricos e magnéticos, é medida em freqüências de 1/10.000 a 10.000 hertz. Estes campos são devidos às relações das correntes elétricas na terra e os campos magnéticos que as induzem. A oscilação dos campos magnéticos é produzida principalmente pela interação entre o vento solar e a ionosfera que alteram os campos magnéticos em freqüências acima de 1 hertz. Estes fenômenos naturais criam sinais fortes de correntes magnetotelúricas.

(c)py5aal A relação do campo elétrico e magnético dá a informação sobre a condutividade subsuperficial. Por causa do fenômeno do efeito de película que afeta campos eletromagnéticos, a relação em escalas de freqüência mais elevada dá a informação em baixa profundidade, visto que uma informação mais profunda é fornecida em baixa freqüência. A relação é representada geralmente como a resistividade e a fase magnetotelúrica-aparentes em função da freqüência. 

(c)py5aal A técnica de,mapeamento e medições magnetotelúricas foi introduzida pelo geofísico francês Louis Cagniard e pelo geofísico Russo Tikhonov na década de 1950. Com avanços na instrumentação, processamento e modelamento de dados, a técnica é considerada agora uma das ferramentas mais importantes na pesquisa magnetosférica.

(c)py5aal Uma vez que o campo magnético da Terra se assemelha-se a um dipólo magnético com seus pólos próximos aos pólos geográficos, ao traçarmos uma linha imaginária entre os pólos sul e norte magnéticos, observamos uma inclinação de aproximadamente 11,3º relativa ao eixo de rotação do Planeta. A teoria do dínamo é a mais aceita para explicar a origem do campo magnético, que estende-se por dezenas de milhares de quilômetros no espaço, formando a magnetosfera terrestre. 

(c)py5aal O Cinturão de Van Allen, é uma região onde ocorrem vários fenômenos devidas concentrações de partículas no campo magnético. As radiações de Van Allen não ocorrem, salvo raras exceções nos pólos, e sim na região equatorial, estas formam dois cinturões em forma de anéis, com centro no equador. O anel mais próximo da superfície da Terra, se estende entre mil até aproximadamente cinco mil quilômetros. A sua intensidade máxima, ocorre em média aos três mil quilômetros. A radiação dominante do anel interno, é criada por prótons altamente energéticos, que se originam pelo decaimento de nêutrons produzidos, quando raios cósmicos provindos do espaço exterior, colidem com átomos e moléculas da atmosfera terrestre, parte dos nêutrons é ejetada para fora da atmosfera e se desintegra em prótons e elétrons ao atravessar esta região do cinturão. Essas partículas se movem em trajetórias espirais ao longo de linhas de força do campo magnético terrestre. Os campos magnéticos da Terra e do Sol são inconstantes, evoluem ao longo do tempo, ora expandindo, ora retraindo. Este efeito das interações dos campos magnéticos, geram ionizações e correntes iônicas que interferem em todo o sistema atômico da alta atmosfera.

(c)py5aal Sobre a região Sul do Brasil, a Anomalia Geomagnética do Atlântico Sul, tem seus efeitos também provindos das variações energéticas e radiativas dos Cinturões de Radiação de Van Allen, fazendo-os se aproximar mais do solo nessa região. É possível reproduzir artificialmente os cinturões de Van Allen em laboratório. E também, infelizmente, através de explosões nucleares na alta atmosfera de qualquer planeta. O que ocorreu na Operação Dominic - Starfish Prime, em 9 de julho de 1962.

(c)py5aal A localização média da anomalia geomagnética do Atlântico Sul se dá entre -90º a +40º de longitude e -50º até a linha do Equador, praticamente toda a América do Sul encontra-se sob seus efeitos.
Entre as condições anômalas na Ionosfera, está o espelhamento de correntes elétricas ionosféricas, que geram uma anomalia eletromagnética associadas à variação nos campos geomagnéticos causadas pelas partículas energizadas que penetram na atmosfera. O estudo das influências das anomalias geomagnéticas, comprova que estas não causam condições anômalas somente na propagação de RF. Seus efeitos ainda não são totalmente compreendidos, pois existem relatos, inclusive de síndromes genéticas na região, estas muito acima da média de outras regiões fora da zona da anomalia. A influência magnética e radiativa, insere elementos de baixíssima freqüência não somente à ionosfera, mas na superfície terrestre e em todos os elementos metálicos sob o seu campo conforme já descrito acima. A freqüência gerada é muito abaixo de 1 Hz atingindo este valor nos seus picos. Segundo PINTO, L., MACEDO, L.H., DRUMMOND, M.A., SZCZUPAK, J.S., em ''Possibilidades da influência de Fenômenos Geomagnéticos nas Perturbações Elétricas Ocorridas no SIN, Ano 2000, Relatório ENGENHO, 2004'',  "a ocorrência de uma anomalia gera perturbações em todos os sistemas elétricos de grande comprimento físico que se encontram na superfície da Terra", conforme descrito exaustivamente no corpo do presente artigo. Já foi comprovado inclusive, que ao ser detetado o fenômeno geomagnético e sua localização, haverá perturbações elétricas em regiões contíguas à localidade da ocorrência primária. Segundo o estudo de Pinto, L. ''''et al'''', quanto mais próximo do epicentro da anomalia geomagnética, maiores os efeitos ocasionados. Numa análise de defeitos em linhas de transmissão de energia elétrica de alta potência no Brasil, depois do grande black-out de 2000, foi detectado que 96% dos casos avaliados estavam diretamente ligados às ocorrências ligadas à Anomalia Geomagnética do Atlântico Sul.
(c)py5aal Da radiação provinda do espaço em direção à Terra, em sua grande maioria as partículas que são ejetadas do Sol, podem mover-se a uma velocidade de 450km/s, levando de poucas horas até alguns dias para chegar ao nosso planeta. Ao atingir a ionosfera, dependendo do grau de ionização, as partículas causam as chamadas tempestades solares, ou tempestades magnéticas, ou geomagnéticas. As cargas das partículas ionizadas em movimento, formam correntes elétricas de alta altitude que se fazem acompanhar de severas alterações de campo magnético terrestre na região. As cargas e correntes iônicas de alta altitude, induzem correntes-imagem na terra de baixa freqüência.

(c)py5aal Devidas características de propagação do fenômeno e sua magnitude, os efeitos podem varrer a região que está sujeita às GIC's, correntes estas quase contínuas, que induzidas com freqüências bem inferiores a 1 Hz, afetam sistemas de comunicação, operações de satélites, sistemas elétricos de potência e blindam a atmosfera à propagação de ondas de SHF, em especial abaixo da camada D. As linhas de transmissão de energia elétrica de grande potência, longas e paralelas, situadas sobre rochas ígneas (originárias do manto da Terra, ricas em materiais magnéticos, Ferro, etc..), podem sofrer as influências de indução com a geração de harmônicos que poderão causar disparos aleatórios nos sistemas de segurança e proteção (Conforme descrito acima), deflagrando assim um desligamento geral de equipamentos eletrônicos de potência. Os sistemas podem interpretar que a linha foi atingida por um raio de grandes proporções, o que na realidade não ocorreu, além disso, as correntes de centenas de amperes induzidas podem ir em direção aos enrolamentos de tranasformadores de potência, superaquecendo-os e queimando-os

(c)py5aal As GICs se aproximam de um pulso de corrente contínua que se propaga pelas linhas e inclusive através do solo, das linhas neutras e dos fios terra. Dependendo da magnitude, podem gerar grandes pulsos de energia de baixa freqüência. A energia gerada pelos pulsos na ionosfera pode ser induzida em qualquer sistema de transmissão, desde linhas telefônicas, cabos de dados, linhas de trem, tubulações metálicas, etc. A ocorrência de uma tempestade geomagnética numa dada altitude, gera uma intensidade de irradiação muito grande, além de pulsos eletromagnéticos, devida aproximação do Cinturão de radiação na região logo abaixo, que ao se aproximar da Terra, reduz a sua espessura e empurra literalmente o plasma ionosférico para baixo. Em função disto, quando se tem a emissão de RF em baixa elevação, os raios emitidos refletem ao solo devida ionização aumentada nas latitudes mais altas, estes podem se desviar e iluminar ao mesmo tempo regiões diferentes. Podem aparecer zonas de silêncio em distâncias pequenas e grandes saltos em distâncias grandes, em freqüências que normalmente não possuem um comportamento de propagação em longas distâncias, além da dutificação próxima da superfície.

(c)py5aal A espessura do isolamento (Blindagem) proporcionado pelos cinturões de Van Allen é significativamente menor na região da AMAS, tornando mais fácil a penetrância das partículas carregadas (Radiação ionizante e não ionizante) provindas do Espaço exterior em direção à superfície da Terra. A NASA, em função dos danos que costumam ocorrer em seus satélites, desviou a rotas de muitos artefatos que passam sobre a Região Sul do Brasil. Sistemas de vigilância do Espaço Aéreo da América do Sul, seguidamente têm panes inexplicadas causadas pela AMAS. Navios que a atravessal, no momento da ocorrência de uma GIC, seguidamente têm panes ocasionadas em seus sistemas eletro-eletrônicos. Acredita-se existir um interelacionamento entre os fenômenos físicos no meio-ambiente terrestre. O estudo da ionosfera e da magnetosfera, devida sua complexidade, deve ser incrementado. A análise da formação da ionosfera é dependente das influências ionizantes da radiação solar e das partículas cósmicas na estrutura da atmosfera terrestre.


REFERÊNCIAS

*Leithold, A. A. ; ESTUDO DA PROPAGAÇÃO DE RÁDIO E DAS DESCARGAS ATMOSFÉRICAS NA REGIÃO DA ANOMALIA MAGNÉTICA DO ATLÂNTICO SUL; https://sites.google.com/site/anomaliamagneticaatlanticosul2/estudo-da-propagacao-de-radio-e-das-descargas-atmosfericas-na-regiao-da-anomalia-magnetica-do-atlantico-sul

* Bolduc, L., GIC observations and studies in the Hydro-Quebec power system. J. Atmos. Sol. Terr. Phys., 64(16), 1793-1802, 2002.
* Boteler, D. H., Distributed source transmission line theory for electromagnetic induction studies. In Supplement of the Proceedings of the 12th International Zurich Symposium and Technical Exhibition on Electromagnetic Compatibility. pp. 401-408, 1997.
* Boteler, D. H., Pirjola, R. J. and Nevanlinna, H., The effects of geomagnetic disturbances on electrical systems at the Earth's surface. Adv. Space. Res., 22(1), 17-27, 1998.
* Erinmez, I. A., Kappenman, J. G. and Radasky, W. A., Management of the geomagnetically induced current risks on the national grid company's electric power transmission system. J. Atmos. Sol. Terr. Phys., 64(5-6), 743-756, 2002.
* Gummow, R. A., GIC effects on pipeline corrosion and corrosion-control systems. J. Atmos. Sol. Terr. Phys., 64(16), 1755-1764, 2002.
* Lanzerotti, L. J., Space weather effects on technologies. In Song, P., Singer, H. J., Siscoe, G. L. (eds.), Space Weather. American Geophysical Union, Geophysical Monograph, 125, pp. 11-22, 2001.
* Lehtinen, M., and R. Pirjola, Currents produced in earthed conductor networks by geomagnetically-induced electric fields, Annales Geophysicae, 3, 4, 479-484, 1985.
* Pirjola, R., Kauristie, K., Lappalainen, H. and Viljanen, A. and Pulkkinen A., Space weather risk. AGU Space Weather, 3, S02A02, doi:10.1029/2004SW000112, 2005.
* Thomson, A. W. P., A. J. McKay, E. Clarke, and S. J. Reay, Surface electric fields and geomagnetically induced currents in the Scottish Power grid during the 30 October 2003 geomagnetic storm, AGU Space Weather, 3, S11002, doi:10.1029/2005SW000156, 2005.
* Pulkkinen, A., R. Pirjola, D. Boteler, A. Viljanen, and I. Yegorov, Modelling of space weather effects on pipelines, Journal of Applied Geophysics, 48, 233-256, 2001.
* Pulkkinen, A. Geomagnetic Induction During Highly Disturbed Space Weather Conditions: Studies of Ground Effects, PhD thesis, University of Helsinki, 2003. (available at eThesis)

*GICnow! Service by Finnish Meteorological Institute

*Ground Effects Topical Group of ESA Space Weather Working Team

*Article by J. Kappenman on GIC in power grids

*Metatech Corporation's GIC site

*European Space Weather Portal

*ESA Space Weather Site

*British Geological Survey's Space Weather site

*Lund (Sweden) Space Weather Center

*Regional Space Weather Warning Centre in Ottawa, Canada

*International Space Environment Service

*US National Space Environment

 
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