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Percurso

1. Forte de S. Neutel
2. Forte de S. Francisco
3. Castelo (Museu Militar)
4. O Paço dos Duques de Bragança - Museu da Região Flaviense
5. Igreja Santa Maria Maior
6. Igreja da Misericórdia
7. Bairro Medieval - Rua Direita
8. Ponte Romana
9. Igreja S. João de Deus
10. As Caldas de Chaves ou Termas de Chaves

Descrição

1. Forte de S. Neutel: A construção iniciou-se em 1664. De planta quadrangular, tem nas esquinas baluartes salientes, de forma afiada, a avançar sobre o fosso. O acesso ao interior faz-se por uma ponte de pedra que liga a porta da muralha externa à porta do forte propriamente dito. No interior existe uma pequena capela, dedicada a Nossa Senhora das Brotas.

2. Forte de S. Francisco: Este antigo convento cercado por imponentes muralhas, foi construído pela Ordem Franciscana no início do séc. XVI. Transformado em fortificação militar em 1658, o Forte de S. Francisco consagrou-se como o palco final da expulsão das tropas napoleónicas do território português.

3. Castelo de Chaves: Do antigo Castelo de Chaves resta a Torre de Menagem e uma muralha de fortificação anexa à torre. Pensa-se ter existido aí um castro e uma edificação romana, que terá evoluído para um castelo, arrasado em princípios do século XIII. A reconstrução é atribuída a D. Dinis, com conclusão em 1346. Localizada no ponto mais alto da cidadela medieval, a torre tem altura de um edifício moderno de oito a nove andares. Nas paredes há algumas seteiras, bastante estreitas. Desde 1978 que a torre está ocupada por um Museu Militar. Nas muralhas que a rodeia um admirável jardim e decorado de marcos miliários e colunas romanas, canhões e pelouros (bolas de pedra) e um belo panorama da veiga de Chaves de das Serras de  Mairos e do Brunheiro.

4. O Paço dos Duques de Bragança: No lado sul da Praça de Camões nas traseiras da Torre de Menagem do Castelo de Chaves, ergue-se o Paço dos Duques de Bragança. Foi mandado construir, no século XV, por D. Afonso, primeiro Duque de Bragança, filho ilegítimo de D. João I, que após casar com D.ª Brites, filha do Condestável D. Nuno Álvares Pereira, escolheu a então Vila de Chaves para fixar residência. A actual traça data do século XVIII, quando assumiu funções de quartel. È hoje um edifício sóbrio, com um largo portão encimado por trabalhosas e artísticas armas reais em pedra. Actualmente, alberga o Museu da Região Flaviense e a Biblioteca Municipal.

5. Igreja Santa Maria Maior: Vulgarmente conhecida por Igreja Matriz de Chaves, terá sido reconstruída no século XII, sobre escombros de templos anteriores. È um templo românico de que guarda ainda a torre sineira, o pórtico que lhe está na base e as esculturas de uma imagem tosca representando Cristo (no topo da torre) e a Santa Maria (na fachada de topo). O restante conjunto é renascentista, do século XVI, e tem intervenções feitas no século XVIII. O interior conserva ambiente românico, escuro e recolhido. Tem três naves, separadas por colunas graníticas cilíndricas unidas por arcos de volta inteira. O tecto é em madeira de castanho.

6. Igreja da Misericórdia: A Igreja da Misericórdia é talvez a mais bela da cidade. Construída no XVII e restaurada e remodelada durante o domínio filipino, é tipicamente barroca. A fachada granítica está decorada com pilastras e janelas. O interior, de uma só nave, tem as paredes inteiramente revestidas de azulejos do século XVIII, ilustrando cenas bíblicas. O tecto é de madeira pintada e tem representada a cena da Visitação. O altar, de talha dourada, é profusamente decorado com querubins, cachos e volutas.

7. Bairro Medieval: Na idade Média, a Vila de Chaves estava cercada de muralhas intransponíveis. No seu interior, a população alojava-se em casas pequenas, de vários pisos, aproveitando, assim, o espaço existente. As ruas era muito estreitas, de que é exemplo a Rua Direita. Para rentabilizar o escasso espaço intramuros, era habitual a construção de varandas nos andares superiores avançadas sobre a rua. Muitas dessas varandas, de castanho ou de pinho, subsistem ainda, fazendo dela uma rua típica e pitoresca, de visita imprescindível. Embora em menor quantidade, há varandas em todas as zonas antigas da cidade.

8. Ponte Romana: A ponte romana sobre o Rio Tâmega é o legado mais importante do império a “Aquae Flaviae”. Foi concluída no tempo do Imperador Trajano, entre o fim do século I e o principio do século II d.C.. É uma obra notável de engenharia, com cerca de 150 metros de comprimento. Os 12 arcos visíveis são de volta perfeita e formados por enormes e robustas aduelas de granito. No entanto, há pelo menos mais seis arcos soterrados pelas construções, de um lado e do outro do rio. A meio da ponte foram implantadas duas colunas, que não faziam parte do conjunto original e que são cópias das inscrições romanas. Esta ponte é o mais característico ex-libris de Chaves.

9. Igreja S. João de Deus: Foi construída no século XVIII, no reinado de D. João V, e no seu frontão ostenta as armas reais. Erguida em anexo a um hospital militar, criado na Restauração, nele veio a funcionar mais tarde, já em finais de setecentos, a “Aula de Anatomia e Cirurgia de Chaves” a qual era uma das quatro ou cinco escolas de cirurgia existentes em Portugal no reinado de D. Maria I. A igreja aglomera elementos neoclássicos e barrocos. Tem uma fachada altiva, a contrastar com a rua estreita em que se localiza, nas proximidades da margem esquerda do rio Tâmega.

10. As Caldas de Chaves ou Termas de Chaves: Situam-se em plena cidade, entre o rio Tâmega e a zona urbana medieval, são as segundas mais frequentadas do País. As suas águas são alcalinas, com um PH aproximado de 7,3, bicarbonatadas-sódicas e hipertermais. São indicadas para o tratamento de afecções reumatismais, osteo-articulares, do aparelho digestivo e das vias respiratórias. A temperatura das águas, à saída das nascentes, é de 73 graus, durante todo ano, o que faz delas as mais quentes da Península Ibérica e as águas bicarbonatadas-sódicas mais quentes da Europa. As Caldas de Chaves tão antigas como a própria urbe, são uma das mais conceituadas estâncias termais portuguesas. Todos os anos, especialmente durante o Verão, deslocam-se aqui milhares de aquistas e seus familiares vindos de todos os pontos do País e do estrangeiro. As Caldas de Chaves foram distinguidas com o prémio de “Melhor Unidade Termal”, pelos participantes do programa Saúde e Termalismo Sénior do Inatel.

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