Taxonomia - Identificação e Classificação


Ciência que estuda a identificação, nomenclatura e classificação dos seres vivos

Observe porém que atualmente a Taxonomia vem sendo agregada por outras áreas do conhecimento humano (além da Biologia), principalmente pelas ciências que necessitam classificar os objetos de seu estudo.

Aplicação Prática

Quando um cientista classifica um novo inseto, ele procura classificá-lo dentro de uma categoria já existente, baseado em uma lógica estabelecida, verifica qual família ele pertence e no fim encontra o nome mais adequado àquela espécie. Isso é taxonomia.

Importância 

Taxonomia é somar conhecimento, é realizar primeiro uma profunda análise para, só depois, efetuar a síntese desse conhecimento e chegar a um "simples" nome: o nome da espécie, do gênero, ou do que for. Não se deve confundir a tarefa do taxonomista com a de um sacerdote, que aplica um nome já definido. O taxonomista jamais aplica, ele conclui o nome.

Na Biologia os estudos em Taxonomia são essenciais ao conhecimento da biodiversidade e ao inventário da flora e fauna, principalmente no Brasil onde há grande diversidade de espécies. Fornece também subsídios para outras áreas da Botânica e áreas do conhecimento afins, além de embasar programas de conservação.

Regras de Nomenclatura 

Há certas regras que devem ser obedecidas ao se tratar com categorias taxonômicas. Estas respeitam um código internacional, cujas bases foram lançadas na 10ª edição do Systema Naturae, de Lineu (1758) e atualizadas com o decorrer do tempo.

Como a nomenclatura para os fósseis é a mesma, deve-se utilizar as mesmas regras de nomenclatura, presentes no Código Internacional de Nomenclatura Zoológica.

As regras mais importantes são:

  • O nome dos animais deve ser escrito em latim ou idioma latinizado.
  • Todo animal deve ter, pelo menos, dois nomes, o primeiro referente ao gênero e o segundo à espécie. É o sistema binominal criado por Lineu. Schlumbergerina alveoliniformis.
  • O nome do gênero deve ser escrito com inicial maiúscula e o nome da espécie deve ser escrito com inicial minúscula. Amphisorus hemprichii.
  • Quando a espécie tem nome de pessoa, é indiferente utilizar inicial maiúscula ou minúscula.
  • O nome dos animais deve ser em destaque (itálico ou negrito). Lagena laevis ou Lagena laevis.
  • Deve-se usar sempre o primeiro nome com o qual o animal foi descrito; quaisquer designações posteriores equivalem a sinonímia, ou seja, devem ser revistas e voltar ao gênero original.
  • Em trabalhos científicos, depois do nome da espécie, coloca-se o nome do autor que o descreveu seguido de vírgula e data; se houve modificação na descrição original de uma espécie, autor e ano aparecem entre parênteses. Massilina pernambucensis Tinoco, 1958.
  • As abreviaturas sp (espécie) ou spp (espécies) são utilizadas quando o material só foi determinado até o nível genérico. Pyrgo sp.
  • Quando a identificação da espécie é impossível, usa-se a abreviatura aff (affinis = afim com) entre o nome do gênero e da espécie. A abreviatura de cf (confers = comparar com) é utilizada em casos de dúvida maior do que o do caso anterior. Quinqueloculina cf. Q. implexa.
  • Quando a posição taxonômica de um organismo não pode ser determinada, ele é chamado de Incertae sedis, ou seja, que tem posição incerta na classificação.

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