3. Funcionalidades do Sistema

            Todo o procedimento desde a entrada do paciente no hospital até sua saída deve ser gerenciado. As funcionalidades do sistema estão listadas nos itens abaixo.

3.1            Entrada do paciente no hospital

            3.1.1    Emergência

Inicia o atendimento a um paciente.

            3.1.2    Avaliar condições do paciente

É realizada uma avaliação prévia do estado de um paciente por um profissional capacitado, para futuro cadastro no sistema.

            3.1.3    Registrar acontecimentos

Relatar o que aconteceu com o paciente para que ele tenha sido levado para o hospital. Quem prestou o socorro faz o depoimento sobre os acontecimentos.

            3.1.4    Cadastrar paciente

Cadastrar os dados pessoais do paciente. Se o paciente for avaliado como “parada respiratória” ele irá direto para entubação na UTI (essas informações são cadastradas no sistema). Se o paciente for avaliado como “caso cirúrgico” ele é levado direto para o Centro Cirúrgico onde a equipe médica irá realizar o procedimento. Caso não seja algo tão grave, apenas realiza-se o cadastro do registrando-se os acontecimentos e a avaliação realizada pelo médico plantonista na chegada do paciente.

            3.1.5    Realizar exames

Cadastrar exames solicitados pelo médico responsável pelo atendimento ao paciente.

            3.1.6    Analisar resultado dos exames

Inserir informações acerca do resultado da análise dos exames solicitados pelo médico.

            3.1.7    Encaminhar paciente

Encaminhar o paciente para o local definido pelo médico onde ele será monitorado. Se o paciente estiver saindo da entubação ou de uma cirurgia, essa informação deve ser inserida aqui, juntamente com o local para onde o paciente deverá ser encaminhado.

 

3.2            Monitoramento do paciente

            O monitoramento de cada paciente é feito através dos seguintes aparelhos:

·         Oxímetro de pulso;

Figura 1: Oxímetro de pulso.

·         Eletrocardiograma

Figura 2: Eletrocardiograma.

·         Respirador Takaoka

Figura 3: Repirador Takaoka

            3.2.1    Monitorar pulso

                        Monitorar em tempo real o pulso de um paciente.

            3.2.2    Monitorar respiração

                        Monitorar em tempo real a respiração de um paciente.

            3.2.3    Monitorar pressão

                        Monitorar em tempo real a pressão de um paciente.

            3.2.4    Analisar dados do paciente

                        Realizar uma análise dos dados do paciente (pulso, respiração e/ou pressão).

            3.2.5    Realizar diagnóstico

Estabelecer um diagnóstico após análise dos dados do paciente. O sistema também deverá possibilitar o cadastro de novos possíveis diagnósticos, associando os sintomas e os tratamentos correspondentes.

                        Alguns diagnósticos que o sistema deve estar apto a definir são:

·         Hipotensão grave:

                        Sintomas: Pressão próxima a 40x20, início de parada cardíaca.

Tratamento: Iniciar massagem cardíaca imediatamente (não pode passar mais de 5 minutos para iniciar), injetar adrenalina (1 ampola de 3 em 3 minutos totalizando aproximadamente 6 ampolas) e injetar atropina quando o pulso for menor que 40 BPM (aproximadamente 3 ampolas).

·         Hipotensão:

                        Sintomas: Pressão inferior a 90x60.

Tratamento: Aumentar hidratação venosa através da aplicação de soro ringer ou soro fisiológico (caso o paciente seja idoso, não pode ser hidratado muito, há grande probabilidade de ser cardiopata ou seus rins não funcionarem corretamente), aplicar dobutamina ou dopamina injetável para manter a pressão em padrões normais.

·         Hipertensão Grave:

                        Sintomas: Pressão próxima a 180x110.

                        Tratamento: Aplicar captopril sublingual.

·         Hipertensão Gravíssima:

                        Sintomas: Pressão próxima a 220x160.

                        Tratamento: Aplicar captopril sublingual.

·         Dispinéia:

                        Sintomas: Dificuldade pra respirar.

Tratamento: Instalar oxigênio tipo cateter nas narinas com 2 litros por minuto até que se façam exames de sangue. Realizar gasometria arterial até que veja a quantidade de gases circulantes para aumentar ou não o oxigênio. Se for com tosse pode ser uma embolia pulmonar, o que é grave e pode até matar o paciente. Neste caso, injetar heparina.

·         Apnéia:

                        Sintomas: Parada respiratória

Tratamento: Usar o ambú para levar oxigênio para os pulmões até que paciente seja entubado para respirar através de aparelhos.

·         Bradipnéia:

                        Sintomas: Respiração lenta

Tratamento: Instalar oxigênio, utilizar oxímetro de pulso ou gasometria arterial para avaliar gases, possivelmente haverá necessidade de entubar antes que entre em falência do pulmão.

·         Taquipnéia:

                        Sintomas: Respiração acelerada.

                        Tratamento: Entubar e aplicar hidrocortisona.

            3.2.6    Iniciar tratamento

                        Estabelecer e iniciar um tratamento para aquele diagnóstico.

            3.2.7    Iniciar medicação

Determinar quais medicamentos serão usados no tratamento e iniciar sua aplicação no paciente.

            3.2.8    Criar chamada de emergência

Criar um chamado de emergência caso a análise em tempo real dos dados do paciente ultrapasse os limites da normalidade.

Deve haver prioridade de atendimento de acordo com o diagnóstico levantado de cada paciente em estado de emergência. Os níveis de prioridade variam de 1 a 5 e são descritos a seguir:

·         1 (mais prioritário): Apnéia (não respira – 0 RPM – depois de 30 minutos nesta condição é considerado óbito);

·         2 Bradicardia (pulso abaixo de 60 BPM), Hipotensão grave, Taquicardia grave (pulso acima de 120 BPM);

·         3 Taquipnéia (respiração rápida – acima de 22 RPM / por volta de Sat O2 78%), Bradipnéia (respiração lenta – 8 a 14 RPM / por volta de Sat O2 80%);

·         4 Dispnéia (respiração dificultosa / por volta Sat O2 85%), Taquicardia (100 BPM – para adulto saudável);

·         5 Normocárdico (normal – 60 a 80 BPM), Eupnéia (normal – 14 a 22 RPM / Sat O2 90% – 100%), Pressão Limite.

Obs.: A idade do paciente pode ser critério de desempate na hora do atendimento. Quanto mais novo, geralmente maior é a chance de sobrevivência. Se o paciente não tem indicação para reanimação é porque não há muito o que fazer para salvá-lo.

            3.2.9    Atender paciente

                        Prestar atendimento ao paciente de acordo com o chamado de emergência.

            3.2.10  Gerar resultado

Gerar relatório detalhado com o resultado do atendimento realizado ao paciente. O paciente pode vir a óbito ou voltar para monitoramento na UTI.

            3.2.11  Dar alta

                        Dar alta a um paciente.

3.3            Cadastros

            O sistema deve disponibilizar os seguintes cadastros:

1.3.1        Cadastro de Equipes

O médico responsável pela UTI deve ser capaz de montar equipes formadas por um médico (o líder da equipe), enfermeiros e técnicos de enfermagem. Cada equipe deve ser responsável por uma área da UTI.

1.3.2         Cadastro de Drogas

O sistema deverá ter a funcionalidade de cadastro de drogas a serem usadas na UTI.

1.3.3        Cadastro de Tratamento

Haverá o cadastro de posologias para cada droga.

1.3.4        Cadastro de Doenças

Doenças poderão ser registradas no sistema para que seja possível automatizar o diagnóstico de pacientes.

1.3.5        Cadastro de Diagnóstico

O sistema disponibilizará o cadastro de diagnósticos baseados nas leituras dos sinais vitais e associados a doenças e a tratamentos específicos.

1.3.6        Registro de Óbito

No caso de falecimento de algum paciente, o óbito será registrado pelo sistema por um enfermeiro da equipe responsável.

3.4            Diagrama de classes

            

Figura 4: Diagrama de classes

3.5            Demais funcionalidades

            Caso o sistema falhe, por qualquer motivo um alarme deve ser acionado alertando o administrador do sistema sobre o ocorrido. Caso algum aparelho de monitoramento também falhe, um alarme deve ser acionado alertando agora o responsável direto por aquele equipamento. O sistema se auto-monitora sempre para avisar com antecedência caso alguma falha possa a ocorrer futuramente, de forma a evitar danos catastróficos em que todo o sistema fica inoperante.