Os ecossistemas fluviais portugueses são um património natural único, muito rico em espécies piscícolas endémicas, sendo também um recurso fundamental de água doce. Nas últimas décadas, a forte pressão antrópica sobre estes ecossistemas tem conduzido a mudanças consideráveis das comunidades piscícolas: as espécies nativas têm registado importantes reduções populacionais e observa-se um aumento do número de espécies exóticas e a expansão geográfica das suas populações.

 

A monitorização das populações piscícolas é um instrumento fundamental para uma gestão sustentável das mesmas e dos ecossistemas fluviais onde se integram, constituindo a fauna piscícola um dos elementos de qualidade biológica utilizados para avaliar o estado ecológico dos curso de água, tal como é imposto pela Directiva Quadro da Água. Porém, a maioria das espécies piscícolas nativas apresenta elevada semelhança morfológica e frequente ocorrência de hibridação, o que dificulta uma correta identificação da espécie observada, comprometendo deste modo a efetiva gestão e conservação destes valores naturais.

 

Este curso intensivo, com duração de uma semana, tem como objetivo aprofundar o conhecimento sobre as comunidades de peixes existentes nos ecossistemas fluviais portugueses. O curso terá uma forte componente prática, dando a oportunidade aos participantes de conhecer e aprender a identificar as mais de 60 espécies nativas e exóticas encontradas nos nossos rios. Será dada ênfase à distribuição geográfica das diferentes espécies, morfologia, ecologia, diversidade genética, conservação, técnicas de captura e amostragem, ética e bem-estar e problemática das espécies exóticas.

Pretende-se que no final deste curso os participantes tenham adquirido competências que lhes permitam participar ativamente no estudo, monitorização e gestão sustentável das comunidades piscícolas.


PÚBLICO-ALVO:

Este curso é direcionado a consultores, técnicos de empresas e de agências na área do ambiente, estudantes de biologia, ciências florestais ou ambientais, assim como outros interessados no estudo da ictiofauna e na gestão/conservação da natureza.


FOLHETO: 


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Filip Ribeiro,
Aug 1, 2016, 2:16 AM