Língua: vidas em português - Apresentação

No primeiro semestre de 2008, ao longo da disciplina Introdução aos Estudos Lingüísticos, uma das atividades desenvolvidas com os então calouros no curso de Letras da UNIPAMPA Jaguarão foi a apresentação do filme Língua: vidas em português, do diretor Victor Lopes (Brasil/Portugal, documentário, 2003). O intento foi propiciar material para discussão de conceitos e idéias desenvolvidas pela Lingüística atual, especialmente no tocante às reflexões sobre a língua portuguesa.

A partir da assistência do filme, como atividade opcional, foi apresentada aos alunos a seguinte proposta de produção textual: redija um texto recomendando o filme ou apresentando uma análise crítica de algum aspecto do filme, relacionando-o às discussões que vimos fazendo na disciplina de Introdução aos Estudos Lingüísticos. O leitor-alvo será um colega do curso de Letras que ainda não tenha assistido ao filme.

Grande parte dos alunos aderiu à proposta e, após processo de reescritura, entregaram sua versão definitiva do material. O resultado desse trabalho pode ser conferido, então, neste link, em que estão disponíveis os textos dos alunos que, por ora, enviaram seus textos para a publicação.

Ampliando o escopo de leitores para além da sala de aula, este espaço destina-se, portanto, a compartilhar os textos produzidos com leitores virtuais, buscando divulgar a produção textual dos acadêmicos de Letras e promover a discussão entorno de temas relacionados à língua portuguesa e à Lingüistica.

Boa leitura!

[*] LETÍCIA LUDWIG LODER. Professora da área de Lingüística. Curso de Letras – UNIPAMPA Jaguarão

 

“Língua: vidas em português” é um documentário que foi filmado no ano de 2001 e lançado nos cinemas brasileiros no ano de 2004. Conta com a participação de falantes da língua portuguesa que moram em Portugal, Moçambique, Índia, França, Japão e Brasil. Durante as entrevistas, esses falantes expõem seu cotidiano e suas culturas. Além dessas personagens anônimas, o filme conta com a participação especial de José Saramago (escritor português), João Ubaldo Ribeiro (escritor brasileiro), Martinho da Vila (cantor e compositor), Teresa Salgueiro (do grupo Madredeus) e Mia Couto (escritor moçambicano). O referido documentário é altamente recomendado para todos os estudantes da história lingüística da língua portuguesa, pois mostra com clareza a variação da língua “falada” em cada região onde as filmagens ocorreram.

Quando estudamos as variações lingüísticas que ocorrem no Brasil, observamos que no Sul a pronúncia se difere, em algumas palavras, da utilizada no Norte. Porém, não visualizamos a expressiva variação entre os falantes nativos da “nossa língua”, presentes nos quatro continentes. Na exibição do documentário, essa diferença na pronúncia é tão forte que, se exibido sem a legenda, o falante brasileiro acaba não entendendo ou tendo dificuldades para entender o português falado, em alguns países, pelos personagens do filme, inclusive em Portugal. Essas variações ocorrem em virtude das diferentes culturas, costumes e influências religiosas nos diversos países.

O Brasil com os seus 170 milhões de falantes e Portugal com os seus 10 milhões são os países com a maior quantidade de falantes nativos da língua portuguesa. Quando acrescentamos os falantes de Angola, Moçambique, Guiné, Cabo Verde, Goa, Macau, São Tomé e Príncipe, uma pequena parcela na Índia e mais os imigrantes no Japão, a quantidade ultrapassa os 200 milhões de falantes no mundo.

Fazendo uma conexão com as primeiras palavras de Marcos Bagno no livro “Preconceito lingüístico, o que é, e como se faz”, onde ele escreve que só existe língua se houver seres humanos que a falem, percebemos então a arbitrariedade da gramática normativa “européia” em impor as regras da “língua” a todos os falantes nativos. Pois, somente uma pequena parcela dos falantes (os cultos) utilizam corretamente na fala o que prescreve a gramática, na maioria das vezes em situações formais ou em discursos. Já os mais de 200 milhões de falantes levam todos os dias suas vidas em português, se comunicando, sobrevivendo e evoluindo de acordo com suas necessidades e realidade de suas comunidades.

Diante de toda essa diversidade de expressão, o escritor português José Saramago fez uma declaração interessante, para ele “não há língua portuguesa, há línguas em português”, em virtude das variações apresentadas nos falantes de um país para o outro. Considerando apenas a língua falada “entre todos os falantes nativos nos quatro continentes”, podemos utilizar os estudos do Mário A. Perini no livro “A língua do Brasil amanhã e outros mistérios” e verificar que não existem apenas dois mundos (escrita e fala em português). Em virtude das diferenças supracitadas em cada região, essa divisão se torna muito mais complexa. A gramática normativa dita as mesmas regras para a escrita nas diversas regiões, mas a expressão verbal, em cada uma delas, sofrerá sempre inúmeras variações dentro de cada comunidade de falantes, dividindo-se essa expressão em vários mundos, o que explica o não entendermos ou a dificuldade de entendermos a pronúncia de alguns dos falantes da “nossa” língua portuguesa.

AURENIDE JOSÉ DOS SANTOS

Recomendo o filme “Língua: Vidas em Português”, pois através dele conhecemos diferentes culturas e povos que falam a língua portuguesa, desde portugueses e brasileiros até japoneses. O filme mostra os diferentes sotaques e as diferenças dos gostos, das modas, das músicas de cada região, que são muito diferentes. Assim, passa para as pessoas que o assistem uma idéia de como o português é importante para a sobrevivência de diferentes pessoas, desde pessoas simples e pobres, até pessoas ricas e importantes, negros e brancos, indivíduos que são tão distintos, mas que se ligam por uma coisa em comum, que é a língua portuguesa.

É um documentário real que mostra a vida das diferentes populações que falam a nossa língua portuguesa, assim mostrando histórias reais, de pessoas bem diferentes, de aposentados, de casais, de jovens, de apaixonados, de artistas entre outros. O documentário passa os diferentes lugares, países, regiões, que falam, que vivem, que cantam, que amam, que declamam em português diariamente. Seja em um simples diálogo em comprar um pão em uma padaria de Goa, ou em um sermão de uma igreja em uma favela no Rio de Janeiro no Brasil, em um ritual com danças e oferendas, ou em conversas descontraídas de boteco. Com isso, podemos observar o cotidiano de diferentes povos que falam a língua portuguesa.

Vendo o filme, podemos notar como a pronúncia do português brasileiro é diferente da pronúncia do português europeu, embora as duas línguas estejam muito ligadas, pois os povos que as falam são de regiões colonizadas por portugueses. Também podemos ver como a nossa língua é rica de cultura, aliás, de muita cultura. O português é usado todos os dias por mais de 200 milhões de pessoas, desde um simples vendedor de balas ganhando sua vida nas ruas interagindo com as pessoas, até um cantor muito famoso como o Martinho da Vila cantando seus sambas e mostrando suas inspirações nas terras do nosso Brasil. Ambos usando a língua portuguesa para fazer coisas tão diferentes.

    O português está a todo o momento sendo usado por brasileiros, moçambicanos, goeses, angolanos, japoneses, cabo-verdianos, portugueses e guineenses, todos com seus diferentes sotaques, como podemos ver no filme. Para finalizar deixo aqui minha opinião para os que ainda não assistiram, assistam, pois é muito interessante, passa muita cultura e conhecimento e é muito bom para nós conhecermos um pouco desses diferentes povos que se ligam com nós, através da língua.

CINIRA FURTADO

 
                 Será que falamos realmente uma língua portuguesa? Será que o português que se fala deste lado do Atlântico, aqui no Brasil, é o mesmo falado em Portugal, Moçambique, Angola, Timor Leste, Cabo Verde, Guiné-Bissau e outras regiões do planeta? Sinceramente acredito que não e para chegar a esta conclusão me baseio no filme “Língua: Vidas em Português”, uma coletânea de histórias de vida de pessoas que vivem em países onde a língua portuguesa é o idioma oficial.

                 Em vários momentos do filme, podemos perceber que a língua é, de fato, um conjunto de variedades, nunca homogênea, sempre um processo dinâmico. É possível compreender o que está falando em português, um moçambicano, um angolano ou qualquer outro falante nativo da língua portuguesa. Todavia, em razão das variações e particularidades regionais, que acarretam diferenças na percepção de determinadas palavras e expressões idiomáticas, sofrendo uma perda durante esse processo.

                 Particularmente, senti mais facilidade em compreender o português falado pelo escritor José Saramago do que o português falado pelos outros habitantes dos demais países lusófonos, como por exemplo, os de Goa, na Índia. Devo ressaltar também que o uso de legendas no filme, curiosamente, me confundia quando o português que estava sendo falado era o de Portugal.

                 Por esses motivos, recomendo o filme “Língua: Vidas em Português” para quem deseja ampliar seus conhecimentos sobre as diferentes realidades da nossa língua portuguesa ao redor deste mundo. E, desta forma, tomar consciência da variedade étnica, cultural, política, social e humana dos países falantes de português. E como há variedades e diferenças entre nós!

                  Um outro ponto importante que não pode ser esquecido e que não foi jogado para baixo do tapete pela produção do filme, é que a maioria dos países lusófonos é muito pobre. Nesses lugares, muitas vezes, a população não conta com serviços públicos básicos como saúde, educação, moradia e saneamento. O Estado não é capaz de oferecer aos seus cidadãos o mínimo necessário para que possam sobreviver com dignidade.

                   Diante de um cenário de precariedade como esse, me lembro do Acordo Ortográfico que entrará em vigor no próximo ano, em 2009. Se já sabemos que a conta será salgada para Brasil e Portugal, que são os mais ricos, então, como farão frente a esta conta os nossos irmãos mais carentes? Será correto empregar recursos que faltam para a assistência social em uma “reforma ortográfica” mesmo que esta seja em nome de uma maior integração entre nossas nações? Acredito que o Acordo Ortográfico não é tão abrangente e que não vale tanto investimento de dinheiro público. Ainda que o Acordo vigore de fato, as muitas diferenças significativas entre nossas diferentes “línguas portuguesas” continuarão.

 

ANDERSON PIMENTEL HERNANDEZ

         

             Línguas: vidas em português é um documentário filmado em vários países, que nos mostra claramente como é a fala portuguesa no cotidiano de pessoas que falam essa língua em países diferentes.

             Mostra-nos que cada lugar adotou o português conforme suas crenças, valores, seus costumes, sua cultura. O  português foi herdado mas nem todos falam a língua do mesmo jeito; ela apenas se chama “português”, pois muitas coisas são iguais e continuam desde os tempos passados, mas muitas mudaram. Este documentário nos mostra que existem muitas pessoas que falam a chamada “língua portuguesa”, e que esta é uma das línguas mais faladas no mundo. Temos, só no Brasil, 170 milhões de pessoas que falam esta língua, o lugar de mais falantes da língua portuguesa. Mas será que realmente falamos o português?

Podemos responder esta pergunta apenas assistindo ao filme. Se todos nós, de países diferentes, falamos realmente a língua portuguesa (conforme está no nome do documentário, vidas em português), porque, então, um filme legendado? Isso só nos mostra que realmente os países herdaram uma língua, mas que ninguém continuou do mesmo jeito; aliás, se passaram mais de 500 anos, houve mudanças e muitas delas fortemente marcadas, pois cada lugar é diferente.

             Como nos diz Marcos Bagno (2004, p. 172),“não é o português, assim sem mais nem menos, que é uma das línguas mais faladas no mundo: é o português brasileiro, língua materna de mais de 170 milhões de pessoas, que ocupa um lugar de destaque no cenário mundial das línguas”.  No caso do Brasil, acredito que é inútil continuarmos estudando uma língua que não é nossa, fazendo de conta que as coisas não mudaram, falando de um jeito e sendo obrigados, pelas normas do português padrão, a escrever de outro. Continuarmos com a diglossia que existe no Brasil é um erro e penso que professores e autoridades competentes devem tentar mudar isso de alguma forma. Acredito que não devemos mais nos comportar como se estivéssemos no século passado. Temos que perceber que as coisas mudam e tomar uma atitude, não apenas ficar parado e ensinar aos futuros alunos as coisas como nos foram ensinadas, pois isso será persistir no erro.

              Este documentário investiga a língua em vários países que herdaram o português de Portugal e é muito importante, pois nos dá uma visão clara do que realmente se transformou nesta língua herdada de outro país por nós, brasileiros.

Consulta:

BAGNO, Marcos. Português ou Brasileiro?. São Paulo: Parábola, 2004.

 

THAIS PRISCILA SILVA DE OLIVEIRA 

 

             Línguas: Vidas em português trata-se de um documentário fantástico, o qual recomendo a pessoas de todas idades. Ele nos mostra o quão importante é a língua portuguesa e suas variedades. Vendo este documentário, pensei: por que existe um abismo entre portugueses e brasileiros, se eles contribuíram com nossa cultura e linguagem, por que estamos tão distantes? Portugal tem medo que o Brasil crie independência da cultura portuguesa de tanto tempo, assumindo o que já é um fato, nossa identidade.

O documentário fala em uma linguagem simples e persuasiva, mantendo o espectador atento e, em muitas vezes, se colocando no lugar do narrador em alguma situação. Mostra a língua portuguesa em Moçambique, em Goa na Índia, no Japão, no Rio de Janeiro (com um simples, porém não menos importante vendedor de balas), em Lisboa (com o inigualável José Saramago). Contextos diferentes, latitudes desiguais, mas um idioma em comum. Culturas e hábitos totalmente diferentes, rituais, formas de levar a vida, continentes entres povos, mas com o idioma em comum, são retratados nesse documentário.

Infelizmente, ele nos mostra que não há troca de cultura entre os países, isso poderia ser resolvido com intercâmbios culturais.  Quem sabe agora que Portugal assina o acordo ortográfico, torçamos para que essa situação mude.

A língua portuguesa é muito vasta, como retrata o documentário, originária do latim. Possui várias formas de ser pronunciada, algumas alterações que variam de país para país. Só no Brasil, é falada por 180 milhões de brasileiros. É um dos idiomas que possui mais falantes depois do inglês e do espanhol. Diferenças sociais e econômicas influenciam na pronúncia do idioma, no uso geral. Classes mais favorecidas economicamente e que vivam em território urbano possuem uma pronúncia mais adequada à norma-padrão.

Nosso idioma vem passando por freqüentes mudanças, palavras novas vem sendo incorporadas. Devido a novas tecnologias, a realidade vem mudando, sendo as diferenças sociais e a distribuição renda um dos fatores responsáveis por esse contexto.

Cada palavra nova que surge resulta em uma nova possibilidade de se expressar, comunicar-se com os outros, enfim interagir, como cita José Saramago. Nunca conseguiremos expressar com total clareza aquilo que sentimos e pensamos, mas a linguagem é uma tentativa de traduzir o sentimento. Bom, me resta recomendar a todos esse belíssimo documentário, que me mostrou o que estou aprendendo, como é linda a língua portuguesa e todas suas variações.

CARLA LIMA

 

             Considerando a diversidade da Língua Portuguesa, fizemos uma viagem cultural por diversos países que adotam esse idioma através do filme "Língua: Vidas em Português", do diretor Victor Lopes. Podemos ter uma visão geral de como essa língua é usada nos mais distantes lugares como por exemplo Goa na Índia, Moçambique, Japão, Angola e, é claro, Portugal e Brasil.

             Ao observarmos com um olhar mais atento, descobrimos que a Língua Portuguesa já não é a mesma, ela vem se modificando e novas expressões estão surgindo, tornando-se uma diglossia, onde usamos uma língua culta em ocasiões formais e outra popular no dia-a-dia. Isso acontece também em Moçambique, Goa e outros países onde o Português é falado
mais popularmente usando linguajar mais simples, muitas gírias e palavras abreviadas.

             Para o escritor português José Saramago, "não há uma Língua Portuguesa, há línguas em Português". Segundo Saramago, também estaríamos retrocedendo em nossa língua, voltando ao tempo das cavernas, usando o mínimo de palavras para nos comunicarmos. No mundo todo, existem mais ou menos duzentos milhões de pessoas que fazem uso da Língua Portuguesa, as quais vão adaptando e utilizando-a conforme suas culturas e costumes próprios.
Passando pelo universo brasileiro, temos desde grandes personalidades como Martinho da Vila, sambista, e João Ubaldo Ribeiro da Academia Brasileira de Letras, até os vendedores de doces, colonos e religiosos, fazendo uso da Língua
Portuguesa das mais diversas maneiras, usando-a para suas sobrevivências, onde fica claro que os ambientes sociais e geográficos influenciam as formas de falar. Para um melhor esclarecimento desse fato, temos o  depoimento de um jovem pobre e desempregado que, apesar da situação caótica que está vivendo, vai ser pai, e usa o rap americano para expor seu drama, sonhando com uma vida mais digna nos Estados Unidos, onde possa, através de sua música, ter uma oportunidade melhor para si e sua família, como mostram
as suas letras.

             Eu recomendo esse documentário a outros colegas e pessoas que se interessam em saber um pouco mais de como nossa língua é utilizada nos diferentes continentes onde ela é falada, identificando diferenças e semelhanças entre povos. Como diz o escritor moçambicano Mia Couto referindo-se ao filme, "é uma viagem não por lugares, mas por pessoas”. Já eu arriscaria dizer que é uma viagem pela língua que, apesar de tantas diferenças, é o elo de ligação entre os povos. A língua é o veículo mais importante da humanidade, pois através dela todas as distâncias são percorridas e compreendidas, desde os lugares mais distantes até o nosso cotidiano.

          ILMA ÁVILA 

 

          O estudo da natureza e estrutura da fala recebe o nome de lingüística (Sacconi: 2001), mas o que vem a ser a lingüística?

         Como já estudado em aula, a linguagem é algo tão natural que aprendemos espontaneamente. Antes de iniciar este curso, nunca havia imaginado que existiam tantas e variadas formas de estudar a nossa língua portuguesa, percebi que substantivos e verbos são apenas uma ponta nesse imenso iceberg da lingüística.

          Recomendo o filme “Língua: vidas em português” por achá-lo muito interessante, ele expressa várias culturas que têm como idioma a língua portuguesa, é um filme feito de conversas com trechos do dia-a-dia de pessoas de variadas classes sociais, idades e também diferentes religiosidades. Também me chamou a atenção o fato de países tão diferentes falarem o mesmo idioma.

          Fazendo uma ligação com o que estudamos, pude constatar que as formas de linguagem também favorecem a inclusão ou exclusão de alguém em um determinado grupo a diferença de classes sociais pode ser percebida, na maioria das vezes, pela fala. É muito comum na ficção fazerem um personagem fingir que pertence a um determinado grupo diferente do seu. A farsa se mantém até o mesmo “abrir a boca”, pois, quando isso acontece, a farsa cai por terra revelando imediatamente a origem que desejava ser escondida.

         A língua portuguesa criou ritmos que estão presentes em nossa vida cotidiana. Na atualidade, o conceito de certo e errado na língua está muito confuso, fala-se uma coisa e escreve-se outra! A língua muda, a gramática demora a mudar, é algo mais do que um mero instrumento de comunicação. Por outro lado, se a língua não mudasse, estaríamos todos falando latim.

        Finalizo esperando romper com o mito de que “É preciso saber gramática para falar e escrever bem” pois meus conhecimentos ainda são muito rudimentares e espero aperfeiçoá-los no decorrer deste curso.

 

Consulta:

SACCONI, Luiz Antônio. Dicionário essencial da língua portuguesa. São Paulo:Atual, 2001.

LEONARDO ECHEVENGUÁ

Subpáginas (2): Cinira Furtado Cinira Furtado
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