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ESTUDOS PRÉ-HISTÓRICOS

"Estudos Pré-históricos" é uma publicação em série. Começou a ser publicada em 1993, à cadência de um volume por ano até 2003. Segue-se um período de periodicidade irregular. Em 2008 iniciou-se um novo ciclo, procurando-se retomar a publicação de um volume por ano.

A publicação está vocacionada para a divulgação de trabalhos de investigação, e outros textos, sobre o património arqueológico e a Pré-história do Centro de Portugal, em particular da região da Beira Interior. Tem como objectivo principal contribuir para o conhecimento da ocupação pré-histórica do território, como também a divulgação e protecção do património arqueológico. Insere, por vezes, artigos de carácter teórico e metodológico, ou sobre sítios e monumentos de outras áreas peninsulares, que, de algum modo, possam relacionar-se com a região, em ampla reflexão transregional. Tem, por vezes, um carácter monográfico.

"Estudos Pré-históricos" procura, por um lado, preencher a falta de publicações científicas de arqueologia, na região e no país, por outro, fomentar a publicação de resultados de trabalhos de investigação recente, nomeadamente a desenvolvida por jovens investigadores.

A publicação foi coordenada por Raquel Vilaça (1999-2003) e Domingos Cruz (1993-1998; 2008-2012).


PROMOÇÃO

Encontra-se em distribuição o XVI (2011) da série "Estudos Pré-históricos”.

Este volume tem carácter monográfico. É inteiramente dedicado aos trabalhos de escavação arqueológica desenvolvidos na jazida do Prazo (Vila Nova de Foz Côa, Guarda), e sua integração no contexto da problemática da “neolitização” de Portugal e da Península Ibérica. Este trabalho corresponde fundamentalmente à dissertação de doutoramento de Sérgio Monteiro Rodrigues, apresentada à Faculdade de Letras da Universidade do Porto em 2008.

A série "Estudos Pré-históricos" tem distribuição restrita, limitando-se a algumas livrarias e museus, de Portugal e Espanha.

A Direcção do CEPBA — como em ocasiões anteriores —, decidiu, por isso, facultar às entidades e pessoas individuais a sua aquisição directa, com o desconto de 20% sobre o preço de capa, incluindo despesas de embalagem e correio. Os volumes anteriores poderão, de igual modo, ser ainda adquiridos.

As encomendas deverão ser acompanhadas de chequem vale de correio, transferência interbancária, etc., do valor correspondente, passado a favor do Centro de Estudos Pré-históricos da Beira Alta (Apartado 50 — 3501-908 Viseu).

Com os melhores cumprimentos.

A Direcção

obs.: ver boletim de encomenda no fim da página.



Vol. XVI — 2011



MONTEIRO-RODRIGUES, Sérgio — Pensar o Neolítico Antigo. Contributo para o Estudo do Norte de Portugal entre o VII e o V Milénios a. C.

            396 páginas (inclui desenhos, gráficos e fotografias).
            ISBN: 978-972-99352-5-1. Preço: € 25,00.

         Resumo

A neolitização do actual território português tem sido entendida como um processo de ruptura face a um momento anterior, o chamado Mesolítico, fundamentalmente devido ao aparecimento da agricultura, do pastoreio, do modo de vida sedentário e de novos elementos materiais, tais como a cerâmica e a pedra polida. Paralelamente, a neolitização é concebida como um processo de raíz litoral, com início no VI milénio cal. BC., que “coloniza” as regiões do interior apenas a partir do V milénio cal. ‍BC. Esta colonização dos territórios do interior, à época supostamente desabitados, estaria em íntima relação com a consolidação da economia de produção, a qual ter-se-ia então constituído como base de subsistência das comunidades humanas.

Todavia, escavações arqueológicas realizadas no sítio do Prazo (Freixo de Numão, Vila Nova de Foz Côa), entre 1997 e 2001, vieram demonstrar que esse despovoamento do interior não pode ser tido em conta uma vez que foram detectados no local vestígios de ocupações datadas da primeira metade do Holocénico. Simultaneamente, não foi identificado qualquer indício de descontinuidade cultural entre a fase pré-neolítica e o Neolítico Antigo, pelo que se defende um modelo de neolitização assente na continuidade.

Ou seja, sugere-se que as sociedades de caçadores-recolectores que ocuparam a região foram assimilando gradual e selectivamente novos elementos materiais (e não-materiais) que começaram a surgir na Península Ibérica por volta do VI milénio cal. BC (“modelo de assimilação selectiva”). Do ponto de vista cronológico, este processo de assimilação parece ter-se iniciado na segunda metade daquele milénio, estando portanto em sincronia com a neolitização das regiões do litoral e de outras áreas da Península Ibérica.

Quanto às estratégias de subsistência, os dados obtidos sugerem um modo de vida baseado na caça e na recolecção (e possivelmente na pesca), eventualmente complementado pelo pastoreio de pequenos rebanhos. As ocupações do chamado Neolítico Antigo identificadas no Prazo parecem, assim, conectar-se com sociedades de caçadores-recolectores com elevados índices de mobilidade, e não com sociedades de agricultores-pastores sedentários.

Palavras-chave: Neolitização. Norte de Portugal. Caçadores-recolectores.


Abstract

The Neolithisation of the territory that is present-day Portugal has generally been thought to have involved a rupture with the previous period (the Mesolithic), due basically to the appearance of agriculture and pasturing, a sedentary lifestyle and new materials such as pottery and polished stone-tools. The process is also believed to have begun in the coastal region in the 6th millennium cal. BC, only reaching inland regions after the 5th millennium cal. BC. This colonisation of inland territories, which were supposedly uninhabited at the time, would have been closely connected with the consolidation of the economy of production that would have constituted the basis of subsistence of the human communities.

However, archaeological excavations carried out at the site of Prazo (Freixo de Numão, Vila Nova de Foz Côa) between 1997 and 2001 have shown that we can no longer assume that this region was uninhabited. Remains have been found of occupations dating from the first half of the Holocene; moreover, there is no indication of any cultural break between the pre-Neolithic and the Early Neolithic periods. For this reason, a Neolithisation model based upon continuity is now put forward.

That is to say, it is suggested that the hunter-gatherer societies that occupied the region gradually and selectively assimilated new materials (and new “ideas”) which had begun to appear in the Iberian Peninsula around the 6th millennium cal. BC (“selective assimilation model”). In chronological terms, this assimilation process seems to have got under way in the second half of the 6th millennium, around the same time as the Neolithisation of the coastal region and other areas of the Iberian Peninsula.

As for subsistence strategies, data obtained at Prazo suggest a lifestyle based upon hunting and gathering (and also perhaps fishing), possibly complemented by the pasturing of small flocks. Thus, the Early Neolithic occupations identified at Prazo seem to have been connected with highly mobile hunter-gatherer communities, rather than with sedentary farming-pasturing groups.

Key Words: Neolithisation. Northern Portugal. Hunter-gatherers.


Résumé

La néolithisation du territoire qui constitue aujourd'hui le Portugal a été interprétée comme un processus de rupture par rapport à une période antérieure, le Mésolithique, correspondant à l'émergence de l'agriculture, du pastoralisme, l’adoption d’un mode de vie sédentaire et l’apparition d’éléments matériels nouveaux, tels que la céramique et la pierre polie. En parallèle, la néolithisation est conçue comme un processus d'origine côtière qui commence au VIème millénaire cal. BC et qui «colonise» l'intérieur qu'à partir du Vème millénaire cal. BC. Cette hypothèse de colonisation de l’intérieur des terres, prétendument inhabités à l'époque, serait intimement liée à la consolidation de l'économie de production, qui aurait alors constituée la base de subsistance des communautés humaines.

Cependant, des fouilles archéologiques réalisées sur le site du Prazo (Freixo de Numão, Vila Nova de Foz Côa), entre 1997 et 2001, ont montré que ce prétendu dépeuplement de l'intérieur ne peut pas être prise en accepté puisque des traces d'occupation datant de la première moitié de l'Holocène y ont été détectés. De même, il n’y a pas été identifié de preuve de discontinuité culturelle entre la phase pré-néolithique et la néolithique, suggérant  un modèle de néolithisation basé sur la continuité.

Il est proposé que les sociétés de chasseurs-cueilleurs qui occupaient la région ont progressivement et sélectivement assimilé des nouveaux éléments matériels (et des nouvelles «idées») qui ont commencé à apparaître dans la Péninsule Ibérique autour du VIème millénaire cal. BC («modèle d'assimilation sélective"). D’un point de vue chronologique, ce processus d'assimilation semble avoir commencé dans la seconde moitié du même millénaire, en apparente synchronie avec la néolithisation des régions côtières et d'autres régions de la Péninsule Ibérique.

En ce qui concerne les stratégies de subsistance, les données suggèrent un style de vie fondé sur la chasse et la cueillette (et éventuellement sur la pêche), activités qui seraient complétées par l’élevage d’ovicapridés. L'occupation du Néolithique ancien du Prazo semble donc se rapporter à des sociétés de chasseurs-cueilleurs nomades, et non à des sociétés de producteurs sédentaires.

Mots-Clé: Néolithisation. Nord du Portugal. Chasseurs-cueilleurs.


Vol. XV — 2010


Vol. XIV — 2009


MENDES, Sílvia Loureiro — O Castro de Vila-Cova-à-Coelheira (Vila Nova de Paiva, Viseu): a ocupação proto-histórica.

144 páginas (incluiu desenhos, gráficos e 20 fotografias).

ISBN: 978-972-99352-4-4. Preço: € 15,00.

Resumo

Este estudo consiste na análise interpretativa dos dados arqueológicos da ocupação proto-histórica do Castro de Vila Cova-à-Coelheira (Vila Nova de Paiva, Viseu).

Através deste estudo monográfico procurámos fazer uma primeira abordagem sobre a ocupação humana do Alto Paiva durante o I.º milénio a. C., ainda que cientes de que se trata de um caso pontual que não deve ser tomado como o todo, carecendo de uma integração regional suportada por outros casos comparativos inseridos num contexto regional.

Este trabalho divide-se em quatro partes principais: na primeira parte fizemos a integração geográfica do povoado, onde procurámos, de uma forma breve, caracterizar geológica, hidrológica e geomorfologicamente a área que o envolve; na segunda parte fez-se a descrição do processo de escavação, dando a conhecer o tipo de estruturas e o espólio exumado; a terceira parte integra a análise e interpretação da estratigrafia e da distribuição espacial das estruturas e dos materiais, onde se tentou a definição de áreas funcionais no interior do povoado, a análise e caracterização morfológico-estilística dos elementos materiais e a análise dos resultados das datações de radiocarbono e dos dados palinológicos. Por fim concluiu-se com a integração cronológica e cultural do Castro de Vila Cova-à-Coelheira no contexto do Bronze Final/ Idade do Ferro, tecendo-se as considerações finais que suportam a tese aqui apresentada.

Sílvia Loureiro Mendes

Abstract

This study is the result of the interpretative analysis of the archaeological data from the proto-historical occupation of the fortified hill-site of Vila Cova-à-Coelheira (Vila Nova de Paiva, Viseu).

Through this work I attempt to make a first approach to the human occupation of the Alto Paiva in the 1st millennium b.C., although aware that this is an isolated case which must not be taken as a whole, as it lacks a regional integration supported by other comparative cases inserted in a regional context.

This thesis is divided into four main parts: the first part is a geographical integration of the settlement where I tried in a brief and concise way to characterize the surrounding area geologically, hydrologically and  geomorphologycally;  the second section is a description of the archaeological work undertaken, presenting the structures and remains uncovered; the third part presents the analysis and interpretation of the stratigraphy and spatial distribution of the structures and material remains attempting to define functional areas within the  settlement, with an analysis of the morphological and stylist characterization of the material remains and an analysis of the results from radiocarbon dating  and the palynologycal data.

The final section presents the chronological and cultural integration of the Castro of Vila Cova-à-Coelheira in the Late Bronze Age/ Iron Age, with final considerations that support the thesis presented here.


Résumé

Cette étude présente une analyse interprétative des données archéologiques de l'occupation protohistorique de l’oppidum fortifié de Vila Cova à Coelheira (Vila Nova de Paiva, Viseu). Cette étude monographique vise à établir une première approche de l'occupation humaine de la région du Alto Paiva, au 1er millénaire a. C., tout en étant conscient qu'il s'agit d'un cas qui ne peut pas être considéré comme représentatif d’un ensemble par manque d’éléments de comparaison régionale.

Ce travail est subdivisé en quatre parties principales. Dans la première, nous définissons géographiquement cet oppidum en cherchant à caractériser brièvement son contexte géologique, géomorphologique et hydrologique. La deuxième partie sera consacrée à la description des méthodes de fouille, en présentant le type de structure et les vestiges trouvés. La troisième comprend l'analyse et l'interprétation stratigraphique et spatiale des structures et des matériaux afin de définir des aires fonctionnelles au sein de l’oppidum;  l'analyse et la caractérisation morphologique et stylistique des vestiges matériels; l’analyse des résultats de datations radiocarbones et les données polliniques. Finalement, nous cherchons à intégrer chronologiquement et culturellement le village fortifié de Vila Cova à Coelheira dans le contexte de la fin de l'âge du Bronze/ Âge du Fer et nous présentons les observations finales qui fondent la thèse ici avancée.


Vol. XIII — 2008


SANTOS, A. T. — Uma Abordagem Hermenêutica — Fenomenológica à Arte Rupestre da Beira Alta: o caso do Fial (Tondela, Viseu).

176 páginas (inclui 17 páginas de fotografias).

ISBN: 978-972-99352-3-7. Preço: € 15,00.


Resumo

Este trabalho corresponde ao estudo monográfico da estação de arte rupestre do Fial (Tondela, Viseu). Trata-se de uma estação onde se identificaram 79 rochas historiadas, distribuídas por cinco núcleos. Os quatro últimos núcleos mantêm entre si relações de intervisibilidade. Entre o primeiro e o segundo núcleo localiza-se um monumento megalítico de grandes dimensões, que é visível a partir de qualquer um deles. Como se discutirá no local apropriado, consideramos que a fase mais antiga de gravação da estação é datável de um período compreendido entre os finais do IV e os inícios do III milénio AC. Para além desta fase, que é a mais bem representada na estação, foi ainda possível inferir-se uma segunda fase, datada do Bronze Final, e uma terceira, de cronologia já plenamente histórica.

Os objectivos últimos do nosso trabalho foram dois: contribuir para uma melhor compreensão da arte rupestre da Beira Alta; compreender a relevância do sítio no contexto dos períodos pré-históricos coevos da sua gravação.

Estes objectivos, em particular o segundo, condicionaram a abordagem adoptada no estudo do sítio arqueológico. Esta foi hermenêutica, porque se entendeu a estação como um tipo de sítio passível de ser lido como um texto, e fenomenológica, porque se considerou que as relações que se vão estabelecendo entre o nosso corpo, a estação e o contexto em volta são elas próprias fontes em si. Fenomenológica e também hermenêutica porque, no seguimento de Heidegger, entendemos o(s) Mundo(s) como sistemas de inteligibilidade (como o é a linguagem) onde se encontra lançado o Ser.

Estes factores condicionaram a própria estrutura da nossa investigação.

O trabalho começa por se debruçar sobre os estudos prévios em torno da arte rupestre da Beira Alta. Seguidamente são aprofundadas as questões teóricas subjacentes à nossa abordagem. Um apartado relativo à metodologia utilizada no estudo da estação fecha a primeira parte do nosso texto. Na segunda parte são descritos o contexto geográfico e cultural em que a estação se insere, as estações pré-históricas da região, o sítio e as rochas decoradas; em seguida é discutida a cronologia da estação. Na terceira parte do trabalho começamos por dissecar a estrutura subjacente à organização do sítio, estrutura essa que subsequentemente procuramos entender no contexto da região durante os períodos em que a estação foi gravada. Na quarta parte começamos por discutir em que medida o estudo da estação contribuiu para uma nova visão sobre a arte rupestre da Beira Alta; em seguida, procuramos avaliar a relevância do Fial no contexto dos períodos pré-históricos em que foi gravado.

As conclusões advindas do estudo da estação, cruzadas com os dados provenientes de outros sítios, permitiram-nos propor uma diacronia para a arte rupestre da Beira Alta, tendo-se identificado quatro grandes fases em que a gravação de rochas terá correspondido a um fenómeno generalizado: uma primeira fase, localizada entre os finais do IV e os inícios do III milénio AC; uma segunda, datada dos finais do III milénio AC; uma terceira, situável na Proto-história Antiga; e uma quarta fase, a que podemos atribuir uma cronologia da II Idade do Ferro.Considerámos o Fial como um sítio ligado a cultos iniciáticos, próprio de comunidades em que a progressiva divisão social do trabalho terá obrigado a um incremento das práticas cerimoniais que definem as identidades dos elementos que compõem os grupos. A regravação da estação no Bronze Final terá que ver com a apropriação, através da gravação de motivos como os podomorfos, de espaços mais antigos carregados de simbolismo pelas elites coevas.

André Tomás Santos

Abstract

This book presents the monographic study of the rock art site of Fial (Tondela, Viseu). Seventy-nine decorated rocks are spread through 5 groups. Relations of visibility exist between the second and the third, between the third and the fourth and between the fourth and the fifth. A megalithic mound is located between the first and the second group, being that monument visible from both the first and the second groups. As will be argued, we propose three different phases of engraving on the site: the first is dated from a period between the IV and the III millennium BC; the second goes back to Late Bronze Age and the third has a medieval or modern chronology.

Two main purposes guide us through our work: to reach a better understanding of the rock art phenomenon in Beira Alta and to understand the relevance of Fial in the context of the prehistoric periods, during which the site was used.

These purposes conditioned the theoretical approach underlying our work. The theoretical approach was hermeneutical because the site was understood as a place that could be read as a text; and it was phenomenological because we understand as meaningful the relations between our bodily experience, the site itself and the context where it lies. The approach was phenomenological and hermeneutical also because, following Heidegger, we understand the world(s) as a system of intelligibility where the Being is thrown of.

The structure of our study is obviously conditioned by this approach. We start by throwing our attentions to the former works on the subject of rock art in Beira Alta. Then, our theoretical approach is discussed. A chapter on the methodology closes the first part of our text. In the second part both the geographic and cultural contexts are exposed. The description of the site and its decorated rocks, as well as the discussion regarding the chronology of the engravings, is made in this section. In the third part, we discuss the structure underlying the organization of the site. Then we expose our view of how this structure can be explained in the context of the prehistoric periods during which the site was used. In the fourth part, we try to argue how the study of the site has contributed to a more clear view of the rock art phenomenon in Beira Alta. Then we evaluate the pertinence of the site in prehistoric times.

The study of the site and the data from other rock art emplacements in Beira Alta, lead us to the conclusion that engravings in the region were made along four main periods: the first one can be dated from the trasition of the IV to the III millennium BC; the second corresponds to a period between the III and the II millennium BC; the third is dated from the Late Bronze Age/ Iron Age; the fourth can be traced back to the II Iron Age.

Regarding the interpretation of the site, we argue that Fial was used as an emplacement related with initiation rituals during the transition between the IV and the III millennium BC. We argue that the increasing labour's social division has provoked a need to strongly define the identities of people inside communities and, one way of achieving that, is through ceremonial practices. Regarding the engraving of new motifs — like the foot-like motifs — in Late Bronze Age, we argue that theses actions can be understood as a way of appropriation of earlier and highly symbolic places by the elites of the time.


Résumé

Nous présentons l'étude monographique du site d'art de plein air de Fial (Tondela, Viseu). Sur ce site on été identifiés 79 roches gravées qui se répartissent en cinq groups. Les quatre derniers sont visibles l'un de l'autre. Un important monument mégalithique est visible depuis le premier et le second group. Notre étude avance que les gravures les plus anciennes on été réalisées entre le IVe et le IIIe millénaire av. J.- C. Il existe aussi des gravures datées de la fin de l'Âge du Bronze. Postérieurement, pendant l'époque médiévale ou même moderne, des graveurs on utilisés les mêmes supports rocheux.

Les objectifs de notre étude consistent essentiellement à permettre une meilleure compréhension de l'art rupestre de la région de Beira Alta; comprendre la pertinence du site durant les périodes préhistoriques contemporaines de son utilisation.

Ces objectifs, en particulier le second, ont conditionné l'approche théorique de notre travail. Elle se veut herméneutique puis que nous pensons qu'il est possible d'étudier le site comme si il s'agissait d'un texte. Notre approche est aussi phénoménologique parce que nous considérons que les relations qui s'établissent entre notre corps, le site et son contexte général sont des donnés importants pour l'étude de leur emplacement. Une autre idée subjacente à notre approche herméneutique et phénoménologique est l'idée d'après Heidegger qui considère que le Monde doit être entendu comme un système d'intelligibilité (comme le langage) où se place l'Être.

Cette approche a conditionné directement la structure de notre recherche.

Notre travail commence par un historique de la recherche sur l'art rupestre de la région. Ensuite, nous discutons notre approche théorique. Enfin, l'exposition de la méthodologie que nous avons utilisée met un terme à la première partie de notre travail. La second descrit le context géographique et préhistorique de la région aussi bien que le site et ses roches ornées. Ensuite, nous discutons les problèmes d'attribution chronologique qui se posent pour le site. La troisième partie tente de révéler la structure subjacente à l'organisation du répertoire figuratif. Nous présentons notre hypothèse d'explication de cette structure dans les contextes des périodes préhistoriques durant lesquelles les roches ont été gravées. Finalement, dans la quatrième partie, est discuté dans quelle mesure l'étude de l'art de Fial contribue à une nouvelle vision de l'art rupestre de la région de Beira Alta et quelle est la pertinence d'un tel site dans le contexte préhistorique de son utilisation.

Les données provenant de notre étude et celles de publications antérieures nous ont permis de proposer une diachronie pour l'art rupestre de Beira Alta, selon quatre grandes phases: la première se situerait entre la fin du IVe et le début du IIIe millénaire av. J.-C.; la seconde entre la fin du IIIe et le début du IIe millénaire av. J.-C.; la troisième à l'Âge du Bronze Final/ I Âge du Fer et la dernière au IIº Âge du Fer.

Selon notre intreprétation, le site du Fial serait un emplacement où les communautés qui ont habité la région pendant le passage du IVe vers le IIIe millénaire av. J.-C. ont pratiqué des cérémonies initiatiques. Ces cérémonies pourraient être expliquées par le contexte où la division sociale du travail s'intensifie, obligeant les communautés à renforcer les mécanismes et stratégies qui aident à définir l'identité de chaque membre de son groupe. L'apparition de nouveaux motifs à l'Âge du Bronze Final pourrait être entendue comme une stratégie d'appropriation d'un site ancien et chargé de symbolisme de la part des élites de l'époque.


Vol. XII — 2005


CARVALHO, P. S. — A Necrópole Megalítica da Senhora do Monte (Penedono — Viseu). Um Espaço Sagrado Pré-histórico da Beira Alta.

232 páginas (inclui 100 figuras e fotografias).

ISBN: 972-99352-2-X. Preço: € 17,50.


Vol. X-XI — 2002-2003


Índice:

VALERA, A. C. — Problemas da neolitização na bacia interior do Mondego a propósito de um novo contexto: a Quinta da Assentada, Fornos de Algodres.

CUNHA, A. M. L., CARDOSO, J. L. — A Anta do Penedo Gordo (Belver, Gavião).

LÓPEZ SÁEZ, J. A., CRUZ, D. J. — Análises polínicas da Orca das Castonairas (Vila Nova de Paiva, Viseu). Evolução ambiental durante a Pré-história Recente da região do Alto Paiva (Beira Alta).

BARROSO BERMEJO, R., BUENO RAMIREZ, P., BALBÍN BEHRMANN, R. — Las primeras producciones metálicas en la Cuenca Interior del Tajo: Cáceres y Toledo.

LÓPEZ SÁEZ, J. A., BURJACHS, F. — El paisaje durante el Calcolítico en el Valle Amblés (Ávila). Análisis paleopalinológico del yacimiento de Aldeagordillo.

PAVÓN SOLDEVILLA, I. — “Muerte en los Barros”: aproximación a la dinámica demográfica, ritual y social de una necrópolis de cistas de la Baja Extremadura.

ARMBRUSTER, B. R. — A metalurgia da Idade do Bronze Final Atlântico do Castro de Nossa Senhora da Guia, de Baiões (S. Pedro do Sul, Viseu).

LÓPEZ SÁEZ, J. A., VALINHO, A., LOUREIRO, S. — Paleovegetação na transição Bronze Final/ Idade do Ferro no Alto Paiva: palinologia do Castro de Vila Cova-à-Coelheira (Vila Nova de Paiva, Viseu).

VILAÇA, R., MONTERO RUIZ, I., RIBEIRO, C. A., SILVA, R. C., ALMEIDA, S. O. —  A Tapada das Argolas (Capinha, Fundão): novos contributos para a sua caracterização.

GARCÍA DIEZ, M., LUÍS, L. — José Alcino Tomé e o último ciclo artístico rupestre do vale do Côa: um caso de etnoarqueologia.

CARVALHO, P. M. S., GOMES, L. F. C. — A cista do povoado da S.ª de Lurdes (S. João da Pesqueira, Viseu).

CRUZ, D. J., LÓPEZ SÁEZ, J. A. — Orquinha dos Juncais (Vila Nova de Paiva, Viseu): caracterização paleoambiental.

292 páginas, XXXI estampas (= 62 páginas).

ISBN: 972-95952-9-1. Preço: € 22,50.

 

Vol. IX — 2001


Índice:

ALMEIDA, M., NEVES, M. J.— Ocupação holocénica do Vale das Buracas (Zambujal, Condeixa-a-Nova, Coimbra): crítica tafonómica, tecnologia lítica e contextualização arqueológica.

LÓPEZ SÁEZ, J. A., CRUZ, D. J., SILVA, A. J. M. — Monumento 2 de Lameira Travessa (Vila Nova de Paiva, Viseu). Resultados das análises polínicas.

FIGUEIRAL, I. — Restos vegetais carbonizados do Alto Paiva (Beira Alta).

VILAÇA, R., CRUZ, D. J., SANTOS, A. T., MARQUES, J. N. — A estátua-menir de “Ataúdes” (Figueira de Castelo Rodrigo, Guarda) no seu contexto regional.

RUÍZ-GÁLVEZ PRIEGO, M., GUTIERREZ PUEBLA, J., LÓPEZ GARCÍA, P., TORRES, M., LÓPEZ JIMÉNEZ, O., DÍAZ SANTANA, B., BASILDO, R. — Paisaje y territorio nurágico. Generación de un modelo y primeros datos de la aplicación G.I.S.

LADRA, L. — Os torques de prata da Cividade de Bagunte (Vila do Conde).

SANTOS, A. T., AVELEIRA, A. J. — A necrópole de “Caramêlo – Mazugueira” (Caparrosa, Tondela, Viseu).

PERESTRELO, M. S. — A Idade do Bronze no Castelo dos Mouros de Cidadelhe (Pinhel).

PERPÉTUO, J. M. — A Arca do Penedo do Com (Esmolfe, Penalva do Castelo, Viseu).

SANTOS, F. J. C. — Dólmen da Capela dos Mouros (Arcas / Talhadas, Sever do Vouga, Aveiro).

SANTOS, F. J. C. — O Monumento 2 de Chão Redondo (Talhadas, Sever do Vouga, Aveiro).

148 páginas, XVI estampas (= 32 páginas), 1 extra-texto (desd.)

ISBN-972-95952-8-3. Preço: € 15,00.


Vol. VIII — 2000


Índice:

VALERA, A. C. — O sítio arqueológico da Quinta do Soito no contexto do povoamento do Neolítico Antigo da bacia interior do Mondego.

GOMES, L. F. C., CARVALHO, P. M. S. — O Dólmen da Fonte Coberta de Vila Chã (Alijó, Vila Real).

BUENO RAMÍREZ, P.,  BALBÍN BEHRMANN, R., BARROSO, R. — Valle de las Higueras (Huecas, Toledo, España). Una necropolis Ciempozuelos con cuevas artificiales al interior de la Península.

GOMES, M. V. — A Rocha 175 de Fratel: iconografia e interpretação.

SANTOS, A. T. — A Pedra dos Pratos (Covelo do Paiva, Moledo, Castro Daire, Viseu). Breve estudo interpretativo.

CRUZ, D. J., VILAÇA, R., SANTOS, A. T., MARQUES, J. N. — O grupo de tumuli do Pousadão (Vila Nova de Paiva, Viseu).

MELO, A. A. — Deposição e descontextualização dos artefactos metálicos na Idade do Bronze.

LÓPEZ SÁEZ, J. A., LÓPEZ, P., CRUZ, D. J., CANHA, A. J. — Paleovegetação e impacto humano durante a Pré-história Recente na região do Alto Paiva: palinologia do povoado do Bronze Final de Canedotes (Vila Nova de Paiva, Viseu).

VILAÇA, R., SANTOS, A. T., PORFÍRIO, E., MARQUES, J. N., CORREIA, M., CANAS, N. — O povoamento do I milénio a. C. na área do concelho do Fundão: pistas de aproximação ao seu conhecimento.

SANCHES, M. J., SILVA, M. S. — A pedra gravada do Castelo (Jou — Murça).

SILVA, M. D. O. — Estátua-menir de A-de-Moura (Santana de Azinha, Guarda).

SANTOS, S. R., LOURENÇO, S., NETO, F., BRAGANÇA, F. — O sítio arqueológico do Castro da Picota (Tábua).

SILVA, R. — A “Pedra Letreira” (Amieiros, Alvares, Góis).

CRUZ, D. J., CANHA, A. J., LOUREIRO, S., VALINHO, A., VIEIRA, M. — Património arqueológico do concelho de Vila Nova de Paiva: a ocupação humana do Alto Paiva desde a Pré-história à Alta Idade Média.

268 páginas, XXVII estampas (= 54 páginas), 1 extra-texto (desd.)

ISBN-972-95952-7-5. Preço: € 22,45.


Vol. VII — 1999


Índice:

ALARCÃO, J. — A Arqueologia numa encruzilhada de disciplinas.

UMBELINO, C. — Novos elementos antropológicos sobre a amostra neolítica da Gruta dos Alqueves (Coimbra): inferência sobre a dieta eleita.

CARNEIRO REY, A. — El megalitismo en Galiza: síntesis cronológica de los estudios territoriales.

CASTRO, A. S., SILVA, A. J. M., SEBASTIAN, L. C., GINJA, M., DIAS, V., FIGUEIREDO, F. P., CATARINO, L., ARGANT, J. — Trabalhos de escavação arqueológica realizados no monumento 1 da "Lameira Travessa" (Pendilhe, Vila Nova de Paiva, Viseu).

VENTURA, J. M. — Os materiais da mamoa da Orca 2 do Ameal (Carregal do Sal): análise tipológica e enquadramento cronológico.

BUENO RAMIREZ, P., BALBÍN-BHERMAN, R., BARROSO BERMEJO, R., ALDECOA QUINTANA, M. A., CASADO MATEOS, A. B. — Arte megalítico en Extremadura: los dolmenes de Alcantara, Caceres, España.

HERRÁN MARTÍNEZ, J. I., ROJO GUERRA,  M. A. — Una nueva tumba en fosa calcolítica?: El hallazgo de Colmenares (Portillo, Valladolid, España) y su contexto arqueológico.

CARO DOBÓN, L., RODRÍGUEZ OTERO, H., SÁNCHEZ COMPADRE, E., PRADA MARCOS, M. E. — Informe antropologico de los restos humanos hallados en el enterramiento en fosa de Colmenares en Arrabal de Portillo (Valladolid).

CRUZ, D. J., VILAÇA, R. — O grupo de tumuli da Senhora da Ouvida (Monteiras / Moura Morta, Castro Daire, Viseu). Resultados dos trabalhos arqueológicos.

FIGUEIRAL, I. — Tumuli da Senhora da Ouvida (Castro Daire, Viseu). A contribuição da Antracologia.

RUBINOS, A. — A cronologia dos tumuli da Senhora da Ouvida (Castro Daire, Viseu).

SILVA, E. F. — Contribuição para a caracterização geoquímica dos sedimentos sob os tumuli da Senhora da Ouvida (Castro Daire).

PAVÓN SOLDEVILLA, I. — Los albores de la Protohistoria en la "Mesopotamía" extremeña: notas para la discusión de un modelo.

COLLADO GIRALDO, H. — Si las paredes hablasen… Elucubraciones sobre el arte rupestre esquemático.

GOMES, M. V. — A "Bicha Pintada" (Vila de Rei, Castelo Branco) e as serpentes na Proto-história do Centro e Norte de Portugal.

VELHO, A. e G. — A estação calcolítica da Quinta da Atalaia (Trancoso, Guarda).

CARVALHO, P. M., L. F. C., FRANCISCO, J. P. A. — A estátua-menir do Alto da Escrita (Tabuaço, Viseu).

SILVA, J. C., BATISTA, A., FÉLIX, P. — Uma foice do Bronze Final proveniente da Quinta do Vale do Zebro (Rio de Moinhos, Abrantes).

CRUZ, D. J. — A necrópole do Bronze Final do "Paranho" (Molelos, Tondela). Resultados das datações radiocarbónicas.

VILAÇA, R., MARQUES, J. N., CORREIA, M. — Resultados de uma sondagem arqueológica em S. Gens (Idanha-a-Nova).

CANHA, A. J. — Canedotes (Vila Nova de Paiva), povoado do Bronze Final. Notícia preliminar das escavações do sector II.

VALINHO, A., LOUREIRO, S. — O Castro de Vila Cova-à-Coelheira (Vila Nova de Paiva, Viseu).

SANTOS, A. T., MARQUES, J. N. — A rocha gravada da Corbela (Pena, Vila Real): notícia preliminar e algumas considerações.

CANAS, N. — O Castro de Monforte da Beira (Castelo Branco).

344 páginas, XVIII estampas (= 36 páginas)

ISBN-972-95952-6-7. Preço: € 22,45.


Vol. VI — 1998



Actas do Colóquio “A Pré-história na Beira Interior” (Tondela, 21 a 23 de Novembro de 1997)

CRUZ, D. J. — Apresentação.

VENTURA, J. M. — O núcleo megalítico dos Fiais / Ameal (Carregal do Sal): um novo balanço.

GOMES, L. F. C., CARVALHO, P. M. S., FRANCISCO, J. P. A., PERPÉTUO, A., MARRAFA, C. — O Dólmen de Areita (S. João da Pesqueira, Viseu).

SILVA, F. A. P. — Um novo dólmen pintado e gravado da bacia do médio Vouga — o dólmen do Juncal (Manhouce, S. Pedro do Sul). Notícia preliminar.

GONZÁLEZ LÓPEZ, M., TEIJEIRO LÓPEZ, B. — Aproximación al estudio paleodemográfico de las sociedades constructoras de megalitos: el dolmen de El Torrejón (Villamayor, Salamanca).

Debate. Moderação: Vítor Oliveira Jorge.

VALERA, A. C. — A neolitização da bacia interior do Mondego.

CRUZ, D. J. — Expressões funerárias e cultuais no norte da Beira Alta (V - II milénios a. C.).

STOCKLER, C. — Em torno da cronologia do megalitismo da serra da Aboboreira: novas datas de Carbono 14 da Mamoa de Cabras (Amarante).

VILLOCH VÁSQUEZ, V. — Menhires y losas antropomorfas en Galicia.

Debate. Moderação: João Carlos Senna Martinez.

JORGE, V. O. — Algumas reflexões em torno da arte rupestre do Centro-Interior do País, com principal referência ao Côa.

COLLADO HIPÓLITO, H., FERNÁNDEZ ALGABA, M. — Arte rupestre en Extremadura: últimas investigaciones.

CARRERA RAMÍREZ, F. — Un desafio: preservar la pintura megalítica.

Debate. Moderação: Maria de Jesus Sanches.

OLIVEIRA, A. C. — O povoado pré-histórico do Cabeço da Malhoeira (Benquerença, Penamacor).

MÁRQUEZ ROMERO, J. E., FERNÁNDEZ RODRÍGUEZ, L.-E. — Los asentamientos humanos en las fases iniciales de la Edad del Cobre en la Provincia de Malaga (España).

JORGE, S. O. — Castelo Velho de Freixo de Numão (V.ª N.ª de Foz Côa, Portugal): breve genealogia de uma interpretação.

Debate. Moderação: João Luís Cardoso.

MARTÍN BRAVO, A. M., GALÁN DOMINGO, E. — Poblamiento y circulación metalica en la Beira Interior y Extremadura durante el Bronce Final y la transición a la Edad del Hierro.

CARDOSO, J. L., CANINAS, J. C., HENRIQUES, F. R. — Duas estruturas habitacionais da Idade do Bronze do Monte de São Domingos (Castelo Branco).

VILAÇA, R. — Produção, consumo e circulação de bens na Beira Interior na transição do II para o I milénio a. C.

CRUZ, D. J., GOMES, L. F. C., CARVALHO, P. M. S. — Monumento 2 da Serra da Muna (Campo, Viseu). Resultados preliminares dos trabalhos de escavação arqueológica.

FIGUEIRAL, I. — Monumento 2 da Serra da Muna (Campo, Viseu). A contribuição da Antracologia.

Debate. Moderação: Susana Oliveira Jorge.

408 páginas, XLVIII estampas (=96 págs.), 2 extra-textos (desd.).

ISBN-972-95952-5-9. Preço: € 39,90.


Vol. V — 1997


Índice:

VAZ, J. L. I. — Monsenhor Celso: o homem, o sacerdote, o arqueólogo.

CARDOSO, J. L., CANINAS, J. C., HENRIQUES, F. R. — Escavação da Anta 2 do “Couto da Espanhola” (Rosmaninhal, Idanha-a-Nova).

CASTRO, A. S., SILVA, A. J. M., SILVA, C. R., SEBASTIAN, L. C. — Trabalhos de escavação arqueológica realizados no Monumento 2 da "Lameira Travessa" (Pendilhe, Vila Nova de Paiva, Viseu).

VALERA, A. C. — Fraga da Pena (Sobral Pichorro, Fornos de Algodres): uma primeira caracterização no contexto da rede local de povoamento.

CRUZ, D. J. — A necrópole do Bronze Final do "Paranho" (Molelos, Tondela, Viseu).

SILVA, A. M., CUNHA, E. — As incinerações da Necrópole do Paranho: abordagem antropológica.

FIGUEIRAL, I. — Necrópole do Paranho (Molelos, Tondela). Resultados da análise dos carvões vegetais.

VILAÇA, R. — Metalurgia do Bronze Final da Beira Interior: revisão dos dados à luz de novos resultados.

MERIDETH, C. — Energy Dispersive Spectroscopy Analysis from Late Bronze Age artefacts.

GOMES, M. V. — O Cavalo de Moimenta da Serra (Gouveia, Guarda).

BATATA, C. — A Sertã na transição entre a Pré-história Recente e a Proto-história.

CRUZ, D. J., VILAÇA, R. — "Casa da Orca" da Cunha Baixa (Mangualde, Viseu).

CANHA, A. J. — O povoado da S.ª da Guia (S. Pedro do Sul, Viseu).

172 páginas, XVIII estampas (=36 páginas).

ISBN-972-95952-2-4. Preço: € 12,47.


Vol. IV — 1996


GOMES, L. F. C. — A Necrópole Megalítica da "Lameira de Cima" (Penedono, Viseu).

200 páginas, XXIV estampas (=48 páginas).

ISBN-972-95952-10-0. Preço: € 17,46.


Resumo

A necrópole megalítica da Lameira de Cima, situada no concelho de Penedono, distrito de Viseu, província da Beira Alta, foi totalmente intervencionada ao longo de cinco campanhas tidas entre 1989 e 1994.

Trata-se de um conjunto de dois monumentos de tipo "clássico" cujos montículos, separados por escassos metros, encerram estruturas centrais com características tipológicas distintas — câmara poligonal alargada provida de um corredor de médias dimensões ou uma antecâmara de tipo "vestibular" —, contrapondo-se à extrema semelhança das soluções estruturais e/ ou rituais adoptadas na edificação dos montículos envolventes, nomeadamente nas respectivas estruturas de acesso e subsequente selagem, bem como ao nível das oferendas.

Em ambos os casos, e para se aceder ao espaço interno, tornava-se necessário ultrapassar várias "etapas", certamente condicionadas apenas a alguns: "passagem" na estrutura de "fecho do átrio", "átrio" e "corredor intratumular", demarcado à entrada por um estreito "lajeado" e definido pelo desenvolvimento, para nascente, do contraforte, possante e extremamente bem elaborado.

Quando estes deixaram de ser utilizados, e no caso particular do monumento 1, todos os diferentes espaços de acesso terão sido ritualmente obliterados, quer pela deposição de uma estrutura, em terra e pedras com muito cascalho à mistura, na zona imediatamente a seguir à entrada do corredor e preenchendo totalmente o espaço definido pelo "corredor intratumular" — "selagem do corredor intratumular" —, quer também, e num momento seguinte, pelo encerramento do "átrio" e correspondente passagem na periferia deste, recorrendo-se à deposição de um novo "manto" pétreo com alguma terra à mistura — "selagem do átrio". A este conjunto de estruturas, perfeitamente sincrónicas, denominámos "estrutura de condenação".

No monumento 2, o ritual de encerramento, efectuado num só acto, terá sido acompanhado de fogueiras rituais — tidas ao nível do piso térreo que compunha o "corredor intratumular" — e envolvendo deposições de alguns recipientes cerâmicos, presumivelmente já partidos e incompletos, deliberadamente espalhados ao nível do topo da "estrutura de condenação".

Em ambos os casos, e não obstante a amálgama estratigráfica, a panóplia das oferendas, rica e diversificada — micrólitos, lâminas, lamelas, pontas de seta, contas de colar, machados, enxós, recipientes cerâmicos, entre outros —, prima por uma homogeneidade cultural, admitindo-se um carácter marcadamente arcaizante para grande parte destes materiais, podendo perfeitamente integrar o pacote artefactual das deposições primárias.

No âmbito dos objectos com carácter simbólico, e para além de duas lajes graníticas de forma antropomórfica ou triangular, registe-se o conjunto de seixos rolados intencionalmente colocados junto à base externa da abertura existente na "estrutura de fecho do átrio" e perfeitamente obliterados pela selagem deliberada dos dois monumentos.

Face à cronologia neolítica da necrópole, e de acordo com situações algo frequentes ao nível do megalitismo regional, somos levados a admitir a presença de reutilizações posteriores, quiçá adentro do período Calcolítico/ Bronze inicial.

As evidencias arqueológicas, bem como o conjunto de análises de radiocarbono disponíveis e estatisticamente indistinguíveis, permitem-nos pressupor um curto período de utilização da necrópole, cronologicamente situável nos finais do IV/ inícios do III milénio a. C. (não calibrado) i.e., primeiro terço do IV milénio cal. AC.

Luís Filipe Coutinho Gomes


Vol. III — 1995


Índice:

CARDOSO, J. L., GOMES, M. V., CANINAS, J. C., HENRIQUES, F. R. — O Menir de Cegonhas (Idanha-a-Nova).

CARDOSO, J. L., CANINAS, J. C., HENRIQUES, F. R. — A Anta 6 do Couto da Espanhola (Rosmaninhal, Idanha-a-Nova).

GOMES, L. F. C., CARVALHO, P. M. S. — A Orca dos Padrões (Mangualde, Viseu).

CRUZ, D. J. — Cronologia dos monumentos com tumulus do Noroeste Peninsular e da Beira Alta.

VALERA, A. C. — O habitat da Malhada (Fornos de Algodres — Guarda): uma análise preliminar no contexto do povoamento local durante o III milénio AC.

SILVA, A. M. — Os restos humanos exumados da Anta da Arquinha da Moura (Tondela, Viseu).

CRUZ, D. J., GONÇALVES, A. A. H. B. — Mamoa 1 de Madorras (Sabrosa, Vila Real). Datações de Carbono 14.

JUAN-TRESSERRAS, J., GALVÁN, V., PINILLA, A. — Análisis de fitolitos y minerales conservados en las superficies activas de los elementos macrolíticos de molido de la mamoa 1 de Madorras (Sabrosa, Vila Real, Portugal).

ABRUNHOSA, J. M., GONÇALVES, A. A. H. B., CRUZ, D. J. — Ocorrência de rochas vitrificadas no Dólmen do "Picoto do Vasco" (Vila Nova de Paiva, Viseu).

FIGUEIREDO, F. P., CATARINO, L., CASTRO, A. S., SILVA, A. M., SILVA, C. R., DIAS, V. S. — Métodos eléctricos de resistividade aplicados ao estudo de monumentos megalíticos: o Dólmen de "Picoto do Vasco" (Vila Nova de Paiva, Viseu).

VILAÇA, R., CRISTÓVÃO, E. — Povoado pré-histórico de Monte do Trigo (Idanha-a-Nova).

GOMES, L. F. C., CARVALHO, P. M. S. — A Mamoa 1 da Lameira do Fojo (Couto de Cima, Viseu).

GOMES, L. F. C., CARVALHO, P. M. S. — O Dólmen do Vale da Cabra (Bodiosa, Viseu).

GOMES, L. F. C., CARVALHO, P. M. S. — Anta de Mamaltar do Vale de Fachas (Rio de Loba, Viseu).

CARVALHO, P. M. S., GOMES, L. F. C. — A Necrópole megalítica da Nossa Senhora do Monte (Penedono, Viseu).

VILAÇA, R., CRUZ, D. J. — Canedotes (Vila Nova de Paiva, Viseu). Povoado pré-histórico do Bronze Final.

CRUZ, D. J. — Dólmen de Antelas (Pinheiro de Lafões, Oliveira de Frades, Viseu). Um sepulcro-templo do Neolítico final na Beira Alta.

264 páginas, XXX estampas (=60 páginas).

ISBN-972-95952-2-5. Preço: € 17,46.


Vol. II — 1994


Actas do Seminário “O Megalitismo no Centro de Portugal:

novos dados, problemática e relações com outras áreas peninsulares” (Mangualde, Novembro de 1992)

Índice:

SENNA MARTINEZ, J. C. — Megalitismo, habitat e sociedades: a bacia do médio e alto Mondego no conjunto da Beira Alta (c. 5200-3000 BP).

VENTURA, J. M. Q. — A Orca 1 do Ameal (Carregal do Sal).

SENNA MARTINEZ, J. C. — A Orca de Santo Tisco: resultados preliminares da campanha 1.

SENNA MARTINEZ, J. C., ESTEVINHA, I. M. A. — O sítio de habitat das Carriceiras (Carregal do Sal): notícia preliminar.

CRUZ, D. J., VILAÇA, R. — O Dólmen 1 do Carapito (Aguiar da Beira, Guarda): novas datações de Carbono 14.

Debate. Moderação: Celso Tavares da Silva; João Carlos de Senna Martinez.

CURA-MORERA, M., VILARDELL, R. — Ultimas novedades en torno el Megalitismo en el NE. Peninsular.

RUÍZ COBO, J., DÍEZ CASTILLO, A. — El Megalitismo en Cantabria: una aproximación espacial.

FÁBREGAS VALCARCE, R. — El túmulo de Vedro Vello: cuestiones acerca del Megalítico Final de la Galicia Interior.

Debate. Moderação: Philine Kalb.

GONÇALVES, V. S. — O grupo megalítico de Reguengos de Monsaraz: procurando algumas possíveis novas perspectivas, sem esquecer as antigas.

OOSTERBEEK, L. M. — Megalitismo e necropolização no Alto Ribatejo. O III milénio.

Debate. Moderação: Ramón Fábregas Valcarce.

SILVA, E. J. L. — Megalitismo do Norte de Portugal: o litoral minhoto.

GONÇALVES, A. A. H. B., CRUZ, D. J. — Resultados dos trabalhos de escavação da Mamoa 1 de Madorras (S. Lourenço de Ribapinhão, Sabrosa).

HOYAS MUÑOZ, C., JUAN I TRESSERRAS, J., LÓPEZ-CAPARRÓS ÍNIGUEZ, C., VILLATE ALIAGA, E. — Caracterización del perfil pedológico del túmulo y del paleosuelo de la Mamoa 1 das Madorras (S. Lourenço de Ribapinhão, Sabrosa, Portugal).

JUAN I TRESSERRAS, J. — El paleosuelo de la Mamoa 1 das Madorras (Sabrosa, Portugal). Primeros resultados geoarqueológicos y arqueobotánicos.

SANCHES, M. J. — Megalitismo na bacia de Mirandela.

FIGUEIRAL, I. — Mamoa da Arcã. Resultados da análise antracológica.

BELLO  DIÉGUEZ, J. M. — Grabados, pinturas e ídolos en Dombate (Cabanas, A Coruña). Grupo de Viseu o Grupo Noroccidental? Aspectos taxonómicos y cronológicos.

FUENTE ANDRÉS, F., FÁBREGAS VALCARCE, R. — La laja decorada de Os Campiños.

Debate. Moderação: Vítor Oliveira Jorge.

GOMES, M. V. — Menires e cromeleques no complexo cultural megalítico: trabalhos recentes e estado da questão.

RATTAZI, A., ROMÃO, P. S. — A biodegradação do granito nos monumentos megalíticos: a acção dos líquenes.

ABREU, M. S., JAFFE, L. — Novos métodos de datação da arte rupestre e possíveis aplicações ao megalitismo português. Instruções para o uso.

Debate. Moderação: João Carlos Caninas.

JORGE, V. O. — O Megalitismo como fenómeno europeu. Algumas notas (talvez) úteis ao estudo do megalitismo português.

CARVALHO, P. M. S., GOMES, L. F. C. — O menir do Vale de Maria Pais (Antas, Penedono). Notícia preliminar.

Debate. Moderação: José Maria Bello Diéguez.

CRUZ, D. J., GONÇALVES, A. A. H. B. — Novas pinturas no dólmen do Padrão (Baltar, Paredes, Porto).

SANCHES, M. J. — Laje de Vale de Juncal (Mirandela).

KALB, P. — Reflexões sobre a utilização de necrópoles megalíticas na Idade do Bronze.

434 páginas, XXXII estampas (=64 páginas), 7 extra-textos (desd.).

ISBN-972-95952-1-6. Preço: € 32,42.


Vol. I — 1993


Índice:

CRUZ, D. J. — Apresentação.

GOMES, M. V. — O Marco de Anta ou Estela-menir de Caparrosa (Tondela, Viseu).

GOMES, L. F. C., CARVALHO, P. M. S. — Novos elementos sobre o Vaso Campaniforme na Beira Alta.

VILAÇA, R. — Resultados preliminares das escavações realizadas no povoado do Castelejo (Sabugal).

CRUZ, D. J. — A Orca dos Juncais (Queiriga, Vila Nova de Paiva, Viseu).

CUNHA, A. M. L. — Pinturas rupestres na Anta da Arquinha da Moura (conc. de Tondela, Viseu): notícia preliminar.

CARVALHO, P. M. S., GOMES, L. F. L., COIMBRA, A. M. M. — Casa da Orca da Malhada de Cambarinho (Vouzela, Viseu).

RUIVO, J. S. — Os espetos articulados de Reguengo do Fetal (Batalha, Leiria).

CRUZ, D. J. — Os monumentos megalíticos do concelho de Fornos de Algodres.

112 páginas, XIII estampas (=26 páginas).

ISBN 972-95952-0-8. Preço: € 7,98.

Aos preços indicados acresce IVA à taxa legal (6%)

À venda nas livrarias e museus de Arqueologia

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Domingos Cruz,
15/05/2013, 04:51