A GRANDE ROTA DAS BARRAGENS                    http://chavesmapas.googlepages.com/logo.jpg


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Um passeio ao longo das Albufeiras que se espraiam pelos vales dos rios Cávado e Rabagão são cenário majestoso de água e serra, bem vivos nos prazeres da pesca, da vela, do remo e do esqui, ou no gosto da vitela barrosã e do cabrito ou das trutas.
Fixe como ponto de partida Carvalhelhos, uma estância termal perfumada de repouso e frescura, num vale verde do planalto do Barroso e com uma magnifica Estalagem. Siga pela EM 519 que cruza toda a Serra do Barroso. Lavradas e Lamachã são aldeias pequenas de rosto antigo, sorridente nas expressões populares e rodeadas de pastos e campos de milho e centeio. Na descida para Negrões pare e admire o vasto panorama da Albufeira da Barragem do Alto Rabagão.
A truta, o escalo, a boga e a carpa são as principais espécies piscícolas existentes nesta albufeira, considerada como uma das maiores do maior do País. A estrada desce a Negrões, não entra na aldeia, quase debruçada sobre a água, mas acompanha as margens verdes e frescas da albufeira, para lá de Morgade. Voltando à esquerda para a Aldeia Nova chegará à EN 103 e passará por Travassos, Penedones, Perafita e Viade de Baixo, todas ela terras à beira d'água. Em Penedones o Clube Náutico e de Aventura do Alto Rabagão, organiza passeios de barco na albufeira para grupos até 30 pessoas, bem como regatas, passeios a pé ou de bicicleta de montanha.
Passando o dique da barragem de Pisões continue pelo Vale do Alto Rabagão até Vila da Ponte, assim chamada pela sua ponte medieval, de origem romana, sobre o rio Rabagão. Em S. Fins começam os panoramas da albufeira da Venda Nova. A estrada acompanha a linha de água até Venda Nova, ao longo das margens suaves, rodeadas de lameiros e pinhais.
Em Sanguinhedo, a estrada começa a subir, passando por Padrões, até ao coroamento da Barragem, continuando à direita pela EN 103-8. Daqui desça para Vila Nova e Sidrós - aldeias empoleiradas na garganta panorâmica do Rabagão. Mais abaixo, sobre os penhascos do leite do rio Rabagão, vê-se a ponte medieval da Misarela que segundo a lenda teria sido construída pelo Diabo. Por ela passaram os franceses fugitivos aquando da 2ª Invasão chefiada por Soult.
 

A LENDA DA PONTE DA MISARELA
Conta a lenda que um criminoso fugido às autoridades, ficou encurralado nos penhascos do rio Rabagão. Logo que cercado apelou ao Diabo que surgiu em seu socorro e que a troco da sua alma, num abrir e fechar de olhos, fez aparecer a ponte, ligando as duas margens. Logo que o criminoso passou para a outra margem, o Diabo fez desaparecer a ponte impedindo a passagem das autoridades. Como paga o Diabo ficou com a alma do criminoso. Este, mais tarde, arrependido foi ao encontro de um frade que vivia na região em estado de santidade, a quem confessou o seu horroroso pecado. A conselho do frade, o criminoso voltou ao local onde chamara o Diabo e de novo lhe pediu ajuda para atravessar o rio Rabagão. Mais uma vez o Diabo fez aparecer a ponte para o criminoso passar, mas eis que quando este se encontra no meio da ponte, no outro extremo apareceu o frade que aspergindo a água benta, benzeu a ponte que ficou intacta tendo-se esfumado o Diabo e o criminoso recuperado a sua alma. Conta a lenda que quando uma mulher não levava os filhos a cabo, dirigia-se à Ponte da Misarela, pernoitando debaixo dela. A primeira pessoa que no dia seguinte passasse na Ponte teria que ser padrinho ou madrinha da criança que haveria de se chamar Gervásio se fosse rapaz e Senhorinha se fosse rapariga, haveria ali como que fosse um pré-baptismo para que a gravidez fosse a bom termo.
 

AS BARRAGENS DO PARQUE NACIONAL PENEDA-GERÊS
Está-se assim na periferia do Parque Nacional da Peneda-Gerês cuja entrada acontece um pouco mais à frente junto à Central Hidroelétrica de Vila Nova e onde pode contemplar o majestoso panorama da barragem de Salamonde. Curva após curva, ao longo da EN 308, surgem vistas de sonho. Cabril, Santo Ane e Fafião são nomes de aldeias a não esquecer. Em Fafião visite o Fojo do Lobo, os lagares de azeite, aprecie a gastronomia de montanha (o javali), contemple os penhascos da majestática serra do Gerês, delicie-se com a panorâmica do Vale do Cávado, repouse à sombra dos pinheirais. Desça pelo CM 1361 até à coroa da Barragem de Salamonde regressando à barragem da Venda Nova pela panorâmica EN 103. Depois vire, para Norte, pela EN 308-4, passando junto a Nogueiró e Ponteira aqui pare e dará por bem empregue um minuto de espera para contemplar o aconchego desta simpática aldeia à volta do Penedio (Roca da Ponteira).
Em Paradela sobressai o espantoso dique da barragem erguido entre dois morros graníticos com mais de 109 metros de altura. Ao longo da estrada vêem-se bem vivos os sinais da terra do Barroso, na capucha das mulheres, nos córnos do gado barrosão (hastes em lira) e no ambiente intensamente verde e fresco que há-de acompanhar este circuito turístico até ao final.
Siga pela EM 514 atravessando as aldeias de Vilaça e S. Pedro. Repare nos lameiros, nas casas de granito cobertas de colmo e nos "canastros" onde as gentes guardam o milho. Entre S. Pedro e Sezelhe descobre-se a albufeira do Alto Cávado que se estende suavemente pelo planalto do Barroso. Até Montalegre a estrada segue pelas margens férteis do Cávado, jogando o olhar por um xadrez de verdes.

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