Propostas de Trabalho


 

ATP Maria Cristina Riondet Cunha

cristinariondet@gmail.com

 

 LÍNGUA PORTUGUESA / LÍNGUA ESPANHOLA

 

                                   OFICINA PEDAGÓGICA | DIRETORIA DE ENSINO | SECRETARIA | CENP 

 

HORA DA LEITURA

*Relação das propostas de trabalho com gêneros que estão postados abaixo*

 

  • GÊNERO – LITERÁRIO - CONTO
  • GÊNEROS DE IMPRENSA
    OLHA O JORNAL: QUEM VAI QUERER?
  • O TEXTO PUBLICITÁRIO


GÊNERO – LITERÁRIO - CONTO
Leitura no cotidiano das aulas do Ciclo II do EF, com ênfase
• na modalidade de organização didática, conhecida como “Atividade Permanente”, ou seja, ação pedagógica que se repete de modo regular, por exemplo, semanalmente ou quinzenalmente, com a finalidade de permitir a convivência freqüente e intensa com determinado gênero de texto, proporcionando aos alunos oportunidades de experimentar diferentes modos de ler, para que possam desenvolver estratégias diversificadas de leitura;
• no procedimento “Leitura Compartilhada” como lugar privilegiado de ler com o aluno conversando e construindo o sentido do texto.

RODA DE LEITURA COM CONTOS

Sugestão de acervo
Os módulos de ficção do PNLD-2005, como já foi dito, serão distribuídos às escolas do Ciclo II do Ensino Fundamental. Dos títulos que compõem esses módulos, o professor deverá selecionar os títulos para desenvolver este trabalho.

Introdução
Ao longo desta proposta, o aluno pode ter um rico processo de aprendizagem, especialmente, no desenvolvimento do seu gosto pela leitura e pelo exercício de utilização das quatro atividades básicas, como ler/escrever, falar/ouvir. Além de compreender que ler é uma negociação de sentidos, a partir da articulação das experiências e conhecimentos dos leitores, as especificidades de cada texto/autor e as características dos gêneros e seus usos sociais.

Recursos didáticos
Caderno de registro do aluno, coletânea de contos.

Caderno de registro
Cada aluno terá seu caderno de registro. Deste, constará a relação de obras lidas/analisadas/trabalhadas, como forma de elaborar uma memória das leituras feitas.

Organização da sala de aula
Explique para os alunos a finalidade da atividade, bem como seu desenvolvimento. Organize com eles os livros a serem lidos, distribuindo-os entre os alunos. Propicie momentos de leitura em pequenos grupos/duplas/trios, outros, de leitura individual. Outros ainda em que todos da classe estarão envolvidos, de forma coletiva e, ao mesmo tempo.

Desenvolvimento da atividade – tempo: 3 aulas

1. Organize o acervo selecionado para esse momento, de tal forma que as dupla/trio/pequenos grupos de alunos tenham um livro.
2. Comece o trabalho, solicitando que cada grupo analise seu livro, atentando para o título, o nome do autor, as cores e as ilustrações, tanto da capa, quanto do miolo do livro (quando houver), . Dê um tempo para isso.
3. Peça que alguns grupos falem sobre as análises feitas, mostrando seus livros para os demais colegas. Procure valorizar as hipóteses dos alunos, sem deixar de mostrar as inconsistências que possam ocorrer. Explicite que o leitor proficiente, em situação de escolha livre, usa esta estratégia de leitura, por exemplo, na hora de decidir sobre a aquisição ou não de um livro: o “objeto livro” pode ser um primeiro contato que conquista ou não o leitor, especialmente, os mais jovens.
4. Faça com os alunos a lista do que está sendo lido na classe, com o título dos livros, nomes dos autores, editoras, de tal maneira que saibam com qual acervo estão trabalhando, até mesmo para futuras leituras. A listagem pode ser feita, com cada grupo escrevendo os dados de sua obra, na lousa. Pode ainda ser feita no computador (quando for o caso) e, posteriormente, ser reproduzida para todos. Esta lista deve estar no caderno de registro de cada aluno.
5. Provavelmente, os livros são coletâneas de contos cujos títulos estão no sumário. Assim, solicite que os alunos leiam-no e escolham um conto para ser lido nesse momento.
6. Para orientar os alunos, dê alguns objetivos para a leitura deles, a partir da análise de alguns elementos do gênero “conto”, objetivando ainda a elaboração de uma síntese da narrativa lida.
7. Solicite que escrevam no caderno de registro a síntese, e, sem seguida, faça uma ”RODA DE LEITORES”. É o momento de muita troca, pois cada um dos alunos deverá contar para os colegas o que leu.
OBS.; alertar os alunos que devem anotar os nomes de alguns personagens das histórias discutidas na roda, bem como alguns episódios, porque serão utilizados na etapa seguinte..
8. Para concluir, cada dupla/trio/pequeno grupo deve produzir uma história/conto, fazendo uma “Salada de Contos”, utilizando suas anotações da etapa anterior e misturando as histórias lidas, de forma a criar uma nova história com vários desses elementos misturados. Organizar, posteriormente, uma “RODA DE LEITORES” com as produções dos alunos.

Avaliação
O professor poderá ao final da última aula dada discutir:
1 - o que sabíamos sobre contos;
2 - o que aprendemos;
3 - o que queremos saber mais;
4 - como analisamos a “roda de leitores”.

Outras leituras
Sugerir aos alunos para ampliação do repertório cultural:
1 - Assistir na TV Cultura ao programa “Contos da meia-noite”
2 - Selecionar um filme adaptado de um conto conhecido, para a organização de um dia de O CINEMA NA ESCOLA com os alunos da série, ou da escola.

Bibliografia de referência
1 - “Para ler os clássicos” - Ítalo Calvino
2 - “Como e por que ler os clássicos universais desde cedo” -Ana Maria Machado
3 - “Estética da criação verbal” – Baktin
4 - “Estratégias de leitura”- Isabel Solé

GÊNEROS DE IMPRENSA
OLHA O JORNAL: QUEM VAI QUERER?

Introdução
Com esse trabalho, o aluno pode ter um rico processo de aprendizagem, especialmente, no que se refere à sua formação no exercício da cidadania, ao se enfatizar uma proposta de leitura de tv, no seu sentido mais amplo.

Objetivos com relação a competências/habilidades.
Com este trabalho, pretende-se que os alunos sejam capazes de:
• perceber e criticar o conceito de “fato”;
• compreender a importância de manter-se informado e do papel que a informação representa nas escolhas pessoais;
• ter consciência do papel que o jornal representa no mundo de hoje, na formação de opinião do público;
• ter consciência do conteúdo e da organização de um jornal;
• aprofundar o estudo do gênero notícia, levando o aluno a reconhecer as características desse texto, em relação a outros: os elementos que compõem o contexto de produção da notícia, conteúdos pertinentes a uma notícia, sua estrutura, as marcas lingüísticas e não lingüísticas que a definem, enquanto um gênero.

Recursos didáticos
Caderno de registro do aluno, jornais, fitas com telejornais gravados, tv, vídeo

Caderno de registro
Cada aluno terá seu caderno de registro. Deste, constarão duas partes: uma síntese de cada atividade realizada e a relação de obras lidas/analisadas/trabalhadas, como forma de elaborar uma memória das leituras feitas.

Organização da sala de aula
Explicar para os alunos a finalidade da atividade, bem como seu desenvolvimento: momentos de trabalho em classe e outros, em casa.

Desenvolvimento da atividade

1 - Selecione de jornais impressos algumas notícias, cujos assuntos possam interessar à turma. Essa seleção deve contemplar notícias dos diversos cadernos e das diversas seções, de forma que os alunos possam ter uma amostra inicial da forma como esse gênero se configura, na distribuição por assunto.
OBS.: não recorte as notícias escolhidas, mas deixe-as na folha integral, para que os alunos tenham os indicadores contextuais do texto selecionado: nome do jornal, data, página, possível caderno ou seção, etc
2 - Faça uma organização dos alunos em duplas/trios/pequenos grupos, de tal maneira que cada um receba um texto.
Solicite que cada grupo leia, nos grupos, sua notícia, atentando para:
A - Os seguintes elementos do gênero:
• Quem?
• Onde?
• Quando?
• Como/ Por quê?
• Relação manchete (título) e a notícia
B - A relação da notícia com o restante da página do jornal:
• Qual o destaque dado para ela/ que tamanho tem/qual sua manchete?
• Que espaço ocupa/em que lugar está na página?
• Há fotos ou imagens que ilustrem a notícia? De que forma o fazem?
OBS.: Esclareça que haverá a “Hora da notícia”, por isto, cada grupo deve saber falar sobre o que leu. No primeiro momento, os alunos não devem dar suas opiniões sobre o que leram, mas sim, sintetizar as notícias lidas.
3 - Organize, após a leitura e preparação dos grupos, a “Hora da notícia” — momento em que cada grupo faz um breve relato do texto lido.
4 - Em seguida, oportunize a discussão das notícias, solicitando que os alunos dêem suas opiniões e defendam suas idéias sobre: a) os assuntos veiculados; b) a pertinência dos assuntos escolhidos; c) a posição ocupada por sua notícia na página do jornal.
5 - Depois dessa discussão, organize na lousa, as manchetes das notícias lidas e vá, junto com os alunos, classificando os textos analisados nos diversos assuntos/cadernos de um possível jornal: esporte, política, internacional, turismo, informática, saúde, ciência etc. Esclareça que essas várias notícias selecionadas de diferentes jornais poderiam constituir um jornal e seus respectivos cadernos de assuntos.
6 - A seguir, converse a respeito dos telejornais que os alunos conhecem/assistem. Procure levantar com eles as diferenças entre um jornal impresso e um jornal televisivo — esse é um “gênero televisivo, geralmente diário, que apresenta os fatos considerados mais significativos do mundo, do país, da região ou cidade, organizados por meio de uma pauta, articulando as intervenções do apresentador (também chamado “âncora”), repórteres e comentaristas.” (Napolitano, 2003).
7 - Leve para a classe um telejornal gravado e exiba-o para a turma, com o objetivo de perceberem a lógica da construção de um jornal, a partir da análise de sua pauta.
8 - Faça a exibição do telejornal, congelando as imagens, demonstrando quando um assunto acaba e outro começa, solicitando que os alunos analisem os seguintes pontos:
a. a relação entre a importância da notícia e sua duração no jornal;
b. a relação entre texto escrito, imagem e som: as figuras, as expressões e o tom da voz dos apresentadores, repórteres, comentarista, as cenas mostradas ou destacadas, os entrevistados (quando houver).
c. a diferença entre opinião e informação— dada a influência que o jornalismo atingiu nos acontecimentos da sociedade e os jogos de interesses por trás das grandes empresas de Comunicação, não há como negar a necessidade de investigação jornalística, tanto no sentido de apuração dos fatos para produção de notícias, quanto no sentido de pesquisa a respeito da organização dos fatos tal como é realizada.
9 - Em seguida, converse com os alunos sobre a chamada “objetividade” jornalística, a partir da explicitação dos critérios de seleção e apresentação da pauta do jornal (seja ele televisivo, radiofônico, impresso ou eletrônico).
10 - Peça que os alunos assistam em casa a um telejornal, prestando atenção e anotando os aspectos discutidos em classe. Seria conveniente haver uma distribuição entre os alunos, de forma a contemplar os diferentes telejornais veiculados na cidade.
11 - Na aula seguinte, discuta com os alunos o trabalho realizado em casa, como forma de comparar os telejornais assistidos e suas respectivas ideologias, levando em conta suas pautas.
12 - Para concluir, os alunos organizados em pequenos grupos, elaboram jornais falados, a partir do que leram nas aulas anteriores, do que assistiram em casa, além de complementarem com fatos que julguem importantes mas que não foram contemplados ainda.
OBS.: a apresentação dos alunos pressupõe uma preparação que considere:
a) a definição de qual é o público e qual é a “linha” do jornal;
b) a elaboração da pauta, ou seja, a seleção do que vão veicular;
c) a redação das notícias e eventuais usos de imagens (que podem ser cartazes com colagens de fotos, desenhos, tabelas, etc. É possível até mesmo fazer pequenas encenações com os alunos no papel de repórteres entrevistando pessoas, especialistas...)
d) o ensaio para a apresentação.

Avaliação:
1 - O que sabíamos sobre notícias e jornais;
2 - O que aprendemos;
3 - O que queremos saber mais;
4 - Como analisamos os telejornais realizados.

Bibliografia
Napolitano, Marcos. Como usar a televisão em sala de aula SP: Contexto, 2003.
Faria, Maria Alice & Zanchetta Jr, Juvenal. Para ler e fazer o jornal na sala de aula. SP: Contexto, 2002


- O TEXTO PUBLICITÁRIO -

Introdução
Até o início do século XX, a publicidade era em geral informativa, para levar os consumidores a conhecerem e comprarem os produtos oferecidos pela crescente indústria. No século XX, a publicidade é a linguagem pública dominante, pois relaciona, através de imagens, as mercadorias de consumo aos estilos de vida, valores e papéis sociais. A finalidade da propaganda é vender e para isso usa uma linguagem que procura convencer o consumidor, na direção de comprar o produto da publicidade, seja ele, um objeto, uma imagem, um serviço, uma idéia etc.

É assim que a publicidade, como uma das sustentações da sociedade de consumo, acaba, de um lado, por ensinar uma visão de mundo e por ditar os comportamentos e valores aceitáveis ou não. Por outro lado, não se pode deixar de dizer que a propaganda é também arte e neste sentido, sua linguagem possui todo um trabalho artístico que é preciso compreender.

Objetivo
Com este trabalho, pretende-se que os alunos sejam capazes de compreender não só as finalidades e características lingüísticas e textuais do texto publicitário, mas também pode tornar-se um consumidor mais atento e crítico, pois conhece quais são os elementos de persuasão que a publicidade usa para conquistar seu público.

Recursos didáticos
Caderno de registro do aluno, propagandas retiradas de revistas e jornais, cola, papel pardo, tesoura, folha sulfite, lápis de cor/cera; canetas coloridas.

Caderno de registro
Cada aluno terá seu caderno de registro. Deste, constarão uma síntese de cada atividade realizada e a relação de obras lidas/analisadas/trabalhadas, como forma de elaborar uma memória das leituras feitas.

Organização da sala de aula
Explique para os alunos a finalidade da atividade, bem como seu desenvolvimento. Avise que cada aluno deve trazer, em data marcada, propagandas retiradas de revistas e jornais.

Desenvolvimento da atividade

1 - Organize o acervo selecionado para esse momento, com as contribuições trazidas pelos alunos, a partir de alguns critérios, como:
• Público a quem se destinam;
• Produtos: de higiene, alimentação, etc;
• Bens duráveis: carro, aparelhos eletrônicos, etc.
2 - Distribua a turma em grupos, a partir da seleção acima, de tal maneira, que cada um receba as propagandas relacionadas ao seu critério.
3 - Solicite que os alunos selecionem uma ou duas (a depender do número de alunos na classe) das que mais gostaram e que devem ir para um papel pardo, de forma que se tenha uma variedade grande de textos publicitários;
4 - Afixe o papel pardo na sala de aula para divulgação do trabalho feito e para consulta/análise lingüística dos alunos das propagandas selecionadas.
Em primeiro lugar, proceda à análise das propagandas quanto à relação entre o texto escrito e a imagem, Por exemplo, o logotipo da Nestlé (=símbolo que representa o nome da empresa ou do produto) é um ninho com três pássaros de tamanhos diferentes, sendo que um deles está numa posição como que chegando ao ninho, trazendo alimento. Os pássaros podem representar o pai, a mãe e o filho, ou seja, a proteção que vem da família, uma vez que os produtos desta marca referem-se à alimentação: leite, chocolate, bolacha etc. Garanta na análise que os alunos percebam que as cores e o tipo de letra utilizados são também importantes nas propagandas para chamar a atenção do consumidor;
5 - Solicite que os alunos criem outros "slogans" para os produtos veiculados nas propagandas selecionadas, atentando para as características específicas da linguagem da propaganda, como por exemplo, uso de qualificativos ("Só Omo lava mais branco"), uso de verbo no imperativo ("Abuse, use C&A"), rimas ( "Danoninho, vale por um bifinho", "Tomou Doril, a dor sumiu"), linguagem argumentativa ( "Se a marca é CICA, bons produtos indica", "Quem come um, pede BIS"), etc;
6 - Escolha junto com os alunos uma das marcas/produtos para criarem um anúncio publicitário que contenha os três elementos desse tipo de texto: texto escrito ( que ofereça informações sobre o produto, destaque as qualidades positivas do produto e procure convencer o consumidor a adquirir o produto), ilustração (fotografia, gravura, desenho, gráfico etc) que qualifique bem o produto e "slogan"(frase sintética e atraente, de fácil memorização). Atentar também para as cores e os tipos de letras escolhidos para atrair o leitor;
7 - Organize junto com os alunos a divulgação das propagandas elaboradas. Pesquisar os endereços das marcas/produtos e enviar as propagandas feitas pelos alunos aos respectivos fabricantes (é sempre interessante que os alunos vivenciem situações de produção de texto com interlocutores reais).

Avaliação
Ao longo do desenvolvimento desta proposta de trabalho, o aluno acaba por estabelecer uma relação entre o mundo e a sala de aula, compreendendo que o texto de propaganda tem importância na escola porque é importante fora dela. Entendendo que o aluno nunca é uma "tábula rasa", ou seja, chega à escola com alguns conhecimentos construídos na sua relação com a escrita e seus usos sociais, essa proposta trabalha a relação entre os conhecimentos prévios que o aluno traz para a aprendizagem e o que acabou aprendendo com a atividade:
• quais marcas/produtos conhece?
• para que servem os produtos?e suas propagandas?
• quais "slogans" tem de memória?
• por que neste tipo de texto o tamanho e o tipo das letras são importantes? quais cores são usadas em cada propaganda? por quê?
• como é possível convencer o outro a comprar? quais palavras representam as qualidades dos produtos? o que a ilustração tem a ver com o texto escrito?

Ao final do trabalho, o aluno terá tido a oportunidade de fazer várias reflexões sobre o mundo que vive e sobre a própria linguagem que expressa e constitui esse mundo.

Avaliação
1-O que sabíamos sobre propagandas;
2-O que aprendemos;
3-O que queremos saber mais;
4-Como analisamos as propagandas elaboradas pelos alunos.

Bibliografia
CARVALHO, Nelly de. Publicidade: a linguagem da sedução. São Paulo: Ática, 1996
SANDMAN, Antônio. A linguagem da propaganda. SP: Contexto, 2003
VESTERGAARD, Torben e SCHRODER, Kim. A linguagem da propaganda. São Paulo: Martins Fontes, 1994.