PROFESSOR COORDENADOR


OFICINA PEDAGÓGICA 2008              CIRCULARES             COMUNICADOS       RESOLUÇÕES

                  

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Críticas Construtivas

Published November 12th, 2006 in Liderança and Trabalho em Equipe.

 

Qualquer um que tenha outras pessoas sob sua responsabilidade em uma organização terá que dar críticas construtivas em algum momento. Aquela imagem do chefe que ficava gritando com todos e aterrorizando a equipe é coisa do passado (sim, eles ainda existem, mas usam técnicas de gestão ultrapassadas).

A crítica construtiva é uma ótima forma de feedback para o profissional, desde que seja bem dada. Se não são tomados os cuidados adequados, a crítica pode ser mal dada e confundida com humilhação. Quando feita corretamente, ajudará na melhoria da produtividade, criação de uma relação de confiança e reforço da liderança.

Quando precise criticar outra pessoa construtivamente, lembre-se de considerar o seguinte:

Escolha o ambiente adequado. O local deve ser tranqüilo e livre de interrupções. Não corra o risco de começar a conversa em um lugar aonde não poderá ser terminada, já que a idéia que quer transmitir ficará incompleta. Além disso, evite ao máximo realizar críticas de qualquer tipo em frente a terceiros, já que isso irá expor desnecessariamente seus pontos fracos e o deixará desconfortavel.

Escolha o momento adequado. Tente fazer a conversa em um momento livre de stress, já que isto poderá gerar reações excessivas das duas partes. Inclusive, é uma boa idéia dar feedback deste tipo fora do horário de trabalho, em um café, por exemplo. A pessoa criticada estará mais calma e aberta a suas idéias.

Faça um planejamento adequado. Prepare o que vai dizer, como vai dizê-lo e como agirá em função da reação do criticado. Este é um ponto muito importante para que você não se atrapalhe na comunicação e transmita a idéia errada.

Prepare a pessoa. Comece a conversa destacando os pontos fortes da pessoa, e as tarefas que estão sendo bem realizadas (sem exageros). Somente depois disto você deve dizer a ele que apesar dos pontos fortes, vocês precisam conversar sobre uma melhoria dos pontos fracos. Desta forma você estará estabelecendo um clima melhor para a parte mais difícil da conversa.

Comunique-se de forma clara e direta. Evite rodeios e indiretas. Diga o que precisa dizer de forma objetiva, para evitar interpretações erradas. Lembre-se que muitas pessoas podem se tornar emocionais ao serem criticadas, e transformar suas palavras em algo diferente do que está querendo dizer. Quanto mais direta for sua comunicação, menor este risco.

Não faça da crítica um monólogo. Deixe que a pessoa criticada expresse sua opinião em relação a suas idéias. Faça com que ela seja “cúmplice” das informações que você quer transmitir.

Faça uma lista dos pontos a melhorar, das ações específicas e estabeleça metas. Isto facilitará o entendimento de suas intenções. A lista deve ser curta e objetiva.

Termine a conversa de forma positiva. Diga algo do tipo “estou tendo esta conversa com você porque valorizo seus pontos fortes e sei que você pode corrigir seus defeitos”. Mostre que você tem interesse em sua evolução e como isso é importante para seu futuro profissional.

Não transforme a crítica em um drama. Ninguém gosta de ser criticado. Mesmo que muitos entendam que o objetivo de uma crítica construtiva é positivo, a maioria deixará a emoção participar da conversa. Suas atitudes devem ser voltadas a evitar isto, tratando o assunto como algo normal e positivo. Não estique a conversa mais do que o necessário. Evite também dizer previamente à pessoa que terá que conversar sobre algo negativo, já que isso gerará ansiedade e uma pré-disposição a rejeitar o assunto.

Dê seguimento. Marque uma data para revisar as atividades e metas, e dê seguimento às melhorias que foram obtidas. Não deixe o assunto de lado, ou não parecerá que você realmente se importa com o crescimento do profissional.Parte superior do formulário

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 Ética e educação.

A educação é uma socialização das novas gerações de uma sociedade e, enquanto tal, conserva os valores dominantes (a moral) naquela sociedade. A educação é também uma possibilidade e um impulso à transformação: desenvolvimento das potencialidades dos educandos.

Toda educação é uma ação interativa: se faz mediante informações, comunicação, diálogo entre seres humanos. Em toda educação há um outro em relação. Em toda educação, por tudo isso, a ética está implicada. Uma educação pode ser eficiente enquanto processo formativo e ao mesmo tempo, eticamente má, como foi a educação nazista, por exemplo.

Pode ser boa do ponto de vista da moral vigente e má do ponto de vista ético. A educação ética (ou, a ética na educação) acontece quando os valores no conteúdo e no exercício do ato de educar são valores humanos e humanizadores: a igualdade cívica, a justiça, a dignidade da pessoa, a democracia, a solidariedade, o desenvolvimento integral de cada um e de todos.

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TRABALHO COLETIVO

Planejamento e Trabalho Coletivo - Não há mudança sem direção; portanto, ao planejar é preciso que se saiba onde se pretende chegar (KUENZER, 1990).

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 O Professor Coordenador Pedagógico

Vivemos hoje uma sociedade onde a escola ocupa um lugar não muito nobre na escala de valores e de opções de perspectivas de vida da maioria dos indivíduos que nela transitam.

Por um lado temos alunos que não se "encaixam" nos projetos pedagógicos das escolas, e projetos pedagógicos que não se "encaixam" na realidade dos alunos. À parte dessa colocação, tenho uma outra não menos inquietante: A má formação dos professores, que é apontada como uma das causas dos problemas da educação no Brasil.

O receio da inovação, a segurança das metodologias tradicionais, a inexperiência didática, a formação na área pedagógica dos cursos de licenciatura com disciplinas fragmentadas e que são vistas pela maioria dos alunos apenas para "cumprir tabela" são algumas das dificuldades da formação docente.

Entretanto a formação inicial é um processo fundamental na construção da identidade do professor, mas é na formação continuada que esta identidade vai se consolidando.

Segundo Nóvoa (1992), concluir o magistério ou a licenciatura é apenas uma das etapas do longo processo de capacitação que não pode ser interrompido enquanto houver jovens querendo aprender.

É através da formação continuada enquanto processo que o professor vai construindo seus saberes e rompendo com as resistências impostas pelo sistema de ensino. O professor vai desconstruindo a rede das "seguranças metodológicas" que o levam a negar a mudança e a construir casulos de resistência nas escolas.

Casulos estes que geram uma enorme dificuldade de se pensar no conhecimento como algo dialético e não estático que dificulta a distribuição de conhecimento socialmente gerado, de maneira que o aluno perceba que o está recebendo.

Como Ressalta Demo (2000, p.20) "parece inaceitável que alguém que se dedica a fazer crianças aprender, seja criticado exatamente pela incompetência de fazê-lo".

Mas é assim que acontece. E a escola não escapa da crítica, pois sofre do mesmo paradigma cristalizado da onipotência do saber, com limitações para aprender, com dificuldades para transformar.

Mas o que se busca não é uma transformação imediata, sem reflexão, mas uma transformação que seja baseada na autonomia, no conhecimento visto como algo dialético, prático e ao mesmo tempo social, pois o conhecimento estabelece relações de homens com outros homens e destes homens com objetos.

Como ressalta Alves et alii (1992, p.75).

"Homens que através de sua ação transformadora se transformam. É neste processo que os homens produzem conhecimentos, sejam os mais singelos, sejam os mais sofisticados, sejam aqueles que resolvem  um problema cotidiano, sejam os que criam teorias explicativas".

Diante dessa realidade, e do imenso e diversificado universo escolar, dentre os muitos atores que nele atuam, temos a figura do Professor Coordenador Pedagógico que é o profissional que atua na gestão da escola e que tem como uma de suas funções construir um ambiente democrático e participativo. O que não é uma tarefa fácil.

O Professor Coordenador Pedagógico precisa se despir de sua imagem de "chefe" para tornar-se igual, para criar um clima em que todos participem coletivamente.

Pois administrar, assim como educar, não é uma ação individual, feita de um só sujeito, mas sim uma atividade coletiva que infere em discussões, em administrar conflitos, ceder a idéias dos outros, fazer com que as pessoas participem com suas idéias, façam e recebam críticas e aceitem os consensos.

Por isto, creio que o Professor Coordenador Pedagógico seja o profissional que atuando democraticamente (e internamente), leve o professor à reflexão da sua prática, gerando assim, questões para o debate constante a que podemos chamar de formação continuada docente.

Pois efetivamente, não existe educação sem a reflexão da própria prática.

Cria-se assim, segundo Nóvoa (1992) o paradigma do professor reflexivo, ou seja, do professor que pensa e elabora em cima da prática.

Para atender tal demanda o Professor Coordenador Pedagógico deve manter-se atualizado, realizando leituras especificas da sua área de atuação bem como a respeito de assuntos da contemporaneidade social.

Ou seja, o Professor Coordenador Pedagógico também está inserido no processo de formação continuada, formando e sendo formado numa relação dialética.

Concluindo, reforço ainda a importância e a atualidade desse assunto e a constatação que a figura do Professor Coordenador Pedagógico é indispensável na escola, mantendo-se uma postura democrática, para efetivamente contribuir no campo da formação docente.

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