CLUBE DE CINEMA 


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AGRUPAMENTO VERTICAL DE ESCOLAS DO CONCELHO DE ALFÂNDEGA DA FÉ

ESCOLA EB 2,3/S DE ALFÂNDEGA DA FÉ

 

RESPONSÁVEIS:  Maria Leonor Pires / João Nunes

E-mail: joaoalfandega@gmail.com 

Blog: http://joaoprofessor.blogspot.com Blog: http://professorjoaonunes.blogspot.com

Site: http://professorjoaonunes.googlepages.com   

 

E-mail: leonoralfandega@gmail.com

 

FILME DO MÊS

HORÁRIO

Auditório

NATAL 2008/2009

O NASCIMENTO DE CRISTO

A IDADE DO GELO

30 OUTUBRO

300

27 NOVEMBRO

O GLADIADOR

29 JANEIRO

O NOME DA ROSA

 26 FEVEREIRO

OS CAPITÃES DE ABRIL

 29 ABRIL

A VIDA É BELA

27 MAIO

Filmes em Alfândega da Fé

CENTRO CULTURAL MESTRE JOSÉ RODRIGUES

NOVEMBRO 07

21.30

NEXT: Sem alternativa

17 e 18

Hora de Ponta 3

24 e 25

JANEIRO 08

5

UMA HISTÓRIA DE ENCANTAR

12 e 13

ELIZABETH

A idade do ouro

19 e 20

A GUERRA

26 e 27

HITMAN

Agente 47

FEVEREIRO 2008

MARÇO 2008

1 e 2

O comboio das 3 e 10

8 e 9

SAW IV

15 e 16

ALVIM E OS ESQUILOS

29 e 30

ASTÉRIX: Os Jogos Olímpicos

 

DIA DE S.VALENTIM

 

FILMES ESPECIAIS

AUDITÓRIO

DIA DOS NAMORADOS

14 de Fevereiro

Sessões: 9.00; 11.00 e 15.30

O Príncipe e Eu

A História da Cinderela

O Nascimento de Cristo

Título original: The Nativity Story
Título : O nascimento de Cristo
Realização: Catherine Hardwicke
Intérpretes: Keisha Castle-Hughes, Oscar Issac, Hiam Abbass, Shaul Toub, Alexander Siddig, Shohreh Agdashloo, Ciaran Hinds
Estados Unidos, 2006
Estreia: 7 de Dezembro de 2006

 “O Nascimento de Cristo” narra a árdua jornada de duas pessoas, Maria e José, uma gravidez milagrosa e o histórico nascimento de Jesus.
Esta dramática e irresistível história ganha vida numa poderosa produção cinematográfica tendo como protagonistas Keisha Castle-Hughes (Whale Rider) como Maria, Oscar Isaac (upcoming Guerrilla) como José e Shoreh Aghdashloo (House of Sand and Fog) como Isabel, a mãe de João Baptista.
O filme é realizado por Catherine Hardwicke (Thirteen, Lords of Dogtown) com argumento de Mike Rich (The Rookie, Finding Forrester).

 

 

A Idade do Gelo/Ice Age
Realizado por Chris Wedge

EUA, 2002 Cor – 81 min.

Com as vozes de:Ray Romano, John Leguizamo, Denis Leary, Goran Visnjk, Jack Black, Tara Strong, Cedric “The Entertainer”, Stephen Root

Com o início da Idade do Gelo, os mamíferos deslocam-se para paragens mais amenas. Sid (Leguizamo), uma preguiça, é deixado para trás, por ser considerado algo chato pelos outros indivíduos da sua espécie. Cedo encontra um companheiro de viagem, com ar de poucos amigos, o mamute Manfred (Romano). Entretanto, um grupo de tigres dentes de sabre, procurando a vingança contra os humanos que os caçam, decide raptar o bebé do líder de uma tribo, para o torturar lentamente antes de o matar. A preguiça e o mamute vêm-se na posição de baby-sitters, enquanto procuram devolver a criança aos seus, ajudados – ou talvez não – pelo tigre dentes-de-sabre, Diego (Leary).

 

FILME

300

Elenco: Gerard Butler, Lena Headey, David Wenham, Dominic West, Rodrigo Santoro.

Direção: Zack Snyder

Gênero: Acção

Tempo de Duração: 117 minutos


Em 480 antes de Cristo, 300 é um relato sangrento da Batalha das Termópilas, da Antiguidade, na qual o Rei Leônidas (Gerard Butler) e 300 espartanos lutaram até a morte contra Xerxes (Rodrigo Santoro) e seu numeroso exército persa. Enfrentando dificuldades insuperáveis, o sacrifício desses homens levou toda a Grécia a se unir contra o inimigo persa, traçando um marco no caminho para a democracia. Inspirada pela obra de Frank Miller, criador da graphic novel Sin City, o filme é uma aventura épica que fala de paixão, coragem, liberdade e sacrifício, incorporados pelos guerreiros espartanos que lutaram em uma das maiores batalhas da história.

 

FILME

 

O Gladiador

TÍTULO DO FILME: GLADIADOR (Gladiator, EUA, 2000)
DIREÇCÃO: Ridley Scott
ELENCO: Russel Crowe, Joaquin Phoenix, Richard Harris, Connie Nielsen, Oliver Reed, Derek Jacobi, Ralph Moeller, Spencer Treat Clark; 154 min.


RESUMO
O ano é 180 e o general romano Máximo (Russel Crowe), servindo o seu imperador Marco Aurélio (Richard Harris), prepara seu exército para impedir a invasão dos bárbaros germânicos. Durante o combate, Máximo fica sabendo que Marco Aurélio, já velho e ciente de sua morte, quer lhe passar o comando do Império Romano. A trama onde Cômodo (Joaquin Phoenix), filho do imperador, mata o pai, assumindo o comando do Império, não é historicamente verídica. Na verdade, Cômodo assumiu quando seu pai morreu afetado por uma peste, adquirida durante uma nova campanha no Danúbio.
Enquanto Cômodo assume o trono, Máximo que escapa da morte, torna-se escravo e gladiador, travando batalhas sangrentas no Coliseu, a nova forma de divertimento dos romanos. Máximo, disposto a vingar o assassinato de sua mulher e de seu filho, sabe que é preciso triunfar para ganhar a confiança da platéia. Acumulando cadáveres nas arenas o gladiador luta por uma causa pessoal, de forma quase que solitária e leva benefícios ao povo, submetido pela política do "pão e circo".
"Nesta vida ou na próxima eu terei minha vingança". Máximo sabe que o controle da multidão será vital para que possa arquitetar sua vingança, que culmina em um combate com o próprio Cômodo.

CONTEXTO HISTÓRICO
O Império, terceira e última etapa na história da civilização romana, foi antecedido pelos períodos monárquico (753-509 a. C.) e republicano (509-27 a . C.). Trata-se do maior e mais duradouro Império da história universal, estendendo-se pela Europa, norte da África e Ásia no Oriente Próximo desde 27 a C. até 476 na porção ocidental e até 1453 na porção oriental.
Durante o Império consolida-se o Modo de Produção Escravista, que se desenvolve até o século III, quando problemas estruturais, marcam o início da crise do escravismo, e conseqüentemente do próprio Império. O agravamento provocado pelas invasões bárbaras culminou com a tomada de Roma pelos ostrogodos no século V.
O filme insere-se no contexto do Baixo Império, caracterizando o governo de Marco Aurélio (161-180), tendo como principal cenário o monumental Coliseu, anfiteatro romano, cujo nome vem da estátua colossau (colossoe) de Nero, que se achava nas proximidades. Iniciado no governo do imperador Vespasiano e concluído no de Tito em 80 d. C., o coliseu abrigava até 100 mil pessoas, sendo utilizado para combate de gladiadores e também, para o martírio de inúmeros cristãos. Esses durante séculos, foram discriminados e perseguidos pelos romanos, para posteriormente serem aceitos, quando o Edito de Milão publicado em 313 pelo imperador Constantino, concedeu liberdade de culto. Décadas depois, o imperador Teodósio oficializava o cristianismo como religião do Império, publicando o Edito de Tessalônica em 390.
Se inicialmente a retração militar pouco afetou a vida do Império, o fim das guerras de conquista acabou por gerar um processo inflacionário que corroeu a economia romana. A diminuição do afluxo de riquezas e a falta de mão-de-obra escrava, além da corrupção, cada vez maior nos altos cargos do Império, caracterizam uma realidade de profunda crise, que se reflete com as divisões políticas (tetrarquias e depois em Ocidental/Oriental) e com a própria difusão do cristianismo, já que o Império debilitado em sua infra-estrutura e dividido politicamente, não tinha mais forças para resistir a uma religião em que cerca de 1/3 de sua população já havia aderido.
O filme enquadra-se nesse processo de crise do Império Romano, quando durante o governo do imperador Marco Aurélio iniciam-se as invasões bárbaras, que irão se estender até a queda de Roma em 476.
Apesar de ter consolidado a centralização administrativa e hierárquica das funções, interpretando as leis com um sentido mais humanitário, Marco Aurélio não poupou os cristãos de terríveis perseguições. Enfrentou também uma peste, que agravou ainda mais os problemas sociais, desdobrando-se em freqüentes sublevações, como na Gália e no Egito.
Aproveitando-se da debilitação de Roma, as tribos bárbaras vizinhas começaram a assaltar as fronteiras do Império. Os partos (da Pérsia), penetraram na Síria, sendo derrotados pelos generais de Marco Aurélio. Mais grave para os debilitados romanos foi a longa guerra contra as tribos que habitavam as fronteiras do Danúbio. Os germanos foram expulsos da Itália e empurrados para além do Danúbio. Contra os marcomanos, os iaziges e os quados, Marco Aurélio conduziu pessoalmente as campanhas do Danúbio. A paz foi assinada em 175 e pela primeira vez, os bárbaros foram recebidos como colonos ou como soldados do Império.
Com o rompimento da paz, Marco Aurélio empreendeu uma nova campanha no Danúbio (177-180), no curso da qual morreu de peste, deixando o poder a seu filho Cômodo, retratado no filme de maneira demasiadamente maniqueísta, frente ao herói gladiador.

FILME

O Nome da Rosa

TÍTULO DO FILME: O NOME DA ROSA (The Name of the Rose, ALE/FRA/ITA 1986)
DIREÇÃO: Jean Jacques Annaud
ELENCO: Sean Conery, F. Murray Abraham, Cristian Slater. 130 min, Globo Vídeo

RESUMO
Estranhas mortes começam a ocorrer num mosteiro beneditino localizado na Itália durante a baixa idade média, onde as vítimas aparecem sempre com os dedos e a língua roxos. O mosteiro guarda uma imensa biblioteca, onde poucos monges tem acesso às publicações sacras e profanas.
A chegada de um monge franciscano (Sean Conery), incumbido de investigar os casos, irá mostrar o verdadeiro motivo dos crimes, resultando na instalação do tribunal da santa inquisição.
CONTEXTO HISTÓRICO
A Baixa Idade Média (século XI ao XV) é marcada pela desintegração do feudalismo e formação do capitalismo na Europa Ocidental. Ocorrem assim, nesse período, transformações na esfera econômica (crescimento do comércio monetário), social (projeção da burguesia e sua aliança com o rei), política (formação das monarquias nacionais representadas pelos reis absolutistas) e até religiosas, que culminarão com o cisma do ocidente, através do protestantismo iniciado por Martinho Lutero na Alemanha em 1517.
Culturalmente, destaca-se o movimento renascentista que surgiu em Florença no século XIV e se propagou pela Itália e Europa, entre os séculos XV e XVI. O renascimento, enquanto movimento cultural, resgatou da antiguidade greco-romana os valores antropocêntricos e racionais, que adaptados ao período, entraram em choque com o teocentrismo e dogmatismo medievais sustentados pela Igreja.
No filme, o monge franciscano representa o intelectual renascentista, que com uma postura humanista e racional, consegue desvendar a verdade por trás dos crimes cometidos no mosteiro.

FILME

Título Original: Capitaines D'Avril / Capitães de Abril

Gênero: Drama

Origem/Ano: FRA-POR-ITA-ESP/2000

Duração: 123 min

Direção: Maria de Medeiros

Elenco:

Stefano Accorsi...
Maria de Medeiros...
Joaquim de Almeida...
Frédéric Pierrot...
Fele Martínez...
Manuel J.Vieira...
Marcantonio D.Carlo...
Emmanuel Salinger...
Rita Durão...
Manuel Manquiña...
Duarte Guimarães...
Manuel Lobão...
Luis M.Cintra...
Joaquim Leitão...
Canto e Castro...

transp.gif (45 bytes)Maia
transp.gif (45 bytes)
Antónia
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Gervásio
transp.gif (45 bytes)Manuel
transp.gif (45 bytes)Lobão
transp.gif (45 bytes)Fonseca
transp.gif (45 bytes)Silva
transp.gif (45 bytes)Botelho
transp.gif (45 bytes)Rosa
transp.gif (45 bytes)Gabriel
transp.gif (45 bytes)Daniel
transp.gif (45 bytes)Fernandes
transp.gif (45 bytes)Pais
transp.gif (45 bytes)Filipe
transp.gif (45 bytes)Salieri

Sinopse: O filme é visto com freqüência pelos olhos de uma menina, filha de um casal que vive a fratura de sua união. A mulher quer lutar por transformações, acha que o marido militar é reacionário. Na verdade, ele integra o movimento revolucionário. A menina descobre que seu pai é um herói, mas isso não salva o casamento. "Aquela menina não sou eu, aqueles não são meus pais, mas de certa forma eu posso me identificar com ela e escolhi seu olhar inocente e puro para mostrar aqueles dias que abalaram Portugal." Ela conta como foi emocionante encenar as cenas de euforia popular, quando o povo saiu às ruas para apoiar os canhões. A florista distribui cravos aos revolucionários, como ocorreu na realidade, e o movimento ficou conhecido como Revolução dos Cravos. Tudo começou com uma senha, quando uma rádio veiculou, na madrugada de 24 para 25 de abril de 1974, uma canção proibida pela ditadura - Grandola Vila Morena. A partir daí, começou a movimentação dos militares, que logo teve respaldo nos civis. "Era mavilhoso ver as pessoas recriarem a história diante da câmera; elas ficaram tão entusiasmadas que não paravam quando eu gritava `Corta!'; a euforia deixava a todos nós da equipe excitados, porque sabíamos que estávamos captando algo muito forte e verdadeiro." Como ocorreu na realidade, ela mostra que o movimento dos capitães foi conseqüência de Maio de 68. Muitos deles tinham sido universitários, muitos eram casados com universitárias. O papel das mulheres é realçado na passeata de apoio, quando elas assumem a frente com suas palavras de ordem - os homens na cozinha, mais liberdade sexual. "Foi uma licença poética", diz Maria, mas ela diz que tem tudo a ver. O espírito revolucionário é, por excelência, libertário e transformador. Ela conta o que quis passar com seu filme - "A revolução é um movimento interior; se não conseguirmos mudar interiormente, não poderemos abrir-nos para pensar em formas mais justas e humanas."

Distribuição: Maisfilmes

FILME

A Vida É Bela/La Vita È Bella
Realizado por Roberto Benigni
Itália, 1997 Cor - 116 min.

Com: Roberto Benigni, Nicoletta Braschi, Giustino Durano, Sergio Bustric, Lydia Alfonsi, Giuliana Lojodice, Amerigo Fontani, Pietro de Silva, Francesco Guzzo, Rafaella Lebborini, Giorgio Cantarini, Marisa Paredes, Horst Buchholz

Na Itália de 1939, Guido Orefice (Benigni) muda-se para a cidade de Arezzo para aí abrir uma livraria. Fica maravilhado pelo primeira mulher com que se cruza, uma professora chamada Dora (Braschi), com a qual se vai encontrando das formas mais invulgares, primeiro casualmente, depois propositadamente. O regime fascista vai interromper a harmonia que entretanto se instala na vida de Guido, judeu, que é levado com o filho para um campo de concentração. Determinado a poupar o pequeno Giosué (Cantarini) ao horror da situação, elabora uma complicada justificação, que vai adaptando à medida das necessidades, e que consiste sumariamente em convencê-lo que se trata tudo de uma brincadeira, e que os soldados Alemães estão apenas a fazer o papel de pessoas que gritam muito e são muito maus.

Independentemente de todas as considerações que se possam fazer sobre «A Vida É Bela», já sabemos, neste momento, que Benigni dificilmente podia estar mais satisfeito com os seus resultados. Para além do Prémio Especial do Júri em Cannes, que levou o realizador a atirar-se para os pés de Martin Scorsese, e dos inúmeros reconhecimentos em festivais de cinema, provavelmente não irá sair dos prémios da academia Americana de mãos a abanar, não se pondo totalmente de parte a hipótese de uma nomeação para o melhor filme. Pegando num tema extremamente delicado, Benigni deixou de ter quaisquer dúvidas quanto à "incompreensão" perante a sua obra, quando recebeu igualmente um prémio no Festival de Cinema de Jerusalém. A Miramax, a distribuidora Americana, certificou-se de que podia contar com a aprovação de conceituados líderes da comunidade Judaica. Como «Cinema Paraíso» (1988) ou «Il Postino» (1994), «La Vita È Bella» é um filme que vai convencer muitos nativos dos EUA a ler legendas.

«A Vida É Bela» é um one-man-show. Benigni, Benigni, Benigni: (co-)escreve, dirige e interpreta. Ninguém duvidava da identidade do "autor" desta obra, nem de que era o seu rosto o mais filmado, mas este begninicentrismo sobrepõe-se a qualquer outra definição temática presente no filme. É sobre o Holocausto, a intolerância, o amor, o sacrifício, a indissolubilidade da família? Mas é sobretudo um filme de e com Roberto Benigni. Poderá ser difícil sentirmo-nos afectados pela força dramática que se vai preparando à medida que o filme evolui, sem nos distrairmos pela performance do "clown", pelo humor típico de filmes que normalmente não pretendem ser "sérios" nem considerados "importantes". Também é verdade que nos dias de hoje certos temas parecem ganhar importância apenas quando são eficazmente inseridos em eficazes produtos comerciais de entretenimento, como se de tal precisassem para sair da banalização a que estavam remetidos. O público gosta de ser "entretido" e, ao mesmo tempo, sente que aprecia uma obra pelo seu valor intrínseco; ficam todos felizes.

É certo que se trata de uma obra de ficção, sem os contornos de realismo que Spielberg gosta de utilizar nos seus filmes "sérios", ao ponto de deixar de falar neles pelo que são, e passar a referir-se ao contexto histórico em que se inserem, mas Benigni parece pôr de parte toda uma lógica que reforçaria a força emocional de determinadas situações. Desde logo, as brincadeiras de Guido são demasiado facilitadas, num campo de concentração onde ele se parece mover demasiado à vontade, numa série de situações criadas (desse modo) artificialmente apenas para atingir o efeito cómico/dramático requerido. Mesmo quando não se busca mais um momento de humor, há situações cujo potencial dramático é desperdiçado, como o reencontro com o Dr. Lessing (Buchholz). As palhaçadas orquestradas não deixam de parecer palhaçadas reais e raramente se sente que aquilo tudo é a sério, senão muito próximo do final, quando não existe tensão acumulada que se possa libertar.

A família é o que move Guido. Mas, na primeira parte do filme, Braschi (esposa de Begnini) existe apenas para reagir perante os actos tresloucados do personagem de Begnini, da mesma forma que Giosué (sabe-se lá porquê "traduzido" para Joshua, um nome mais "kosher") existe na segunda enquanto McGuffin das suas acções. Como é que se define o personagem de Dora, o que se sabe sobre ela? A imagem que nos fica dela é construída pelos inúmeros planos do seus rosto, inseridos depois de mais um gag de Benigni.

O que poderia ser um mecanismo consistente com a história contada, a "normalidade" da situação de Guido enquanto Judeu, algo que não é referido senão já depois da história estabelecida e de forma natural, é questionado pela naturalidade de uma relação oficializada com uma mulher "ariana", algo muito provavelmente impossível de consubstanciar naquele período. Estes pormenores não arruinam esta obra, mas minam a credibilidade daquela parte do filme que mais levará o público a apreciá-lo; uma vez mais, valoriza-se um filme não pelo seu valor intrínseco, enquanto objecto cinematográfico, mas pela importância do cenário em que se desenrola a narrativa.