O trabalho do T.C.B.C. é direcionado essencialmente ao público infanto-juvenil, com a principal preocupação de formar e educar - através de seus Espetáculos e Trabalhos de pesquisa, tanto histórica quanto pedagógica -, à fim de preparar um público de futuros adultos moralmente e intelectualmente lúcidos - estimulados pela leitura de boa qualidade e a busca constante da informação e da verdade -, utilizando o Teatro e todos os seus meios através de todos os tempos - da Antiga Grécia até os Dias de Hoje.
A Cia. TEATRO CANTA BRINCA CONTA é um grupo de Teatro ESTATUTÁRIO, inicialmente como amadora, porém tornou-se mais tarde profissional, devido ao seu número de trabalhos postos em cartaz e aprovação da crítica especializada e público assistente, além dos vínculos comerciais e parcerias contraídas ao longo do tempo.
Fundado em 10 de Dezembro de 1991 pela encenadora Patrícia Ventania - Fundadora, Diretora e Presidente da Cia. T.C.B.C., e pelos atores Tobias Duarte, Perla di Maio e Luís Cabelo; Há muitos anos trabalhando e pesquisando a Linguagem de encenação dos mais antigos aos mais novos Contadores de Estórias.
"Historietas de Esopo"
Hoje, sabemos a dimensão exata dos esforços necessários para manter uma Cia. atuante, com seus espetáculos em cartaz, e fazer temporadas regulares e de boa qualidade - com aceitação da crítica e do público assistente.
É chegado mais um momento decisivo em nossa trajetória: colocando em prática novas (velhas) idéias e conceitos estéticos, pesquisando e encenando novas propostas (o que já faz parte da nossa tradição). Para tanto, estivemos, nestes 2 últimos anos, trabalhando em função de "Historietas de Esopo".
Após de completar seus 20 anos de existência, dos quais doze (12) dedicados somente à animação e apresentações em festas eventos e aniversários, longe do grande público, a Cia. TEATRO CANTA BRINCA CONTA vem propor a sua empresa uma irresistível parceria em seu Projeto ainda inédito: "Historietas de Esopo", quando estará voltando ao circuito tradicional de apresentações públicas.
Assim como todo fabricante dos bons vinhos, nós do T.C.B.C. acreditamos que buscando no mais antigo contador de estórias que se tem referência Histórica - Esôpo, aliados ao nosso comedimento e cuidados com a nossa pesquisa de linguagem, evitando maiores desgastes mercadológicos e "copismos" de Cia.s concorrentes demoramos a reentrar nesta competitiva e exigente esfera do mercado de teatro infantil.
Utilizando o conceito habitual de nossa pesquisa de cenografia funcional e itinerante: com apenas 6 (seis) objetos, alguns figurinos e adereços utilizados ao longo de 90 (noventa) minutos por 5 (cinco) bem afinados e sincronizados atores, que se multiplicam em 18 (dezoito) personagens e, em 15 (quinze) Fábulas: tão interessantes e familiares às infâncias de todas as gerações de crianças à partir do século V (cinco) antes de Cristo até os dias de hoje.
Sobre Nossa Experiência com o Teatro de Repertório
* Bom posicionamento da empresa no mercado competitivo - Cia. pioneira.
Durante os anos de existência do 'Mercado de Estórias', mudando de praças, elencos e espetáculos - vários sucessos e muitas aventuras -, pode-se dizer que o saldo é muito positivo, e com o domínio realista de todos os prós e contras, bem como as informações necessárias para conquistar e capitalizar os melhores e mais conceituados bairros da cidade do Rio de janeiro
'MERCADO de ESTÓRIAS'
O Projeto "de resgate da tradição mambembe" do T.C.B.C. - MERCADO DE ESTÓRIAS - se manteve em cartaz 5 anos consecutivos,apenas com a verba arrecadada no "chapéu". Com o principal objetivo formar platéias, em espaços já tradicionais dentro do circuito teatral carioca - como: Cacilda Becker, Mercado São José, os Museus Histórico e da República, Delfin, entre outros, e por fim o Dulcina; resgatando uma das mais ancestrais formas de Arte no mundo: a tradição oral; com público de 250 espectadores, em média/sessão, o Projeto encenou: "O Gato de Botas", "Rapunzel", "Pele de Asno", "Rip Van Rup - o dorminhoco", "O Flautista de Hammelin", "A Roupa Nova do Imperador", "João e Maria", "O Patinho Feioso", "A Moura Torta", "A Bela e a Fera", "Chapéuzinho Vermelho", "A História da Galinha Ruiva", "Doçura & Feiúra", "O Avarento - um conto de natal" e "Presentes Encantados". Atores-vendedores saem pelo mundo, oferecendo a quem queira ou possa pagar, as estórias que têm para contar...
A História do Projeto:
Em 1991, ano em que iniciou seus trabalhos com o Projeto Mercado de Estórias, o T.C.B.C. apostou numa pesquisa estética que valorizava a simplicidade e pobreza de recursos cenográficos, bem característico das antigas Cia.s Mambembes; e, embora a idéia inicial fosse utilizar somente um baú ou "canastra" como cenário para as encenações das estórias apresentadas, acabou por dar continuidade à um conceito já utilizado pela direção da Cia. em trabalhos anteriores à sua fundação - a "carroça Mambembe"; o que feliz e surpreendentemente salvou-a de possíveis constrangimentos com outras produções infantis que estrearíam no mesmo ano (chegando até a serem premiadas) - as quais se utilizavam deste simplório e clássico, mas eficiente recurso da "canastra" ou Baú. Também, numa feliz coincidência, num curto espaço de tempo após nossa estréia, estreava nas telas dos cinemas o festejado "A Viajem do Capitão Tornado", o que veio à coroar-nos na confirmação de que nossa escolha estaria em consonância com o movimento de "resgate da tradição mambembe" a que nos propusemos. Passeando, no seu 1º e 2º anos, da Commèddia dell'Arte à Farsa Circense; no 3º e 4º com os "Clowns" Contemporâneos - viajando pelo Vodeville e o Cinema Mudo; no 5º, a Cia. com "A Vaca e o Sinistro Pé de Feijão do João", pesquisou um pouco da estética e linguagem teatral da era da Revolução Industrial, nos tempos em que o teatro (com "Th"), misturado aos mascates e caixeiros viajantes, era a única diversão das caravanas de Europeus que atravessavam os desertos Americanos em busca de uma boa Terra ou uma vida nova. Porém, ao se instalar no Teatro Dulcina, em 1995, por imposição da FUNDACEN (administradora do espaço teatral), a cobrança de um ingresso, apesar de barato (R$ 2,50), não foi bem recebida pelo público (acostumado com o sistema de franquia, e passagem do chapéu ao final das apresentações; o que desmotivou o T.C.B.C. dar continuidade ao projeto sem patrocínios ao final daquele ano.
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