Cartografia de  Risco                         http://chavesmapas.googlepages.com/logo.jpg


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Esta é a carta de risco de cheia para o concelho de Chaves. As cheias provocadas pela principal linha de água que atravessa o Concelho de Chaves de nordeste para sudeste, têm sido uma constante com as quais os moradores ribeirinhos vivem com um intervalo de tempo curto (menos de uma década a separar cheias de alguma dimensão). 

Neste cartograma de risco e com a ajuda, para mais fácil interpretação, da hipsometria, da rede viária e da distribuição da população, podemos observar o nível máximo que uma cheia poderá atingir. Este nível foi obtido pela análise das maiores cheias ocorridas até hoje com registo, tendo em conta o nível actual das águas do rio Tâmega. 

Para obter o patamar máximo, atribuímos uma variação 20% superior ao nível até hoje atingido pela subida das águas do Tâmega. Este valor em exagero, foi conseguido tendo em conta a variabilidade que as cheias com registo podem ter. O padrão diz-nos que num espaço temporal de continua precipitação e com elevada saturação dos solos, este cenário poderia ser possível academicamente, porém, acreditamos ser apenas uma análise no campo dos cenários.

 

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Esta carta pretende mostrar as áreas de risco de cheia que mais implicações económicas e sociais provocam no Concelho de Chaves quando da sua ocorrências. 

Sendo a cidade de Chaves o coração financeiro e populacional do Alto Tâmega e tendo a mais importante linha de Água a cortar a cidade de Chaves de forma transversal, quando em situação de cheia a perturbação local é imensa. 

A zona ribeirinha da cidade e ponto de maior interesse turístico, motivado pela localização das importantíssimas termas de Chaves, são um dos locais críticos que normalmente ficam submersos pelas águas que transbordam do leito normal do Rio Tâmega. 

Neste cartograma demarcamos a área normalmente atingida por cheia. Esta área foi obtida por meio de uma média do nível das águas atingido pelas maiores cheias de que há registo disponível. Será esta área a ter em atenção redobrada no ordenamento e planeamento do território. A vulnerabilidade destes locais é grande, tendo uma cheia considerável pelo menos uma vez por década. 

Toda a margem esquerda do rio, está mais exposta e mais vulnerável que a margem direita, porém, em termos de perigosidade a margem direita é mais alarmante, se bem que uma menor área é atingida pois a população, infraestruturas e equipamentos em risco são de longe em maior número e com maior peso na economia e vivências locais.

Cerca de dois terços da área atingida habitualmente por cheia são de campos agrícolas da veiga de Chaves, terrenos esses com grande apetência para esta prática, onde a horticultura a produção de milho cereais e batata é predominante. 

Esta área pode ser vista no cartograma a Norte na mancha de área habitualmente atingida por cheia e estende-se a Norte desde o Sul da aldeia transfronteiriça de Vila Verde da Raia, a Este pela Vila de Santo Estêvão e Faiões e a Sul pela aldeia de Outeiro Jusão, tudo isto na margem esquerda do Tâmega. Os impacto a Oeste, fazem-se sentir sobretudo em habitações unifamiliares dispersas na freguesia de Santa Cruz - Trindade. Na Freguesia de Santa Maria Maior, na qual o risco é mais elevado e onde os estragos e danos económicos e sociais são mais notórios, delimita a mancha de cheia Sudoeste.

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No Mapa de Perigosidade para o Concelho de Chaves podemos identificar os locais onde existem maior potencial para a sociedade. A carta de perigosidade baseia-se na identificação da ocupação física do terreno, e na sua classificação em termos e perigosidade, obtendo-se os níveis de Muito baixo a Muito alto. Desta forma é possível localizar os locais onde a perigosidade é mais elevada, ou seja, onde o perigo de ocorrer danos para a sociedade é mais elevado.

Através da cartografia sistemática os níveis de vulnerabilidade e de risco são estabelecidos por elaboração e análise de cartas de cartas temáticas específicas (neste caso Cartografia, Tectónica, Estrutural e de Perigosidade entre outras). Em alguns dos casos o “risco-grau de perigosidade” é um factor primordial para a avaliação da capacidade das unidades territoriais para os distintos usos. Com base na informação recolhida nas cartas de perigosidade, podem estabelecer-se normas de carácter preventivo, determinar prioridades quanto às medidas correctivas dos danos, estabelecer planos de protecção civil e implementar sistemas de vigilância dos fenómenos e alerta às populações.

Método principal de atribuição dos níveis de perigosidade, para a elaboração desta carta

Perigosidade / Cartas Muito Baixo Baixo Médio Alto Muito Alto
Declives em % n/d 0 - 5 5 - 15 15 - 30 >30
Exposições Sul SW / SE NW / NE Norte n/d
Uso do Solo Áreas improdutivas Agricultura Áreas sociais Superfícies de água Floresta
Rede Viária Caminho Rural Caminho Urbano Estrada Municipal Estrada Nacional Auto-estrada