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No Museu da Região Flaviense comece por ver do Neolítico os punhais e os machados de pedra polida, as pontas de setas e os percutores de sílex, os punhais de bronze e de cobre arsenical e as cerâmicas insisas. Passando à Proto-História veja os cossoiros, as fíbulas. as peças com arte rupestre vindas de Mairos, Sanjurge e da Fraga das Passadas em Valpaços junto à aldeia do Crasto. Ainda neste Museu pode encontrar uma das melhores colecções de epigrafia romana da Península.
Depois veja o Castelo de Chaves fundado por D. Dinís no Século XIV no lugar do antigo castro, todo ele rodeado por um magnífico jardim decorado com admirável espólio da romanização e da era medieval. Notáveis os marcos miliários, as colunas romanas, os pelouros (bolas de pedra) que datam do cerco de Chaves feito por D. João I em 1385. Aproxime-se da muralha e admire a paisagem da Veiga de Chaves, da serra do Brunheiro para nascente, de Mairos para Nordeste, Sanjurge e Valdanta para Poente, todos eles cenários de arte rupestre.
 

A ARTE RUPESTRE EM MAIROS
Saindo de Chaves pela EN 103-5, siga até à Vila Medieval de Santo Estêvão e veja o Castelo Medieval.
Daí suba à EN 103 e volte à direita para ir ao castelo de Monforte, construído no reinado de D. Dinís. Volte à estrada e siga para o rochedo da Pedra Bolideira.
Depois siga em direcção a Dadim e aldeia de S. Cornélio a acompanhar os panoramas e os retalhos de centeio do planalto de Monforte, até à EM 502 que segue até Mairos. Em Mairos tome o caminho vicinal que passa ao lado da Capela de Santiago. Daqui em diante, de jipe ou a pé, suba até ao Tripe de Mairos que mostra vários rochedos com gravuras rupestres com figuras humanas estilizadas e símbolos de fertilidade.
Mais abaixo do caminho, a pouco mais de 800 metros, encontram-se as Fragas da Moeda, aglomerado de rochas que mostra diversas gravuras rupestres. Regresse ao caminho vicinal e suba ao Outeiro do Salto, onde se vêem outras expressões de arte rupestre. Saindo de Mairos pela EN 502, siga até Santo António de Monforte para ver na igreja Paroquial uma das quatro aras romanas que se conhecem dedicadas ao Deus Larouco. O culto pagão do Deus Larouco, data do Século II d.C..
À saída de Santo António de Monforte volte para Vila Frade e cerca de 2.500 metros adiante encontre do lado esquerdo a Fraga da Pitorca (Dolmen Sagrado?). Amontoado de rochedos com cavernas naturais, habitadas por povos da idade do bronze. Ali foram encontradas além de outras peças, um machado plano de bronze e um anel de forma espiral em ouro.
Depois desça a Vila Verde da Raia e continue ao longo do rio Tâmega, pela CM 1060, até Outeiro Seco para conhecer a igreja românica de Nossa Senhora da Azinheira, Século XII / XIII, com 83 cachorros na cornija, uma janela com colunelos na capela-mor e valiosos frescos. Ainda na Capela de Nossa Senhora do Rosário veja uma ara romana epigrafada onde se faz referência a combates de gladiadores. Ainda caminhando pelo Império Romano, siga pela EM 506 até ao cruzamento de Vila Meã e volte à direita, pela estrada de terra para Vale de Lagares para ver as cortas de mineração romana do ouro que aqui existiu no Século I a.C. até ao Século III d.C..
De regresso a Outeiro Seco continue pela EM 506 e na Quinta da Mina, junto à mesma estrada, veja as sepulturas cavadas na rocha, do Século VII, e os lagares cavados na rocha, especialmente o do Papeiro, já dentro da povoação e junto do ribeiro. Regresse a Chaves.
 

A ARTE RUPESTRE DE SANJURGE
Partindo de Chaves, siga pela EM 507 para Sanjurge. A seguir ao Seara, siga pela primeira rua à esquerda até à Capela da Senhora da Aparecida. A 300 metros à esquerda da Capela encontra-se o Penedo do Vale Salgueiro com valiosas gravuras rupestres. Volte à EM 534 e a 200 metros à esquerda veja o Penedo rupestre da Quintas. Em Sanjurge repare na Igreja românica e siga até à Capela de Nossa Senhora do Rosário para admirar  os  frescos sobrepostos, anteriores e do tempo do reinado de D. João IV.
Perto do edifício da Junta de Freguesia veja outras gravuras rupestres no Penedo do Rego do Faro. Tome o caminho da floresta de Sanjurge. Deixe o carro junto à casa florestal e siga a pé até ao Penedo das Cruzes, assim chamado por os símbolos rupestres serem quase todos cruciformes.

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